Meu peito clama seu amor

Minha alma sã devora

Meu coração cheio de sabor

Com isso meu peito chora

Mora na vivencia do funeral

Sou minha própria ferida

De minha ferida infernal

Que foi causada pela minha querida

Sou eu meu maior inimigo

Menti sobre meus sentimentos

Morrerei no meio do infinito

Imortalidade seria uma sofrimento

Foi feito meu amor de um brincadeira

Foi justa e impura, eu morrerei

E nas danças das cadeiras

Aos poucos desistirei

Meus amores mortos um a um

Foram sepultados pela minha sensibilidade

Vivo sem sentimento algum

Movo-me no jogo da sanidade

Creio que estou ficando louco

Por meios de um jogo vulgar

Que me jogou aos poucos

E novamente eu vou lamentar

E nessa dança continua e fúnebre

Lástimas em ver esse reflexo

Agora, julgue-me

Por não ter nexo

E na cadeira manchada de vértices

Triunfarei sobre minha dor

Viverei sem uma vida

Viverei uma vida sem amor

Viverei uma mentira?