Colecionista De Canções

17 Capítulo XVII- Usted me mostró el amor


Notas iniciais
Boa Madrugada gente, dessa vez não demorei tanto. Bom preciso dizer que daqui a algumas horas estarei viajando e só volto dia 20 por isso ficarei quase um mês fora e não terei como postar, pois para onde estou indo internet é difícil. Tentei adiantar os capítulos, mas não consegui. Só que antes de viajar vim deixar esse capítulo como um presente de natal para vocês. Capítulo passado eu trouxe algumas surpresas e uma delas foi o pensamento do Itachi em como ele se sente preso, pois ele nem imagina que está em coma tadinho. Eu ainda não esqueci das drabbles meninas, já postei uma delas quem quiser ler é só dar uma olhada em recordações, quando eu voltar termino as outras. Capítulo contém Hentai quem não gosta não leia. E falando em Hentai desculpem se caso desaponte vocês, faz tempo que não escrevo um hentai meu último foi numa one em junho então não sei se está ta bom, mas espero que gostem. Desculpem qualquer erro acabei o capítulo agora não li ainda então desculpe. Os reviews que ainda não respondi estou respondendo aos poucos por isso gomen Sem mais delongas deixo vocês com mais um capítulo de Colecionista. Nos vemos nas notas finais

Os suspiros e os gemidos baixos e um pouco tímidos tomavam conta do cômodo. Minha pele já começava a sentir uma leve ardência pelas unhas que a arranhavam sem pudor, mas ao mesmo tempo em que era dolorido era excitante.

Os lábios rosados e um pouco inchados eram tomados novamente pelos meus, mas dessa vez num beijo mais urgente e necessitado de um pouco de luxuria.

Minhas mãos passeavam pelo corpo curvilíneo, meus dedos dedilhavam-se pelos mais minuciosos espaços sentindo a mulher abaixo de mim estremecer e arrepiar-se. Os gemidos baixos de Sakura mesmo um pouco tímidos me atiçavam, era uma melodia agradável aos meus ouvidos.

Não eram fingidos ou estridentes demais como de outras por aí que eu era obrigado a escutar. Minha ereção chegava a doer apertada dentro de minha calça, mas eu não quero somente o meu prazer, quero que Sakura se sinta bem em meus braços, quero que essa noite seja inesquecível para ambos.

As velas já se apagavam e somente a lareira nos iluminava sobre aquele tapete, nossas línguas travavam uma batalha deliciosa dentro de nossas bocas, era uma dança sincronizada, suspirávamos por entre o beijo.

Eu chupava os lábios rosados e os mordia levemente. Separamo-nos por falta de ar, o olhar nublado e os olhos semicerrados de Sakura me levaram a um delírio total, um estado de frenesia.

Afastei-me dela brevemente somente para me livrar daquela peça incomoda que tinha se tornado minha calça. Ao me aproximar novamente de Sakura a rosada me surpreendeu subindo em meu colo.

Em seus lábios brotava um sorriso um tanto malicioso, seus olhos nublados de prazer. Minha mente se perguntava o que ela pretendia.

Não fiz perguntas apenas a deixei fazer o que ela queria.

Sakura desceu seus lábios para o meu pescoço depositando na curva vários selinhos castos, e algumas mordidas que me fizeram suspirar em deleite. Minhas mãos apertavam sua cintura fazendo nossas intimidades se roçarem. Ela gemeu mais alto do que estava e não pude evitar sorrir.

Seus beijos foram do meu pescoço para o meu peitoral desnudo, e assim Sakura foi fazendo esse trajeto até o cós da minha box.

Ela me olhou fundo nos olhos e sorriu, seus dedos passavam vagarosamente sobre o elástico da box me fazendo enlouquecer, suas unhas raspavam por meu membro. Ela sorriu mais uma vez travessa.

Puxei-a sem muita força pelo cabelo dando algumas mordidas em seus lábios sem realmente concretizar o beijo, levei meus lábios sobre seu colo e distribui beijos e algumas lambidas. Sakura tombava a cabeça para trás me dando total acesso.

