Colecionista De Canções
18 Capítulo XVIII- Eres lo mejor que me há pasado
Notas iniciais
O olhar que era sempre tão calmo e pleno, que transmitia paz e tranquilidade agora se encontrava vermelho escarlate. Naruto sabia que Hinata não era obrigada a corresponder aos sentimentos de seu tio, mas a raiva por vê-lo naquele estado deprimente lhe consumia de uma forma incontrolável.
Hinata estava assustada nunca pensou em ver o loiro daquele nem mesmo quando ela falou dele Naruto se comportara de tal forma. Seu braço já estalava de dor.
– Solte-me! Está me machucando.
– Estou? – Naruto perguntou irônico. – Isso não é nada comparada com a dor que me meu tio está sentindo. SABE COMO ELE SE ENCONTRA? FAZ ALGUMA IDEIA? VOCÊ NEM AO MENOS LIGOU PARA ELE PARA SABER SE TUDO ESTÁ BEM.
Na cabeça de Hinata veio um instalo; realmente ela não ligou para Nagato apenas se deitou e dormiu sem ao menos se perguntar internamente se ele estaria bem.
Os olhos vermelhos a encaravam com raiva contido neles esperando alguma resposta, ou argumento plausível.
– E-e-eu pensei que ele ficaria bem.
– Ah você pensou que ele ficaria bem? – Mais sarcasmo. – POIS FIQUE VOCÊ SABENDO QUE NADA FICOU BEM. ELE BEBEU TANTO QUE NEM SE AGUENTA EM PÉ, E ELE VOLTOU A FAZER ALGO QUE NINGUÉM ESPERAVA. DEPOIS DE TANTO TEMPO ELE VOLTOU A USAR HEROINA. TALVEZ ELE QUISESSE ALIVIAR A DOR NA DROGA. BUSCANDO UMA AJUDA, AJUDA ESSA QUE VOCÊ COMO AMIGA DELE PODERIA TER DADO. EU SÓ VOU TE DIZER UMA COISA; VOCE PODE FALAR E FAZER O QUE QUISER COMIGO EU NÃO ME IMPORTO, MAS NÃO SE META COM AS PESSOAS QUE AMO. MEU TIO JÁ SOFREU MUITO ELE NÃO MERECE PASSAR POR TUDO AQUILO DE NOVO. AFASTE-SE DELE JÁ QUE VOCÊ NEM SE IMPORTA COM O QUE ELE SENTE NÃO MERECE TER ELE AO SEU LADO.
– Escuta aqui você não sabe nada sobre...
– Sobre você ou seus sentimentos? Realmente não sei nada, mas eu sei e eu vi como meu tio ficou ao perder a mãe e a mulher, eu sei como ele te amou, ou melhor, te ama durante esses três anos e eu sei como suportou esses sentimentos presos nele somente para não perder você. Mas você pensou nisso? Claro que não é mais favorável dizer coisas bonitas para ele e dizer vamos ser amigos. Todavia saiba que amigo não é somente uma palavra, ou contrato, amigo esta presente nos maus e bons momentos e eu sei que no momento que ele mais precisou de você, VOCÊ NÃO ESTAVA!
Naruto saiu sem dizer mais nada, ou deixar Hinata dizer. Os olhos perolados marejaram em culpa. Nagato se drogando? Não ele prometeu parar e tinha cumprido isso; agora por sua culpa ele rompeu a promessa. Tenten a acalentava, acalmando-a, mas em sua mente as palavras duras e frias de Naruto ecoavam martelando sua consciência e naquele momento ela percebeu o que Nagato quis dizer quando disse que Naruto fazia tudo pelas pessoas que ama absolutamente tudo.
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Sentia a pele quente e envolvente emaranhada junto aos seus braços, o perfume suave de cerejeiras que emanava da pele alva era embriagante. Sasuke acordou com os braços finos envolvendo sua cintura, despertou olhando para a janela e vendo o sol começando a ficar a pino. Fitou o relógio vendo que eram 09hs00min sentiu um corpo se remexer nos seus braços; olhou para baixo e se deparou com um par de esmeraldas a fita-lo intensamente.
