Colisão
2 2. Quando queira usar o meu corpo
Notas iniciais
A noite estava calma, de uma quietude capaz de apaziguar qualquer coração inquieto. A escuridão era densa, quase total, não fosse a luminosidade da lua que atravessava as janelas. A pedido seu, as cortinas permaneceram abertas, uma vez que Kate não apreciava o escuro. Claro, não podia imaginar que aquela escolha fosse trazer qualquer consequência; porém, agora que se deitava de lado, a cabeça apoiada no travesseiro, descobriu que a lua podia iluminar bem mais do que o quarto infestado de sombras.
Dormindo tranquilamente a poucos centímetros de distância, seu marido parecia uma das esculturas que vira na exposição de arte algum tempo atrás, quando tentavam em vão desviar os olhos afiados da sociedade londrina do desastre do casamento de sua irmã. Na época, Kate se pegara admirando uma das estátuas de mármore claro, os olhos fixados nos contornos dos corpos nus e presos em um beijo que jamais aconteceria.
Ela se lembrava de pensar que sua situação e a de Anthony era muito semelhante àquela imagem, dois amantes condenados a passar a eternidade enlaçados, mas proibidos de selar o fruto daquele amor, anelando a junção das bocas que seriam para sempre pertencentes a outras pessoas. Mesmo que ela tivesse experimentado o sabor dos lábios dele no dia anterior, sentia que jamais poderia voltar a prová-los.
Kate balançou a cabeça a fim de afastar a súbita tristeza trazida por tal lembrança. Era forçada a admitir que suas memórias com Anthony quase sempre tinham um gosto agridoce, e não eram raras as ocasiões em que o peso da culpa se acumulava em seu peito, mesmo que sua irmã a houvesse perdoado de todo coração e, inclusive, dado a sua benção para o casamento que se seguiu não muito tempo depois.
No entanto, naquele momento estavam construindo novas lembranças, que não fossem maculadas pelas circunstâncias. E enquanto observava o movimento suave do peito de Anthony subir e descer de acordo com sua respiração tranquila, os lábios levemente abertos e a expressão tão serena, sentiu a segurança de que tudo sairia bem.
Kate descobrira recentemente que adorava observá-lo dormindo. Era quando ele mais se encontrava vulnerável, e não o homem decidido e responsável de sempre. Ela apreciava o modo como a pressão em seu queixo se aliviava, como seus ombros largos se esparramavam no colchão, adorava passear com os dedos pelo seu peito, sentindo a maciez dos pelos que se espalhavam por ali, trilhando um caminho tortuoso que ia desde o peitoral e descia pelo abdome, terminando perigosamente perto de sua virilha. Ela achava uma graça que seu cabelo sempre estivesse revirado por causa do travesseiro, uma mecha da parte de trás da cabeça se desprendendo do penteado usualmente impecável.
Ela o amava. E o desejava. Não podia ter o suficiente dele, e não tinha certeza de quando, ou se, chegaria o momento em que teria. Não haviam feito amor naquela noite, porque ambos estavam exaustos da longa viagem, mas agora que se banhara e se deitara por um instante, a pele de Kate foi aos poucos se acendendo, e ela sentia um calor úmido se formando entre as pernas. Ela sabia que aquela sensação de vazio só seria preenchida quando o corpo nu do marido estivesse enterrado no seu, tomando-a tão profunda e deliciosamente que só o que lhe bastaria seria rodear a cintura dele com as pernas e afundar as unhas na pele macia de suas costas.
Sua intimidade pulsava, como se em um lembrete para que largasse aqueles pensamentos. Mas não conseguia. Kate nunca imaginaria que pudesse ser assim. Nunca pensara que o seu corpo fosse capaz de suportar tamanho prazer, e que o corpo masculino tivesse atributos que a levariam ao êxtase. Ela não conseguia negar Anthony, não conseguia resistir ao toque de suas mãos e à sensação de seus lábios. Ele frequentemente a procurava, não apenas na cama, mas fora dela também. E ela sempre estava mais do que contente em recebê-lo.
