Notas iniciais
Pessoal desculpa a demora eu disse que ia postar rápido e demorei quase 1 mês de novo, mas não foi de propósito, estava tentando ganhar tempo para o capítulo 20, entretanto travei nele e ainda não consegui terminar. Ando muito ocupada mesmo desde que comecei o programa de jovem aprendiz, sinto muito ter que afastar as atualizações da fic por tanto tempo. Graças a Deus mês que vem tenho férias, termino o curso de jovem aprendiz e poderei me dedicar mais a essa fic e a mais outras duas minis- fics que estou escrevendo para vocês. Fiquei triste com o último capítulo, pois nem metade das leitoras de antigamente apareceram, pena que por me ausentar tanto vocês vão abandonando a fic, uma pena, mas as meninas que comentaram muito obrigada. Quero agradecer a Lunlun pela linda recomendação, capítulo dedicado a você flor. Sem mais delongas eu lhes deixo o capítulo 19 de Colecionista. Nos vemos nas notas finais

Os dois permaneciam parados frente à porta apenas encarando um ao outro. Eram os oceanos límpidos contra a nevoa densa, os punhos sobre cerrados, o olhar fixo numa tentativa falha de fazê-la o temer, mas nada a fazia sair dali.

Não se daria por vencido, muito menos cairia tão facilmente. Seu tio não precisava passar por aquilo e o que tivesse que ser feito seria. Agarrou o braço de Hinata com certa brutalidade e foi a arrastando para longe do hall. Os mesmos olhos vermelhos de mais cedo estavam presentes no rosto delicado de Naruto.

Hinata sentia medo pela ação repentina de Naruto, mas não se deixaria ser levada tão facilmente assim, não sairia dali sem ver e falar com Nagato. Desvencilhou do aperto em seu braço e passou a caminhar de volta para a entrada da casa.

Naruto via a silhueta da morena se afastar de si e se aproximar cada vez mais da casa, correu em sua direção parando em sua frente. Impedindo-a de dar mais um passo se quer.

– Saia da minha frente Naruto, eu vou passar você querendo, ou não.

– Você não vai entrar Hinata, eu não vou deixar.

Hinata perdeu a paciência e jogou para o inferno a boa educação dos Hyuugas, empurrou Naruto com força para que o mesmo saísse de sua frente o fazendo cair contra o chão. Apressou os passos antes que ele levanta-se e assim conseguiu entrar na casa.

Sem muita cerimônia foi adentrando a casa subindo diretamente para o andar onde ficavam os quartos. Foi subindo a enorme escadaria, logo ouviu passos apressados atrás dos seus e alguns gritos protestando sua subida. Irritou-se com tudo aquilo e esbravejou.

– Chega, chega, chega Naruto você está se comportando como um garotinho mimado. Seu tio já tem mais de 30 anos não é uma criança que precisa da sua proteção. Eu vou ir vê-lo quer você goste, ou não.

Assim continuou subindo as escadas sem olhar para trás novamente e logo chegou ao quarto de Nagato. A porta estava entre aberta, uma pequena fresta deixada. Bateu levemente na mesma e pode ouvir um sussurro baixo dizendo “entre”.

– Nagato?

Os olhos arroxeados se sobressaltaram ao ver a morena ali encostada na porta. Levantou-se brevemente do colchão encostando-se a cabeceira da cama.

Hinata não pode deixar de se espantar com a cena, Nagato debilitado sobre a cama, o rosto mais pálido que o normal, as olheiras profundas em baixo dos olhos parecia uma pessoa com uma doença crônica.

Aproximou-se da cama e sentou-se ao lado do ruivo. Passou a mão pelo rosto pálido e embrenhou os dedos nas mechas ruivas. Seu olhar era o mais terno possível queria seu amigo bem de novo mesmo que isso naquele momento fosse quase impossível.

As mãos um pouco trêmulas de Nagato se recostaram nas suas, deitou a cabeça sobre uma delas e beijou a outra. Hinata sentiu seu coração se estilhaçar como um pedaço de vidro. Não ousou a tirar aquilo dele, não depois de tudo que aconteceu com o amigo.

– Nagato por que fez isso com você? – Apontou para os cortes e os furos de seringa. – Você havia prometido que...

– Eu tentei muito não fazer juro que tentei, mas fui fraco demais para suportar um não seu e quis me livrar da dor que sentia, eu não pensei em mais nada ao não ser na sensação inebriante que a droga me trazia, desculpe-me Hina.