Beijou os lábios rosados acariciando os cabelos róseos. Sentiu suas mechas negras sendo puxadas sem muita força, abriu os olhos e fitou as lindas esmeraldas.
Um pequeno flash passou em sua mente com imagens que ele não sabia descrever se eram de um passado distante, ou um próximo futuro. Foi algo totalmente confuso, saiu do seu transe e voltou seu olhar para o relógio.
Os raios de sol entravam no quarto pela pequena fresta da cortina, uma cor alaranjada misturada com um suave azul deixavam aquela manhã de sábado belíssima.
Afagou os cabelos rosados e levantou-se da cama seguindo para o banheiro. O par de esmeraldas acompanhava cada movimento seu o deixando um pouco constrangido, mas ao mesmo tempo se sentia acolhido, aquecido como se o olhar de Sakura fosse uma chama quente que lhe preenchia com um calor acolhedor.
Nunca havia despertado pela manhã com a mulher que se deitou ao seu lado, a verdade era que nunca levava ninguém a sua casa; Sakura era a primeira e única. Ao olhar mais uma vez para o brilho que aquelas esmeraldas possuem Sasuke pode reconhecer e confirmar.
Sakura realmente é a garota perfeita para si.
Pov’s Sasuke
As lembranças da noite passada ainda passavam como um filme em minha mente. Sakura é a mulher com que sempre sonhei para mim, para ter ao meu lado. Com ela tudo é diferente. Ela tem um olhar diferente, uma essência diferente, um sorriso diferente, um sabor diferente. Às vezes penso que tudo isso é um sonho. Que logo vou abrir os olhos e ver que estou dentro da minha amarga realidade, que estou sozinho.
Entretanto ás vezes penso que anjos orientados por Deus emoldurou Sakura para envia-la a terra para que eu a encontrasse.
Ri bobo com os pensamentos torpes que tive. De repente senti minha pele arder e ao passar as mãos nas costas senti arranhões sobre a pele. Devo dizer que sem querer meu rosto esboçou um pequeno sorriso.
Ultimamente basta eu pensar nela que automaticamente esboço um verdadeiro sorriso. Sakura proporcionou muitas mudanças em mim, ela entrou na minha vida para me trazer de volta ao mundo.
Das poucas vezes que saia para um passeio, ou somente uma caminhada eu via casais de velhinhos juntos, rindo e abraçados e então eu me perguntava se algum dia eu ficaria assim com alguém; compartilhando sorrisos e caricias.
Antes eu pensava claro que não, famosos não envelhecem compartilhando momentos com outra pessoa eles envelhecem sozinhos, mas graças a certa rosada meus pensamentos mudaram e hoje posso ver um casal de velhinhos e pensar eu e Sakura ficaremos assim.
“Como é bom estar apaixonado né Suke?!”
“Já te disse não me chame de Suke você é atrevida demais”.
“Ora, ora quem diria que o grande e frio Uchiha Sasuke se apaixonaria um dia”.
“Querida gigantes também amam”.
“Uma pena que aquela garota não te ame”.
“Não comece com isso dela ser interesseira não acredito mais em você.”
“Ela realmente não te ama Sasuke, ela ama o Hamashi Yusuke. Quem ela ama é um personagem seu, ela não ama o Uchiha Sasuke”
Minha consciência acertou num ponto fraco. Ela tinha razão Sakura ama uma mentira, na verdade um nome mentiroso.
Sentia a torrente de água cair sobre meus ombros relaxando-os. Fechei meus olhos e logo um par de mãos circundou minha cintura, um hálito quente arfando em minha nuca, um corpo quente me abraçando, envolvendo-me. Era uma sensação deliciosamente prazerosa.
Suspirei com as caricias que os dedos ágeis faziam em meu peito. Os gemidos baixos que ela dava em meus ouvidos juntamente com as mordidas me levavam a um delírio intenso.
Logo uma de suas mãos atrevidamente envolveu meu membro rígido me fazendo gemer em alivio. As mãos aveludadas e quentes me envolviam enquanto os lábios rosados beijavam meu pescoço. Nunca acordei recebendo tanta atenção, as sensações de arrepios e calor que essa rosada está me oferecendo são inexplicáveis e únicas.
