Coloring The Life - Um Restart Na Vida
38 Amor, amor... Loucuras fazem parte.
Notas iniciais
Era tão bom ter Pedro ao meu lado de novo, acho que está escrito nas estrelas que nós não vivemos sem brigar. Dessa vez ele realmente me deixou surpresa, o modo de como me surpreendeu na festa...
A sensação era que eu estava dormindo. Ainda não sabia se aquilo foi verdade... Se aconteceu mesmo. E se não tivesse acontecido? E se fosse fruto da minha cabeça, e toda essa saudade que quase explodia meu peito? Só sei que sendo verdade ou não, aquela imagem não saia mais de minha cabeça... Aquele beijo caloroso que só o Pedro dava, suas mãos percorrendo meu corpo, tirando minha roupa...
Aquele sono gostoso parecia terido embora do nada, me fazendo abrir os olhos e admirar tudo em volta. Lá estava aquele rosto maravilhoso, sorrindo e olhando dentro de meus olhos. Impossível foi não sorrir também. Dizem que a gente só dá valor quando perde, e eu quase o perdi duas vezes. O Pedro era meu, já tinha tomado o lugar mais importante do meu coração.
Ficamos nos olhando por um bom tempo, sorrindo. Nosso bom dia foi um selinho, e aquele perfume tomou conta do quarto dele.
- Bom dia. — Ele sorriu
- Bom dia Pedro. — Sorri, me levantando da cama.
Sabe aquela manhã gostosa, em que você está a sós com a pessoa que você mais ama? Sabe aquela manhã cheia de risadas, conversas? Foi essa que eu tive com o Pedro, até tocarem a campainha.
- Atende lá Manu? — Pedro disse.
- Nossa! Você nem é folgado! — Revirei os olhos, me levantando.
- É, não sou mesmo.- Ele riu.
fui até a porta, destrancando. Mas tive uma surpresa gigante quando vi quem estava por trás dela. A Lancellotti. Será que ela não percebe? Acabou TUDO entre ela e o Pedro.
- O que você tá fazendo aqui, sua vaca? — Giovanna gritou, invadindo o apartamento do Pedro.
- Você tem algum problema nessa tua cabeça. Só pode. — Dei uma risada cínica, a empurrando na parede, incapacitando-a de se movimentar.
- Giovanna o que você tá fazendo aqui? — Pedro gritou.
- O que essa filha da puta tá fazendo aqui? — Ela gritava.
- Giovanna, quantas vezes vou ter que dizer que a gente NÃO NAMORA MAIS? — Pedro gritou, não se incomodando de eu estar a imobilizando na parede.
- E quem é a filha da puta? — gritei.
- É você mesma! — Ela retrucou.
Na hora meu sangue subiu. Quem era ela pra falar da minha mãe? Fale de todo mundo, menos do Pedro e da minha mãe. Recordei aqueles momentos no México, e não pensei duas vezes ao dar um tapa no meio de seu rosto, deixando marcas de meus dedos em sua bochecha. Pedro tentou me agarrar, mas fuzilei ele com o olhar e ele recuou, me fazendo prosseguir.
- Escuta aqui, quem você pensa que é pra invadir o apartamento do Pedro, xingando todo mundo? — Eu disse, enquanto ela tentava passar as mãos na marca que deixei.
- Porque ele é meu namorado! — Ela gritava.
- Pedro, essa garota tem algum problema psicológico, não é possível. — Eu ri, cinicamente.
- Sai daqui! A gente não namora mais, nem sentimento existe, pelo menos da minha parte. Agora vai embora que você tá ficando louca! — Pedro a empurrou para fora, e fechou a porta na cara dela.
- Pedro ! Sinceramente, eu tô com medo dessa menina. — Eu recuei, enquanto ela esmurrava a porta.
- Eu não sei o que deu nela. — Ele começou a rir.
- Sei lá, parece que ela tava drogada. — Ri junto.
- Será que ela tava drogada? — Ele arregalou o olho gargalhando.
- Crendeuspai. — Fiz uma cruz com os dedos para a porta.
- Não posso falar nada, porque eu também sou viciado. — Ele sorriu, vindo em minha direção.
- Oxe Pedro. — Sorri.
- Sou viciado em você, sou viciado nos teus beijos, sou viciado no teu amor. — Ele sorriu de novo, me jogando no sofá.
- Você é minha droga. — Eu sorri, envolvida em seus braços.
Ele me roubou um beijo, ainda em cima de mim, me fazendo sorrir.
- Nossa Pedro, tá safado. — Sussurrei, rindo.
- Não me provoca. — Ele sorriu.
Acordei com meu celular tocando, a família do Pedro iria passar o dia fora, então ainda estávamos só nós dois deitados no sofá, assistindo um programa qualquer na televisão. Ou melhor, ele assistia, enquanto eu dormia. Sonolenta peguei meu celular e o levei ao ouvido.
- Manuella?
- Loiro oi. — Continuei com a voz sonolenta.
- Tava dormindo?
