Colegas

11 Capítulo 11


Notas iniciais
Hey Gente, olha esse é um dos meus capítulos favoritos de todas as fics. Ao final vcs podem chutar pq eu gosto tanto dele haha Boa Leitura!

Sai da janela e a fechei, peguei minha jaqueta preta, minha mochila, e olhei o relógio. Então desci, peguei uma fatia de pizza e fui com o carro do meu pai, já que ele ficaria de folga amanha. Em dez minutos de esquinas daquele subúrbio, cheguei à casa da Sam. Que numa mensagem e uma buzina já saiu às pressas ate o carro.

–Oi. –foi a única coisa que ela disse assim que entrou. Liguei o carro e o radio, aquele horário só havia pessoas falando sobre coisas, mesmo você não prestando atenção, aquelas pessoas falando faziam uma grande diferença na viagem. Parecia que estávamos numa missão. E talvez estivéssemos.

–Miley? –ela disse do nada, abaixei o volume dos repórteres que debatiam algo sobre o jogo dos Lakers de ontem.

–Sim?

–Valeu, por ter vindo comigo. Não achei que era tão legal assim. –ela foi sincera e eu gostei de ouvir isso.

–Sou bem mais legal do que você conhece.

–Pior que eu sei, mas tento não nutrir isso para continuar com pontos negativos a seu favor. – rimos, um riso diferente.

–você também é legal. –disse por fim e assim o carro ficou em silencio quando estacionamos o carro numa rua completamente deserta. Os letreiros de neons eram velhos e tinham letras quase que apagadas, lia-se “ La Monum” e um par de pernas cruzando e descruzando. Sam também veio de jaqueta preta, e usávamos calça não pelo frio noturno, era mais seguro para que ninguém literalmente colocasse os dedos aonde não eram chamados. Tinha um cara velho e barrigudo como segurança.

–Oi lindas. –disse ele nos examinando.

–Aqui. –disse dando vinte pratas ao homem.

–Deixo vocês entrarem de graça se mostrarem os peitos para o papai aqui. –Ele ria, e era nojenta aquela boca imunda, Sam fez careta e eu estava relutando para ser o ‘homem’ dali. Ignorei suas risadas e empurrei a porta de ferro preta para o bar. Lá tocava uma musica eletrônica escrota e estava lotado de mendigos, quero dizer homens alcoolizados.

–Que isso gracinha. –um velho bêbado apareceu e agarrou meus dois peitos, dei um chute em seus saco que o fez cair, ele estava tão bêbado e a musica tão alta que ninguém percebeu, acharam que estava bêbado de mais para andar.

–Fecha a jaqueta. –aconselhou Sam para mim, e fiz isso. Paramos uma mulher nua, que por sinal tinha que aparar as suas partes, para pedir informação.

–Oi! Você conhece uma garota que trabalha aqui, ela é nova. Alex Russo?

–Num sei pelo nome não garotas, mas deve ser uma morena que entrou esses dias. –ela disse.

–Isso. É ela! Sabe onde ela está?

–Sim, as novatas ficam na moleza que é servindo as mesas. –ela apontou para uma área onde tinha varias mesas e homens bebendo, umas mulheres assim como essa que paramos pagava um bom e amostrado boquete para alguns, outros só admiravam. Que nojo de lugar.

–Nada dela! –disse Sam que procurava entre as cadeiras. –Ah! –a ouvi gritar atrás de mim, quando virei vi um homem que a puxou pela perna e a fez sentar em seu colo e começou a puxar a jaqueta dela, tentei ajudá-la mais uns dois caras se reuniu para ver a bela loira , o que pude ver foi ele puxando para baixo a blusa que Sam estava usando e mostrando seus dois fartos peitos. Tentei pular entre eles para ampará-la, mas em menos de cinco segundos ouvi barulho de socos e quando vi um caminho se abriu e apareceu uma Sam se ajeitando e o homem que a agarrou no chão segurando o saco e com um belo olho roxo.

–Quem mais encostar-se a mim ou nela. – Ela gritou apontando para mim. Nesse momento a musica parou e todos nos olhavam — Vai ficar pior que ele! –ela cuspiu as palavras, os homens que a cercaram se afastaram mais. Sam caminhou ate mim. Ela ia caminhar, mas aproveitei a situação.

–Alex Russo! –gritei. –Alguém viu Alex Russo? –Uma algazarra se formou ate que uma morena de calcinha e sutiã apareceu naquela multidão.

–Alex. –Sam gritou e mantendo-se forte só foi ao seu encontro e a segurou pela mão. –Você! –ela gritou para um homem moço que parecia em melhor condição ali. –Me dá o seu casaco! – Sam pediu e o cara sem hesitar lhe entregou o cumprido casaco.

