Colecionista De Canções
16 Capítulo XVI- Caras Del Amor
Notas iniciais
Caras del Amor
Passava pelos corredores apressadamente, suas mãos soavam de nervosismo. Em sua mente formulava as palavras certas de dizer toda a verdade, mas o calafrio lhe percorria a espinha o fazendo perder a coragem.
O moreno andava de um lado para o outro em frente à porta do quarto da mãe de Sakura, não entendia a razão pela qual se encontrava tão nervoso, deveria ser fácil não é? Era apenas um nome somente isso então por que se sentia como se fosse algo mais grave?
Mesmo que nenhumas de suas consciências falassem nada nesse momento ele ainda insistia na dúvida de que Sakura não fosse tão boa assim. Espantou de sua mente o pensamento tão torpe e aproximou sua mão da maçaneta e devagar foi abrindo a porta.
Engoliu em seco, um bolo em sua garganta ia se formando, sua cabeça martelava. Sasuke revelava sua figura aos poucos. À medida que o moreno adentrava o quarto podia comtemplar a bela visão como de um quadro pintado, as duas rosadas abraçadas sorrindo uma para a outra, um deslumbre aos olhos do Uchiha.
Era incrível como um simples gesto de Sakura como um sorriso podia lhe trazer tantas emoções. Em silêncio adentrou o recinto e fechou a porta atrás de si. Encostou-se a mesma e ficou a admirar sua pequena flor de cerejeira.
Não soube por quanto tempo ficou ali parado se deslumbrando com os minuciosos gestos que Sakura fazia; só se deu conta de quão bobo estava sendo quando ouvira baixos risinhos e ao sair de seu breve transe viu os olhos esmeraldinos juntamente com as safiras o olhando com curiosidade.
Com toda certeza estava ruborizado, pois sentia as bochechas queimarem. Aproximou-se de ambas e ao ver Sakura lhe estendo a mão para que ele ficasse perto, segurou-a e entrelaçou os seus dedos aos dela.
Um calor gostoso lhe invadiu o corpo e ao olhar o rosto angelical de Sakura se perdeu na inocência daquele sorriso.
Sua cabeça voltava a martelar e se perguntava internamente como um anjo desses pode ser interesseiro? Não esse pensamento, essa ideia era torpe e sem fundamento não ela não era um demônio revestido de anjo ela era um anjo revestido por uma armadura.
Deu um leve selinho nos lábios avermelhados e se afastou brevemente. Viu o brilho das esmeraldas aumentarem e não conteve um sorriso na face gélida e inexpressiva.
Desviou seu olhar das esmeraldas para as safiras e pode ver de onde Sakura tinha herdado tanta beleza. Fez um meio de cabeça por respeito à mãe de sua rosada e perguntou como ela se sentia.
– Estou bem Yusuke-san, obrigada. Sakura falava muito de você.
A voz doce e o sorriso meigo transmitiram a Sasuke uma calorosa sensação de segurança e conforto, como se sua mãe tivesse ali com ele.
Sasuke viu um sorriso doce e sincero, o mesmo sorriso que sempre adornava o belo e delicado rosto da rosada e abraçando invisivelmente aquela sensação ele pode concluir que Sakura era a garota perfeita para si.
Pov’s Sasuke
A sensação inebriante que eu sentia por estar ali naquele quarto de hospital rodeado de carinho me aqueceu internamente de uma forma indescritível. Era uma paz serena que me inundava por dentro me fazendo ter sensações já adormecidas por mim.
Seria isso o amor? O que é esse sentimento agora para mim? Minha visão sobre o assunto era um pouco antiquada, fria, afinal o amor da minha mãe e do meu irmão foram roubados de mim pela vida então como eu poderia saber o que ele é?!
Sim eu recebi carinho do meu tio Madara, possa ter sido até amor, mas era um amor de tio, de pai agora um amor de verdade àquele que sentimos um sabor diferente nos lábios, que sorrimos bobos ao pensar na pessoa amada esse sentimento nunca havia provado até agora, até conhecer Sakura.
Nossos dedos continuavam entrelaçados, a pele dela emana um calor diferente, é um pouco difícil de explicar. Acariciei as costas de suas mãos com a minha livre e ela sorriu docemente para mim.
As palavras fugiam da minha boca, não conseguia formular nada para começar aquele assunto. O medo me assolava de uma forma que fazia meu estômago revirar, chegava até doer, eram sensações estranhas que eu estava sentindo naquele exato momento.
