Notas iniciais
Demorou, mas tá aí. Quer ler mais? Procura lá no spirit!

Olhei para o céu acinzentado, esperando as salgadas gotas de chuva caírem na minha cara, assim teria uma desculpa para voltar para o meu apartamento logo. Já fazia quase dez minutos que o homem que eu acabei salvando de ser atropelado estava falando no telefone com minha tia. Aparentemente, ele trabalhava para ela como segurança.

Observei o meu redor. Algumas pessoas olhavam para nós, provavelmente por causa de ele ter quase 1,8 metros. Voltei o olhar a ele, que deslizava o dedo pela tela do meu celular. Espera aí...

— Ei!! — gritei me jogando em cima dele, tentando recuperar meu celular — Me devolve!!!

Ele levantou o braço para cima, numa altura que mesmo na ponta dos pés eu não alcancei. Ele estava zombando da minha altura!

— Vai para o inferno!!

— Sou ateísta — falou, com um sorrisinho estampado na cara.

Tentei chutar ele como tinha feito da outra vez, mas ele agarrou meu pé antes que chegasse em seu "ponto fraco".

— Acha mesmo que vou cair na mesma coisa duas vezes? — ele falou, logo depois voltando a mexer no meu celular, soltando meu pé com força, fazendo com que eu quase tropeçasse — Então, deixa eu ver se entendi... essa tal de Gina é sua ex-namorada e agora você tá namorando essa Léia. Sendo sincero, olhando para você, eu nem suspeitaria que é um pegador.

— Para de mexer no meu celular!! — gritei — Por acaso ninguém nunca te explicou o significado de PRIVACIDADE?! — não podia me ver, mas sabia que estava com o rosto todo vermelho.

Ele me encarou por um momento. Seus olhos cínicos pareciam ver dentro de mim, analisando cada ação que eu já fizera, prontos para me julgar por meus atos. Então, ele começou a rir.

— Você parece um tomate!! — ele conseguiu falar, enquanto ria. A risada dele parecia uma bexiga sendo esvaziada.

Mesmo sabendo que eu era o motivo da sua gargalhada, senti um calor no corpo todo ao ver o sorriso dele. Era como se sua felicidade me acalmasse. Aproveitei a sua baixa guarda e peguei meu celular de volta.

— Que seja, vou voltar para casa.

################################

Passei uma toalha no meu rosto para tirar o suor. Mesmo tendo quase perdido a voz de tanto gritar durante o show, eu estava feliz. Os fãs brasileiros atacam novamente!! Podemos cantar errado e desafinado, mas somos melhores que aqueles gringos e gringas que parecem pedra.

Sorri comigo mesma. Um dia, ia trazer o Anie para um show. Fazia tempo que eu não via ele sorrir, e ir em um show ia com certeza deixar ele animado e despreocupado, como ele era antes de terminar com a namorada dele. E o sorriso dele era tão fofo!

— Se ele não fosse o Anie, eu certamente estaria caidinha por ele! — falei, olhando para o teto verde do meu quarto.

— LÉIA!! O jantar está na mesa!!! — ouvi minha mãe gritar da cozinha.

— Já vou!! — respondi. Peguei meu celular para ver se tinha alguma nova mensagem.

*Você tem 2 novas mensagens de Aniifofo*

Levantei da cama e coloquei minha senha, desbloqueando meu celular. Estava surpresa. Anie era o tipo de pessoa que leva dois dias para responder uma mensagem, e não era muito de puxar conversa. Coloquei meu óculos e comecei a ler.

*Aniifofo: oiii namoradaa, tudo bem???? vamo terminar, vc merece um homem mais alto q eu kkkk te ��, tá? agora eu amo o zend okayjrnrbdnjdi nrir.*

*Aniifofo: Léia, desculpe. Um cara doido pegou o meu celular e começou a escrever essas bobagens. Tchau. Anie.*

Comecei a rir. Sabia que não era o Anie só de ver o "oiii". Comecei a escrever uma resposta.

*Você: Oie amorzinho!! Brincadeira, rsrs. Depois me apresenta para esse seu amigo viu, deve ser um fofo que nem você!!*

Ri da minha resposta e saí do quarto, esperando encontrar uma lasanha (de queijo) no prato, mas ao invés disso encontro minha mãe sentada em uma das cadeiras, batucando impacientemente a mesa de vidro. Do lado da mesa de jantar, na frente da porta, estava em pé uma ruiva, usando uma calça jeans e uma camisa cinza escrito "NY ROCKS", e com uma enorme mala branca aos seus pés.

— Ah, oi filha! Desculpe não ter lasanha hoje, seu irmão comeu tudo. — ela se levantou e andou até a garota, apoiando sua mão no ombro dela — Essa daqui é Angeline Parker, ela trabalha na agência do seu pai e vai morar com a gente por alguns meses, até achar um lugar para viver!

Ao ouvir o sobrenome dela, pude finalmente encaixar as peças do quebra-cabeça. Aquela era a irmã mais velha da ex-namorada do Anie!!!

Notas finais
Te vejo no próximo capítulo!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.