Colecionista De Canções

20 Capitulo XX - El Destino Abre Sus Puertas


Notas iniciais
Nem sei por onde começar, mas acho que primeiro pedindo desculpas a todas as minhas leitoras e leitores, eu sinto muito pelo sumiço de um ano. Teve pessoas que vieram me perguntar se abandonei a fic, e é claro que não, isso nunca. Eu passei por alguns problemas pessoais que me afetaram muito e me deixaram sem ideias para concluir o capítulo, eu estava com ele na metade desde que postei o 19 a um ano atrás, mas nunca consegui terminar. Depois comecei a trabalhar ai ficou mais diíficil escrever, e com isso fui sumindo e sumindo e só pude voltar hoje. Me sinto muito envergonhada de deixar voces na espera, nem sei se ainda acompanham a fic, mas peço desculpas e prometo não demorar mais um ano para postar de novo. Esse capítulo é o último da primeira fase da fic, o próximo abrirá as portas da segunda fase da fic que vai prometer muita coisa. Pode demorar um pouco, mas eu vou concluir essa fic só peço a paciência de vocês. Espero que ainda leiam Colecionista. Deixo voces com o capitulo 20 e em breve o capítulo 21 será postado. Tia Black ama muito vocês. Obrigada. E sem mais demora ( do que já teve né) Deixo vocês com mais um capítulo de colecionista de canções. Boa leitura.

Sentia-se meio desnorteado, meio perdido, meio confuso, a única coisa que sentia estar inteira era sua iniciada paixão pela rosada. Se perdia dentro das duas joias que eram seus olhos, o sorriso encantador iluminava seu dia, se sentia bem estando ao lado dela.

Era tudo diferente do que um dia imaginou. Estar gostando de alguém era novidade para si. Samy despertava em si sensações inexplicáveis, quando estava ao seu lado, mesmo que fosse somente para observa-la, ou ficar sentado, conversando minimamente ele se sentia como se pudesse ser alguém melhor, com ela, ele não via seus defeitos, e erros. Ele não via aquele Izuna frio e egoísta, que foi capaz de maltratar o sobrinho por ciúmes. Com ela, ele conseguia ser alguém melhor.

Aos seus olhos ela parecia única, Samy era uma mulher diferente de todas as outras. Caminhava por entre os corredores claros, o som alto do sapato se chocando contra o chão ecoava por entre eles.

Foi aproximando-se do quarto e sua mão devagar girava a maçaneta. Adentrou o recinto e se aproximou da cama. Os olhos azuis o fitavam com intensidade, sentia-se invadido por aquela imensidão azul.

A plaqueta em mãos trazia boas notícias. Esboçou um sorriso sincero e começou a falar:

– Bom dia Samy, como se sente hoje?

– Bom dia Dr. Izuna, me sinto ótima.

– Que bom, pois tenho excelentes notícias.

– Sério? Conte-me logo as boas novas doutor.

– Que animação, fico feliz em vê-la disposta, pois você terá alta hoje.

– Está brincando não está?

– Não, falo sério.

– Ah graças a Deus posso sair desse quarto e ir embora. Minha filha já foi avisada?

– Sim ela vai chegar em breve. – Sorrateiramente foi se aproximando da cama e sentou-se ao lado dela. Levou sua mão aos cabelos rosados, os acariciando. Seu rosto estava próximo ao dela, sentia a respiração dela bater contra a sua. O coração palpitava aceleradamente contra o peito. Sussurrou por entre os lábios. – Vou sentir sua falta Samy.

A mulher a sua frente tinha os olhos fechados e não dizia nada. Aquele silencio era acolhedor para o clima que se estabelecia. Não queria que aquela cena tivesse um fim, não queria afastar seu rosto do dela, simplesmente não queria vê-la partir.

Sentiu braços envolvendo seu corpo num abraço, correspondeu ao carinho. A voz doce lhe dizia ao ouvido.