No entanto, Kate nunca precisara pedir a ele que a tomasse nos braços. Ele parecia não necessitar de nenhum incentivo, e ela ainda não se vira em uma situação em que Anthony não estivesse desperto para acatar ao seu desejo de fazer amor.
Kate tentava se concentrar em dormir. Fechava os olhos e respirava fundo para se acalmar, as mãos bem longe do corpo para evitar qualquer toque nas regiões mais quentes. Só que a maldita luz da lua insistia em raiar dentro do aposento, e ela ainda conseguia ver o desenho em um “v” perfeito descendo pela virilha dele, seu membro coberto somente pelo fino cobertor enrolado pouco abaixo da cintura. Kate queria esticar a mão e tocá-lo, mesmo que soubesse que era errado. Parecia uma invasão tirar vantagem de uma pessoa enquanto ela dormia. Ela não queria se aproveitar de sua vulnerabilidade apenas para beneficiar a si mesma, não por uma razão tão tola.
Por isso, esperou. E esperou. E esperou. Mas o sono não veio.
Suspirando pesadamente, virou para o lado dele novamente — ela havia se contorcido diversas vezes durante aquele tempo — e permitiu a seus olhos passearem mais uma vez pelos contornos de seu corpo. Anthony se encontrava de costas para ela agora, e de certa forma aquela visão era ainda pior.
Ah, que se dane, pensou. Eu preciso muito disso, senão posso morrer.
— Anthony? — Kate chamou baixinho, hesitante. Então, pousou a mão em seu braço, apertando-o de leve. — Meu amor, acorde.
— Hmm? — Ele resmungou, apenas um pouco consciente. Porém, quando ela o balançou mais forte, ele finalmente pareceu acordar, pois levou a mão ao rosto a fim de esfregar os olhos sonolentos. — Kate? O que aconteceu?
— Eu não consigo dormir. — Ela respondeu, sentindo-se um pouco culpada por tê-lo tirado de um sono obviamente pesado.
Anthony se virou um pouco na cama, ainda de olhos fechados.
— Teve um pesadelo?
— Não, eu nem dormi. — Algo em seu tom de voz deve tê-lo alertado de alguma forma, porque ele se inclinou até estar de frente para a esposa, piscando os olhos repetidas vezes como se para afugentar a letargia definitivamente.
— Não? — Então uma luz se acendeu em seu rosto. — Ah, está chovendo? Eu não me lembro de ter ouvido o barulho de chuva, mas também dormi como uma pedra.
Seu tom preocupado e sonolento fez com que um pequeno sorriso se abrisse nos lábios de Kate. Os dois estavam face a face, e de súbito a coragem que a havia impulsionado a despertá-lo com tanto desespero pareceu evaporar. Porém, Anthony a olhava com evidente expectativa, e Kate permaneceu muda, sentindo o sangue subir para seu rosto. Agradecia à noite e ao tom escuro da pele por não revelarem o que provavelmente seria um rubor vergonhoso se formando em sua tez.
— Ei, meu amor, o que houve? — Anthony murmurou, sua voz rouca demonstrando uma suavidade quase alarmante. Kate sentiu quando ele esticou a mão e a pousou em seu rosto, iniciando uma leve carícia na base da nuca. Aquilo não a estava ajudando a se acalmar, e a sensação quente que percorria seu corpo se tornou mais insuportável.
Ela fechou os olhos, incapaz de manter o olhar dele.
— Nada. Me desculpe por acordá-lo por um motivo tão tolo. Volte a dormir.
— Eu duvido que tenha sido um motivo tolo. O que foi?
— Não é nada, eu só não consegui dormir, só isso.
— Se não foi pela chuva...?
— Não é a chuva, é outra coisa.
— Você se sente doente?
— Não! — Apressou-se em negar, exalando profundamente em frustração. Não era bem daquele modo que imaginara o desenrolar da conversa. De certa forma, pensara que bastaria fazê-lo acordar para que ele compreendesse o que se passava em sua mente, mas Anthony parecia não entender. Na verdade, além de não entender, ele parecia preocupado. — Eu... estou bem, só... você não me procurou hoje, na cama, e comecei a sentir uns calores e... ah, eu sei que isso não é apropriado para a esposa pedir ao marido, mas...