Sua mão agora massageava meu membro coberto me fazendo arquear as costas e soltar um baixo gemido.

– Ngh S-a-k-ura não faça isso.

Ela ignorou completamente o que eu disse e continuou com aquela pequena tortura.

Sentei-me sobre o tapete com ela ainda no meu colo e voltei a beija-la só que dessa vez sem pressa, eu sentia seus lábios quentes e doces sobre os meus num beijo cálido, nossas línguas não tinham pressa exploravam cada canto de nossas bocas detalhando aquele momento.

Minhas consciências naquele momento se calaram e naquela sala só existia Sakura e a mim, somente nós dois e isso era tudo o que importava.

Levantei-me do tapete com cuidado segurando Sakura em meu colo, como um reflexo ela enlaçou as pernas na minha cintura abraçando-me. Finalizei o nosso beijo com vários selinhos. Voltei a dar atenção para seu pescoço, deixando pequenas marcas na região.

– Eu vou ficar marcada desse jeito. – Ela dizia com a voz embargada por um desejo intenso.

– Essa é a intenção, eu quero que saibam que você já pertence a alguém.

Ela riu como uma menina e isso me fez sorrir também.

– Para onde estamos indo?

– Esqueceu o que eu disse? Eu quero fazer amor com você e o tapete da sala não é o lugar para isso.

Sakura afundou sua cabeça na curva do meu pescoço e envolveu suas mãos dentro do meu cabelo emaranhando seus dedos as mechas negras me fazendo um gostoso cafuné. Sussurrando no meu ouvido:

– Eu te amo Yusuke-kun.

Yusuke. Essa noite pela primeira vez não vou ouvir alguém me chamando pelo meu nome, mas sim por esse disfarce. Na verdade nunca gostei de ouvir meu nome na boca daquelas mulheres fúteis, porém queria ouvir dos lábios rosados ela chamando por mim, gemendo o meu nome enquanto nos amamos.

Só nesse instante desejei que ela soubesse da verdade e me chamasse de Sasuke, seu Sasuke não Yusuke.

– Eu também te amo minha rosada.

Chegamos ao meu quarto, abri a porta com um chute e a fechei com o calcanhar. Fui direcionando Sakura até a cama, e a deitei com cuidado sobre os lençóis vermelhos.

Fiquei parado ali em pé em frente à cama observando a bela mulher que ocupava o móvel, os cabelos rosados não muito longos espalhados sobre os lençóis, às mãos elevadas sobre o topo da cabeça, os lábios um pouco abertos e vermelhos, e o olhar intenso e objetivo.

Se eu fosse um pintor Sakura seria uma ótima inspiração, mas agora ela parece uma tela pintada, uma verdadeira obra prima.

– O que tanto olha?

– Nada de mais, somente a linda mulher que você é.

Ela sentou sobre a cama. Sentei-me atrás dela e distribui beijos pelos ombros enquanto ia retirando as alças da lingerie preta que ela usava.

Enquanto a retirava minhas mãos se deslizavam pela pele macia, o cheiro suave de cerejeiras me embriagava. Seus suspiros me alegravam.

Abri o sutiã e terminei de tira-lo. Comecei a beijar a curva de seu pescoço, ela tombou a cabeça para trás apoiando-a em meu ombro. Rocei meu nariz sobre a pele pálida sentindo mais daquela essência.

Minhas mãos subiam da cintura para a barriga até chegar aos seios de Sakura. Não eram grandes demais e nem pequenos demais, eram perfeitos assim como toda sua estrutura, ela parecia ter sido esculpida por anjos tamanha perfeição, nada exagerado feito por padrões midiáticos de beleza era natural dela e isso me encantou mais ainda.

Os bicos dos seios já estavam eriçados, apertei-os suavemente para não machuca-la enquanto beijava seu pescoço. Sakura se soltou e gemeu sem vergonha suspirando em prazer..

