Notas iniciais
Esse capítulo é superhiperultramega dedicado a minha mãe Mandszita, do @Lanza25Horas e @maedelanzeticas hahaha *-*

- Anda Alícia me ajuda a fechar esse zíper! — Disse, enquanto o puxava loucamente para cima.

- Não vai! O que você comeu? — Ela disse, me ajudando. Sem resultado. — Ou quem te...

- Não completa essa frase. — Dei um tapa na mão dela, dando um tranco no zíper, e o fazendo subir.

- Aí! Conseguiu! — Ela deu um pulinho.

- Agora me ajuda a conseguir respirar, e isso tá apertando meu peito. — Fiz uma careta.

- Tem certeza que você não comprou o número errado? — Alícia olhou pra mim.

- Não, eu usei esse vestido mês passado. — Eu disse, dando a última olhada no espelho. — E tava tudo bem.

- Nossa, depois a gente passa na farmácia e você pesa. — Ela disse, pegando sua bolsa.

- Tá, agora vamos logo que o jogo do Corinthians já vai começar e a gente nem saiu pra casa do Pepo. — Eu disse, pegando minha bolsa e indo para a porta.

Fiquei incomodada com mo fato de aquele vestido estar me apertando muito. Até minhas calças jeans me deixavam com aquela tipica falta de ar por apertar nossa cintura, que eu nunca costumei ter.

- Cara, que cólica.. — Alícia fez uma careta ao entrar no carro.

- Nem desceu pra mim ainda. — Falei, colocando o cinto e vendo ela ligar o carro.

Ela não disse nada, se virou para mim com um olhar de espanto e entreabriu os lábios, pra falar alguma coisa, mas logo ela os fechou e virou o rosto para dirigir.

- Que foi? — Disse, enquanto meus cabelos começavam a voar com o vento que vinha da janela.

- Nada não. — ela ficou com um sorriso brincalhão no rosto, enquanto prestava ateção no trânsito.

tentei ignorar e comecei a ver as ruas que já se enchiam de Corinthianos. Eu e o Pedro éramos extremamente corinthianos, e como sempre que tinha jogo reuniam-se todos na casa dele, eu comecei a frequentar também.

Logo chegamos lá, ainda bem que adiantadas, e a família, uns amigos e o loiro estavam jantando. Logo eu e Alícia nos juntamos a eles.

- Nossa, que cheiro estranho é esse? — Tampei o nariz.

- Não tem cheiro estranho nenhum, Manu. — Pedro disse, olhando pra mim.

Logo senti uma ância gigante vindo, e não sei da onde tirei forças pra segurar, senão tinha colocado tudo pra fora. O que estava acontecendo comigo? A exatamente um mês e meio atrás eu estava NORMAL.

Não consegui assistir o jogo, eu comecei a passar muito mal sem ao menos saber o que tinha acontecido.

- Pode ser o vestido muito apertado. — Alícia disse, enquanto me levava pro carro.

- Pode ser mesmo. — Leni disse, enquanto seguia a gente. — Compra esse remédio aqui. — Ela entregou um papelzinho na mão da Alícia, que o guardou no bolso.

- Obrigada tia. — Ela sorriu, lhe dando um beijo na bochecha e entrou no carro, enquanto eu fazia caretas.

- A gente vai passar na farmácia, e eu vou comprar esse remédio. — Ela disse olhando pra mim.

Manuella OFF

Alícia ON

Essa história tá muito mal contada, e essas coisas estranhas na Manu pode ser que seja uma coisa... Lembrei da conversa que tivemos no dia em que eu queria que ela contasse o que rolou entre ela e o Pedro na festa da entrega de prêmios, pensei em como eles poderiam ter sido tão irresponsáveis, pensei na possibilidade de a Manu estar GRÁVIDA.

Depois ainda, ela diz que sente um "cheiro estranho" começa a passar mal e temos que ir embora da casa do Pedro. Aproveitando pra ir comprar esse tal de remedinho que a Leni disse, lá na farmácia, peguei sorrateiramente uma coisa para a Manuella. Eu não queria vê-la assim, mas não queria pensar na possibilidade da Manu dar uma sobrinha para a Duda. Eu precisava tirar essa dúvida das minhas costas.

Paguei as coisas e fui para o carro, Manu já estava com uma aparência mais normal. Fui correndo para a casa dela, estacionando o carro e a deitando no sofá.

- Olha, toma. Se melhorar vem comigo. — Eu disse, lhe entregando os comprimidos e um copo d'água.

Alícia OFF

Manuella ON

Quando Alícia foi buscar o remédio, aquele mal estar passou num instante, mas achei melhor tomar para não correr do risco daquilo voltar. Estávamos indo para a casa dela quando volto a sentir aquilo, e finalmente chegamos em minha casa. Eu dava passos lentos até chegar no sofá, e logo Alícia surgiu com um copo de água e comprimidos.

- Olha, toma. Se melhorar vem comigo. — ela disse, voltando para a cozinha.

Fiquei meio sem entender, estirada no sofá e admirando a televisão desligada, até que aquela reviravolta na barriga saiu. Me levantei devagar, e fui até a cozinha enquanto Alícia estava sentada de frete para a mesa, admirando um negócio estranho.

- O que é isso? — disse, chegando mais perto dela.

- é um... — Ela se virou para mim. — É um teste de gravidez, Manuella.

- Oxe. — Dei um pulo para trás.

- E é pra você. — Ela entregou em minhas mãos.

- Mas o que te leva pensar que eu estou grávida Alícia? Deve ser algo que comi, sei lá! — Gritei, meio nervosa com o que ela tinha feito.

- Por favor, faz. Se der negativo você pode tacar na minha cara pelo resto da vida. — Ela disse.

- Tudo bem. — Levei o teste até o banheiro, com cara de deboche.

É claro que ia dar negativo, cara, onde ela enfiou a cabeça? Deu pra endoidar total agora. Segui todos os passos que estava escrito na caixinha. Era a hora de olhar... Fechei os olhos e os forcei, com uma insegurança no peito. Lembrei do que havia acontecido entre eu e o Pedro, sem proteção NENHUMA.

Finalmente abri os olhos, olhando aquele resultado. Naquela hora o joguei no chão, e fui para trás. Isso não podia estar acontecendo comigo.