Eu já estava entrando num estado de meditação quando ouvi certa vozinha na minha cabeça e sinceramente, só cá entre nós, nunca fiquei tão feliz por ouvir uma de minhas consciências.
“Sasuke, Sasuke você não tem jeito mesmo, só enrolando para contar a verdade. Mas tudo bem eu meio que te entendo, ou melhor, te entendo perfeitamente já que sou uma parte de você. O medo de perder ela, a pessoa que ama é tão profundo que perdemos a coragem de tudo, entretanto se você continuar mentindo vai ser pior e você vai vê-la partir sem ao menos ter a chance de segurar ela entre seus dedos por uma última vez e isso dói muito mais Sasuke. Já que não consegue falar agora, convide-a para um jantar na sua casa, só vocês dois, um clima menos tenso assim você relaxa e conta à verdade o que acha?”
“Como pode você sempre ter razão de tudo ahn? Eu tenho tanto medo de perder ela agora que isso me domina, chega até ferir. Sinto que ela é como minha salvação se eu a perder volto a ficar perdido e desorientado outra vez. Hum interessante um jantar pode ser, e ela ainda ama minhas músicas ficaria um clima bom. Obrigado pelo s.os.”
“Conte comigo sempre meu Suke”
“Não me chame de Suke sua atrevida”
Voltei para o mundo real e voltei meu olhar a Sakura e ela conversava feliz com sua mãe. Chamei-a brevemente para fazer o convite.
– Querida aceita jantar comigo hoje à noite?
Ela me olhou com um olhar brilhante e tão doce, levou o indicador aos lábios e ficou pensando, por um momento me lembrei do L¹ e ri internamente com essa boba comparação.
Logo ela voltou ao seu estado normal e disse.
– Sinto muito Yusuke-kun eu tenho que ficar com a okaa-san.
Quando eu ia falar que tudo bem, que poderíamos deixar para outra noite, minha sogrinha amada interveio por mim.
– Sakura eu estou bem, pode ir eu vou ficar bem, ainda mais com aquele doutor vindo cuidar de mim a todo instante. – Ela piscou para a filha e sorriu. – Vai se divertir.
– Mas Okaa-san.
– Nada de “mas” eu sou sua mãe e então me obedeça, vá sair com seu namorado eu não vou morrer.
Sakura se convenceu e disse que aceitava o convite, combinei com ela de pega-la as 19h30min, levantei-me da cama, dei um beijo em sua testa e na de sua mãe e sai.
Ao estar do lado de fora suspirei aliviado, não sei por que mais me sinto muito mais eu ocultando quem sou do que dizendo que sou o famoso Uchiha Sasuke.
Hamashi Yusuke é feliz, porque ele pode ser simples, estar com alguém simples e que o aquece, o faz se sentir vivo ele sim é um homem completo; agora eu? Uchiha Sasuke o que sou? As pessoas só veem a fama, o dinheiro apenas coisas fúteis e sem tanta importância, eu vivo uma vida de mentiras, pois para a sociedade sou forçado a colocar uma mascara e fingir que gosto de estar naquele local com aquelas pessoas quando na verdade só queria sair correndo para bem longe.
Sinto-me um prisioneiro dentro da minha própria vida, mas ao estar com Sakura sendo Yusuke tudo muda e me sinto vivo, livre para voar, caminhar por um mar calmo não revolto. Ela me traz segurança, a paz que precisava encontrar e com ela, ao lado de Sakura não sinto arrependimentos.
Sinto sensações tão desconhecidas, ao tocar em sua pele mesmo que seja um simples toque, sinto o meu mundo virar de ponta cabeça, sinto um frio na barriga quando estou com ela por perto, sinto-me perdido sem ela ao meu lado, sinto uma dor invadir e apertar meu peito só de imaginar perdê-la.
Posso parecer um bobo falando assim, apenas arrumando desculpas plausíveis para não contar sobre quem realmente sou, mas uma coisa eu tenho certeza, independente de eu ser Uchiha Sasuke, ou Hamashi Yusuke eu sei que estou amando Haruno Sakura e viver sem ela agora não é viver.
Sorri bobo e passei a caminhar pelos longos corredores do hospital, dessa vez não veria meu irmão, pois sinto que ele está bem, dessa vez quero ir a um lugar diferente. Um lugar onde posso me sentir perto de Sakura mesmo ela estando longe. Sei que acabei de vê-la, mas sinto como se não a tivesse visto ha dias.