– Sou eu quem te peço desculpas Nagato, eu deveria ter ligado conversado com você, eu pensei que ficaria bem nunca imaginei que faria isso. Eu me sinto tão culpada por isso tudo.

– Não se sinta, não ligue para que o Naruto disse, ele não entende as coisas ele quer sempre proteger a mim, aos pais, aos amigos e nunca pensa nele mesmo, ele sempre se importa muito com as pessoas que ele ama. Eu não sei o que ele disse a você, mas peço desculpas por ele, ele é um bom garoto.

– Ele não quis me deixar entrar para te ver.

– Naruto é assim e nunca vai mudar, sempre protetor. Se você o conhecer melhor verá isso.

– Tudo bem Nagato não vamos discutir sobre aquele loiro arrogante, eu quero que você fique bem. Já comeu?

– Sim o Naruto fez uma sopa para eu tomar, estou melhor é serio não precisa se preocupar.

– É claro que me preocupo, como vou ficar calma te vendo assim. Você está pálido, com olheiras, os lábios rachados, olha pra isso Nagato como pode se maltratar tanto? Por que disso tudo?

– Porque eu te amo Hinata e eu faria tudo de novo se isso significasse que por um instante eu esqueceria você.

As palavras de Nagato lhe deram um efeito de culpa maior do que já sentia. Seus olhos se lacrimejaram e para que Nagato não a visse chorando levantou-se da cama e se dirigiu até a janela.

Ficou olhando para o belo jardim da casa repleto de rosas brancas e lembrou-se do jantar com o ruivo, lembrou-se das palavras de amor que ele lhe dera e lembrou-se das palavras frias e duras de Naruto. Não pode evitar que as lágrimas rolassem por seu rosto alvo, secou as insistentes lágrimas com a manga da blusa, mas ainda sim não conseguiu fazer com que Nagato não notasse sua tristeza.

Sentiu-se ser virada para frente e os dedos de Nagato limparem as teimosas lágrimas. Ele lhe sorria docemente como se quisesse dizer “está tudo bem”. Abraçou fortemente o corpo maior que o seu e deixou o choro tomar conta de si.

– Me perdoe Nagato eu sinto muito, queria muito lhe corresponder como deveria, mas não posso e nem consigo lhe olhar com outros olhos. Apenas me perdo...

Não conseguiu terminar de falar, pois seus lábios foram cobertos pelos de Nagato num singelo selinho. Sentiu o gosto amargo de remédio nos lábios do amigo, com certeza Naruto o havia dado para que dormisse. As mãos fortes seguravam sua cintura e acariciava seus cabelos.

Sentia que deveria se afastar, mas depois do que houve com ele não se atreveu a negar nem que fosse um beijo a ele. Pensava que ele merecia pelo menos esse gesto.

Quando sentiu que Nagato iria aprofundar o beijo, ouviu uma porta sendo aberta. Assustou-se e quando olhou para frente Naruto estava parado a porta, os anises estavam rubros e os lábios cerrados. Não entendeu bem aquelas expressões, muito menos Nagato.

– Naruto?

– Posso saber o que está acontecendo aqui?

–--------(***)-----(***)-----(***)-----(***)-------

Seguiam rumo ao cemitério onde seus pais estavam enterrados. O olhar sério e até mesmo distante deixavam Sakura preocupada. Virou a última esquina e logo estava estacionando em frente ao cemitério.

Sakura ficou surpresa, por que Yusuke/Sasuke a traria num cemitério? O que ele queria lhe mostrar? Quando ia perguntar, sentiu sua mão ser segurada com firmeza pela dele, olhou o rosto ameno lhe sorrir fraco, os olhos negros pareciam estar marejados, nunca o havia visto assim então perdeu a coragem de perguntar alguma coisa, apenas deixou que ele a levasse onde queria.

Caminhavam por entre as lápides, a rosada sentia certo aperto no peito por ver tantas pessoas enterradas ali, deveria ser difícil ver as pessoas que amamos partirem e ter sempre que relembrar disso ao olhar as lápides.

Pararam em frente às duas onde estavam escritos “Mikoto Uchiha e Fugaku Uchiha melhores pais do mundo”. Sakura não entendeu muito o que estava acontecendo por qual motivo os pais de Yusuke teriam o mesmo sobrenome do seu ídolo?

Viu ele se abaixar com um buque de flores, pareciam tulipas, Yusuke as depositou entre as lápides e sentou-se ao chão, estendeu a mão para que ela fizesse o mesmo. O olhou de relance e viu algumas lágrimas caírem de seus olhos.