– Também vou sentir a sua. Você é um ótimo amigo...

Não sabia como, nem quando, mas ouviu seu coração se quebrando em pedaços encoláveis. Nunca soube quanto machucava o peso de uma palavra, entretanto naquele exato momento sentia como se o chão tivesse disso arrancado de seus pés.

Queria se afastar, beija-la e dizer que não havia somente como uma amiga, mas algo em seu interior teimava em dizer o que tempo o ajudaria, uma conquista é melhor do que ação repentina se fizesse o que sua mente não racional mandava correria o risco de perder a única chance de ter sua vida retomada por um sentimento bonito.

Apenas bloqueou o que sua mente dizia e escutou o seu pobre coração quebrado em dois, a abraçou mais forte contra o seu peito e lhe disse:

– Sempre pode contar comigo Samy, eu gosto muito de você.

A doce mulher a sua frente lhe sorriu encantadoramente, lhe acariciando o rosto e o fitando com os intensos olhos azuis:

– Fico feliz com isso.

Izuna lhe retribui o sorriso e permaneceram mais alguns minutos juntos, até ele ter que ir embora, pois precisava ver seus outros pacientes. Fechou a porta atrás de si e se encaminhou por entre os corredores silenciosos até os outros quartos.

Enquanto caminhava por meio aquele silêncio, Izuna pode notar que até mesmo o silêncio chorava assim como ele próprio naquele momento. Poderia ser uma fraqueza, ou uma decepção momentânea, mas não conseguiu conter as teimosas lágrimas rolassem por seu rosto alvo.

Esgueirando-se pelas paredes, tentando numa falha tentativa de ter um apoio, Izuna concluiu. Poderá ser extensa essa batalha, poderá até mesmo ser dolorosa, poderá vir acompanhada de muitas outras lágrimas, mas ele também sabia que não seria algumas palavras que o fariam desistir, não, ele não cometeria o mesmo erro que cometeu no passado.

Não, definitivamente ele não deixaria a pessoa que gosta partir por palavras como aquelas que ouviram de Samy.

Ele sente algo mais do que amizade, é menor do que amor, diferente de paixão, e um pouco mais quem um simples gostar. É confuso entender a si mesmo, mas se para ter Samy consigo teria que passar por tudo que passou no passado, ele passaria, contanto que no final ela estivesse esperando por si, tudo que vier pela frente terá valido a pena.

–----------------(***)-----------(***)---------------(***)------------(***)---------------------

O porta retrato com a foto de um loirinho alegre e sorridente, em cima dos ombros de um ruivo com meio sorriso nos lábios ainda continuava intacta em cima do criado mudo, o sorriso doce e inocente de criança que permaneceu ainda no rosto esbelto de homem.

“Meu garotinho cresceu” pensou o ruivo antes de depositar a foto no mesmo lugar. Um sorriso fraco e sem vida adornou os lábios finos, sentou-se a ponta da cama e ficou pensando em tudo que havia acontecido há pouco tempo naquele quarto.

Tão nostálgico, tão monótono, todas aquelas sensações e sentimentos revirando seu estomago, uma tristeza o abateu e não pode deixar que as lágrimas caíssem, sentia dificuldade em respirar e sua cabeça latejava.

Ouvi algumas batidas na porta e tudo que me lembro foi de ver a cabeleira loira vindo em minha direção antes que tudo se tornasse escuro.

Será que vou partir tão cedo assim?

–---------(***)------(***)-----(***)-------(***)---------

Os braços quentes a envolviam num abraço acolhedor, a respiração suave dele batia em seu rosto, ele parecia um anjo dormindo, pensou. Levou seus dedos aos fios negros e os acariciou levemente a fim de não acorda-lo.

Se alguém lhe dissesse algumas semanas atrás que sua vida daria uma volta de 360º ela não acreditaria, parecia tudo um sonho, um sonho na qual deseja nunca acordar.

