Colecionista De Canções

2 Capitulo II- Esencias del juego


Notas iniciais
Gente queria agradecer as pessoas que comentaram no capítulo passado e favoritaram, mas fiquei muito triste porque de 20 leitores apenas 6 comentaram. Pessoal se você clicou na fic começou a ler até o final gostou ou não o que custa deixar um review com sua opinião? Eu fiz essa fic para vocês em comemoração ao meu 1 ano aqui no site e a única coisa que quero de vocês são suas humildes opiniões. Espero que agora vocês comentem porque me chateia muito que 14 leitores por pura preguiça não comentaram, sua mão não vai cair se deixar um comentário.

Bom sem mais delongas deixo vocês com o segundo capítulo de Colecionista. Capítulo betado pelo meu amigo Gleison.
Beijos&Boa leitura

A neve cobria toda a paisagem, os habitantes se locomoviam rapidamente pelas ruas do centro, os empresários já cedo bebericavam seus cappuchinos, chocolates quentes ou simplesmente um puro e forte café. A visão das pessoas era de uma rotina movimentada e cheia de correria, não era diferente para Sakura. A rosada trabalhava duro, sempre se esforçando desde que entrará no restaurante, não sabia fazer outra coisa alem de entrar e sair com várias bandejas nas mãos para servir pessoas da alta sociedade. As pessoas a olhavam com desdém, superioridade e outros a olhavam com desejo e isso lhe causava repulsa. O relógio do restaurante marcava 12h00min hora que o restaurante mais lotava. Sakura já se encontrava cansada, mesmo assim colocou um sorriso no rosto e foi atender sua cliente.

– Boa tarde, no que posso ajudar?- Simpática como sempre Sakura era muito bem educada e sabia se comportar bem com os clientes, por essa razão Tsunade a contratou.

– Que tal você parar um pouco e conversar comigo?

– Hinata?- Hinata é uma grande amiga de Sakura e Ino, a mesma era pediatra e sempre as socorriam quando Hana ficava doente. A morena de olhos perolados sabia da situação financeira das amigas por isso nunca cobrava as consultas mesmo que ambas insistissem em paga-la. Fazia um tempo que as duas não se viam Hinata ultimamente estava fazendo muitos plantões por causa da epidemia de gripe na cidade e Sakura sempre trabalhando duro, tornava difícil às duas se encontrarem para conversar.

– Hinata há quanto tempo. Como você está?

– Bem Sakura-chan e você? Vejo que hoje entrou mais cedo do que o normal.

– Hora extra, estou precisando de dinheiro por isso entrei mais cedo.

– Sakura você trabalha muito. Precisa de um tempo para você mesma, umas férias sei lá.

– Hina não posso simplesmente ficar parando para descansar, a situação está difícil. Ino não consegue arrumar um emprego, o aluguel do apartamento aumentou, a Hana precisa de roupas novas agora para o inverno e minha mãe precisa comprar remédios. Como posso ter um tempo para mim com tantos problemas?- A vida de Sakura não era fácil ultimamente o dinheiro mal sobrava para as contas do fim do mês, e sua mãe agora um pouco doente tinha que comprar remédios nada baratos. Sakura teve que fazer uma viagem urgente no mês passado, pois sua mãe ficou internada com pneumonia e assim foram mais gastos, mesmo assim suas amigas diziam para ela descansar um pouco, mas a mesma alegava que não precisava, que estava bem e não podia perder tempo tirando férias. Claro que a rosada dizia isso para manter a fachada de durona, pois no fundo adoraria sair dessa vida, seguir seu sonho e dar uma vida melhor a mãe. Mais não foi assim que os planos dela saíram e depois de uma luta para conseguir esse emprego não podia perdê-lo por bobagens, agora mais que nunca precisava se esforçar. Sakura observava os grã-finos aos quais servia com certa indignação, enquanto eles gastavam uma fortuna com o vinho e champanhe mais caro que o dinheiro poderia comprar, ela pensava o quanto esse dinheiro lê poderia ser útil, mas que infelizmente era gasto com coisas tão fúteis como comprar uma doce embriaguez. Era assim a vida dos milionários que frequentavam o restaurante com os bolsos cheios de dinheiro, dinheiro que podiam esbanjar a vontade e com todo tipo de besteiras não é?! Afinal não iria fazer falta no fim do mês como fazia para ela e a amiga.

– Hina eu agradeço a sua preocupação queria conversar mais com você, só que preciso voltar ao trabalho se Tsunade me pega aqui ela me....