Sorri com isso, com esse pensamento e continuei a caminhar e quando dei por mim já estava na porta de saída, recebendo raios de sol no meu rosto, o aquecendo e por um instante eu lembrei-me do sorriso dela. Olha eu pensando nela de novo.
– É eu realmente estou apaixonado.
Pov’s Sasuke off
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Naruto ainda estava alarmado com o que acabara de ouvir, não acreditava que a mulher que seu tio é apaixonado era a irritante e convencida de Hinata, não isso só poderia ser brincadeira, uma brincadeira de muito mau gosto armada pelo destino.
Ele ainda se encontrava parado enfrente ao tio esperando uma resposta, Hinata um amor de pessoa? Não a Hinata que ele conhecia passava bem longe da palavra amor.
– Tio ainda estou esperando uma explicação.
– Naruto não a nada o que explicar. Eu que estou confuso, você disse que a Hinata é irritante e convencida?
– Sim uma insuportável.
– Então não estamos falando da mesma Hinata. A Hinata que eu conheço é alguém dedicada, doce, gentil, educada, prestativa, companheira não é alguém que se convence de nada pelo contrário ela é sempre reservada foi por isso que me apaixonei por ela não acredito que as Hinatas que estamos falando sejam a mesma pessoa.
– Realmente não são, pois a Hinata que conheci é convencida, irritante e muito intrometida. Ela começou a falar de mim como se me conhecesse, maldito dia que o Neji armou aquele encontro.
– De que encontro você está falando?
– Nada demais tio o Neji me fez encontrar a prima dele essa tal de Hinata, mas ela é detestável. Entretanto se você gosta, ou melhor, ama ela eu respeito sua decisão, que ela mereça seus sentimentos, pois se ela machucar você vai se vê comigo.
Nagato sorriu do jeito protetor do sobrinho e o abraçou acariciando os fios loiros. Os dois se separam e assim foram descendo as escadas da mansão. Conversaram até chegarem à garagem aonde antes de cada um entrar em seu carro Nagato olhou o sobrinho e disse.
– Obrigado Naruto, mas sou eu que tenho que merece-la.
Naruto um pouco confuso entrou no carro e deu a partida, logo em seguida Nagato fez o mesmo com o seu carro e assim os dois seguiram cada um por seu caminho.
Mas algo dentro dos dois queimava, principalmente dentro do loiro e ele não sabia bem o que era.
– Você a ama tio? Como?
Naruto não entendia se as dúvidas que assolavam sua mente eram por causa do tio, ou se ele estava começando a perceber que talvez Hinata não fosse tão convencida ou irritante como ele pensava, só talvez...
Pov’s Nagato
Estou tão nervoso, me sinto como um adolescente que vai ter seu primeiro encontro. Ainda sim mesmo carregando essa felicidade minha cabeça fica relembrando as palavras do meu sobrinho.
E uma coisa eu percebi por mais que ele dissesse que Hinata era metida e irritante e de como ele a odiava, no fundo dessas palavras eu sentia que existia algo a mais que ódio, talvez seja somente uma breve impressão afinal os dois mal se conhecem.
Antes de ir até o apartamento de Hinata resolvi passar em alguma floricultura que se encontrasse aberta. Por sorte ao virar o quarteirão encontrei uma simples barraquinha cheia de flores. Estacionei o carro e desci do mesmo.
Uma moça de aparência simples que não deveria ter menos de 28 anos estava atendo um rapaz, sorridente ela entregava o arranjo. Aproximei-me da barraca e comecei a observar as flores expostas ali, eram todas lindas e nem sabia qual escolher para Hinata.
A moça me olhou docemente e perguntou se poderia ajudar:
– Estou procurando, querendo um arranjo bem bonito para dar a uma pessoa muito especial, mas são tantas flores lindas que nem sei qual escolher.
– Assim as flores são lindas mesmos, minha mãe e eu cuidamos muito bem delas. Você poderia me dizer como essa pessoa é e eu posso ver qual flor se encaixa melhor com ela.
– Pode ser. Bom ela é uma garota doce, gentil, educada, tímida, mas muito amiga e companheira. Quando ela sorri parece que uma luz quente a envolve, seu olhar tem um brilho diferente, ela faz você querer desejar estar sempre ao seu lado. Ela é muito especial.