–Mais o que esta acontecendo aqui?! –disse uma mulher de corpete e com um cigarro na mão. Uma menina que trabalhava ali gritou.

–Essas duas estão arrumando confusão.

–Saiam do meu estabelecimento! –a mulher gritou.

–Não precisa repetir. –disse. Sam começou a puxar Alex que parou.

–Você trabalha aqui! –disse a mulher a Alex. Olhei para Alex e ela com os olhos arregalados, suplicava ajuda para mim e Sam.

–tenho que ficar. –ela se rendeu.

–Não! –Sam gritou se pondo em frente Alex. –Ela se demite. –disse Sam.- Vamos Alex. –Mesmo com medo de sair, a morena seguiu Sam e a mim. As pessoas abriam caminho entre nós ate a porta e saímos mais rápido que entramos. Lá fora onde a noite era deserta e fria, Sam deu o casaco para que Alex não ficasse só de roupa intima. O homem que era segurança nos olhou e ia dizer algo mais dei um soco no seu nariz o fazendo cair e se desesperar com o sangue que escorria dele. Entramos no carro e demos partida rapido. E dessa vez, como disse, sem o radio ligado, a viagem era diferente. Alex chorava quase que em silencio. Tanto eu quanto Sam não íamos cobrar assunto nenhum com ela naquele estado. A única coisa que fizemos foi parar num Drive Thru e pedir um lanche para comermos no estacionamento, já que Alex não podia sair do carro.

–Vamos para onde? -foi a única coisa que ela disse quando acabou de comer suas fritas. Olhei o relógio de pulso e era 00hrs20min. E nesse momento o celular de Sam tocou e ela atendeu as pressas.

–Oi Beck! ... Sim, ela está aqui... Estamos no McDonalds... Vamos para minha casa... Sim... Vai para lá então... Beijos.

–Beck? –disse tomando meu cappuccino.

–Sim, vamos lá para casa , ta Alex? –disse Sam.

–Não tenho para onde ir mesmo. –ela disse olhando sua caixinha vazia de Big Mac. Então lembrei e mandei uma mensagem para Tori contando tudo e logo ela me ligou e pediu para falar com Alex.

–Oi Tori... Sim... Obrigada... Não precisa... Você acha?... Tudo bem... Se Sam não se importar... –Então Alex passou o celular para mim, e a única coisa que Tori disse foi que Alex precisava ocupar a mente, que precisa de amigos, só verdadeiros. E desligou.

Dei partida no carro e fomos para casa de Sam. Quando chegamos lá, por alguma razão, as luzes estavam acesas e eu reconheci dois carros. E entramos na casa dela e Sam não teve cuidado de não acordar ninguém, e a sala estava cheia.

Carly, Cat, Tori, Justin, André, Freddie e Beck estavam lá. E foram sorrindo abraçar Alex que riu pela primeira vez naquela noite, e a mãe de Sam estava parada na escada.

–Vamos querida, vá tomar um banho quentinho que eu preparei e quando descer terá amigos para ficarem ao seu lado.- E assim a mulher que meu pai comeu há alguns anos era super bacana assim como Sam, e Alex parecia confortável e assim que Pam e Alex subiram olhei para as pessoas naquela sala.

PSM: Sam

Assim que Tori falou com Alex e Miley no carro, ela me mandou uma mensagem falando que Alex precisava de gente, de amigos bons para fazê-la se sentir bem e especial. E então liguei para Carly, que se preocupara muito com Alex e Cat estava com ela e tiveram a ideia de ir dormir lá em casa, assim não ficaria somente eu e Miley e um silencio constrangedor. E Freddie as levou de carro e Beck foi com Justin (seu primo que nos deu a luz e que era um grande amigo e colega de classe de Português de Alex) também foram. E gostei do resultado que aquilo tudo proporcionou a Alex, e fiquei mais feliz de termos um adulto envolvido nisso que era minha amada mãe, que podia sempre confiar. E agora estávamos todos sentados no sofá e chão.

–Como ela estava? –perguntou Beck.

–De roupa intima, servindo mesas e servindo de prazer para bêbados. –disse Miley.

–Que horror.

–Gente, sem pena! Temos que mostrar a ela que não sentimos peninha dela, que somos amigos dela. –disse Tori se levantando. –Então, procurem um filme engraçado e a façam rir.

–É isso mesmo! –concordou Cat animada.

Assim que Alex e minha mãe desceram, ela parecia uma criança que acabou de sair do castigo, sabia que minha mãe devia ter conversado com ela e que Alex sem um adulto para ampará-la devia ter mergulhado em lágrimas com Pam Puckett.

Cat como uma criança foi ate Alex e a puxou pela mão a fazendo se sentar numa cama improvisada no chão, havia varias para todos dali poderem dormirem naquela noite.

