Coletâneas
11 Corredor de ditados
A muitos anos, houve um grande império governado por um rei muito amado e pessoas a ele muito fiéis.
Um dia, seu conselheiro, já muito velho, pede ao mago do castelo para construir um corredor por onde o rei pudesse passar e ouvir seus conselhos mesmo após sua morte.E assim foi feito.Muitos anos se passaram e todos os conselheiros, reis e até mesmo alguns súditos sábios deixaram sua marca naquele corredor com suas palavras e conselhos que com o tempo passaram a ser chamados de ditados.Nos dias atuais, esse corredor fica um uma rua movimentada, onde os passantes as vezes curiosos ou necessitados param para ouvir.Um belo dia, um homem, este por ali passava todos os dias e já mais do que farto dos sussurros do corredor, para e entra.–Corredor que tanto sussurra, ditados não mais novos e eloquentes, cala, pois minha paciência tem limites e não aguento mais ouvir suas lamúrias!O corredor então se silencia e assim permanece, o homem satisfeito está saindo quando vê uma mulher brigando com a filha e ele, já não mais um moço novo, lembra que a mulher, agora mãe, fazia as mesmas coisas.Sorrindo diz: -Filho de peixe, peixinho é. Bom... Ao que se faz, ao que se paga.Indo embora o homem distraído não ouve o "Ao que se faz, ao que se paga" proferido pelo corredor, muito menos o "A esperança é a última que morre".
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