– Vejo que alguém aqui está bem apaixonado. – Ela sorriu tímida. – Bom pelo que o senhor descreve e pela sua condição amorosa um arranjo com rosas brancas ficaria perfeito. Que tal?
– Perfeito ela ama rosas brancas pode fazer um arranjo bem bonito.
– Pode deixar.
Não demorou muito e a moça me entregou o buquê paguei a ela e agradeci desejando uma ótima noite. Dirige-me até o carro e entrei dando a partida até o apartamento de Hinata.
Cheguei até o condomínio onde Hinata mora, ela saiu da casa dos pais para ter sua vida sem a influencia dos Hyuugas e Neji também, os dois queriam conquistar seus méritos através de esforço e perseverança, por eles mesmos e foi isso que conseguiram batalhando muito juntos.
Estacionei o carro e segui para a portaria do prédio, antes de fechar a porta peguei o arranjo e assim sai. Chegando a portaria avisei o porteiro que Hinata me esperava o mesmo já me conhecia e disse que ela me aguardava, agradeci e segui para o elevador.
Enquanto via os números dos andares irem subindo eu me sentia cada vez mais ansioso; eu acredito que todos nós temos um recipiente de sentimentos dentro de nós e uma hora ele transborda bom o meu transbordou há algum tempo e hoje decidi que vou me declarar a ela.
As portas do elevador se abriram e eu passei a caminhar pelo corredor não muito comprido até chegar ao apartamento 235. Toquei a campainha do apartamento e não aguardei muito e Hinata abriu a porta.
Ela estava linda, não deslumbrante, os cabelos que normalmente são lisos estavam com as pontas enroladas, cheias de cachos bem definidos, um laço dourado estava posto nos cabelos a deixando com um ar de menininha, o vestido que ela trajava era simples, mas ainda sim belo. Era um rosa não muito escuro, com um laço da mesma cor, detalhes em roxo rodeavam o vestido. Nos pés ela calçava um sapato rosa com um laço azul. Uma pulseira preta simples estava em seu pulso direito e um colar preto com uma pedra vermelha adornava seu pescoço.
Roupa de Hinata
– Você está linda, belíssima Hina.
– Nagato-san assim eu fico encabulada, obrigada. Entre, por favor, já estou terminando.
– Sem pressa Hina a noite só está começando.
Ela me deu um de seus lindos sorrisos e assim adentrei o humilde apartamento dela. Hinata é alguém bem simples, mas de excelente gosto. A decoração simples, mas ainda sim moderna e bem detalhada davam ao seu apartamento todo um conforto, tudo ali dentro lembrava ela, tinha a cara dela.
– Ah Hina essas flores são para você. – Ela pegou o buquê e levou as pétalas de rosa ao rosto sentindo a textura. Seus olhos brilharam em agradecimento e eu sorri. – Obrigada Nagato eu amei as rosas. Vou por num vaso.
Ela se direcionou para a cozinha e eu fiquei a observando se distanciar. É tão bobo o jeito que fico ao estar perto e longe dela, pode alguém se apaixonar e guardar por tanto seus sentimentos? Se formos pensar no amor não conseguiríamos pensar numa forma definida, mas no meu ponto de vista quando o amor é verdadeiro o vejo como um belo, límpido, um perfeito cristal sem manchas.
Fui despertado do meu transe com um toque suave no meu ombro, olhei para cima e lá estava ela sorrindo iluminada por uma luz invisível aos outros, o olhar doce e translucido.
– Vamos Nagato?
– Claro. – Segurei em sua mão e distraidamente entrelacei meus dedos aos dela, ela não se importou nem se afastou para minha surpresa apertou minha mão. Sorri internamente com aquilo e ao olhar no fundo dos seus olhos senti uma calmaria tão grande, Hinata me salvou de um momento obscuro da minha vida ela foi uma espécie de redenção, ou uma salvação trazida pelo destino. E é essa foi uma das razões pela qual me apaixonei por ela e ao olhar nos seus olhos mais uma vez o medo que sentia de dizer a ela tudo o que sinto desapareceu deixando no lugar uma sensação de tranquilidade.
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Chegamos ao restaurante em 20min por mais que Hinata more num lugar simples ele fica perto de tudo. Como ela não gosta de lugares lotados a levei num restaurante italiano que adoro. O lugar é totalmente ela acho que por isso que gosto tanto daqui, simples mais agradável um ambiente neutro.