Sentiu seu coração se apertar, secou as lágrimas com as pontas dos dedos e deu um beijo carinhoso na bochecha dele. Ele lhe sorriu fracamente novamente. Os lábios moveram-se para então a voz rouca se pronunciar.

– Eu jurei a mim mesmo que quando viesse aqui outra vez eu não choraria, mas é inevitável. – A voz ficava falhada e as lágrimas tomavam conta de seu rosto. Sakura apenas observava e ouvia tudo sem dizer nada. – Eles eram meus pais, morreram num acidente de carro quando eu tinha uns oito anos. Estávamos indo para a casa do tio Madara por insistência minha, meu pai não queria, mas minha mãe achava bom eu brincar com meus primos. Chovia muito naquele dia, e eu sempre tive medo de tempestades, começou a trovejar e relampejar muito e eu fiquei assustado, meu irmão e minha mãe me acalmavam, meu pai se irritou com meu choro e foi me dar uma bronca no momento que ele tirou os olhos da estrada perdeu o controle, ele foi desviar de uma pedra que se soltou do penhasco, ele desviou, mas veio um caminhão e bateu no carro fazendo-o capotar. Meu irmão se fez de escudo para me proteger, alguém que eu nunca soube quem foi nos tirou de lá, mas o carro explodiu e meus pais morreram. Eu sempre me culpei pela morte deles, se eu não tivesse pedido para ir até a casa do meu tio eles ainda estariam vivos. Meu irmão está em coma no hospital onde sua mãe está até hoje, por causa desse acidente eu o fiz perder boa parte de sua vida numa maca de hospital. Eu queria entender por que eu consegui ficar bem e eles não. Eu os amava meu pai era rigoroso comigo, mas eu o amava e nunca disse isso a ele.

Sasuke começou a chorar mais e Sakura se desesperou, o puxou para um abraço e tentava faze-lo parar. Não pode deixar que tudo o que ele contou não a comovesse e ela não chorasse, sentiu seu coração se quebrar por vê-lo naquele estado.

– Não fique assim Yusuke-kun, não foi sua culpa você não poderia adivinhar que isso iria acontecer. Tenho certeza que eles também te amavam que seu pai te amava. Não se sinta culpado.

Ouvir Sakura o chamar por aquele nome fez Sasuke se sentir culpado pela mentira que sustentava.

– Sakura existe muita coisa sobre mim que você não sabe, você deve estar achando estranho os nomes dos meus pais serem Uchiha e não Hamashi. Eu juro que um dia te conto tudo, só te peço que acredite em mim, confie em mim e não duvide do meu amor por você. Só preciso de tempo, eu te amo Sakura e você foi a melhor coisa que me aconteceu depois de todos esses anos me sentindo sozinho.

Sakura sentiu seus lábios serem beijado pelos do moreno, a mão dele repousara em seu rosto e a sua ao dele. O beijo era calmo, terno, sem pressa. As línguas se acariciavam não batalhavam por espaço. Seu corpo estremecia com a intensidade daquele beijo. Separaram-se pela falta de ar. Deu um beijo na testa dele e lhe sorriu.

– Seu sorriso sempre foi meu salvador.

– Eu não sei o que você quis dizer com tudo isso, mas tudo bem confio em você.

– Obrigado.

Os dois permaneceram ali por mais alguns minutos até resolverem irem embora. Caminharam de volta para o carro, os dedos entrelaçados, os corpos abraçados. Sakura não sabia o que Yusuke/Sasuke quis dizer com aquilo de “você não sabe muita coisa sobre mim”, mas sabia que o amava e quando se ama confiamos na pessoa. Ela realmente poderia não saber muita coisa sobre ele, entretanto tinha absoluta certeza de uma coisa.

Ela o amava e não o deixaria por nada.

–------(***)----(***)----(***)-----(***)------

Encontrava-se limpando os móveis da casa, mas sua cabeça viajava e não parava de pensar em Izuna. Cris não sabia dizer o que sentia exatamente, estava confusa com seus próprios sentimentos. A todo instante se via pensando nele, em seu sorriso, no tom de sua voz.

Sabia que era sonhar alto imaginar-se com ele, nunca que alguém como ele se interessaria por uma mera empregada, mas ainda existia um fiozinho de esperança. Nem que essa esperança fosse uma chama mínima, ainda acreditava que o destino a levaria até Izuna, mesmo que demorasse certo tempo esperaria, pois se no final ela estiver ao lado de quem deseja toda espera valeria a pena.

