Coletâneas
10 Carma
Esqueça desse corpo pesado,
Dessa carne sem significado,
Eleva a alma,
Em calma.
Ignora a vida,
O mundo,
Em plena ciência,
Ignora a tudo.
Não deves odiar esse planeta
Ele é tão vítima quanto nós
Mas que vítima é vois?
Destruidor do lar onde mora.
Vejo,
Em meio ao vandalismo,
Este que é parte
Da alma dessa cidade,
Umas verdades sem fim
Pichadas e grafitadas
Entre muros, muretas e jardins.
Assisto de perto a alta sociedade,
Sobrevoando os carros do trânsito.
Assisto de perto a baixa sociedade,
Se esgueirando nos vales do submundo.
Esse povo, tão sem cultura
Não percebe a arte
Da qual faz parte,
Sua parte sociedade e alma.
Talvez sejam os olhos de um louco;
De um artista;
Daqueles que se faz tão pouco.
Perceber nesse mundo e submundo
Nessa planeta vítima de vítimas
Nessas almas de penumbra
Um alento.
Se um dia decide vir
Para esses mundos
Conte com essa maioria de poucos
Para esse vir e ir
Se essa tua vontade,
Mas aqui vai um alerta
Esse mundo é cinzento de verdade
Um carma pesado de quem observa.
Aprendi observando
Muito mais do que aprendi
Em livro e artigo
Sobre pessoas, personalidades e maluquices
Digo com experiência
Tal qual um querubim
Tenho comigo um livro
Como ele tem o clarim.
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