Acomodamo-nos em nossos lugares e o garçom veio nos trazer o cardápio. Ela observava o lugar detalhadamente, o olhar curioso de menina me encantava. Se eu pudesse descrevê-la em uma só palavra seria perfeição. Mas calma não é aquela perfeição de uma visão de tudo certo, não ela têm defeitos sim e eu amo cada defeito dela, suas manias um pouco torpes, seu jeito de ver as coisas.
Ela sempre brinca com o cabelo quando está nervosa ou sem graça, ela tem mais de um sorriso, ela sorri de um jeito quando está envergonhada, ri de outro quando acha algo muito engraçado, ri quando não quer chorar e ri de felicidade quando conquista algo.
Seus defeitos não são muitos, mas também não são poucos, são na medida. Ela é desajeitada, muito acanhada, ela se acha inferior aos outros, acredita que não é útil em nada e eu odeio quando ela diz isso, pois pra mim ela é útil em tudo me pergunto o que seria da minha vida sem ela por perto. Ela fala dormindo, ela é pessimista, ela roí as unhas quando está ansiosa.
Suas manias são bobas, ela sempre deixa uma moeda antiga que nem se fabrica mais na carteira dizendo que é para atrair dinheiro, ela te abraça quando chove, pois por incrível que pareça ela tem medo. Todavia a mania que eu mais amo é que sempre ela te olha nos olhos e sorrindo diz que tudo vai ficar bem. Se eu tivesse um livro e você o abrisse veria que o começo e o fim dele são ela.
São todos esses minuciosos detalhes que disse que me fazem a cada dia ama-la sempre mais.
Sem me dar conta eu a observava como um bobo e claro ela ficou vermelha.
– Nagato o que houve? Tem algo errado? Por que me olha assim?
– Só estou te observando, e se tem algo errado claro que não hoje você está perfeita, como sempre está.
– Obrigada
Sua mão estava exposta sobre a mesa então a segurei e entrelacei nossos dedos mais uma vez e olhei bem dentro de seus olhos. Era agora. Eu sentia um calor interno difícil de explicar, a garganta chegava a doer parecia que as palavras queriam sair gritando. Engoli em seco e comecei:
– Sabe Hina eu venho há algum tempo, na verdade há um longo tempo querendo te contar algo importante, mas nunca tive coragem, até agora.
– O que é Nagato? Pode falar.
– Eu só quero que antes demais nada você me prometa que nada vai mudar depois do que te disser.
– Você está me deixando curiosa.
– Prometa.
– Está bem eu prometo.
Seus olhos brilhavam, e meus lábios estavam secos implorando para tocarem os dela. Minha mão suava, e minhas pernas embaixo da mesa tremiam. Eu sentia um frio na barriga como um jovenzinho apaixonado. Só que a única coisa que eu não sentia era medo, pois olhar pra ela me trazia uma paz que nenhuma outra pessoa poderia me dar e é agarrando essa sensação que resolvi declarar tudo o que guardei durante esse tempo.
– A verdade Hina é que eu não me vejo mais longe de você, a todo o momento, a todo instante eu penso em você. Meu coração palpita sabe e ele bate forte assim só quando estou com você. – Peguei a mão dela e coloquei no meu peito. – Sente isso? Ele só fica assim por você, nenhuma outra mulher consegue deixa-lo assim. – Seu rosto se encontrava ruborizado, levei minha mão até seu rosto e o acariciei. – Eu amo quando você fica vermelha por ouvir algo que te constranja, eu amo quando você enrola o cabelo por estar nervosa, eu amo seus diversos sorrisos, o de felicidade, o de tristeza, o de vergonha e o de rir por rir. Eu amo o jeito como você vê as coisas, seu olhar é como uma luz quente que me aquece e me tira da obscuridade. Você me salvou de mim mesmo e eu jamais poderei encontrar uma forma de agradecer isso. Eu amo seus defeitos, suas manias, seu jeito pra mim essas pequenas coisas a tornam perfeita, a tornam o que você é. Amar-te é a única certeza a única prova que tenho que ainda estou vivo e se eu vivo é por você.
– Nagato o que você quer dizer com tudo isso?
– Você já sabe a resposta. Hinata eu te amo.
Ela me olhou alarmada e eu sabia que talvez a resposta não fosse aquela que gostaria de ouvir, mas ainda sim eu não me arrependo de dizer o que disse. Eu a amo e mesmo que não seja comigo que ela fique eu vou estar feliz, pois amar também é desejar a felicidade do outro.