Tombei minha cabeça para trás apoiando-a em seu ombro. Gemi sem vergonha alguma enquanto segurava em seus cabelos.
– Sakura
Beijei os lábios doces provando do meu mais viciante veneno. Sakura me mata aos poucos, todavia me restaura com seu amor. Ela é única e insubstituível, eu a amo como jamais imaginei amar alguém e se tento me imaginar sem ela percebo que agora isso é impossível já que ela se tornou uma parte importante de mim, ou melhor, ela se tornou tudo de mim e agora eu sei o que é viver.
É simplesmente por causa dela que me trouxe de volta ao mundo.
– Eu te amo minha rosada. Eu te amo.
Pov’s Sasuke off
Sua cabeça latejava em dor, parecia que iria explodir; sua visão turva impossibilitava-o de enxergar direito. Sentia um enjoo forte e o estomago doer. Tentou levantar-se, mas seu corpo com os movimentos limitados o fez cair da cama indo direto ao chão.
Nesse momento se sentia um fraco, inútil. Ao lembrar-se de tudo que fez e a razão disso sorriu fraco ao mesmo tempo em que as lágrimas desceram. Logo ouviu gritos e sentiu seu corpo ser erguido do chão. Forçou um pouco a visão e viu certa cabeleira loira lhe afagando os cabelos enquanto dava um meio sorriso.
Era seu querido sobrinho sem sombra de dúvidas.
– Tio está tudo bem, eu vou cuidar de você.
Sua garganta seca lhe doía não conseguia falar direito.
– Na-a-ru-to-o a-a-gua, s-s-ee-de.
Não demorando muito sentia o liquido refrescando seu interior. Os lábios secos agora se umidificavam um pouco, conseguia falar melhor.
– Obrigado.
– Tio eu vou ficar aqui com o senhor está bem? Você está quente eu vou pegar o termômetro.
Seu corpo quente o fazia sentir frio. A dor que seu coração sentia era mais dolorosa do que a dos cortes que fez, ou de sua cabeça latejando. Queria que existisse um remédio que aliviasse aquela sensação amarga que a solidão o trazia. Se fechasse seus olhos ainda via o doce e meigo sorriso acompanhado do olhar pacífico de Hinata e não pode evitar que as lágrimas viessem.
– Tio ela não merece...
– Eu a amo Naru.
– E ela não ama você. Você merece mais do que isso, muito mais. Ela esta te matando.
– Ela me salvou.
– Salvou? Do que? Ela não fez nada para evitar essa situação.
– Ela me salvou de mim mesmo. Não a culpe, eu que sou fraco. Hinata não merece ser culpada a culpa é toda minha por ama-la demais,
– Eu a odeio por fazê-lo sofrer. Eu disse que se ela fizesse isso eu a faria pagar.
– Você não vai fazer nada, pois se fizer jamais te perdoarei.
– Você me deixaria por ela? Como pode ama-la?
“Do mesmo jeito que você vai ama-la”.
Nagato não respondeu mais nada apenas ficou com seus pensamentos guardados. Os olhos pesavam e um sono profundo lhe invadia.
– Sono.
– Dorme um pouco eu apliquei um remédio para baixar a febre. Vou preparar algo leve para você comer.
Um beijo foi depositado em sua testa e seus olhos fecharam-se o levando para um mundo sereno e tranquilo onde seu sofrimento ficava distante. Não o alcançava.
Sua mente o levou para as lembranças que guardava em seu mundo particular.
O loiro viu as expressões cansadas no rosto do tio, ainda sentia o gosto amargo da discussão que tivera com a morena mais cedo no hospital. Sua raiva era tanta que ficara cego, tão cego que nem se deu conta que agora não está somente seu tio machucado, mas graças as suas palavras o coração de Hinata também está partido e só por um breve momento sentiu seu coração se apertar só de imaginar a moreninha chorando.
Perguntou-se em pensamentos o que seria isso que sentia. Culpa ou algo, além disso?