– Ahh Yusuke

Aquele gemido foi à gota d’agua para mandar embora o único resquício de sanidade que ainda me restava. Enquanto massageava os seios de Sakura mordiscada sua orelha e lambia seu pescoço. Os arrepios surgiam na pele da rosada.

Virei Sakura de frente para mim e a deitei novamente na cama, voltei minha atenção aos seios. Beijei entre o vale dos mesmos até chegar ao direito. Comecei com alguns selinhos ela arqueava as costas e suspirava mais audível, então me atrevi ir um pouco mais além e passei a língua no bico rosado, minha mão tinha o outro seio entre meus dedos o acariciando e minha boca dava devida a atenção ao direito.

Senti as pontas dos dedos gélidos de Sakura passarem por minha nuca e isso me fez arrepiar.

Ergui meu olhar para observa-la e lá estava ela com as esmeraldas semicerradas, mordia os lábios numa tentativa de se conter. Nunca me senti tão bem por ter uma mulher ao meu lado, uma mulher de verdade.

Meus lábios agora beijavam toda a extensão do corpo de Sakura até chegar ao umbigo onde o circundei com minha língua. Sakura gemeu.

Ela ainda se encontrava com uma última peça, retirei sua calcinha enquanto a olhava. Seu olhar perdido por um prazer atiçou-me. Ao retirar a calcinha de Sakura, retirei minha cueca e joguei as duas peças por algum canto do quarto.

Desci meus lábios por entre as coxas de Sakura até chegar a seu pé onde depositei vários selinhos para depois voltar a seu pescoço.

Rocei meu nariz na pele pálida e inalei um pouco mais daquele doce perfume. Nossos corpos estavam quentes, desejosos um pelo outro. Sakura abriu os olhos e me olhou fundo ela entreabriu os lábios e me disse.

– Yusuke-kun preciso te confessar algo

– O que Sakura?

– Essa é a minha primeira vez.

Devo dizer que em meus lábios brotaram um sorriso. Beijei a testa, os olhos de Sakura e a respondi.

– Para mim será mais que uma honra ser o primeiro na sua vida. — Minhas mãos apertaram a cintura de Sakura. — Quer dizer que nunca ninguém te tocou. – Desci meus dedos até sua intimidade e a mesma já se encontrava molhada.

– Yusuke-kun.

– Eu quero te ter por toda essa noite Sakura. Você agora é minha rosada, minha Sakura e enquanto fazemos amor quero que se lembre disso.

Afastei um pouco mais as pernas de Sakura para me posicionar no meio delas. Comecei a penetra-la vagarosamente. As unhas delas ficaram na minha pele, ela se apoiava no meu ombro, mordia os lábios.

Comecei a ir mais fundo até estar completamente dentro dela. Esperei que ela se acostumasse comigo.

Estar dentro dela me causou esparmos por todo o meu corpo.

Sakura hoje não vai ser mais uma mulher a se deitar em minha cama, mas sim a primeira e última a entrar na minha vida.

Pov’s Sasuke off

Sakura sentia uma dor aguda, como se algo a rasgasse. Ter Sasuke dentro de si era uma sensação inexplicável, o prazer que sentira por ser tocada e beijada das formas como ele fizera era algo surreal para si.

Já acostumada com ele dentro de si pediu que ele se movesse.

– Mexa-se.

Sasuke começou a penetra-la devagar, com um vai e vem lento para não machuca-la. Sakura se mexia junto com ele tentando buscar mais prazer.

Os dois gemiam roucamente, chamando pelo nome um do outro. Sakura apertou mais o ombro de Sasuke fincou suas mãos em suas costas o que fez Sasuke gemer num misto de dor e prazer.

As estocadas começaram se tornar mais rápidas e fortes, ritmadas. Os corpos pareciam dançar, sincronizados.

Sasuke recostou sua cabeça na curva do pescoço de Sakura onde começou a chupar e morder fazendo a rosada soltar mais gemidos.

