Colecionista De Canções

1 Cap.I- Túnel del Tiempo


Notas iniciais
Yo Minna essa é a mais minha nova long fic sasusaku. Hoje 06/07/13 faz 1 ano que posto aqui no site e como um presente para vocês eu fiz essa fic. Ela será atualizada todo sábado.

Capitulo betado pelo meu amigo Gleison.

Beijos&BoaLeitura

Túnel del Tiempo

Era 02hs30 da madrugada, uma madrugada fria do inverno da cidade de Tóquio, os pingos incessantes da chuva chocavam-se contra o vidro da janela. Enquanto todos dormiam aquecidos pelos cobertores, um homem se encontrava rente a um piano, sentado no pequeno acento aveludado, enquanto seus dedos tocavam minuciosamente as teclas do piano formando mais uma das suas lindas canções. Sua mente mergulhava fundo na letra da canção que se formava dentro dos seus pensamentos. Na casa se ecoava o som da melodia tocada no órgão clássico. Seus pensamentos viajavam entre a melodia que seus dedos produziam com maestria, sua boca solvia o líquido quente e espumante que aquecia sua garganta. Sasuke se perdia no seu mundo, enquanto tocava não se sentia sozinho, sentia-se preenchido por um calor gostoso.

Lembrava-se de sua mãe tocando com delicadeza as teclas do piano, cada nota tocada, cada tom que o harmonioso timbre de sua mãe cantava, parecia o canto de um anjo. Sasuke adorava sentar-se ao lado de sua mãe no piano e com os seus olhos curiosos seguia cada movimento que os dedos de sua mãe faziam. Um sorriso doce, um olhar meigo tudo o que Sasuke mais amava que o fazia sentir-se acolhido, protegido e seguro. Mas até isso foi tirado dele da maneira mais horrível possível. Sasuke também se recordava de seu pai, os dois não se davam tão bem, seu pai o criticava e exigia muito dele, queria que Sasuke fosse uma cópia do seu irmão e isso o irritava e o fazia se sentir inferior e menos importante que o irmão para o pai. Mesmo assim tinha lembranças boas dele. A que mais era vívida em sua memória, e a que às vezes o fazia sorrir sem jeito, era a dele e seu nii-san pintando o rosto do pai com a maquiagem de Mikoto sua mãe, enquanto o mesmo dormia, quando Fugaku acordou ficou possesso de raiva e acabou jogando os dois na piscina para depois ser puxado por ambos e acabar caindo adentro também, Mikoto passando por ali resolveu tirar uma foto com a máquina para guardar aquele momento pai e filhos. Os três passaram o dia na piscina e depois acabaram pegando um belo de um resfriado. Suas lembranças não deixaram escapar nem seu irmão, Sasuke tinha ciúmes de Itachi com o pai, mas mesmo assim o amava muito, seu irmão o tratava muito bem, sempre cuidando dele, o protegendo e o fazendo nunca se sentir só, mas hoje ele está em coma graças a ele segundo o próprio Sasuke dizia. Por sua culpa seus pais estavam mortos, por sua culpa seu irmão está internado, sobrevivendo por aparelhos em um coma de mais de 14 anos e POR SUA ÚNICA CULPA estava sozinho, sem ninguém que o amasse de verdade, isolado do mundo apenas a música era sua companhia.

Sasuke finalizou a nova canção, guardou as partituras, fechou o piano e o cobriu com um fino lençol. Fechou a porta da sala de música e se dirigiu as escadas. Chegou ao seu quarto e olhou no relógio em cima do criado mudo marcavam 03hs45 da madrugada, suspirou cansado. Deitou seu corpo na cama king e deixou-se embalar pelas doces lembranças de sua família.

~.~

Sussurros quase inaudíveis, relâmpagos clareavam o quarto escuro e um homem se debatia em meio os cobertores, mais uma vez sem deixar-se dormir se culpando Sasuke sonhava com o acidente de sua família, aquele pesadelo atormentava-o, atormentava-o pela culpa que não o deixava viver em paz e feliz. Fazia o viver amargurado com a vida, sozinho, apenas tendo a música como companhia e o único elo que o ligava a sua amada kaa-san e seu amado nii-san.

Flash Back on

Era fim de tarde, chovia fraco, eram apenas pingos, mas a previsão dizia que logo mais iria vir uma tempestade. Mesmo assim o pequeno Sasuke insistia em querer passar o final de semana na casa dos primos Obito e Shisui, alegava que não tinha ninguém para brincar já que Itachi vivia praticando no piano. Mikoto insistia para o pequeno ficar, dizia que poderia vir uma forte tempestade, e que no outro final de semana eles iriam, mais nada convencia Sasuke, e Mikoto.