O toque do celular a tirou de seus devaneios, o número do hospital na tela do aparelho a fez sobressaltar da cama e atender a chamada rapidamente.

Mãe, por favor, esteja bem.

Seu coração se apertava com a hipótese de algo grave ter acontecido. Com a voz tremula falou.

– Senhorita Haruno?

– Sim.

– Aqui é do hospital Uzumaki, você é a filha de Samy Haruno?

– Sim sou. Aconteceu algo com ela? – Sua voz desesperada fez com Yusuke acordasse, ele a olhava preocupado.

– Acalme-se ela está melhor do que nunca. Só estou ligando para avisar que ela terá alta. A senhorita pode vir busca-la?

Meu coração batia freneticamente, a emoção de saber que minha mãe se recuperou é tão grande, Yusuke ainda me olhava preocupado, sorri para ele e acariciei seu rosto, como estava com a enfermeira na linha ainda apenas sussurrei um está tudo bem.

– Sim estou indo ai imediatamente.

Encerrei a ligação e saltei da cama. Comecei a caçar minhas roupas pelo amplo quarto, tudo aos olhos atentos de um certo moreno. Não pude conter o riso.

– Quando pretende me contar o que está acontecendo?

– Minha mãe recebeu alta, ela já pode voltar para casa, amor!

Minha empolgação é tão grande que pulo em cima de Yusuke e o encho de beijos, mas também não havia percebido que o tinha chamado de amor. Eu já tinha tido que o amava? Dito como me sinto em relação a ele? Talvez não, pois seus olhos me encaravam surpresos, só que eu via uma surpresa boa, seus lábios possuíam um pequeno sorriso.

– Eu acho que essa é a primeira vez que você me chama de amor, em vez de Yusuke.

– Desculpe, foi empolgação.

Ele segurou meu rosto em suas mãos e depositou vários selinhos.

– Não se desculpe, você não me ofendeu, pelo contrário. Quero que me chame assim agora, querida.

Abracei-o forte, mas logo lembrei do motivo pela qual estava tão entusiasmada. Terminei de me vestir e enquanto me arrumava não havia percebido que Yusuke havia se trocado e esperava encostado a soleira da porta.

Andei em sua direção e o abracei pela cintura, e assim saímos andando juntos lado a lado. Ainda penso que tudo isso é um lindo sonho e que logo vou me ver sem ele ao meu lado, mas ai basta eu olhar nos seus olhos e eu sinto, tenho aquela sensação de que nada e nem ninguém pode nos separar.

Pode parecer precipitado, contudo eu não consigo mais me ver sem ele na minha vida, tudo fica cinza, sem vida e só de imaginar meu peito dói.

Entramos no carro e seguimos parar o hospital, estou ansiosa para levar minha mãe para casa.

***

Não sabia há quanto tempo estava ali sentado observando cada bipe que o monitor mostrava, ainda segurava firme a mão do meu sobrinho, queria que ele a apertasse mais uma vez, isso me mostrava que ele estava ali, e dava a impressão que ele estava apenas dormindo, só isso.

Fiquei mais alguns minutos com ele quando finalmente me despedi e sai do quarto. Estava alheio ao que acontecia a minha volta, era tanta coisa acontecendo, Itachi, Izuna e Sasuke com suas mentiras, ah agora lembrei que amanhã tenho um jantar para preparar para ele e sua namorada.

Desejo tanto que Sasuke seja feliz, ele parece tão mais vivo desde que conheceu essa moça, só espero que a pequena mentira dele não estrague tudo.

Fechei a porta do quarto e ao me virar deparei-me com Sasuke, Sakura, Izuna e uma linda mulher no meio deles.

Ela era linda, completamente fascinante, sua pele havia traços de uma possível enfermidade, mas nada que tirasse a beleza que ela radiava, seu sorriso era encantador e seus olhos azuis pareciam duas safiras. Algo em mim despertou, não sei bem o que, mas algo estava insistentemente palpitando em meu peito.

