Coletânea

8 Hopeless


Uma festa feita de madrugada...Numa casa abandonada no meio de uma sombria floresta...

Mas que bela ideia.

Todos que estavam ali eram conhecidos. Todos um dia estudaram no mesmo colégio. E todos decidiram que seria divertido fazer uma festa no dia dos mortos numa casa considerada amaldiçoada, após tudo o que aquelas paredes rachadas presenciaram, e conhecida por somente tornar-se visível neste dia.

A história era clara...Espíritos habitavam aquela casa. Espíritos de vingança que se alimentavam das almas vivas. Mortes sempre ocorreriam naquela casa, pois idiotas sempre existiriam.

Mas...Para que temer se era tudo falso...?

Para a diversão daqueles jovens adultos inconsequentes aumentar, convidaram também um pobre garoto que sempre fora considerado escória e tratado como um monstro somente por ser diferente e, às vezes, conversar sozinho. Sempre tivera fama de ver fantasmas.

Diziam querer se desculpar por tudo que fizeram...

Mentira, doce mentira...

Mesmo desconfiando, o garoto fora cego pela própria ingenuidade, aceitando o convite. Que erro triste...

De princípio, ninguém notara sua chegada, porém, quando o fizeram, as intimidações começaram.

Fora prensado contra uma parede, jogaram bebidas de cheiro forte e nojentas em si, zombaram de sua aparência, pois continuava a mesma, riram por sua fragilidade, zombaram de seu silêncio irremediável...

Sempre foram cruéis com os mais "fracos" do colégio, porém, este jovem era um caso especial.

Jamais poderia revidar com força bruta, pois tinha um corpo e saúde debilitados. Jamais poderia revidar com suas palavras afiadas e espertas, pois não poderia falar.

Só poderia aguentar e fingir que nada estava errado.

Pobre alma amaldiçoada, cujo o destino lhe surra com tudo de mais cruel.

Mas quem pensaria...Eram observados. Dois jovens olhavam para tudo o que ocorria do andar de cima. Eram estranhos. Pálidos e quase transparentes.

Eram fantasmas amaldiçoados pelo destino. Presos àquela casa pela eternidade, pagando por seus pecados.

Por um segundo, o garoto olhara para ambos antes de levar um soco na face que lhe fizera cair com tudo no chão e batendo a cabeça na parede, logo sua testa começara a sangrar.

Talvez os fantasmas nem tivessem se importado, poderia ser uma coincidência cruel, uma brincadeira do destino para que os dessem esperança. Mas sabiam que não fora. Ele podia vê-los...

E fora isso que os motivou a expulsar todos aqueles humanos nojentos e miseráveis de sua propriedade com sorrisos insanos na face.

Que coisa simples

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Pena que não tivera tanto sangue derramado como queriam.

E, após todos fugirem, antes que o garoto fizesse o mesmo, ambos os fantasmas lhe encurralaram contra uma parede, sorrindo de forma maliciosa e insana.

— Seu nome...?- o fantasma mais baixo dos dois, uma garota, perguntara, sorrindo junto ao irmão.

Ainda estava caído no chão, olhando para ambos com confusão diante de seus atos.

— ...- antes que pudesse responder, utilizando as mãos, o outro fantasma, um garoto, levantara-o do chão ao envolver uma aura azul sob o garoto.

— Pra quê saber seu nome se ele ficará aqui conosco para sempre? Vamos dar um novo nome à ele.- argumentara, fazendo a irmã sorrir e assentir, animada com a ideia.

"M-Mas".— tentara falar novamente com as mãos, porém fora rudemente interrompido novamente.

— Uma ótima ideia, irmão mais velho.- concordara, sorrindo para o pobre garoto de forma misteriosa e assustadora.- Eu sou Joyless, por falar nisso.

— E eu Nameless.

"E-Eu".— tentara pensar em algo enquanto tentava sair de fininho.

— Nada de fugir!- ambos falaram ao mesmo tempo. A porta do casarão fechara-se num estrondo e, enquanto o pobre garoto olhava com desilusão para a porta, os fantasmas seguraram suas mãos. O toque deles gélido, surpreendentemente firme, e lhe causava calafrios ruins. Ainda mais por perceber que quase não havia solidez. Somente uma sensação gélida de que algo tentava tocar-lo.

"P-Por".

— Você será nosso...- começou o garoto, abraçando seu braço direito enquanto lhe lançava um outro sorriso malicioso, o olhar refletia tantas intenções desconhecidas e amedrontadoras.

— Para todo o sempre...- continuou a garota, abraçando seu braço esquerdo, encarando-o com um olhar predatório e um sorriso assustadoramente misterioso.

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Hopeless.

Notas finais
OC's: Hopeless, Nameless e Joyless. Começarei a vir mais pro Nyah! depois, agora estou meio sem tempo e vontade. Preciso ser breve, então...Espero que tenham gostado e até mais~!