Vendo a carinha de seu pequeno não disse mais nada e decidiu então que não só Sasuke mais toda a família iria passar o final de semana na casa de seu irmão Madara. Sasuke todo animado subiu as escadas correndo e foi arrumar as suas coisas. Enquanto isso Mikoto ligava para o irmão:

– Alo?

– Madara? Sou eu Mikoto

– Ah que bom te ouvir imouto o que aconteceu para você me ligar?

– Nada demais é que Sasuke insiste em passar o final de semana ai, então estou ligando para saber se podemos ir ai?

– Claro Mikoto podem vir, vou esperar vocês ansiosamente.

– Obrigado nii-san até logo.- Mikoto desligou o telefone e foi ao escritório comunicar ao marido sobre a viagem repentina. Fugaku tentava entender porque Mikoto mimava tanto o filho mais novo.

– Mikoto deixe de mimar esse garoto, Itachi está treinando para apresentação e não pode ficar perdendo tempo por causa dos mimos de Sasuke.

– Fugaku, Sasuke precisa brincar, viver uma vida de criança de 8 anos, um final de semana fora não vai atrapalhar o Itachi, o Madara tem piano, o Itachi pode praticar lá.

– Mas Mikoto..

– Chega, ele também é seu filho e sempre tenta te agradar, mas você só vê Itachi como seu filho não é? Nós vamos e pronto.

– Kaa-chan? Estou pronto e já falei com o nii-san, todos estamos esperando você e o Tou-san- Falava o pequeno garotinho encolhido com medo do pai.

– Estamos indo meu filho. — Depois de muito relutar Fugaku acabou cedendo, afinal Sasuke também era seu filho e não faria mal ir passar o final de semana na casa do cunhado.

– Vamos meu filho- Fugaku passou as mãos nos cabelinhos arrepiados do caçula, e pela primeira vez Sasuke viu seu pai lhe sorrir sincero do mesmo jeito que sorria para o irmão, mas se Sasuke soubesse que essa seria a última vez que veria aquele sorriso, jamais desejaria ter ido para a casa do tio naquele final de semana.

~.~

Todos entraram no carro e o tempo parecia colaborar, pois apenas chuviscava, Sasuke sentou no banco e colocou o cinto, seu irmão fez a mesma coisa, assim Fugaku deu a partida. Itachi e Sasuke brincavam no banco de trás alegremente como há muito tempo não faziam, Sasuke estava feliz, viu seu pai sorrir, seu irmão brincava com ele e sua mãe cantava docemente, não poderia desejar mais nada. Queria que aquele momento durasse para sempre, que nunca acabasse, mas esses pensamentos foram cortados por um flash no céu. Como a previsão dizia os fracos chuviscos foram se transformando em uma tempestade horrível com raios e trovões. Tudo poderia ter acontecido menos isso, Sasuke tinha medo de tempestades não gostava da escuridão que elas causavam nem dos barulhos que elas traziam consigo, o pequeno começou a soluçar baixinho e se agarrou ao seu irmão que sem pensar duas vezes aconchegou seu otouto em seu peito o acalentando tentando fazer o seu medo passar. Sasuke chorava cada vez mais alto quando o último trovão estrondou alto no céu assustando o pequeno, Mikoto virou para trás e começou a cantar para ele baixinho como sempre fazia quando ele se assustava em noites assim.

{Life was like a moonless night

Shrouded in the stars

Beauty can be such a fright

But now you're in my arms}

{A vida era como uma noite sem luar

Envolvida nas estrelas

A beleza pode ser espantosa

Mas agora você está em meus braços}

A estrada estava ficando cada vez mais escorregadia e a chuva ficando mais forte impossibilitando a visão de qualquer motorista, Fugaku sabia que viajar para a casa do cunhado era uma péssima ideia, mas Mikoto tinha um poder de domínio sobre ele que qualquer coisa que ela pedisse era impossível de negar, ele também acreditava que o filho mais novo precisava se distrair, brincar com crianças da sua idade, mas agora se arrependia amargamente por tê-la escutado. O que ninguém imaginava era o que estava por vir, aquela seria a última viagem em família, aquela seria a última vez que Sasuke ouviria sua mãe cantar e aquela seria a última vez que ele não se sentiria sozinho. Sasuke não parava de chorar fazendo Fugaku ja exaltado o repreender.

– Sasuke pare de chorar agora.

– Mas tou-san to com medo da...