— Ah. — Um sorriso subitamente começou a se formar nos lábios dele, quando a compreensão enfim pareceu atingi-lo. — Hmm, deixe eu ver se entendi bem. Quer dizer que a minha esposa está sentindo vergonha de pedir ao marido que a satisfaça na cama, é isso?
Kate estava tão constrangida que se limitou a acenar com a cabeça.
Se possível, o sorriso de Anthony se ampliou ainda mais. Aquela conhecida chama de luxúria se acendeu em seu olhar profundo, e ele esquadrinhou Kate em todas as partes do corpo visíveis acima dos cobertores. Ela não estava nua, mas era como se estivesse. Pelo menos foi como se sentiu sob a mira daquele olhar que a devorava inteira. A malícia era evidente na curva de seu sorriso, e Anthony se arrastou pelo colchão até estar bem próximo de Kate, ainda que sem tocá-la diretamente, para a sua completa desgraça.
— E eu alguma vez dei a impressão de que você não deveria fazer isso? — Questionou ele, não com repreensão na voz, apenas curiosidade.
— Acho que não, mas sempre ficamos juntos quando estamos acordados, pensei que tirá-lo do sono por um motivo tão tolo poderia ser...
— Inapropriado? — Especulou ele, fazendo-a assentir. Anthony soltou um rosnado baixo, inconformado. — Ah, às vezes eu me sinto tentado a atear fogo nestas escolas de etiqueta que ensinam as moças a ser tão puritanas.
— Está questionando os métodos de educação para moças, milorde?
— Nunca pensei que diria isso, mas... sim.
Kate riu levemente, sentindo-se mais encorajada e segura agora que se encontravam mais próximos. Ela finalmente cedeu ao impulso que pinicava sua mente e deslizou a mão pelo colchão. Ambos acompanharam, fascinados, o trajeto que ela percorreu entre os seus corpos, até chegar ao rosto de Anthony, o qual ela acarinhou suavemente com o dedo polegar. Ele se inclinou um pouco ante o seu toque, porém Kate não se demorou lá por muito mais tempo. Languidamente, arrastou os dedos pelo contorno de seu maxilar, descendo pela curva do pescoço, sentindo a aspereza da barba cutucar sua palma.
Anthony não desviou os olhos dos dela enquanto Kate mantinha a sua exploração, movendo um pouco mais a mão até tocar em seu braço nu, maravilhada com a forma dos músculos. Os dedos então pousaram em seu peito, embrenhando-se nos pelos que cresciam ali, como quisera fazer desde o começo da noite. Achava fascinante a maneira como a pele dele tinha uma textura tão macia, e como sua própria pele contrastava com a brancura da dele, seus dedos longos percorrendo caminhos tortuosos a venturosos.
Sem mais delongas, Anthony lançou um basta àquela provocação torturante ao mover o corpo para cima do dela, capturando seus lábios em um beijo ávido. Seus braços a circundaram, puxando-a para mais perto de si. Com um suspiro contente, Kate aproveitou a deixa para enrolar as pernas ao redor da cintura dele, permitindo a Anthony que se encaixasse ao centro delas. Sentiu suas mãos começarem a explorá-la, embrenhando-se no tecido macio de seu traje de dormir e se esparramando em suas nádegas, dando um apertão que enviou uma fisgada potente e direta para seu baixo-ventre.
Anthony arrastou o corpo de Kate até que ela estivesse empoleirada em seu colo, e se ajoelhou no colchão para mantê-la levemente erguida contra ele. Sem muito pensar em seus atos, ela alcançou a barra da camisola que usava e a puxou para cima e sobre a cabeça, jogando-a para qualquer lugar do quarto pouco antes de voltar ao aconchego dos braços dele, apressando-se em afundar as mãos em seus cabelos.