–-------------(***)------------(***)----------------(***)--------------------(***)------------------

Encontrava-se sentado analisando o caso de mais uma paciente, era assim que dizia, uma desculpa plausível para estudar pela milésima vez o caso da paciente complicada, persistente e pela qual ele era completamente apaixonado.

As mãos se deslizaram pelos cabelos castanhos os prendendo em um rabo de cavalo alto não muito usado por si. Abriu a gaveta, puxou uma fotografia antiga onde ele e certa morena sorriam embaixo de uma árvore, abraçados.

O olhar dela era distante, mas possuía um brilho diferente, possuía um q a mais do que procurava em alguém. Foi essa razão que fez com que Neji visse em Tenten uma mulher perfeita, ela era cheia de defeitos, autoestima baixa, doente, problemática, teimosa e quando sorria algo se iluminava em seu rosto, ela era perfeita a sua maneira torta e diferente, porém era perfeita de alma e coração.

Agora quando olhava o rosto da morena não via e nem sentia a mesma essência pela qual seu coração se disparava somente por tocar na mão dela, agora realmente ela era perfeita, entretanto não o perfeita que ele precisava, ou queria era o perfeita a qual a sociedade a aplicava e ela boba se submeteu.

Era isso que pensava. Guardou a fotografia, recostou à cabeça a cadeira e suspirou pesado chamando o nome da moreninha:

– Tenten.

– Eu sabia que ainda pensava em mim. Neji-kun.

Neji se sobressaltou da cadeira ao olhar ela ali parada a sua frente com um sorriso malicioso.

Desviou o olhar do dela e levantou-se, recompondo-se do seu breve susto e tentando se colocar em sua postura fria.

– Posso saber o que faz aqui Tenten? Pensei que tivesse ido embora.

Ela o olhava com um olhar perdido, e por um momento Neji lembrou-se da antiga Tenten. Virou- se de costas para evitar olha-la.

Logo sentiu um corpo pequeno abraçar o seu e ao virar o rosto encontrou os olhos castanhos o fitando com carinho, as mãos pequenas acariciavam seus longos cabelos num gostoso cafuné que ela sempre fazia quando o abraçava.

Tudo aquilo estava sendo uma tortura, as velhas lembranças castigavam sua mente confusa. Naquele momento ela pareceu tão frágil, mas ao mesmo tempo tão determinada em querer conquista-lo, não resistiu mais as caricias e deixou que sua cabeça repousasse no ombro de Tenten.

A nevoa fitava o abismo, estava perdido e confuso não entendia bem aquela situação. As mãos dela circundaram sua cintura o abraçando, os lábios agora carnudos lhe sorriam doce, mas o sorriso ainda era fraco e perdedor comparado ao que ela tinha antes.

– Você fica lindo assim, deveria usar mais esse penteado te valoriza.

– Obrigado.

Fechou os olhos e aproveitou mais do carinho que recebia, em poucos instantes sentiu lábios quentes encostarem aos seus, assustou-se e ao abrir os olhos viu que os de Tenten haviam se fechado. Era apenas um selinho, mas logo foi se aprofundando.

Levou uma de suas mãos aos cabelos dela os aproximando mais. O beijo era delicado, doce, não sabia bem o porquê, mas sentia o sabor, a essência perdida de sua velha Tenten. Quando o beijo se dissipou e abriu seus olhos viu a figura ingênua, meiga e atenciosa que era a paixão de sua vida.

Não pode conter o sorriso por ver que a velha Tenten estava de volta.

– Tenten você voltou pra mim.

– Eu nunca sai de perto de você Neji.

– Claro que saiu você não era você, mas agora você é a minha Tenten.

– Sempre fui sua Tenten você que não queria ver, ou melhor, não quer ver. Abra seus olhos Neji.

– Eles estão abertos.

– Não abra seus olhos.

Neji assustou-se e quando se deu conta havia pego no sono. Estava sozinho dentro do consultório. Levou as mãos ao rosto e o esfregou tentando recobrar os sentidos.

Por um instante pensou que tudo havia voltado ao normal e que Tenten estava com ele outra vez. Pegou a fotografia na gaveta e se perdeu dentro dos seus próprios pensamentos.

– Ah Tenten se você soubesse o quanto gosto de você, você voltaria pra mim. O sonho parecia tão real.