– Chega Sasuke sempre assim com medo de uma tempestade? Você é um Uchiha então aja como um. Uchihas não tem medo de nada, por que você não é como o Itachi? Olha ele está quieto e nunca deu esse trabalho à gente que DROGA!

– Fugaku não fale assim com ele é só uma criança- A patriarca da família tentava interver pelo filho caçula mais Fugaku estava irredutível e só fazia Sasuke chorar mais ainda.

– Otou-san deixe o Sasuke em paz ele só tem 8 anos é normal ter medo de tempestades.

– Itachi não o defenda você não é assim então por que..- Itachi corta Fugaku.

– Chega Otou-san, Sasuke não é para ser minha cópia mais sim seu outro filho que você só rejeita, humilha e menospreza. Pare de tratar ele assim eu não tinha medo e dai? Eu jurei proteger ele e vou fazer isso até o fim, E ISSO INCLUI PROTEGE-LO DE VOCÊ.

– Seu..

– Fugaku cuidado.

Um raio atingiu o penhasco fazendo uma pedra se soltar que caiu na estrada fazendo Fugaku sair da estrada e jogar o carro no acostamento. Sasuke estremeceu e viu o doce sorriso de sua mãe dizendo tudo bem meu filho. Sasuke só pode ver o sorriso de sua mãe pela última vez antes de uma luz forte ofusca-lo. Um caminhão bateu no carro fazendo-o capotar na estrada, Itachi se debruçou sobre seu pequeno otouto para protegê-lo e seus pais estavam cobertos de sangue. Alguém que Sasuke nunca soube quem era, tirou seu irmão e ele do carro e a última coisa que pode ver foi o carro explodindo matando assim seu pai e sua mãe. Seu tio foi avisado do ocorrido e correu para o hospital aonde levaram os sobrinhos. Chegando ao hospital Madara correu para a recepção querendo saber sobre os sobrinhos.

– Por favor, onde estão os dois garotinhos que sofreram um acidente de carro?

– Quem é o senhor?

– Eu sou tio deles Uchiha Madara;

– Ah sim 3º andar quarto 512.

Madara nem, agradeceu pegou o elevador e chegou ao local informado, chegando ao quarto deu de cara com o médico que atendeu seus sobrinhos. Era um homem de pele clara, cabelo vermelho, alto um pouco magro e seus olhos que quase não era vistos pela franja eram de uma coloração diferente, no jaleco estava o nome Dr. Nagato.

– Doutor, por favor, esse é o quarto dos irmãos Uchihas?

– Sim, de um deles, o outro está na U.T. I, mais quem é o senhor?

– Tio deles, como assim na U.T. I?

– O garotinho está bem, mais o irmão dele sofreu um traumatismo, pois bateu a cabeça com muita força e entrou num estado de coma.

– Coma? Mais ele vai acordar?- Perguntou Madara já alarmado.

– Calma senhor, não sabemos quando ele irá acordar, ele pode acordar amanhã, daqui a 1 semana, 1 mês, 1 ano, nunca se sabe ao certo quando um paciente em coma acordará. O outro garoto o mais novo está bem, apenas sofreu algumas escoriações e um leve corte na cabeça, nada demais, o que até nos assusta já que o acidente foi grave, mas pelo que parece o irmão mais velho o protegeu usando o próprio corpo como escudo. Mas em todo caso, se tiver alguma mudança no estado do seu sobrinho fique tranquilo, o informarei o mais rápido possível, se quiser entrar e ver o menor pode ir.

– Obrigado doutor e quando ele poderá ir para casa?

– Ele vai ficar em observação mais 2 dias e poderá ter alta.

– Obrigado. — Madara entrou no quarto e encontrou o sobrinho acordado chorando, foi difícil dizer a ele que seus pais haviam morrido no acidente e que seu irmão estava em coma. Sasuke chorou ainda mais e precisou ser sedado. Depois desse dia a vida de Sasuke mudou, seu tio virou seu tutor legal assim cuidando dele, do irmão que se encontrava na U. T. I e de seus bens. Madara começou a ensinar piano a ele, ensinando tudo o que havia ensinado á Itachi e Mikoto. Madara tentava de tudo para suprir a falta que Mikoto e Itachi faziam a Sasuke, mas era impossível, o pequeno ia todos os dias no hospital ver o irmão e todos os anos levava flores aos túmulos dos pais. Depois que ficou mais velho e com uma carreira profissional invejável saiu da casa do tio aonde as pessoas da alta sociedade o rodeavam de mentiras, e só se interessavam por seu dinheiro, onde as mulheres se jogavam para cima dele e se ofereciam como se fossem mercadorias. Cansado de tudo isso Sasuke comprou uma casa em um lugar afastado de tudo, começou a se dedicar a música, sua única companhia, e ao seu irmão que por sua culpa estava a mais de 10 anos no hospital sobrevivendo através de aparelhos, sem nem imaginar que Sasuke estava ali ao seu lado aguardando o dia em que ele abriria os olhos novamente.