Ao senti-la segurar com força os fios da nuca, Anthony soltou um gemido gutural, o som mais excitante e musical que Kate já tinha ouvido, e não demorou a abocanhar um de seus seios descobertos, as mãos nunca parando de trabalhar na curva de suas costas. Kate se sentia tão úmida e pronta para ele que não conseguiu conter o movimento dos quadris ao rebolarem de modo provocativo contra seu membro já rijo. A fricção das peles causou um gemido nela própria, que jogou a cabeça para trás, arfante.
— Você quer que eu te foda, Kate? — A voz dele soou rouca em seu ouvido. Ele já havia usado aquela palavra antes, e Kate sabia o que significava, mas, ao contrário do que poderia acontecer, a maneira suja como Anthony a usou não a ofendeu, apenas serviu para acender ainda mais a fervura que borbulhava em seu interior. Soltou um resmungo incompreensível em aprovação, mas ele segurou seus quadris, impedindo-a de encontrar alívio em seu corpo. — Não, não. Desta vez você vai ter que me pedir.
— Hm? — Gemeu, encontrando seus olhos famintos a analisando com expectativa. Sua reação fez com que ele intensificasse o aperto em seus quadris.
— Eu não quero mais saber de recato quando se trata de você. Acho que já ficou claro que isso não combina com nenhum de nós dois.
— Mas...
— Quando minha mulher estiver com tesão, eu quero saber. Quando ela quiser usar o meu corpo para encontrar prazer, ela pode. Quando ela quiser foder, nós vamos foder. Ficou claro? — Como se para confirmar o que havia acabado de dizer, Anthony esfregou-se contra sua entrada, deliberadamente para provocar uma reação.
— Sim. — Kate mais grunhiu do que proferiu a palavra, mas Anthony ainda não parecia satisfeito.
— O que você quer, Kate?
Ela já revirava os olhos àquela altura, mas conseguiu baixar o rosto para encará-lo diretamente, um sorriso ladino se abrindo para combinar com o dele.
— Eu quero que você me foda, forte.
— Ah, agora está melhor. — Então, sem aviso, ele a atirou contra o colchão.
O tempo para reagir foi mínimo. Quando se deu conta do que estava acontecendo, Anthony a virava na cama, erguendo seus quadris para que sua bunda ficasse empinada na direção dele. Kate mal foi capaz de processar a mudança brusca de posição, pois, apenas um instante depois, sentiu o membro dele se enterrar dentro de si.
A surpresa fez com que ela arqueasse o corpo de leve, mas logo a mão de Anthony se espalmou em suas costas a fim de empurrá-la de volta contra o colchão, percorrendo toda a extensão de sua coluna como se para tranquilizá-la. Então, voltou a agarrar seus quadris e começou a arremeter com força de encontro a ela.
Kate não fazia ideia de que era possível fazer aquilo em tal posição, mas descobriu rapidamente que era uma de suas preferidas. Sentia com precisão toda vez que o membro dele deslizava para dentro e para fora, de modo frenético e incansável. Quando menos esperou, seus próprios quadris já se moviam para encontrar os dele, os braços esticados à frente do corpo para ajudar a firmá-la no colchão enquanto experimentava cada nova sensação. De súbito, sentiu a mão dele se embrenhar em seu cabelo, girando-o nos dedos e o puxando para trás, não muito forte ao ponto de causar dor, mas firme o bastante para prendê-la no lugar. Ela subiu o tronco e permitiu que ele a envolvesse com o braço livre, a mão se movendo para agarrar um de seus seios.
Sem muito o que fazer com as próprias mãos, Kate as levou para trás até apertar as coxas torneadas dele, e teria continuado daquela maneira não fosse a familiar comichão que começou a se formar em seu baixo-ventre. Ela acelerou o movimento dos quadris, o choque dos dois corpos provocando um som alto e deliciosamente molhado. Não precisou esperar muito para que um urro de puro prazer selvagem escapasse dos lábios quando, com apenas mais algumas estocadas, ele conseguiu fazer com que atingisse o orgasmo.
Tremendo em convulsões, seu corpo desfaleceu nos lençóis. Ela ouvia os gemidos de Anthony também, mais altos agora que a intimidade dela o apertava com mais intensidade, mas eles já pareciam vir de um lugar longínquo. Foi necessário apenas um breve momento para que ele encontrasse seu alívio, derramando-se dentro dela não muito depois.