Mal Neji sabia que do outro lado da porta uma moreninha sorria alegre enquanto passava os dedos nos lábios, sentindo o beijo que agora pouco haviam dado sem o moreno perceber.

– Você nem imagina o quanto ele é real Neji.

–----------(***)----------(***)------------(***)------------(***)-------------

O loiro ainda permanecia parado a porta os fitando intensamente, aguardava uma resposta, mesmo que não fosse da sua conta queria ouvir algum argumento que o convencesse que aquele beijo que presenciara não era um beijo.

Naruto não entendeu bem, mas sentiu seu peito doer por ver a cena. Seus sentimentos conturbados por sua própria mente estavam começando a enlouquecê-lo. Não poderia ser nada além de raiva, mas raiva pelo que? Por ver seu tio se entendendo com a mulher que ama? Ou por que no fundo desejava que fosse ele a estar assim com a morena?

Espantou os pensamentos torpes, e continuou a fitar o tio e Hinata aguardando a sua explicação.

– Naru o que está fazendo aqui? – Seu tio perguntou um pouco irritado o olhando como se quisesse dizer, “você está me atrapalhando”, mas ele não ligava.

– Fiquei preocupado e vim ver se precisava de algo, mas vejo que está ótimo.

– Olha o respeito rapaz.

– Respeito? Tio você estava aos beijos com essa mulher e me pede respeito? – Naruto riu amargo. – Eu passei a manhã toda com o senhor cuidando de você, me preocupando e tudo por culpa dela. Agora basta ela vir aqui fazer um showzinho de drama e pedir desculpa que o senhor cai aos encantos dela, poupe-me tio.

– Naruto eu exijo que respeite a Hinata da devida maneira que ela merece. Não entendo esse seu comportamento foi apenas um beijo o que à de mal nisso? Parece até que está com ciúmes.

Naruto ficou corado, não sabia o que dizer no momento. Sentia ciúmes sim de toda aquela situação, mas por qual motivo, ou melhor, por qual pessoa ali presente não sabia dizer.

– Está com ciúmes Naruto?

– Claro que não ciúmes de quem? Só se for de você né tio?! Quer saber faz o que quiser da sua vida, mas depois que você se iludir de novo não diga que eu te avisei.

Naruto saiu batendo a porta deixando para trás um Nagato e uma Hinata confusos com tudo aquilo, sem entenderem nada, os dois se entreolharam e Nagato voltou a se aproximar perigosamente dos lábios de Hinata, mas dessa vez antes que ele tomasse seus lábios novamente à morena desvencilhou-se assim levando um beijo na bochecha.

Sorriu sem graça para o ruivo, pegou sua bolsa em cima da cama e foi dirigindo-se até porta.

– Mais tarde nos falamos Nagato, tenho que ir agora. Eu prometo ligar, melhoras. E claro não faça nenhuma besteira.

– Prometo tentar não fazer nada, aguardo sua ligação e desculpe pelo beijo.

– Não precisa se desculpar. Até mais.

Nagato ficou a vendo sair pela porta e sentiu dentro do seu coração que aquele beijo não se repetiria mais, tudo porque no fundo ele sabia que os lábios de Hinata, o sorriso, o olhar, e principalmente seu amor pertenceriam à outra pessoa.

E como lhe doía pensar que esse a quem levaria Hinata de si era ninguém menos que seu amado sobrinho. Deitou-se de volta a cama e deixou que as lágrimas que já faziam seus olhos arderem rolassem por seu rosto.

– Naruto você sente ciúmes dela, está gostando dela somente você não vê.

–-----------------(***)------------(***)-----------(***)-----------(***)-------------

Já haviam chegado de volta a casa, Cris estava arrumando a casa quando eles chegaram. Sakura a cumprimentou educadamente e Sasuke apenas deu um meio sorriso, a jovem empregada percebeu que nada estava bem com o jovem Uchiha.

Sasuke se apoiando em sua rosada foi subindo até seu quarto, as pernas pareciam pesadas, assim como seus olhos inchados pelas lágrimas. Ao chegarem ao quarto Sakura o depositou na cama e o cobriu com um lençol, o deixaria descansar sossegado, claro se ele não a puxasse pela mão para se deitar com ele.

Deitados de frente um ao outro Sasuke beijou a testa de Sakura e a puxou para mais perto até sentir a cabeça dela em seu peito.