E a noite se passou e ninguém tinha sono. Beck, André e Freddie ficaram encarregados de fazerem hap improvisado, depois brincamos de telefone sem fio, claro que não muito infantilizado, se é que me entendem. Depois Alex mesmo que tomou iniciativa e pediu um concurso de arroto, depois que tudo parecia bom e todos estavam tão entretidos que ninguém se lembrava nem porque todos estavam ali, Cat teve a brilhante ideia de brincar de verdade ou desafio.

–Sério isso? –disse.

–Ah! Vamos! –ela ria. –Estamos brincando de tudo!

–É! Vai ser legal! –disse André rindo.

–Ta! –cedi a maioria. E então o jogo começou.

–Ta bom, eu começo! –pediu Carly. –Miley! Verdade ou desafio?

–Verdade!

–Quando foi a ultima vez que transou com alguém? – Carly ria como se tivesse feito A pergunta.

–Ontem. – Miley disse tão naturalmente que todos se entreolharam e começaram a rir. –Ta minha vez. –ela disse. – Cat! Verdade ou desafio?

–Desafio! –ela disse animada.

–Ta! Te desafio a usar o uniforme da Sonserina o dia inteiro amanha!

–O que? Sonseria? Porque não da Grifinória? –ela contestou.

–Sonserina. –sorriu Miley.

–Vai ter que ficar de bruxinha! –cantarolou Sam. Cat a jogou um travesseiro.

–Minha vez! –disse Alex, e todos se calaram. Estavam felizes por ela esta bem. – Freddie. Verdade ou desafio?

–Verdade! –ele disse.

–Ta. Quem foi a ultima garota que você beijou? –ela perguntou. E meu coração gelou, ele abriu um largo sorriso, que eu sabia que significava e esperei o que ele ia dizer.

–Foi a Madisen. –ele disse sorrindo e os três garotos da sala fizerem um “Hm” bem prolongado, Madisen era capitã das lideres de torcida, e não sei se essa resposta me deixou com mais raiva, acho que preferia que ele tivesse falado meu nome.

–Minha vez!-Disse Tori.-Beck!

–Desafio! –ele disse.

–Ok, te desafio e ficar só de cueca ate o final do jogo. –ela disse e todas as garotas gritaram, os meninos falaram “Ah não!”, mas Beck rindo da situação já desabotoava a calça, e arrancava gritos histéricos das mulheres, ele era meu amigo mais era muito gostoso. Depois tirou a blusa e sensualmente a jogou num ombro.

–ótimo desafio ein! –comentou Carly.

–Carly Benson! Você esta namorando agora! –advertiu Cat, fazendo todos rirem.

–Ta. Sou eu!- Disse Cat. –Sam!

–Desafio! –disse, o desafio sempre era melhor.

–ótimo! –Cat sorriu e olhou para Freddie, depois me arrependi de ter falado isso. –Te desafio a dar o beijo mais longo e sexy que você já deu na sua vida em Freddie. –Todos os caras começaram a falar “Injustiça, olha eu aqui”.

–Não! –disse fria cruzando os braços.

–Você escolheu desafio! –advertiu Cat.

–Não posso obrigar Freddie a ficar comigo. –usei uma desculpa, mas sabia que ele usaria isso a seu favor. Freddie que estava sentado no sofá abriu um sorriso vitorioso.

–Não me importo não, regra é regra. Você que escolheu! –ele disse. Aquele filho da puta me paga.

Só de raiva e malicia levantei e sem menor vergonha sentei-me em seu colo o surpreendendo, ele ficou de olhos arregalados sem expressão, sorri. Era um bom beijo que ele queria, ele terá. E com desejo o beijei. Não foi aquele simples beijo ou aquele apaixonado, foi agressivo e ardente, segurava com força sua nuca pelos seus sedosos cabelos e ele me apertou contra seu corpo pela cintura, as pessoas estavam gritando e muito, mais do que quando Beck tirou a calça. E eu estava me divertindo com aquilo, nossas cabeças iam frenéticas de um lado a outro num perfeito sincronismo e necessidade. E quando meu batimento estava a mil e meu peito pedia ar me afastei dele, com os lábios inchados e respiração ofegante, sai devagar de seu colo para não me desequilibrar, minha mente estava turbulenta, e todos só tiraram a atenção quando Carly falou.

–Okay. –ela disse pausadamente. – Ótimo espetáculo. –ela riu, um riso nervoso. Agora a vergonha aparecera e eu estava sem graça, sentei ao lado de André e o jogo transcorreu.

Não sei como foi, pois nunca lembro. Mas dormi, e acho que os outros apagaram sem perceber também.

Notas finais
E aí? O que acharam da Alex? da atitude da Pam?