– Yusuke eu vou.

Antes que Sakura gozasse, Sasuke sentou-se a cama a trazendo consigo. Apertando a cintura da rosada para baixo Sasuke começou a penetra-la enquanto a mesma cavalgava em seu colo.

Os seios rosados balançavam a cada estocada de Sasuke, o mesmo inclinou-se e começou a beija-los novamente. Sakura segura às mechas negras. Seus lábios entre abertos chamavam por Sasuke.

– Yusuke mais rápido.

Sasuke aumentou o ritmo das estocadas e com mais algumas ele e Sakura chegaram ao ápice.

Sasuke deitou sua cabeça no vale dos seios de Sakura e deixou suas respirações se normalizarem. Sakura beijou o topo da cabeça de Sasuke enquanto acariciava seus cabelos num cafuné fazendo Sasuke ronronar como um gatinho.

O moreno segurou a cintura de Sakura e ergueu seu rosto procurando pelos lábios rosados. Os tomou num beijo urgente, mas apaixonado. Sasuke segura entre seus dedos às mechas rosadas, as línguas brigavam por espaço.

O ar se tornou presente e se separaram. Sasuke deitou-se na cama trazendo Sakura consigo a deitando sobre seu peito puxou o lençol e os cobriu. Sentia o cheiro de cerejeiras vindo dos cabelos róseos. Os acariciou e beijou o topo da cabeça de sua rosada.

– Prometa-me uma coisa Yusuke?

– O que quiser.

– Que ao amanhecer você ainda vai continuar me amando.

Sasuke entendeu bem o que ela quis dizer, ela não queria se sentir usada. Sasuke sorriu por dentro como poderia deixar aquela mulher ir depois de tanto procura-la. Sua vida sem ela seria sem graça, uma rotina monótona e não queria isso novamente.

Sakura era parte dele agora, de sua vida; amava-a e jamais faria nada que a magoasse.

– Eu prometo sempre amar você até o fim dos meus dias. Agora durma meu amor.

Sakura fechou os olhos e deixou-se ser embalada pelas caricias de Sasuke e pelo cansaço. Sasuke olhou para Sakura e sentiu uma paz lhe invadir. A abraçou mais forte e acabou adormecendo também, levando para dentro de sua mente cada detalhe da noite de amor que tivera com sua rosada.

– Eu prometo nunca te magoar Sakura, eu prometo.

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O clima na mesa estava tenso, Hinata olhava intensamente para Nagato sem saber o que dizer. Não poderia imaginar sobre os sentimentos dele para consigo, sempre o viu como um amigo companheiro, um irmão, mas nada, além disso, e agora ele estava ali diante de si se declarando a tudo estava em suas mãos.

Pov’s Hinata

Eu ainda olhava atônita para Nagato, não sabia o que dizer, as palavras nesse momento fugiam da minha boca. Eu o amava também, mas não da mesma forma que ele me amava. Sempre o vi como um irmão como posso dizer ao homem que sempre respeitei e que tenho imenso carinho que seus sentimentos não são correspondidos da mesma forma?

Ele me olhava ansioso esperando por uma resposta. Nossos dedos estavam entrelaçados ainda não tive coragem de solta-los então coloquei minha livre sobre a dele que estava sobre a mesa.

Suspirei e temerosa comecei a falar.

– Nagato nem sei por onde começar. Devo dizer que sua revelação me pegou de surpresa sabes eu sempre o vi como um irmão, um amigo, companheiro, eu amo você e você sabe disso, mas não o amo dessa mesma forma que você me ama. Eu tenho muito carinho e afeição por você, mas não sinto desejo por você acho que isso estragaria nossa amizade. Não quero iludi-lo, não dramatize as coisas nem sempre o que queremos conseguimos. Eu sou sua amiga e é isso que vou ser não posso olha-lo de outra forma desculpe-me.