O calor que emanava da pele rosada o aquecia, seu interior gelado agora era aquecido pelos sentimentos que ela fez brotar em seu coração. Uma joia rara era aquela rosada, os olhos esmeraldinos o fitando com carinho e preocupação. Querendo saber se tudo estava bem.

– Estou bem Sakura não se preocupe.

– Você chorou tanto, cortou-me o coração vê-lo assim meu amor.

“Meu amor” aquelas duas palavrinhas juntas ganhavam um imenso poder vindo dos lábios da mulher que amava. Acariciou os fios rosados e beijou seus lábios. Provava da doçura que eles tinham sua vida amarga agora era doce somente pela presença dela.

Um beijo sôfrego era compartilhado por ambos, seu corpo clamava pelo calor dela e inconscientemente foi abrindo o zíper da jaqueta que ela trajava. Seus lábios desceram ao pescoço dando vários e longos selinhos no local fazendo Sakura arfar.

– Yusuke-kun, Cris-san está lá embaixo.

– E dai?

Sakura riu da arrogância vinda de seu amado.

– E dai que ela pode nos ouvir.

– Eu conheço muito bem minha empregada e nesse exato momento ela vai bater a porta principal e sair.

Sakura se concentrou no que ele havia dito e logo a porta principal foi batida.

– Viu? Cris nunca fica aqui quando estou com alguém.

– Então quer dizer que outras já vieram aqui?- Sakura sentiu ciúmes e Sasuke achou aquilo fofo, sorriu para ela interrompendo as caricias.

– Sakura eu posso ter tido milhares de mulheres na minha vida, mas somente um amor. E esse amor é você. Eu te amo e minha vida agora pertence somente a você.

Sakura não pode deixar de sorrir e abraçar o homem a sua frente. Por quanto tempo sonhou com alguém que fosse assim, tão perfeito. Yusuke era tudo que sempre sonhou alguém amável, atencioso, carinhoso e principalmente sincero.

Bom à sinceridade seria em partes, pois Sasuke ainda escondia algo dela.

– Eu amo essa sua sinceridade sabia Yusuke.

Ouvir as palavras sinceridade e Yusuke numa única frase fazia Sasuke se sentir o pior homem do mundo, não queria engana-la daquela forma só queria viver com ela sem o medo de tudo aquilo que estavam vivendo mudasse por causa de sua fama.

Sasuke puxou Sakura para um abraço e sussurrou em seu ouvido.

– Sakura não importa o que aconteça me prometa uma coisa?

– O que?

– Nunca duvide do meu amor por você.

– Que promessa é essa?

– Não pergunte, apena prometa.

– Está bem meu amor, eu prometo te amar pelo resto da minha vida.

Sasuke sentiu mais confiança com aquelas palavras e mesmo sem Sakura ouvir ele prometeu a si mesmo jamais magoar a ela, pois dessa vez tinha a plena certeza, Sakura é a mulher pela qual ele esperou a vida toda e não a perderia por hipótese alguma, muito menos por um nome.

Apenas um olhar diz tudo, apenas um sorriso expressa qualquer sentimento e apenas simples palavras são capazes de grandes mudanças em nossas vidas. Foi assim que me senti quando encontrei você, foi por um acaso, mas foi o acaso mais predestinado da minha vida. Eu tento me imaginar agora sem você em minha vida, mas sabe o que acontece eu não consigo, pois se você não estiver ao meu lado eu não tenho vida para imaginar.

(Black Swan Colecionista de Canções)

Continua...

Notas finais
Bom deixa eu relembrar vocês sobre a fic. Lembra que bem no comecinho eu disse a estória da fic era dividida em 3 fases?! Primeira Fase -----> Fase de conhecer os personagens, formação de casais etc. Segunda Fase ------> Fase dos conflitos, do drama, do climax da fic. Terceira Fase ------> Fase final da fic, reconciliação, encerramento da estória. Cada fase levaria 20 capitulos já que pretendo escrever 60, mas como a segunda fase é mais extensa ela levará 30 capítulos e a última que é o finalzinho levará 10. Estamos no fim da primeira, esse é o penúltimo capítulo da primeira fase, o próximo encerra essa fase e entraremos na segunda fase. Entenderam? Qualquer dúvida a respeito das fases me pergunte. ---***----- Espero que tenham gostado do capítulo, e da frase final. Eu vou tentar terminar o capítulo 20 e postar ele o mais rápido que eu puder okay. Super beijos colecionadoras. Digam se gostaram, ou não, deixem suas opiniões, pois são elas que melhoram a fic. Beijos e até o próximo