Colegas
10 Capítulo 10
PSM: Cat
Assim que cheguei a Hing School, fui atrás da Tori, e logo a encontrei na sala de química ambiental lendo um livro antigo demais pela capa.
–Oi! –disse me sentando na carteira a sua frente, ela levou um susto comigo.
–Cat! Não faz isso. –ela colocou a mão no peito verificando o seus batimentos.
–Desculpa. –disse.
–Algum problema?
–Todos! Porque não me disse que tinha um irmão?
–Porque não me perguntou. –ela sorriu e fechou o livro ao perceber aonde eu queria chegar.
–Não mude de assunto! –disse.
–Gostou do Logan? Serio?! –ela arqueou as sobrancelhas e ria ao mesmo tempo.
–Para! Seu irmão é lindo, uma graça.
–O chama para sair, ué. –disse ela me encarando como se fosse óbvio.
–Não! Nunca chamei ninguém para sair, sempre fui chamada. Não sei fazer isso.
–veio pedir ajuda para pior pessoa. –ela disse.
–Tori! –insisti. –Me ajuda.
–Ajudar em que? –disse Miley chegando atrás da gente.
–Ela ta gostando do Logan. –comentou Tori aos risos, Miley também riu.
–Que gay. –ela começou a gargalhar. – e você quer ajuda? –disse Miley um pouco mais séria, só um pouco.
–Se possível. –disse envergonhada.
–Ta bom. Deixa comigo.
–O que vai fazer? –disse preocupada.
–Relaxa ruiva. –disse Miley.- Vai para sua sala agora, depois você vai ver a mágica acontecer. –Miley riu e isso me deu medo.
–---------------------------------------------------------------------------
PSM: Carly
–Oi linda. –disse James me abraçando de costas.
–Oi. Que susto. –disse rindo.
–Queria saber se você quer jantar comigo hoje.
–Ah, claro.
–Tenho algo pra falar com você. –ele sorriu e beijou a minha mão. O sinal tocou. –Tenho que ir. Sete horas eu te busco, ta?
–Ta.
A meu Deus! Cadê Cat?! Fui correndo ate a sala de português que seria a aula que teríamos agora e vi a ruiva conversando com André.
–Cat! James me chamou pra jantar. Disse que tinha algo serio para falar comigo!
–O que será? –ela disse se levantando.
–Será que ele não quer nada comigo? –disse me sentando. Ate que André limpou a garganta chamando nossa atenção.
–Sei que se ele souber, vai me matar. Mas, é maldade te deixar assim. Ele vai te pedir em namoro. –disse André rindo da minha expressão, provavelmente de feliz e assustada.
–Como sabe? –disse Cat.
–Perguntamos se ele queria sair com a gente depois do treino a tarde e ele disse que não, que pediria uma linda morena em namoro hoje a noite.
–E se não for eu?! –disse quase gritando.
–É você Carls. Você é morena. –disse Cat com sua ótima observação.
–Eu vou namorar James Maslow! –Disse feliz.
PSM: Sam
–O que acha? –disse mostrando minha torre de comida que fiz na hora do almoço.
–Muito boa. –Disse Zack.
–Como a moça da cantina deixou você pegar tanta comida? –perguntou Cody.
–Não deixou, metade disso daqui são dos novatos da 5ª série.
–Ai Sam. –disse os gêmeos uníssonos.
–Sam! Sam! Sam! –ouvi um lindo garoto canadense correndo ate a mesa em que eu estava. Ele estava ofegante.
–O que foi? –disse me levantando.
–Tenho notícias da Alex. –meus olhos arregalavam, pela sua expressão não era coisa boa.
–Fala Beck!
–Ela virou garota de programa. –ele disse se apoiando na mesa para respirar.
–O que?! –disse quase gritando. Vi que todos nos olhavam, então peguei em sua mão e o arrastei ate o corredor do meu armário.
–Como assim Beck?
–Ontem, fui visitar meu primo, o Justin. E ele mora na mesma rua da Alex. Ele tava me contando que o pai dele foi visitar ele esses dias e o levou para um... Um puteiro, digamos, e disse que viu uma menina que andava com você, aí eu fiquei um pouco confuso e perguntei da garota, ele tirou uma foto do lugar em que ela aparecia no fundo e era a Alex, e não parecia estar ali porque queria não.