– Não precisa se desculpar Hina eu já imaginava que sua reposta seria mais ou menos assim. Eu te amo, mas não esperava que me amasse da mesma maneira, eu só queria que soubesse como me sinto em relação a você. Não vou te pedir uma chance você conhece e sabe que sou orgulhoso demais para isso, e também eu sei te respeitar. Quem sabe um dia se você for à garota para mim a vida se encarregue de nos juntar, só espero que nossa convivência não mude.

– Claro que não, eu sei que muitas pessoas dizem isso numa situação dessas, mas eu não vou me afastar de você, você é muito querido e importante não deixaria nada atrapalhar nossa amizade.

– Que bom, então eu vou pedir a conta e te levar para casa.

– Está bem

Nagato me sorriu, mas sei que no fundo ele está partido em dois. O conheço bem para saber disso, a última coisa que eu queria era magoa-lo, feri-lo, mas não posso engana-lo lhe dando expectativas de algo que não vai acontecer.

Ele pagou a conta e assim seguimos para o carro. Durante o trajeto diferente da ida o caminho foi silencioso nenhuma palavra era dita e isso chegava a ser incomodativo.

Não demorou muito e chegamos ao meu apartamento, Nagato saiu do carro e abriu a porta para mim. Ele me acompanhou até a portaria e nos despedimos com um beijo no rosto.

– Obrigada pelo jantar. Você vai ficar bem?

– Vou sim Hina não se preocupe. Boa noite

– Noite.

O vi entra no carro e dar a partida. Meu coração se apertou ao vê-lo assim fingindo estar bem quando na verdade não está. Ai meu Deus por que isso sempre acontece comigo? Por que sempre magoou a quem gosto muito?

Espero que Nagato fique bem, pois sinceramente se algo lhe acontecer eu jamais me perdoaria. Entrei no prédio e peguei o elevador. Logo estava no meu andar, peguei as chaves e abri a porta.

Fechei- e me deixei cair pela mesma.

– Gomen Nagato.

Pov’s Hinata off

Nagato dirigia numa velocidade um pouco acima do limite, seu coração estava partido em dois, doía à rejeição. Já imaginava aquele tipo de resposta, deveria estar preparado, mas não, não conseguia aceitar que aquilo estava acontecendo.

Não sabia para onde ia, se ia para casa, ou se vagava pelas ruas escuras. Já deveriam ser 22hs00min, se sentia cansado, desolado. Olhava no retrovisor e via uma figura patética, amarga, o olhar fundo. Queria afogar aquela dor, se sentia partido em dois, seu coração quebrado em pedaços. Fez o retorno na pequena curva e dirigiu-se até a mansão Uzumaki, sabia bem como fazer aquela dor minimizar. Seria com álcool que levaria toda aquela sensação de vazio ser preenchida.

Pov’s Nagato

Dirigia como um louco desrespeitando toda e qualquer lei de transito que exista, meus olhos não paravam de derramar lágrimas, sentia-me partido ao meio. Pode ser um exagero tudo isso ainda mais vindo de um homem, um homem que já sabia que não ia ser correspondido, mas a verdade é que pensar não dói tanto quanto você ouvir que não é correspondido.

Hinata é tudo pra mim e saber que para ela sou somente um irmão, amigo é dolorido demais. Diga-me como posso ser somente o “amigo” da mulher que amo? Como?

Despertando minha mente dos devaneios torpes percebi que estava em frente a minha casa. Estacionei o carro na garagem e subi para o jardim de casa.

Sentei-me a relva molhada e ao observar o céu lá estava por entre nuvens negras uma lua branca, alpina que no mesmo instante que fitei lembrei-me dos olhos perolados de Hinata. Senti alguns pingos caírem em meu rosto e de repente uma chuva forte começou a cair.

Minhas lágrimas acompanhavam os pingos grossos da chuva, eu gritava desesperadamente, tentando aliviar aquela dor agoniante. Em minha mente passava uma música já até esquecida mais nesse momento começou a tocar dentro da minha cabeça.