- Não, não. Eu tava em coma aí começou a tocar A Vida É Uma Só e eu tive que levantar pra desligar. Obrigada por salvar minha vida. — Pedro olhou pra mim e riu.
- Engraçadinha. — Ele deu uma gargalhada. — Então, tô tentando ligar pro Pe mas ninguém atende, mas é pra falar pra vocês virem aqui na minha casa falar sobre o novo clipe.
- Novo clipe?
- É, vocês não sabiam ainda. Só vem aqui tá?
- Tudo bem, beijo, te amo.
- Te amo também Manuzita.
- Ei que coisa é essa de amar o Thomas? — Pedro riu, se levantando.
- Eu amo ele sim. Morra de inveja. — Revirei os olhos. — Então, mas ele disse pra gente ir na casa dele pra falar de um novo clipe blábláblá.
- Ah tá. — Ele sorriu indo para o quarto.
Passaram-se alguns minutos e ele saiu de lá, lindo como sempre. Sorri e o acompanhei até lá embaixo. Pedro permanecia calado, olhando para a rua.
- Você acha que a Lancellotti podia se drogar? — Ele finalmente falou.
- Nossa, pra que esse assunto? — Levantei uma sobrancelha.
- Ah sei lá. — Ele sacudiu a cabeça. — É estranho pensar na Lancellotti se drogando. — Ele deu um sorriso aparentemente falso.
- é... — olhei para frente de novo, admirando as casas, até chegarmos na casa do Thomas. — Mas acho que é problema da cabeça daquela bipolar mesmo.
Tocamos a campainha e a Elaine veio nos atender, dei um abraço e um beijo nela e subi correndo até o quarto do Thomas, onde os outros meninos e Alícia já estavam lá.
- Oi zenti. — Entrei com tudo no quarto pequeno dele.
- Oi minha Manu! — Thomas levantou me dando um abraço apertado. — Pensei que nunca mais ia te ver.
- Ué, por quê? — Me sentei na cama dele, agarrando um travessei com "cheiro de Thomas"
- Você sumiu na balada. — Ele sorriu. — Na verdade vocês dois. — Ele nos encarou com um sorriso malicioso.
- É né... — Olhei de canto para o Pedro, e percebi que ele fazia a mesma coisa, com meio sorriso no rosto.
- Ui que coisa mais hot. — Alícia falou lá no canto.
- E vê se cala a boca. — Taquei o travesseiro na cara dela.
- Nossa, pra ficar irritada assim é porque alguma coisa de fato aconteceu. — Ela nos olhou maliciosamente.
- Não, não aconteceu nada, eu só fiquei com o Willy e ele ficou com ciúmes. Nada mais. — Falei rápido, sabia que falando do Willy, que Alícia com certeza conhecia, eu a faria mudar de assunto.
- O Willy? — Ela olhou pra mim.
- É... — Olhei pra cima.
- Ai meus Deus ela ficou com o Willy! — Alícia saiu pulando pela casa inteira.
- Desculpa, eu tive que tocar nesse assunto pra ela largar do meu pé. — Sussurrei no ouvido do Pedro.
Ele apenas piscou pra mim, com o mesmo sorriso entreaberto em seus lábios rosados. Ele me envolveu em seus braços, me esquentando em sua jaqueta, enquanto eu ouvia Lucas falar sobre algumas coisas do clipe.
- Ei Manu, me ajuda a fazer brigadeiro? — Alícia apareceu na porta.
- Ajuda pra fazer brigadeiro? — Soltei uma risada.
Vi ela mexendo os lábios querendo dizer: "Só vem!" eu me levantei e fui pro lado dela, enquanto ela me levava pra cozinha.
- Me conta t-u-d-o que aconteceu! — Alícia rodopiou quando entrou na cozinha.
- Como assim? — Levantei uma sobrancelha, dando uma de idiota.
- Você vai pra aquela balada da entrega de prêmios super brigada com o Pe, você fica com o Willy, e volta cheia de amores com o Pedro. Alguma coisa aconteceu, e eu acho que sei o que é. — Ela se aproximou do meu ouvido. — Você conheceu o Lanza Júnior.
- Ei cala a boca! — Coloquei a palma da minha mão na testa dela, a empurrando pra trás.
- Eu sabia! — Ela deu um soco na própria mão.
- Eu não confirmei, sua tonta. — Cruzei as pernas.
- Então fala. Você... — Ela se aproximou de mim de novo. — Você sabe... Você fez aquilo com o Lanza?
- Vamos falar de Tekpix? — Bati uma palma, pegando as coisas pra fazer brigadeiro.
- Eu sabia! Eu sabia! — Alícia deu mais rodopiadas. — E aí, como foi? — Ela falava como se fosse uma coisa muito normal contar coisas assim pra todo mundo.
- Eu não vou falar. Se um dia acontecesse entre você e o Tho, você não ia querer me contar. — Parei de frente pra ela.
- Se você quiser, eu conto. — Ela sorriu.
- O quê? Você já? — Recuei.
Ela apenas acenou com a cabeça, se virando de costas.
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