Esqueça desse corpo pesado,

Dessa carne sem significado,

Eleva a alma,

Em calma.

Ignora a vida,

O mundo,

Em plena ciência,

Ignora a tudo.

Não deves odiar esse planeta

Ele é tão vítima quanto nós

Mas que vítima é vois?

Destruidor do lar onde mora.

Vejo,

Em meio ao vandalismo,

Este que é parte

Da alma dessa cidade,

Umas verdades sem fim

Pichadas e grafitadas

Entre muros, muretas e jardins.

Assisto de perto a alta sociedade,

Sobrevoando os carros do trânsito.

Assisto de perto a baixa sociedade,

Se esgueirando nos vales do submundo.

Esse povo, tão sem cultura

Não percebe a arte

Da qual faz parte,

Sua parte sociedade e alma.

Talvez sejam os olhos de um louco;

De um artista;

Daqueles que se faz tão pouco.

Perceber nesse mundo e submundo

Nessa planeta vítima de vítimas

Nessas almas de penumbra

Um alento.

Se um dia decide vir

Para esses mundos

Conte com essa maioria de poucos

Para esse vir e ir

Se essa tua vontade,

Mas aqui vai um alerta

Esse mundo é cinzento de verdade

Um carma pesado de quem observa.

Aprendi observando

Muito mais do que aprendi

Em livro e artigo

Sobre pessoas, personalidades e maluquices

Digo com experiência

Tal qual um querubim

Tenho comigo um livro

Como ele tem o clarim.