Quantas vezes você me disse que a ama?

As mesmas tantas vezes que eu quis te dizer a verdade

Há quanto tempo que estou aqui ao seu lado?

Eu vivi através de você

Você olhou através de mim

Oh, Solidão

Ainda comigo é só você

Oh, Solidão

Eu não consigo me afastar de você

Quantas vezes eu fiz isso comigo mesma?

Quanto tempo vai demorar antes que eu veja?

Quando esse buraco no meu coração vai ser remendado?

Quem agora está sozinha, além de mim?

Oh, Solidão

Sempre eu e sempre você

Oh, Solidão

Só você, é a minha única verdade.

As roupas molhadas, completamente encharcadas se colocavam ao meu corpo, Levantei-me ainda desorientado e fui seguindo para dentro da mansão. Tentei fazer o menor barulho possível, não queria acordar o meu pai ou os empregados.

Passei pela sala de visitas onde ficavam as bebidas, abri a porta vagarosamente e adentrei o local. O ambiente tranquilo e muito bem decorado com uma simplicidade indiscutível mais uma vez me trouxeram lembranças dela.

Fitando as várias garrafas a minha frente peguei uma de Whisky e outra de Vodka assim subi para meu quarto logo em seguida.

A música ainda ecoava dentro da minha mente, ao chegar ao cômodo fechei a porta e escorando pela mesma fui jogando-me ao chão. Abri a primeira garrafa a do Whisky e enjeri o liquido em um gole.

Era quente, a bebida solvia fervendo pela garganta queimando-me por dentro. Eu me sentia bem com aquela sensação então fui virando a garrafa com goles longos.

Todos me deixaram aqui enfraquecida

Esquecida, abandonada, deixada para trás.

Eu não posso ficar aqui mais uma noite

Sua admiradora secreta

Quem poderia ser?

Você não pode ver

Que sempre fui eu?

Como você pôde ser tão cego

De ver através de mim?

Oh, Solidão

Ainda comigo é só você

Oh, Solidão

Eu não consigo me afastar de você

Oh, Solidão

Sempre eu e sempre você

Oh, Solidão

Só você, é a minha única verdade.

A música dentro da minha cabeça havia se acabado juntamente com a primeira garrafa. Tombando para os lados consegui levantar-me e me direcionar até velho gabinete de fundo falso onde eu guardava coisas importantes e de valor.

Uma dessas coisas era uma caixa com fotografias, cartas e muitas recordações. A trouxe para perto do meu peito e retirei a tampa. Cada momento ao lado, cada sorriso compartilhado juntos, cada olhar meu direcionado a ela, tudo estava guardado ali dentro.

Não conseguia conter as lágrimas que ainda insistiam em cair de minha face. A garrafa da Vodka já se encontrava na metade. Qual era minha intenção bebendo tanto? Eu queria entrar em coma alcoólico? A resposta era sim, queria beber para esquecer a dor que me invadia e me inundava.

Não sei por quanto tempo fiquei aqui jogado sobre o tapete do quarto virando aquela vodka enquanto olhava as antigas fotografias. Para mim nesse momento o tempo não existia, nem mesmo as horas passavam.

Era dilacerante a dor que me consume me corta ao meio. Eu sentia o gosto de sangue vindo dos meus lábios de tanto morde-los para conter as teimosas lágrimas. Quando eu disse que Hinata me tirou de uma escuridão, que ela se tornou minha salvação não era somente exagero de um homem apaixonado.

Ela realmente me salvou de mim mesmo. Sempre fui frágil com perdas e com a morte da minha mãe e da minha noiva eu cai em uma depressão profunda; até me drogar eu me droguei, virei madrugadas em boates gastando dinheiro com bebidas e mulheres afundando-me aos poucos.