– Sakura o que pensa que está fazendo? Eu não te pago para ficar de conversa com suas amigas. E você mocinha acho bom pedir alguma coisa porque se não for se retire, você está ocupando a mesa de algum cliente importante. — Essa era Tsunade a dona do restaurante mais caro e famoso do país. O un goût exquis era um restaurante de alta classe que só recebia os mais poderosos e ricos empresários do país. Constituindo um império na gastronomia com muito esforço Tsunade não admitia erros ou incompetências no seu estabelecimento, contratou Sakura por três razões: primeira por ter uma ótima e fina educação já que moça falava três idiomas diferentes: francês, alemão e espanhol, a segunda era que Sakura era dona de uma beleza estonteante, Tsunade acreditava que podia tirar proveito da beleza de Sakura e atrair mais clientes com isso e o terceiro motivo que Tsunade não admitia nem a si mesma era que ela sentiu pena da garota e de sua situação financeira, não entendia a razão por qual a rosada não conseguia um emprego já que tinha tantos predicado. Gostava muito da moça mesmo demonstrando uma certa frieza com ela, quando Sakura precisava Tsunade sempre ajudava no que podia, quando a mãe da mesma ficou doente em estado grave a loira de grandes seios liberou Sakura para uma viagem não muita longa para a moça pode ver e cuidar da mãe. Mesmo assim não podia permitir que a rosada ficasse de papinho com amigas enquanto o restaurante lotava. Tsunade é uma senhora de 50 anos mais que tem a aparência de uma garotinha de 25, linda dona de belos e fartos seios, cabelos loiros e olhos castanhos e com uma personalidade bem forte a loira podia parecer durona e autoritária mais no fundo tinha um bom coração.

– Desculpe Tsunade-sama já estou indo. Tchau Hina mais tarde eu ligo para você. Licença- Assim Sakura se despediu da amiga e foi atender um grupo de empresários que claro como todos tinham que jogar algumas cantadas para ela que apenas fazia a mesma revirar os olhos e ignorar afinal precisava daquele emprego.

– Eu já estou de saída, mas vou lhe dizer algo senhora Tsunade. Sakura trabalha muito aqui tudo bem que sua situação financeira é complicada, mas isso não lhe dá o direito de escraviza-la ela precisa de férias.

– Olha mocinha eu não escravizo ninguém ela fica trabalhando assim porque quer. Férias já ofereci só que ela não aceita, tira no máximo 15 dias e volta. Pode não parecer mais me importo com ela e só quero o bem dela.

– Então se gosta tanto dela assim faça a parar de se matar porque nesse ritmo ela ainda vai acabar caindo desmaiada de exaustão. — Dizendo isso Hinata pegou sua bolsa e se levantou para ir embora, mas antes deu uma última olhada na amiga que já estava esgotada e ainda nem tinha começado o trabalho duro. Pensando Hinata suspirou “Espero que você consiga realizar seu sonho amiga, dói demais ver você se matando assim”. Assim a morena saiu do restaurante e logo foi pegando um táxi para voltar sua rotina no hospital.