Após um tempo respirando com dificuldade, Kate mais despencou do que se deitou novamente na cama, sentindo as pernas trêmulas e fracas. Anthony logo a acompanhou, acomodando-se ao seu lado com um sorrisinho presunçoso ocupando o rosto. Ela até se sentiria tentada a arrancar aquele sorriso de seu rosto se não sentisse que ele estava certo em se sentir assim. Desde que se casaram, eles haviam feito amor diversas vezes, mas aquela era a primeira vez que o ato parecera tão... carnal, desesperado. Ela não conseguia decidir qual dos dois gostava mais.
Nenhum deles disse nada durante um longo momento, presos que estavam naquelas novas sensações. Bom, ao menos para Kate era assim. Afinal, Anthony não mentira ao afirmar que havia diversas maneiras pelas quais uma dama poderia ser seduzida. Só de imaginar que pudesse existir jeitos ainda desconhecidos de alcançar tamanho prazer, Kate se enchia de deleite ante a expectativa de descobri-los um por um.
— Em que está pensando? — Anthony perguntou de repente.
— Em nada especial. Por quê?
— Você estava sorrindo. — Ele se aproximou novamente para traçar o contorno de seus lábios com um dos dedos, migrando para seu maxilar logo depois.
— Eu estou feliz.
— Hm. Você acha que a esta altura já não a conheço pelo menos um pouco?
Ela sorriu.
— Estava me lembrando da noite em que você jurou que poderia me seduzir de inúmeras maneiras. — Quando ele franziu o cenho, ela explicou. — No jantar de noivado na casa de Lady Danbury, com os Sheffield.
— Ah. Aquela noite.
— Sim, aquela noite.
— Como nós fomos tolos. — Ao notar Kate erguendo uma das sobrancelhas, ele se corrigiu: — Como eu fui um tolo. Pensar que tudo aquilo poderia ter sido evitado se eu ao menos tivesse seguido os conselhos de todos ao meu redor, ou ouvido aquilo que o meu coração estava tentando me dizer. Tanto dano teria sido evitado.
Kate meneou a cabeça rapidamente.
— Não adianta remoer o passado. — Afirmou de modo categórico, direto. Estava farta de dar voltas ao passado, revivendo situações que nunca seriam mudadas. Reconhecia a própria culpa espelhada no olhar de Anthony, quem frequentemente se lamentava, assim como ela, da maneira como as coisas haviam acontecido. Então, para distraí-lo, ela se aninhou junto dele entre os lençóis, usando o braço para circundar seu corpo. Plantou um beijo demorado no pescoço dele, subindo a perna para descansar sobre a dele. — Pelo menos você está se esforçando para cumprir suas promessas.
A distração funcionou imediatamente, pois o vinco das sobrancelhas de Anthony se desfez no mesmo instante, substituído por uma expressão maliciosa. Suas mãos inquietas logo encontraram seu caminho para acariciá-la.
— A quais promessas se refere, Viscondessa? — Perguntou ele.
— Ora, a de seduzir a sua esposa, o que mais?
O sorriso dele se ampliou ainda mais com a resposta dela.
— Hm, essa nem sempre é uma tarefa fácil. Minha esposa vem se mostrando uma mulher insaciável.
Com um giro de quadril, Kate inverteu a posição de ambos e se colocou por cima, prendendo-o entre as pernas. Ergueu-se um pouco para encará-lo do topo de sua altura, um meio sorriso brincando em seus lábios. Anthony a observou com adoração enquanto ela inclinava o pescoço para trás e jogava os longos cabelos pelas costas, revelando completamente os contornos de seu torso desnudo. Para provocá-lo, Kate desceu o tronco o suficiente para que seus lábios estivessem grudados em seu ouvido e sussurrou:
— Uma esposa sem recato não era exatamente o que o Visconde desejava?
— Kate, Kate... o que faço com você?
Ela mordeu o lábio inferior, ronronando baixinho.
— Eu tenho algumas ideias.
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