Um dia ao chegar ao hospital deparei-me com aquele sorriso acolhedor, o olhar neutro que me transmitia uma paz indescritível. Ela seria a nova pediatra do hospital, como eu sou o diretor do hospital tinha que mostra-la o funcionamento do hospital e o ambiente assim nos aproximamos e com o convívio fui me apaixonando por Hinata.

Ela descobriu o meu problema uma vez ela entrou na minha sala e me viu injetando a seringa na veia fiquei totalmente constrangido por ela me ver naquele estado. Contei a ela a razão a qual me levava a fazer aquilo e depois disso nossa amizade aumentou mais e junto minha admiração, carinho e respeito por ela quando dei por mim já estava perdidamente apaixonado por ela e senão fosse por Hinata hoje com certeza já estaria morto.

A sensação de vazio que eu sentia foi se diminuindo e sendo preenchida por ela, mas hoje nesse momento sinto-me sozinho e perdido outra vez. Por mais que ela tenha sido doce e muito atenciosa meu coração não pode evitar parar de doer. Eu a amo até mais que a mim mesmo e não exagero se eu dissesse que por ela eu daria a vida.

Senti as forças se esvaindo de mim e meus olhos pesarem. Não tinha nem mais força nas pernas para mais força nas pernas para levantar então acabei dormindo no tapete mesmo. Na minha mente se vagavam as boas lembranças dos momentos que passei com Hinata e sem me dar conta eu estava chorando enquanto sonhava com a mulher que acreditava ser a da minha vida.

“Hinata eu daria tudo para poder ocupar um lugar a mais do que o de irmão na sua vida e principalmente no seu coração.”

Pov’s Nagato off

Meus olhos não conseguiam parar de fitar aquela bela mulher a minha frente às vezes eu penso que amo só o rosto dela, às vezes só o sorriso, ou olhar intenso dela; às vezes penso que amo-a por inteiro sem deixar um pedaço faltar.

Sinto uma necessidade tão grande de saber mais sobre a vida dela. Samy é um mistério aos meus olhos, um enigma complicado de desvendar somente olhando. Por de trás daquelas safiras sei que existe uma mulher com uma intensa história de vida e repleta de superações.

O sorriso quente que a ilumina é o que mais gosto de ver emoldurado sobre a face alva. Sentei-me a beirada da cama e fiquei conversando com ela tentando descobrir um pouco mais sobre si.

Enquanto ela conversava seus olhos brilhavam. E lá estava ele, o sorriso quente que eu tanto passei a gostar. Uma mecha rosada caia sobre seus olhos então a afastei e coloquei atrás de sua orelha, Samy ficou rubra.

Não pude conter um sorriso, queria ficar mais tempo com ela, mas infelizmente Samy não é minha única paciente. Levantei-me da cama depositei um beijo no topo de sua cabeça e sai, mas não antes de ver pela última vez nessa noite o brilho especial que aquelas safiras possuem.

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O despertador tocava estridentemente fazendo o loiro preguiçoso levantar-se e ir em direção ao banheiro para fazer sua higiene matinal. Sentiu a água fria percorrer seu corpo causando-lhe arrepios. Desligou o chuveiro e enrolou a toalha envolta da cintura saindo do box.

Ao voltar ao quarto separou uma roupa e vestiu-a. Não tomou café não sentia fome, pegou as chaves do seu carro e deu a partida rumo à casa de seu tio queria saber como foi o jantar e qual foi a resposta de Hinata sobre a declaração dele.

Somente por se lembrar disso seu coração se apertou um pouco e de novo a mesma pergunta veio a sua mente Você a ama tio? Como? Não entendia por que se sentia daquela forma só de pensar em Hinata com outro alguém.

Espantou de sua mente os pensamentos e continuou seu trajeto até chegar a mansão. Estacionou o carro em frente à mesma e saiu do veículo. Tocou o interfone e não demorou muito para a voz da velha senhora ecoar do outro lado.

– Naru entre logo seu tio não está bem.