–Tem certeza?
–Absoluta! É ela. Acho que o pai dela está obrigando ela a isso, procurei saber e ele nunca trabalhou de carteira assinada e há anos não faz bico nenhum.
–Vou ter que ir lá. –disse determinada. — Não vou conseguir conversar com ela em sua casa.
–Sam, você não vai num puteiro. –Beck em repreendeu.
–Por quê?
–Porque só tem homem safado! Vão se aproveitar de você.
–Beck, eu preciso ir, não vou deixar ela se rebaixar a isso.
–Eu vou com você então.
–Você trabalha a noite Beck. – o alertei. – Arranjo alguém para ir comigo, eu prometo. Vou só conversar com ela.
–Sam... Por favor. Vai me deixar preocupado.
–Beck, esqueceu que eu posso bater em alguém com o seu dobro da sua altura? –então, finalmente Beck ficou contrariado e concordou.
–Ta bom.
–Obrigada. –o abracei.
PSM: Miley.
Estava no meu armário na hora do intervalo quando vejo Sam arrastar Beck para onde eu estava, então fiquei no canto para não me verem, queria saber do que ela falava com o amor da minha vida.
–Por quê?
–Porque só tem homem safado! Vão se aproveitar de você.
–Beck, eu preciso ir, não vou deixar ela se rebaixar a isso.
–Eu vou com você então.
–Você trabalha a noite Beck. – Sam disse séria – Arranjo alguém para ir comigo, eu prometo. Vou só conversar com ela.
–Sam... Por favor. Vai me deixar preocupado.
–Beck, esqueceu que eu posso bater em alguém com o seu dobro de altura? – Beck estava bastante contrariado, ate que cedeu a vontade dela.
–Ta bom.
–Obrigada. –Sam o abraçou.
–Estão falando de quem? –disse me aproximando.
–De ninguém sua fofoqueira. –disse Sam irritada.
–É da Alex? –disse.
–Como sabe?
–Eu a vi ontem saindo do “La Monum”. – Disse, de fato também queria saber o que houve com aquela garota.
–La Monum?! –Beck gritou.
–O que? – Disse Sam sem entender, ‘idiota’.
–La Monum é um bar streeper, muito, mais muito ralé. Só vão homens de mau caráter e garotas de programas quase que moradoras de rua. É um nojo aquele lugar. –disse Beck indignado. –você não vai. –ele olhou para Sam.
–Beck, eu vou. E ponto final. –ela o desafiou, e senti raiva, porque ele se preocupa com ela, Sam não quer o zelo dele.
–Eu vou com ela. –disse, e me assustei ao dizer isso, era só uma forma que meu subconsciente achou de tudo aquilo acabar. Beck e Sam me olharam.
–Beck, olha para a minha cara de muitos amigos? –disse irônica. –E Sam sabe se defender, vou com ela e falamos rápido com Alex e voltamos para casa.
–Não se importa com ela. –Sam disse. – O que ganha com isso?
–Sua besta! Não tolero injustiças, e isso é cruel e horrível. Não vou por vocês, vou por alguém que não merece isso nem se fosse a pior pessoa do mundo. –disse estressada. Suspirei. – às 20h00min eu vou parar na sua casa e iremos lá resolver isso. – me virei e fui para o estacionamento. Estava estressada e magoada.
Porque o Beck tem que gostar tanto daquela garota? HURG!!! Quando cheguei lá vi Tori e Liam jogando cartas na parte traseira de sua caminhonete. Sorri, meus dois melhores amigos. Como amo eles.
–Olá! –disse fazendo uma pose dramática ao lado da caminhonete. Na parte de trás onde os dois estavam sentados não havia nada, as vezes o pai de Liam usava para fazer mudanças de móveis.
–Oi! –disse os dois.
–Quer jogar? –disse Tori com sua voz aveludada e meiga.
–Não, sempre ganho. Deixa-me ver como se sai com o 2° melhor. –Liam revirou os olhos, mas sorriu. Apoiei um dos pés na roda e me impulsionei para entrar na parte traseira da caminhonete, sente no teto dela para vê-los jogar. E foi divertido, assim que Liam ganhou de Tori, ela queria jogar comigo, então Liam foi para dentro do carro deu partido enquanto nós duas ficamos jogando ali atrás, ao som da banda The Smiths num voluma alto.
