Coletânea de minhas Poesias 3: Coexistência
23 Sala, Quintal e Lembranças
Seus olhos tentam ver o céu
E o véu que se rompeu no melAs dolorosas feridas cheia de amorE é esta cor cheia de o que foi seuSuas virtudes são nossas linhasEntre elas vejo uma dor incurávelInestimável feridas de um odorOu cheiro, que se vem ao meu amorLivres de suas mentiras rudimentaresE nos lances de olharesSabemos que tudo é uma ilusãoE lhes pergunto, existe amor?São uma cor ou uma incolorFazemos nossas vidas se matarOlho seu corpo morto e sem vidaQuero que ele apodreçaTudo que fiz por amorQueria apenas te terMe desculpe, mas tudo foi por amorQueria apenas possuir vocêEnterrei seu corpo no quintalE meu erro gutural foi meus víciosQue resquício intrigado neste mar vermelhoQue fica na sala, o cheio apodreceMas a minha lembrançaDe sua Garganta degoladaÉ minha esperança de ter eternamenteDo meu lado, com seu corpo com cheiro amargo
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