– Nii-san me perdoe — suspirou Sasuke antes de fechar a porta do quarto e partir mais uma vez para sua solidão.

Flash Back Off.

Acordou suado, olhando para os lados tudo escuro e mais uma vez estava sozinho. Suspirou cansado, olhou no relógio que marcava 04hs00, só tinha dormido 15 minutos e já sonhará com aquele acidente, ia se levantar para ir ao banheiro quando de repente sentiu alguém te puxando, estremeceu, mas quando olhou para o lado era sua mãe com um doce sorriso e um semblante sereno.

– Kaa-sama- Sasuke tocou sua face, mas o rosto de sua mãe ficou vermelho cheio de sangue e seu olhar era sombrio e tinha sorriso assustador no rosto não era mais sua doce Okaa-sama ali mais sim o monstro que ele transformou naquele acidente. — Me largue, solte-me.

– Sua culpa Sasuke, sua, veja o que você me fez. Por que meu bebê você fez isso comigo? Você não me amava?

– Pare, vai embora, me deixe, por favor.

– Sua culpa Sasuke, sua culpa, sua CULPA.

– NÃOOOOOOO OKAA-SAMAAA!!

Despertou do seu pesadelo, mais uma vez aquela amarga culpa o tomava e não o permitia ter uma noite de sono tranquila. Tudo o que ele queria era alguém que o libertasse disso e o fizesse voltar a ver a vida como um doce sonho criado pela ilusão do amor outra vez. Levantou da cama e foi ao banheiro, jogou uma água no rosto e suspirou olhando o espelho, viu o que mais odiava, seu reflexo, o reflexo de um homem solitário. Saiu do banheiro e sentou na cama, abraçou as próprias pernas e em seguida abaixou a cabeça e permitiu que as lágrimas lavassem seu rosto.

– Você está certa Okaa-sama sempre vai ser minha culpa.

06hs00min da manhã e um despertador tocava freneticamente avisando que estava na hora de acordar e encarar o seu trabalho. Levantou dos cobertores quentes com muita preguiça, calçou suas pantufas e se arrastando chegou ao banheiro. Fez sua higiene matinal e entrou embaixo do chuveiro velho que já estava com os dias contados. A água caía morna, para o seu azar ainda estava queimada e inoperante a temperatura quente, não demorou muito e desligou o chuveiro, se enrolou na toalha e começou a secar os cabelos, passou um hidratante e foi para seu quarto. No pequeno cômodo havia uma cama de solteiro, um pequeno guarda-roupa e uma simples penteadeira com alguns cremes, escovas, pentes, um perfume e um simples kit de maquiagem, tudo devidamente organizado em sua superfície, duas gavetas onde se encontravam alguns papéis, documentos, e o pouco dinheiro que ganhava no restaurante onde trabalhava. Dirigiu-se a frente do guarda-roupa e pegou uma roupa casual. Uma calça jeans escura, uma blusa de manga cumprida branca e outra de manga curta vermelha, um cachecol desbotado pelo tempo feito a mão por sua mãe, pegou um par de meias e seu inseparável all star preto. Depois de se vestir sentou-se no banquinho de frente a penteadeira e escovou os cabelos, prendeu em um coque frouxo e passou um pouquinho de perfume, um gloss claro nos lábios e um lápis fraco nos olhos. Pegou sua bolsa e seu casaco do lado da cama e uma sacola com seu uniforme, fechou a porta e foi até a cozinha comer alguma coisa. Encontrou sua amiga Ino com quem dividia o pequeno apartamento penteando os cabelos da sobrinha Hana de 1 ano. A pequena garotinha perdera a mãe dias depois de vir ao mundo em um assalto, desde então Ino cuidava da pequena como se fosse sua filha.

– Ohayo Ino.

– Ohayo Sakura já vai trabalhar?

– Sim Ino, vou cobrir o turno de outra garçonete essa semana, ganharei hora extra quem sabe com o dinheiro a mais que vai entrar não poderemos comprar um chuveiro novo e uma pia.

– Sakura não se preocupe com isso, guarde seu dinheiro para coisas mais importantes.

