College of fame - Yaoi
3 Baixinho
Notas iniciais
Estava falando com a minha chefa, quando de repente um ser muito baixinho gritou cuidado e me puxou para a calçada. O problema é que, com o susto, eu acabei soltando o meu celular, que caiu no chão e quebrou a tela. Como se ainda não faltasse, um carro prata (que eu já tenho uma ideia de quem seja) passou por cima dele, o esmagando como se fosse massinha de brincar.
Já havia quebrado vários celulares, por culpa minha ou de outras pessoas, mas nunca liguei tanto, já que podia comprar quantos eu quisesse. Olhei para o ser culpado, esperando um pedido de desculpas, mas não tive resposta.
No tempo vergonhoso em que todos saíram para atravessar a rua e nós dois ficamos nos encarando, pude notar um pouco da aparência dele. Cabelos claros, óculos, um casaco verde azulado e uma bolsa preta. E ele era baixinho. Tipo, muuuuito baixinho. Ou será que eu muito alto? Ou ambos éramos os dois extremos de altura? Bom, que seja.
Fiquei esperando ele fazer alguma coisa. E ele ficou me encarando. Então, tentou dar a volta em mim para atravessar, mas eu fiquei na sua frente e o impedi.
— Dá licença — ele falou meio irritado.
— Só quando você me pagar um celular novo — nunca havia obrigado ninguém que derrubou meu celular a comprar outro, mas a arrogância desse anão me fez mudar de ideia, pelo menos uma vez.
— Não, obrigado — ele tentou sair de novo, mas eu o impedi novamente, fazendo ele bater de cara no meu peito — Dá pra parar e sair logo do meu caminho?!
— Não, obrigado — falei, imitando a voz dele.
Ele pareceu muito irritado e desviou o olhar. Não sei o motivo, mas senti uma pequena pontada no peito. Devia ser por ver ele irritado. Nem conheço esse garoto, mas uma coisa que sempre adorei foi irritar pestes como ele, e colocá-las em seu devido lugar. Agora, ele ia desistir e se sentir forçado a pedir desculpas, daí eu ia falar que ele não precisava comprar um celular, daí ele ia ficar mais bravo e aí....
— Aii!!!! — gritei de dor. Ele havia me chutado. Sim, naquele lugar. Justo o meu lugar mais sensível.
Agarrei os braços dele e tentei forçar ele para o chão, mas ele conseguiu se manter em pé.
— Você vai pagar por isso — falei.
— Você realmente deve ser pobre, tudo que eu faço você fala que eu tenho que pagar! — ele falou com um sorrisinho irônico no rosto, como se tivesse contado a piada do século.
Ia continuar a lutar com ele, quando o celular dele começou a tocar. Me afastei dele e deixei ele o pegar do bolso, não sei porque. Até pensei em derrubar o celular dele, para ficarmos quites, mas acabei deixando de lado.
— Alô. Eu tô ocupado agora. Eu já falei que não posso! Você não vai me obrigar a nada! "Só porque eu sou Eleaine Weine eu posso fazer tudo que eu quiser, mimimimi.."- ele ficou falando no telefone, quando eu o interrompi e tirei o telefone de sua mão ao ouvir aquele nome.
— Alô? Anie?
— Oi chefa, sou eu, Zend.
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