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Seus dedos se dedilhavam por entre as teclas pretas e brancas, os ouvidos apurados o faziam se concentrar na melodia que ia se formando no clássico instrumento.
Lembranças antigas passavam por sua mente como créditos de filmes que acompanham a trilha sonora.
Fechou os olhos e se deixou levar pelo seu vicio. Era inebriante a sensação que o som das melodias lhe causavam. Era como se a música entrasse por suas veias e se unisse a si tornando os dois um só.
Apaixonado pela sinfonia harmoniosa que os clássicos instrumentos lhe proporcionavam Madara poderia descrever a música como um amor que o consola. Lembrou-se do rosto sorridente de sua amada irmã, dos olhos brilhantes de Izuna toda vez que ele terminava um concerto, até mesmo dos lábios mentirosos de sua esposa e ex-melhor amigo Hashirama.
Cessou a canção e fechou o velho piano. Levantou-se e seguiu até a porta, saiu e a trancou. A casa estava silenciosa, seus filhos haviam viajado junto com as namoradas, Izuna ainda estava no hospital só restando ele e o vazio da casa.
Olhou no relógio de parede ainda era cedo então resolveu ir ao hospital visitar um certo alguém. Fazia um pequeno tempo que não o via precisava conversar com alguém. Pegou as chaves do carro e seguiu para a garagem.
Entrou no veículo e deu a partida. O tempo estava agradável para aquela manhã de sábado. O sol não muito forte, um vento gélido, mas nada capaz de deixar todo mundo com frio e o céu azul indicava que não iria chover ou ter outra tempestade de neve ao cair da tarde.
No rádio tocava Hey Jude, seus dedos mecanicamente tamborilavam a melodia dos velhos Beatles contra o volante. Fechou os olhos se aprofundando um pouco mais a canção, mas sem desviar sua atenção da estrada.
A música acabou e ao voltar para o “mundo de volta” percebeu que estava no hospital. Estacionou o carro e seguiu para a recepção. Chegando lá estranhou o fato de não ser Fuugi atrás da bancada.
– Bom dia no que posso ajuda-lo?
– Err a Fuugi não veio trabalhar hoje?
– Ah não ela está doente, intoxicação alimentar. Mas ela volta daqui a alguns dias. Quer deixar recado?
_ Não eu na verdade vim visitar meu sobrinho que está internado aqui. Só perguntei por ela porque achei estranho ela não está aqui.
– Tudo bem qual o nome do paciente que veio visitar senhor?
– Uchiha, Uchiha Madara é o nome dele é Itachi.
– Ah o Itachi-san é um jovem rapaz tão belo e nesse estado critico de coma. Ele é famoso por aqui. Senhor Uchiha aqui está seu crachá pode subir.
– Obrigado?
– Karin meu nome é Uzumaki Karin.
– Foi um prazer.
Madara seguiu para o elevador, mas não conseguiu deixar de achar estranho o fato de uma Uzumaki está trabalhando na recepção do hospital. Afinal os Uzumaki’s eram os donos dali. Espantou os pensamentos e saiu do elevador dando de cara com seu irmão.
– Nii-san veio fazer uma visita?
– Sim ao Itachi faz um tempo que não venho vê-lo.
– Acabei de ir lá.
– E como ele está?
– Na mesma, não sai do coma e nem da sinais que vai sair. É deprimente vê-lo assim. Sabe Dara eu olho para ele e lembro-me do garoto que pouco sorria, mas que tinha um brilho especial no olhar. Lembro-me dele correndo pela mansão atrás do Sasuke, de nós dois brincando no jardim de soldados. Lembro-me como Mikoto surtava ao nos ver com a roupa suja de lama e grama. Eu sinto falta desses momentos.
– Eu também sinto, principalmente quando toco naquele piano, eu lembro-me dos dois, e de como eles gostavam de tocar e tocar sem parar era como se as teclas e os dedos de Itachi e Mikoto ficassem grudados e fosse impossível de separar. Eles amavam passar à tarde naquele piano tocando, compondo. Vê-lo assim me dói e nem consigo pensar como é para o Sasuke ver o irmão que ele tanto ama e admira nesse estado.