Sasuke e Izuna me olhavam aguardando alguma reação minha, acho que me chamavam, mas não ouvia o som de suas vozes, na verdade não ouvia nada, pois estava hipnotizado e vidrado apenas no som daquela risada.

– Tio Madara? Está tudo bem?

Acordei de meu transe e percebi que todos me olhavam preocupados.

– Ah, sim estou bem. – Peguei na mão da namorada de Sasuke e dei um leve beijo nela. – Como vai mademoiselle?

– Vou bem senhor Madara, obrigada.

– Chame-me apenas de Madara, me sinto velho assim.

Ela sorriu constrangida

– Como queira. Deixe-me apresentar, essa é minha mãe Samy.

– Mamãe este é o tio do Yusuke, Madara

Peguei na mão daquela encantadora mulher e fiz o mesmo em que fiz na filha só que com um pouco mais de demora, ao levantar meus olhos deslumbrei a visão dela corada e com os olhos atentos em mim. Ao olhar nos olhos dela me afoguei completamente e não sabia se queria voltar a respirar.

– Encantado em conhecê-la madame.

– O prazer é meu, cavalheiro.

Ela me deu um simpático e modesto sorriso.

Meu irmão olhava nós dois de maneira estranha, quase com raiva, não sei por qual motivo, mas nesse instante também nem me importava. Só queria poder prolongar mais aquele momento.

– Madara, pensei que já tivesse ido embora.

Desviei meu olhar dos de Samy para responder Izuna.

– Não vi a hora passar, gosto de estar com Itachi.

Sasuke me olhou triste, e depois sussurrou algo para sua namorada, Samy me olhava tímida como uma adolescente sem graça e inocente. A conheci em poucos segundos atrás e já sinto algo diferente. É estranho como nossos sentimentos agem não?

– Tio o jantar amanha está marcado não?

– Claro Yusuke será um prazer recebe-la em minha casa Sakura.

– Obrigada senh... Quer dizer Madara. Se não for incomodo posso levar minha mãe e duas amigas, elas são a minha família.

– Não será incomodo nenhum, todas vocês serão muito bem vindas.

Olhei para Samy, mas ela falava algo com meu irmão. Senti certo ciúme ao vê-los tão próximos. Engraçado eu sentindo ciúmes de uma estranha completa. Mas no fundo desejava que não fosse.

– Então Sakura aqui está à lista de medicamentos para sua mãe tomar, se seguir a receita ela se recuperará em breve.

Entendi Izuna é medico dela.

– Bom vou voltar ao trabalho tenho outros pacientes. Até breve Samy. Madara te vejo depois.

– Tudo bem Izuna.

– Bem tio, vamos indo Sakura precisa levar a mãe para casa. Ate amanha.

– Até, estou ansioso por esse jantar. – Ao terminar de dizer isso olhei para Samy que me encarou por poucos segundos até olhar para baixo. Os três saíram em direção ao elevador e assim desceram, mas antes das portas fecharem ainda pude contemplar o olhar que Samy me direcionava.

Esse jantar vai ser mais satisfatório do que eu pensava.

Não sabemos bem que tipos de pessoas iremos encontrar nos caminhos da vida, podem ser anjos a nos guiar, ou demônios para nos tentar, porém tudo depende da escolha que fazemos para abrir as portas desses caminhos. Eu demorei muito tempo para escutar as batidas a minha porta, mas que bom que abri, pois tive a sorte de ser você parada diante dela.

(Black Swan – CDC)

Notas finais
Vocês virão titio Madara se apaixonou pela Samy, ixee acho que vai rolar briga entre irmãos Uchihas. Espero que tenham gostado. Beijos e até breve Deixem suas opiniões e broncas porque mereço né Ja ne Black Swan