– Não Precisa se preocupar Ino, pelas minhas contas vou ganhar ¥400,00 ienes a mais, e com o dinheiro a mais que eu guardei podemos dar uma arrumadinha nesse lugar.

– Tudo bem, só não se sobrecarregue Sakura, eu vou procurar uma baba para Hana e um emprego o mais rápido possível.

– Ino, você sabe que pode contar comigo para o que der e vier, tenta achar um emprego no meu horário de folga, eu cuido da Hana nesse período.

–Nossa Sakura, muito obrigada, eu vou procurar sim.

–Boa sorte Ino.

Sakura, Ino e Hana, viviam no apartamento na maior dificuldade desde que Ino pedira as contas em seu serviço para cuidar de Hana. Sakura agora sustentava o local sozinha e a amiga se sentia mal por fazer a rosada trabalhar tanto para conseguir manter as contas e despesas pagas. As três sobrevivam com o pouco dinheiro que Sakura ganhava no restaurante, pouco menos de ¥750,00 ienes, tirando que Sakura sempre mandava um dinheiro para sua mãe que ficou em Londres. A vida era difícil para as três, mas elas nunca se queixavam, as três mesmo com tantas privações gostavam da vida que tinham. A única coisa que as deixavam tristes era a perda de Asami, a irmã mais velha de Ino, as três viviam na maior harmonia, sempre companheiras, e depois que Asami ficou grávida ficaram mais unidas ainda, o lugar ficava alegre, repleto de luz, mas depois de sua morte tudo ficou mais frio e sem graça. Sakura terminou de tomar seu café e saiu do apartamento, ela sempre caminhava um pouco até chegar à estação, mas esses dias estavam mais frios, por conseguinte resolveu pegar um ônibus que passava ali perto, desse modo evitava congelar no caminho.

Sakura é uma garota simples e humilde e dona de uma beleza invejável, olhos tão verdes quanto a mais fina esmeralda e cabelos róseos tão lindos quanto a mais belas sakuras. Uma mulher destemida, forte que ao auge dos seus 19 anos sonhava com a carreira de cantora. Sakura veio para Tóquio com 17 anos, queria melhorar de vida, seguir seu sonho, ganhar um dinheiro para ajudar sua mãe, mas as coisas não saíram como ela planejava. Sakura demorou muito para conseguir um emprego, a única que lhe estendeu a mão foi Tsunade, a dona do restaurante onde trabalhara ha 2 anos, foi lá que conheceu Ino, as duas se tornaram grandes amigas. Ino convidou a Sakura para ir morar no apartamento onde ela e a irmã moravam, Sakura não pensou duas vezes e antes mesmo de pestanejar aceitou. Sakura, Ino e Asami se tornaram grandes amigas, pena que durou pouco a amizade com a Asami que partiu cedo demais deixando-as em um mar de melancolia. A rosada tinha um pequeno hobby de colecionar canções de um cantor famoso do país. O nome dele é Sasuke Uchiha, dono de um talento incrível, ele colocava tanta verdade nas suas canções que parecia mesmo que a cada melodia tocada e a cada nota soada pelo timbre rouco e suave de sua voz foi feita para ela, isso fez à rosada se apaixonar por cada canção do artista. O único empecilho era que nunca ninguém o vira, ninguém sabia como era seu rosto e essa situação só atiçava mais a curiosidade da rosada. Perdida em seus pensamentos e nas músicas de Sasuke, Sakura nem percebe que já chegará à estação, ela desceu do ônibus e seguiu para mais um dia duro de trabalho. Sakura era uma adoradora de aventuras e as que mais ela gostava eram as de amor, ela sonhava com o dia que encontraria alguém que a fizesse viver uma linda e louca história de amor. Suspirou e entrou no trem, desejando que a cada estação que o mesmo parasse, um pedacinho dela ficasse para trás, assim alguém encontraria os pedaços e iria cola-los em si, assim dando o primeiro passo para o amor.

Sasuke Uchiha um artista famoso que tem tudo, menos o amor, Sakura Haruno uma grande sonhadora e colecionadora de canções, que quer se tornar uma grande artista e viver a mais linda, pura e louca aventura de amor. O que será que aconteceria se por ironia do destino esses dois se encontrassem? Muitas surpresas estão para acontecer na vida desses dois, mas será que eles estão preparados para isso? O destino é um delicioso jogo que apenas os melhores saem ganhando.


Notas finais
Espero que tenham gostado. Deixem suas opiniões. O que acharam?
Só posto o próximo capitulo se tiver comentários.

Criticas
Reviews?
Beijos e até sábado