– Eu sinto por ele, mas do que todos nós ele é o que mais sente a falta do Itachi. Eu queria estar mais perto dele sabe, eu sinto tanto por ter implicado com ele. Eu sou tio dele como pude fazer as coisas que fiz? Eu deveria ter protegido cuidado dele assim como você fez.
– Eu sei e acredito que vai chegar o dia aonde vocês dois vão se entender. Licença otouto acho que você tem muito trabalho a fazer.
– Nos vemos no jantar?
– Hai.
Madara seguiu pelos corredores até chegar ao quarto de Itachi. Levou a mão a fechadura e foi a abrindo até adentrar o recinto. Não havia mudado nada, a mesma expressão, a mesma cena, ele deitado, entubado, vivendo por aparelhos, os cabelos mais compridos do que o normal, a barba não feita. Chegava a ser monótono tudo aquilo.
Puxou a cadeira para perto da cama e repousou sua mão sobre a de Itachi e a outra sobre os cabelos negros. Não sabia o que dizer, e muito menos se ele ia ouvir, mas só precisava conversar e deixar que mais alguém além de Sasuke pudesse ver seu lado fraco, mesmo que essa pessoa não o visse ele sabia que Itachi o estava escutando.
Algumas lágrimas caíram dos seus olhos contra sua vontade e assim foi começando seu diálogo.
– Então Itachi...
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Mais uma vez escuto vozes e não consigo falar nada. E sabe essa voz eu conheço bem é do meu tio Madara. Tio há quanto tempo como anda você? Senti algo molhado sobre meu rosto seriam lágrimas? Tio por que choras? Parece o Sasuke.
Eu também queria acordar tio, queria que vocês soubessem que estou vivo, que eu escuto vocês, que eu sinto todo o sofrimento de vocês e me sinto inútil por não conseguir demonstrar isso.
Juro que não queria que sofressem tanto por mim. Afinal de contas o que houve comigo? Dá para me explicar? Esqueci droga você não pode me ouvir né. Queria que você e o Sasuke soubessem que sinto muito a falta de vocês e espero que possa estar com vocês em breve.
Por enquanto não posso falar, mas sei que se eu apertar sua mão você vai entender que estou aqui.
Entendeu meu sinal tio? Sim? Que bom, pois me espere logo voltarei para vocês. Eu prometo encontrar um jeito de sair dessa minha prisão. Aguardem por mim.
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Há quanto tempo não sabia o que era se sentir assim. Depois de uma grande decepção fica difícil se abrir para alguém de novo. Mas ela era diferente, era especial. Ino era única e ele sabia que o destino a trouxe para sua vida.
Estar ao lado dela, de Hana o fazia lembrar-se da família que sempre desejou ter, com uma mulher que merecesse seus sentimentos e compartilhasse consigo os mesmos sonhos.
E finalmente depois de tanto esperar havia encontrado essa mulher. Ela poderia ser um pouco maluca demais, sorridente demais, ciumenta demais, ela poderia ter tudo demais ele não se importava com os simples defeitos, mas sim com as perfeições escondidas por de trás deles.
Impossível não se prender ao olhar naqueles oceanos límpidos, ou até mesmo é inevitável não sorrir ao vê-la sorrindo também. Dizer eu te amo para si não basta para demonstrar seu amor por ela precisava demais.
É tão pouco tempo ao seu lado, mas parece que se conhecessem por uma grande e extensa eternidade.
Se perguntassem a si. É amor o que sente por ela? Ele poderia responder com todas as letras. Não, é mais que amor, é mais que paixão, é mais que qualquer coisa. É definitivamente amor verdadeiro.
Pov’s Gaara.
Se você me perguntasse há alguns anos se eu poderia amar alguém de novo eu lhe responderia. Não, pois essa coisa de amor não existe, Entretanto se você me fizer a mesma pergunta hoje eu posso lhe garantir. Eu não sei o que é amor longe dessa mulher.
Para alguém como eu que era difícil demonstrar o que sentia dizer que amo a Ino incondicionalmente é algo que você só pode contemplar graças a essa loirinha. Quando olho para ela percebo que valeu a pena eu passar por tudo aquilo no passado.