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Enquanto isso em um lugar mais afastado da movimentação do centro da cidade um certo moreno acabava de despertar de mais uma noite fracassada de sono. Ultimamente Sasuke não consiga dormir direito, os pesadelos e lembranças atormentavam sua mente o impedido de dormir bem. As olheiras embaixo dos olhos eram constantes e visíveis, o olhar fundo e a pele mais pálida do que o normal davam a Sasuke uma aparência de velho coisa que ele não era. Levantou-se e foi ao banheiro fazer sua higiene pessoal. No banho o moreno pensava e refletia em tudo que estava acontecendo na sua vida durante esses longos 14 anos, tinha o que sempre sonhou, uma carreira promissora que orgulhasse seus familiares, mas do que adiantou se tornar tão famoso? Ter a conta bancária tão cheia? Se sua família não está com ele. Nada disso lhe serve se sua amada okaa-san não estava ao seu lado para fazer um dueto no piano consigo sorrindo com tanta doçura como ela costumava fazer, de nada lhe servia se seu irmão não estava com ele para lhe proteger e dar-lhe a confortável sensação que tudo esta bem mesmo quando não estava. Queria competir com ele e ver quem tocava melhor, claro que Itachi tocaria com delicadeza e suavidade as teclas do piano, dedilhando com os dedos e apreciando as notas como se fosse um couro de anjos. Era isso que fazia as músicas de seu nii-san serem tão perfeitas e com certeza se ele não estivesse no hospital estaria agora compondo algo mais que perfeito de se ouvir e faria Sasuke sentir uma leve inveja pela tamanha perfeição vinda de seu irmão. E claro até mesmo seu carrancudo e exigente pai lhe fazia falta naquela imensa solidão. Mergulhando a cabeça na água quente e deixando seus músculos relaxarem Sasuke suspirou, pensava quando conseguiria sentir aquela paz que tinha quando vivia com sua família. Amigos nunca teve, somente um o seu melhor e único amigo Uzumaki Naruto. Um loiro hiperativo de inteligência duvidosa, mas que era um bom ouvinte, conselheiro e companheiro. Na época do acidente o loirinho foi logo consola-lo, passou o dia ao seu lado tentando anima-lo, depois que Sasuke foi morar com seu tio os dois não se comunicavam muito, apenas uns telefonemas e trocas de e-mails que com o passar dos tempos foi limitando-se. Naruto hoje um ano mais novo que Sasuke se tornou fisioterapeuta e neurologista, seu objetivo ao se formar nessas áreas medicinais foram para cuidar do caso do seu irmão. Naruto estudou em das melhores faculdades dos E.U.A a Cornell University. Conseguiu uma bolsa e passou anos por lá se formou e hoje é um médico renomado. Ele cuida do estado de Itachi desde que se mudou para cá. Mora em um condomínio simples, luxo nunca foi uma prioridade, Naruto gosta da simplicidade e era por isso que Sasuke o considerava tanto. Terminou seu banho, enrolou uma toalha envolta da cintura pegou outra para secar os cabelos e foi até seu closet escolher uma roupa para ir ao hospital. Todos os dias Sasuke ia visitar o irmão passava 1, 2 horas com ele mesmo que ele não soubesse que Sasuke estava ali. Optou por uma calça jeans escura, uma camisa polo vermelha e um tênis branco. Como estava frio por causa do inverno pegou um casaco e desceu as escadas. Ao chegar ao andar de baixo se deparou com Cris sua empregada.

–Bom dia senhor Sasuke. O que vai querer para o café?- Cris trabalhava para Sasuke há dois anos, uma vez a cada duas semanas ela ia limpar a casa do milionário. Lavava e passava as roupas, limpava os móveis e cômodos da casa e aproveitava para fazer o café de Sasuke. O mesmo sabia cozinhar por isso não precisava dela todos os dias, quando a contratou queria alguém somente para cuidar da limpeza da casa e para Cris receber ¥2,500 somente para ir uma vez a cada duas semanas na casa do senhor Uchiha estava de bom tamanho. A moça de 25 anos era viúva e tinha um filho de três anos para cuidar quando surgiu à proposta aceitou de imediato, agradecendo aos céus por esse emprego. Uma moça gentil e humilde, educada e de boa aparência Cris convenceu Sasuke a contrata-la e desde então ela vem servindo fielmente ao seu patrão.

–Nada Cris, eu estou sem fome. Quando terminar feche tudo, por favor.

–Claro senhor. Vai visita-lo?- Cris sabia sobre o irmão de Sasuke e tinha muita pena de ver o quanto seu patrão sofria por ele. — Desculpe a intromissão senhor é que comprei essas flores para o senhor colocar no quarto do seu irmão. Um pouco de harmonia num quarto de hospital é bom. — Sorrindo gentilmente Cris entregou o buque de narcisos a Sasuke.- Melhoras para ele.

–Obrigado. – Sem dizer mais nada Sasuke pegou as flores e saiu rumo ao hospital.

Dentro do carro o silêncio só não era total por causa do fundo de piano que tocava no rádio do carro. Era Mikoto tocando no instrumento antes de se casar e formar uma família ela era uma grande pianista assim como seu tio Madara, era a única coisa que tinha para poder recorda-se de lembranças da sua amada okaa-san. Durante o trajeto ao hospital pela janela Sasuke observava a correria do centro, de como as pessoas tinham pressa, e não aproveitam o lado bom da vida.

Não demorou muito para Sasuke chegar ao hospital, estacionou o carro, pegou as flores de Cris e desceu do veículo, deu o alarme e seguiu para a entrada do prédio. Chegando à recepção a recepcionista já conhecia e sabia o que o belo homem a sua frente queria, Fuugi era uma moça que deveria ter 22 anos, pele clara, olhos castanhos e cabelos bem negros com lindos cachos nas pontas era uma linda e atraente mulher. Já havia ido para cama com Sasuke algumas vezes, estava apaixonada pelo Uchiha e só porque os dois tinham ido pra cama acreditava que tinha alguma chance com ele, pobre e iludida moça.