O portão abriu-se e Naruto saiu correndo mansão adentro. A sua babá abriu a porta e o loiro nem perguntou onde ele estava com certeza deveria estar em seu quarto. Subiu as escadarias e ao abrir a porta do quarto de seu tio teve um choque.

O quarto estava todo destruído, cacos de vidros pelo chão, garrafas de bebidas espalhadas pelo chão juntamente com várias fotografias que ao Naruto reparar eram todas de seu tio ao lado de Hinata. O cheiro de álcool misturado com um cheiro de sexo impregnava o local, mas o que realmente chocou Naruto foi ver o tio jogado sobre o tapete do quarto abraçado a uma foto e com uma garrafa de vodka na mão.

O mesmo fedia a puro álcool, seu braço furado e uma seringa estava ao seu lado, os lábios cortados, o cabelo totalmente bagunçado e as roupas amarrotadas.

Naruto abaixou-se até onde seu tio estava e com certa dificuldade o levou até o banheiro a fim de lhe dar um banho e coloca-lo na cama, hoje seu tio não teria a menor condição de ir ao hospital.

Enquanto tentava dar um banho nele, seu tio falava coisas desconexas e reclamava de como a água estava fria. Depois de dar o banho em seu tio Naruto o vestiu e colocou deitado em sua cama, pediu a babá que pedisse as empregadas para limparem aquela bagunça e fizessem um café bem forte para o tio.

Naruto não compreendia como seu tio poderia ter ficado daquele jeito outra vez da última vez que o viu assim fazia três anos o mesmo tempo que ele conhecera Hinata.

Então de repente em sua mente passou um instalo será que a resposta dela não foi à esperada pelo tio? Claro que era isso a única razão plausível pela bebedeira e pelo uso de droga. O loirinho deitou-se ao lado do tio e passou a acariciar os fios ruivos, Nagato começou a chorar e dizer algumas coisas a Naruto.

– Filho que bom te ver aqui. Ela me disse não, eu a amo há três anos e ela me disse não. Como posso viver sem a Hinata Naru? Como?

Naruto sentiu uma raiva tão grande lhe consumir que não conseguia pensar em mais nada, a não ser na promessa que fez ao tio.

“Se ela te machucar vai se ver comigo”

Naruto levantou da cama e mesmo sabendo que não era uma boa ideia deixou o tio sozinho pedindo para Nana cuidar. Ah aquilo não ficaria assim. Entrou em seu carro e começou a dirigir para o hospital.

Não demorou muito e já estava em frente ao enorme prédio, estacionou o carro e seguiu para a lanchonete do hospital. Ao entrar avistou quem queria, ele ignorou que ela conversava com uma moça que para ele parecia muito conhecida e seguiu até a mesa.

Chegando a mesma Naruto puxou Hinata pelo braço a assustando.

– O que pensa que está fazendo? – Perguntava a morena assustada.

– CALE A BOCA QUE AGORA VOCÊ VAI ME OUVIR! QUEM VOCÊ PENSA QUE É PARA MACHUCAR O MEU TIO? HEIN

– Naruto-kun, por favor, pare com isso.

Naruto direcionou seu olhar que costumava ser um azul calmo e agora estava vermelho escarlate para a jovem que a poucos segundo conversava com Hinata e ao olha-la bem reconheceu-a.

– Tenten não se intrometa esse assunto entre eu e essa Hyuuga aqui.

Sinto um gosto amargo vindo do seu simples não. Eu acreditava que mesmo amando você poderia conseguir aceitar que você não é pra mim, mas a verdade é que por mais que eu insista em dizer que estou melhor sem você isso se torna uma grande mentira por que sem você comigo nada fica bem.

(Colecionista de Canções- Black Swan)

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo e da frase deixo esse capítulo como um presente para vocês. Nos vemos no ano que vem com o 3 últimos capítulos da 1 fase e logo começa a segunda trazendo muitas surpresas. Um beijo a todas vocês Colecionadoras e um Feliz Natal e um Prospero ano novo. Até o próximo capítulo. Kissu Black Swan