Mas as lembranças de Aimi ainda atormentam minha mente, e meu medo é que Ino não suporte isso e acabe me deixando.
Senti mãos me abraçarem pelas costas e ao olhar para cima me deparo com aqueles oceanos azuis.
– Está pensando no que?
– Em como tive sorte de encontrar você. – A puxei para se sentar no meu colo. Minhas mãos foram se deslizando por seu rosto, meus dedos contornavam cada traço de seu delicado rosto. – Sabe Ino se um dia eu estivesse no meio de uma multidão de pessoas você pode ter certeza de uma coisa no meio dela eu sempre veria o seu rosto. – A beijei com carinho e delicadeza, tomando seus lábios sem pressa, o tempo para mim não passava naquele momento. Minha língua explorava sua boca e provava do seu sabor único. É viciante tudo o que Ino me proporciona é como se ela fosse uma droga pela qual eu me mataria somente para ter mais e mais. – Eu te amo Ino.
– Também te amo meu ruivinho. – Ela acariciou meu rosto e ficou olhando fundo nos meus olhos. – Eu prometo que nada e nem ninguém vai nos separar, vou estar do seu lado sempre e vou te ajudar a curar esse trauma. Eu juro te amar pelo resto da minha vida.
– Realmente não sei o que teria acontecido se você não tivesse se esbarrado comigo naquele dia.
– Com toda certeza você não teria essa loirinha gostosa aqui com você agora.
Nós dois rimos e nos levantamo-nos da poltrona. Pegamos Hana e a colocamos no carrinho para dar uma volta com ela.
E olhando bem aquela imagem, eu abraçado a Ino enquanto ela empurrava o carrinho eu pude concluir que Deus estava dando-me uma nova chance de recomeçar. E não somente recomeçar de qualquer forma, mas sim recomeçar ao lado do anjo que ele mesmo me enviou.
Pov’s Gaara off
Sentados ao balcão da cozinha Sakura e eu tomávamos o nosso café da manhã. Ainda estava sendo difícil de acreditar que tudo aquilo estava realmente acontecendo, depois de tanto tempo achando que não conseguiria se abrir para amar novamente aqui estou rindo, tomando café com uma mulher linda que eu amo.
O único problema é minha pequena mentira, eu penso será que algo grave pode acontecer se eu a esconder por mais tempo? Mas sem pensar nisso agora eu decidi assumir Sakura definitivamente como minha namorada e tive a ideia de leva-la a casa do tio Madara.
– Sakura amor o que você acha e ir jantar amanhã na casa do meu tio? Eu quero te apresentar a minha família.
– Yusuke-kun e se eles não gostarem de mim? Sua mãe pode não gostar de mim.
Foi então que lembrei que Sakura não sabe sobre a morte dos meus pais e nem de Itachi. Se quero ter algo sério com ela não posso esconder tanta coisa dela não é mesmo? Preciso leva-la a um lugar.
– Sakura eu preciso te levar a um lugar, troque de roupa e vamos.
– Para onde vai me levar?
– É um lugar muito importante para mim. Enquanto você se arruma vou ligar para meu tio para marcamos o jantar.
– Tudo bem então eu não demoro.
Sakura subiu para o quarto e eu fui até o escritório telefonar, havia algumas coisas que precisava conversar com meu tio sem que ela escutasse.
Disquei o número e esperei alguns instantes até que ele atendeu.
– Tio Madara?
– Pode falar Sasuke.
– Tio eu queria te pedir uma coisa.
– O que? Pode pedir.
– Eu queria marcar um jantar amanhã se possível na sua casa para eu apresentar a Sakura aos meus primos e a você oficialmente. Se importaria?
– Claro que não Sasuke fico muito feliz que esteja tendo algo sério com essa moça, jantar marcado amanhã as 20h00min tudo bem?
– Está ótimo! E mais uma coisa.
– O que?
– Eu ainda não contei a verdade sobre meu nome e queria que pedisse ao Obito e o Shisui que não me chamassem pelo meu verdadeiro nome.