–Ohayo Sasuke-kun- Sorriu docemente mais Sasuke apenas ignorou a voz enjoada que a garota fez. – Lindas flores, são para mim?- Sasuke a olhou com um sorriso irônico, se aproximou da jovem e lhe deu um beijo cheio de volúpias, a puxou pela nuca trazendo-a para mais perto. Afastou-se e a moça contente perguntou.-Sasuke-kun você realmente gosta de mim?

Sasuke riu muito macabro chegando a assustar a pobre Fuugi, com o olhar sombrio e o tom ríspido falou com a jovem.

–Escute aqui Fuugi, esse é o seu nome não é? Bom eu e você fomos para cama algumas vezes, isso não significa que eu goste de você e muito menos que a tornarei minha namorada. Se você se iludiu achando que era amor uma pequena aventura não posso fazer nada. Eu nunca me envolveria a tal ponto com alguém que se entrega tão facilmente para um homem. O que tivemos foi só sexo e mais nada. E essas flores são para o meu irmão não para você.

–Sasuke-kun..

–Não me chame assim como se fossemos íntimos. Para você é senhor Uchiha. Agora me de meu crachá de acompanhante.

–Tome seu idiota. — Com isso a moça saiu correndo em prantos pelo corredor do hospital fazendo as amigas dela se preocuparem.

–Mulheres humf.

Sasuke subiu para o andar já tão conhecido por si, quando as portas do elevador se abriram a figura tão temida do Uchiha se fez presente. Os corredores em tons pastéis e as cadeiras dos lados das portas estavam vazias tudo calmo sem correria apenas o silêncio monótono. Entrou no quarto 315 e avistou a figura entubada, com tantos aparelhos ligados a si que o mantinham vivo, era realmente deprimente ver seu irmão que era tão saudável, cheio de vida e que tanto lhe protegia naquelas condições. Adentrou o recinto e sentou-se na poltrona do lado da cama, colocou as flores em um vaso e começou sua conversa.

–Ohayo gozaimasu nii-san. Sabe hoje eu lhe trouxe narcisos a Cris minha empregada te mandou e desejou melhoras. Muita gente torce por você aqui no hospital, me dói profundamente te ver ai nessa cama vivendo de aparelhos, e eu sei que tudo isso é minha culpa. Desculpe-me nii-san por tudo o que você está passando, você não sabe o que eu faria para poder te ver abrir os olhos e sair desse coma infernal. Eu daria minha vida por isso, está na hora de acordar Itachi, abra seus olhos o dia está lindo hoje apesar do frio, abra os olhos e veja como tudo mudou. Queria que pudesse me ver tocando piano, queria que pudesse estar aqui agora comigo conversando e sorrindo, me protegendo e me tirando dessa solidão tão dolorosa. Eu sei é egoísmo meu mais você não sabe como é fria aquela casa sem você, sem a okaa-san e até mesmo sem o tou-san. Você deve me achar um louco sentindo falta dele, mas o que a solidão não faz não é? Acabei de fazer algo horrível com uma mulher, você me bateria e me faria pedir desculpas, depois íamos rir de tudo como fazíamos antes. Acorda, por favor, por favor, nii-san eu não posso mais viver assim sem sua presença, você é minha única família. Eu sei tem o tio e os primos, mas é você meu consanguíneo mais próximo, é você que me conhece como ninguém então volta Tachi, desperta desse sono eterno que você está e volta pro seu baka otouto onegai.- De repente Sasuke sentiu a sua mão que segurava a de Itachi ser apertada e quando olhou viu os dedos se movendo, mas logo pararam deixando apenas um filete de esperanças em Sasuke.- Você está ai não está? Consegue me ouvir não é? Então para de brincadeiras e levanta dessa DROGA DE CAMA ITACHI!!!- As densas lágrimas já caiam dos olhos do jovem Uchiha, apertava o peito com força, como doía vê-lo naquele estado e tudo que podia fazer era esperar que um milagre acontecesse se é que isso realmente existe. A porta do quarto foi aberta e uma cabeleira loira surgiu, correndo desesperado até o amigo Naruto se abaixou até onde Sasuke estava o chamando.

–Sasuke, Sasuke está tudo bem? O que está sentindo?- O Uchiha levantou o olhar e Naruto viu as lágrimas tomarem conta dos olhos profundos de seu melhor amigo. Como lhe doía ver o amigo assim. Queria poder fazer mais por ele, tudo para não vê-lo assim.