–Sabe aquela menina Alex? –disse para Tori no meio do jogo.
–Ahan, ela sumiu! O que será que houve com ela?
–Acho que o pai dela esta a obrigando a trabalhar como garota de programa. –Tori abriu a boca num perfeito ‘o’ e deixou seu jogo a mostra, mas não me importei.
–Meu Deus! Que terrível!
–É sim, homens como ele deve morrer. Irei com a Puckett conversar com ela e tirar uma solução.
–Sam?
–Sim, dói falar, mas, gostei quando ela tomou a frente do problema para ajudá-la.
–Sam é legal. –disse Tori, sorri para ela.
–Eu sei que é, isso que mais machuca.
–Por quê? –disse Tori se ajeitando como pôde para ficar ao meu lado.
–Beck Oliver! –Liam gritou de dentro da caminhonete.
–Idiota! Presta atenção no volante! –disse pela janelinha de trás tentando ficar com raiva dele, sem sucesso.
–Beck? Melhor amigo da Sam? –disse Tori.
–Melhor amigo! Beck ama Sam, desde que me conheço por gente. E eu o amo muito, e sinto raiva dela por ele gostar dela e ela não dá bola para o amor dele enquanto eu sofro imaginando ele para mim. É confuso né? Mas sinto raiva dela por isso. Acho que preferiria se ela o amasse, pelo menos ele estaria feliz e não passando pelo que passo.
–Ah, Miley. – Tori me abraçou e meus olhos arderam querendo chorar, e eu chorei, algumas lágrimas, mas chorei. –Por que não diz a ele que você o ama?
–Já disse.
–E...?
–Não quero falar nisso amiga.
–Tudo bem, respeito. Quando quiser desabafar isso, pode falar.
–Eu sei minha magricela. –disse a abraçando.
–Chegamos suas choronas. –disse Liam na frente da casa da Tori, ela me deu um beijo na bochecha bem demorado e depois um em Liam e foi embora. Também desci.
–Tchau. –disse beijando a testa de Liam.
–Espera me princesa Leia. – As vezes, em ocasiões indecifráveis, Liam me chamava assim, não sei porque.
–Fala.
–Toma. –ele me deu um spray de pimenta.
–Ouvi que vai naquela pocilga, leve por precaução.
–Valeu. –disse sorrindo.
Entrei em casa e num raro dia vi meu pai em casa, estava na cozinha.
–Papai! –disse o abraçando, amava aquele homem de piadas sem graça.
–Docinho! Senti saudades!
–48 horas de plantão. Isso é escravidão! –resmunguei largando a mochila num canto da cozinha.
–Amo o que faço e salvo vidas e faço o jantar também. –disse ele abrindo o fogão e mostrando uma pizza caseira cheirosa.
–Que delícia.
–Quer que eu alugue aqueles filmes antigos de policiais para a gente ficar a noite inteira vendo TV e comendo pizza?
–Ah, não vai dar. Vou dormir na casa de uma amiga.
–Que amiga?
–Sam Puckett. A filha da loira que você teve um caso quando eu estava na sexta série. – era a forma mais fácil de lembrar ele, tinha puxado de alguém esse meu desejo por sexo oposto, e esse alguém era meu pai.
–Ah! Pam, que mulher. Tudo bem, fique lá. Posso ir te levar se quiser!
–Cai fora pai! Vai atrás de outra mulher. –disse dando um tapa nele e ele riu, por ser só nós dois éramos íntimos de mais.
–Bom, ta. Vou chamar a Gracy. –ele esfregou as mãos maquiavelicamente.
–Faça o que quiser menos que seja no meu quarto. –disse subindo para meu quarto.
Lá tirei a roupa e tomei uma ducha. Fui a janela e vi Tori estudando e a chamei.
–Tori. –disse baixinho. Ela olhou e veio ate a janela.
–Oi?
–Se meu pai perguntar, vou dormir na casa da Puckett para um trabalho.
–Ta. Mas, Miley. –ela disse. Assim que souber de notícias da Alex você me avisa? Realmente fiquei preocupada. –ela disse.
–Ta.
–Promete?
–Prometo. –sorri. –Vou indo, te amo. –sussurrei mais baixo, ela riu envergonhada.
–Também te amo.
Fale com o autor