– Sasuke você não pode continuar mentindo para essa moça, como acha que ela vai se sentir se descobrir por outra pessoa?
– Eu sei, eu sei, eu vou contar eu juro. Só preciso de tempo, eu vou leva-la para ver as lápides do tou-san e da kaa-chan e depois vou mostra-la o Itachi.
– Sasuke você não pode leva-la as lápides.
– Por que não?
– Sua mãe e seu pai tem o sobrenome Uchiha escrito nelas, ela vai desconfiar.
– Eu havia me esquecido disso. Mesmo assim eu vou leva-la e qualquer coisa invento uma desculpa. Só preciso de coragem, eu tenho medo que ela mude tio ao saber de tudo.
– Se ela realmente o ama não vai mudar por um nome. Eu sinto que ela te ama Sasuke não a machuque.
– Não vou. Tenho que desligar.
– Espere preciso de contar uma coisa. Estou aqui com o Itachi e ele mexeu os dedos, apertou minha mão enquanto eu conversava com ele. Sasuke eu tenho quase certeza que ele nos ouve e está tentando dizer isso.
– Tio eu tenho certeza que ele vai acordar, ele vai voltar pra gente é só questão de tempo. Ele vai abrir os olhos.
– Sasuke mais uma coisa.
– O que é tio Madara?
– E o Izuna? Você disse que vai apresentar sua namorada oficialmente a família. Izuna é seu tio faz parte da família.
– Ele não é nada meu. Tio Madara nem tente me fazer mudar de ideia, Izuna e eu não vamos ser amigos. Mas pela Sakura o chame também, somente essa noite farei o papel de sobrinho perfeito.
– Sasuke.
– Tchau tio.
– Tchau meu querido se cuida eu te amo.
– Também amo o senhor.
Finalizei a ligação e sai do escritório. Sakura descia os últimos degraus da escadaria. Peguei em sua mão e assim saímos de casa.
Está na hora de Sakura saber um pouco mais sobre mim, sobre eu mesmo somente assim ela vai conhecer o verdadeiro Sasuke Uchiha.
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Aquelas palavras ainda ecoavam em sua mente a machucando profundamente. Não conseguia deixar de conter as lágrimas, seus olhos se embaçavam e tinha medo de perder o controle do carro.
Estava chegando perto da mansão Uzumaki precisava ver se tudo estava bem com aquele ruivo idiota. Como ele pode fazer uma coisa do tipo depois de tanto tempo? Somente por levar um não?
Talvez não estivesse entendo direito os sentimentos de Nagato, talvez estivesse sendo uma péssima amiga que não compreende a dor dele, ou talvez Naruto estivesse certo e o melhor que ela fizesse era se afastar.
Todavia se o loiro realmente estivesse certo precisaria primeiro ver Nagato, lhe pedir desculpas e dar uns tapas nele por cometer essa besteira. Conseguiu sorrir mesmo que fracamente só de pensar em bater no ruivo.
Chegou à mansão, estacionou o carro em frente a ela e desceu. Reparando bem à mansão Uzumaki era deslumbrante, nunca havia reparado nela, mas se comparada aos hospitais à mansão não era nada.
Foi se aproximando da porta e levou o dedo a campainha. Esperando alguns minutos, logo se ouvia passos na escada e alguém vindo abrir a porta.
Para sua surpresa, ou desagrado não foi à empregada educada e simpática que atendeu a porta, mas sim um loiro arrogante, estupido e completamente idiota.
– O que veio fazer aqui?
– Vim ver o Nagato e não vou embora até vê-lo.
– Não vou deixa-la vê-lo, daqui você não passa.
– Vamos ver se eu não passo.
A vida tem dessas coisas, nos trazer surpresas, desagrados, felicidades, ilusões. É um mar revolto difícil de nadar, mas com o tempo aprendemos que é mais fácil confiar nela e deixar que ela nos leve até onde queira nos levar do que lutar contra ela e acabar se perdendo dentro de sua imensidão. Foi por essa razão que eu encontrei você, talvez se eu tivesse ido contra eu não teria descoberto você e com você não teria reaprendido a viver.
(Black Swan- Colecionista de Canções)
Continua...
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