–O que sinto Naruto é arrependimento e culpa. — Naruto abraçou o amigo e Sasuke deixou que seu lado fraco viesse à tona. Somente aquele loiro podia ver o quão fraco era em relação as suas emoções e sentimentos. — Traga ele de volta Naruto, faça o acordar, por favor, ele é tudo que tenho.

Naruto abraçou mais forte o amigo e apenas sussurrou.

–Vai ficar tudo bem, eu prometo fazer tudo que estiver ao meu alcance para acorda-lo eu prometo. — Naruto sempre cumpria suas promessas, mas até ele mesmo sabia que essa seria muito difícil de cumprir já que ele mesmo não podia fazer milagres.

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Finalmente horário de almoço para Sakura poderia descansar e repor um pouco as energias. Ela sempre ia almoçar em uma pequena lanchonete ali próxima e o restante do tempo que lhe sobrava ia passear num parque de Sakuras que tinha ali perto. Adorava sentir o doce perfume das flores que herdara o nome, no outono as pequenas pétalas pareciam dançar com o vento, no inverno ficavam congeladas apenas esperando a primavera chegar para desabrocharem com mais beleza e graça. Pegou sua bolsa, tirou o avental e vestindo um casaco saiu para seu descanso. Enquanto andava até a lanchonete, Sakura ia observando as pessoas e como cada uma delas parecia ter sua própria essência. Muitas vezes as mesmas pessoas do seu dia-a-dia passavam por ela, havia uma senhora de aproximadamente 60 anos ela ficava sentada na calçada com a mão estendida pedindo ajuda, a pele já enrugada pela idade, os olhos tristes, nos lábios residiam fracos sorrisos quando alguém lhe dava uma moeda. As palavras doces de agradecimento e as roupas velhas e gastas retratavam bem a pobreza daquela humilde velhinha. Também tinha uma jovem de 20 anos sempre sentada no banco de uma praça, os cabelos ruivos e longos dançavam com graciosidade ao balançar do vento, os olhos azuis refletiam esperança mais ao mesmo tempo tristeza e paixão. Os lábios rosados sempre cantavam versos de canções de amor, as mãos entrelaçadas uma na outra como se estivesse internamente orando pedindo por algo. Essas características faziam Sakura pensar ela esta esperando ele voltar, mas quem seria esse ele? Um namorado, noivo ou marido? Ou será que ela estava ali à procura da sua felicidade? Havia muitas pessoas cada uma com suas características, personalidades e traços. O que mais chamava a atenção de Sakura era o artista que todos os dias esboçava com agilidade retratos de pessoas correndo, falando ao telefone ou simplesmente imaginando alguém que fosse seu modelo. Os desenhos pareciam ter vida de tão belos, um dia ia querer ser pintada por ele, mas somente quando achasse seu amor, seria um quadro com o fundo de cerejeiras e os dois estariam sorrindo felizes compartilhando algo que sonha há tanto tempo, o amor. Parou de viajar nos seus pensamentos, entrou na lanchonete e sentou em uma das mesas, logo a garçonete veio anotar seu pedido, pediu o de sempre um x-salada com batatas fritas e um milk shake de chocolate. Enquanto aguardava o pedido Sakura olhou na janela e viu um casal de velhinhos que caminhavam de mãos dadas e abraçadinhos, uma cena linda de se ver. Ele beijava o topo da cabeça dela e a abraçava com mais força como se não quisesse solta-la nunca. Vendo isso a rosada pensou. Ainda serei eu a caminhar assim.

Corações tão sofridos e desejosos será que a vida ainda jogaria mais com essas duas peças? De um lado um jovem rico com o coração vazio e frio que não sabe mais o que significa o amor. Do outro uma linda e jovem sonhadora que deseja mais que tudo encontrar alguém que preencha o grande e vazio espaço dentro do seu coração. Vidas tão diferentes e desejos tão parecidos não seria divertido ver como a vida jogaria com eles nesse game?


Notas finais
Espero que tenham gostado. Deixem sua opinião ela é de grande importância. O próximo capítulo é o último que mostrara a vida dos personagens da fic e ainda terão uma surpresa a formação do primeiro casal quem será rsrsr um pedacinho para vocês.

- Gomenasai. Eu estava distraída e não vi...

Tudo bem senhorita eu estava distraído também. Aqui me deixe ajuda-la. A voz do rapaz era linda um rouco suave capaz de encantar qualquer pessoa.

Então curiosos? Quem será esse casal que vai ser formado no próximo? Deixem suas sugestões.

Kissus