– Eu te amo Hina, eu te amo.
Pov’s Nagato on
Eu escuto vozes ao meu redor, sinto dedos entrelaçados nos meus, sinto até lagrimas caírem sobre meu peito, mas não consigo abrir meus olhos e pode ver o que acontece. Escuto gritos desesperados e a voz conheço tão bem. Otouto, meu pequeno Suke. Eu quero segura-lo nos meus braços e dizer que tudo está bem que eu estou aqui, mas minha voz por alguma razão não sai.
Eu quero gritar, mas estou mudo, quero andar, correr, mas estou travado aqui, estou preso a esse mundo paralelo.
– Sasuke estou aqui, não choras eu estou aqui otouto. Sasukeeeeeeeeee
Debato-me, tento sair dessas correntes, mas não saio, eu quero abraçar meu irmão, ver meu tio, minha mãe, meu pai, quero brincar com meus primos eu quero viver.
– Alguém me tira daqui, Suke eu estou aqui, me tira daqui.
Nande? Nande?². Por que minha voz não sai? Por que não consigo abrir meus olhos? Por que sinto meu corpo tão distante e afastado de mim? Por quê?
Eu posso ouvi-los-, entretanto eles não me ouvem. Eu morri? Ou ainda estou vivo?
“Nii-san acorda logo, eu amo muito você, volta Tachi onegai.”
– Meu baka otouto eu também amo muito você pequeno. Eu vou voltar prometo, eu vou sair daqui seja lá onde eu estiver, vou sair daqui eu prometo. Espera-me Sasuke eu volto.
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As horas passaram rapidamente e já estava tarde. Sakura se despediu da mãe e a deixou sobre os cuidados do tio de Yusuke/Sasuke e foi para casa se arrumar.
Já se passavam das 18hs00min estava tão ansiosa. Um jantar com ele, um tempo juntos era disso que precisava. Não entendia bem a razão, ou entendia estava confusa, mas toda vez que estava perto dele, de Yusuke Sakura se sentia bem, se sentia calma era uma sensação tão boa que a invadia. Apaixonada essa era a explicação concreta que tinha para explicar tudo o que estava sentindo.
O amor e suas descobertas, suas sensações com toda certeza, sem nenhuma dúvida Haruno Sakura estava entregue aos braços deleitosos do sentimento chamado amor.
Pov’s Sakura
Corria contra o relógio para poder me arrumar, cheguei em casa e já eram 19hs00, para chegar até aqui demoro uma hora então sem perder mais tempo fui tirando a roupa pelo caminho e nem me lembrava que Ino estava em casa.
– Eita Sakura que pressa é essa?
– Tenho um encontro com o Yusuke e estou em cima da hora. Olá Haninha princesinha da tia. – Aproximei das duas e dei um beijo em ambas para logo em seguida sair correndo em direção ao banheiro.
Tomei um banho de 10min coisa que não costumo fazer, fui para meu quarto terminar de me arrumar. Passei o hidratante no corpo e me dirige ao guarda roupa para procurar algo descente para trajar.
Não sei é o destino me ajudando, ou se é simplesmente sorte, mas ao retirar todos os cabides de dentro do móvel lá estavam eles. Meu vestido azul de cetim com minha jaqueta goth butler. Peguei as duas peças e coloquei por cima do corpo, fazia um tempo que não os usava e os comprei com meu primeiro salário, lembro que quando os vi no manequim babei por eles e juntei meu salário, o primeiro que recebi para compra-los.
Retirei a toalha molhada do corpo e coloquei minha lingerie, para logo em seguida começar a colocar o vestido e a jaqueta. O sapato devo dizer que também me apareceu por sorte, é um sapato edição limitada de modelo diferenciado. É um scarpan com várias cartas de poker na frente, o comprei para uma festa estilo cassino.
Coloquei alguns acessórios, borrifei meu perfume e soltei os cabelos, escovei retirando os nós das pontas e passei a me maquiar. Algo básico e simples, apenas um lápis marrom e uma mascara de cílios, nos lábios um gloss vermelhos.
Dei minha última olhada no espelho, peguei minha bolsa e sai.
Olhei no relógio na parede marcavam 19hs28min consegui me arrumar a tempo pensei. Ino e Hana me olhavam bobas, até ri com as suas expressões.
Roupa de Sakura
– Está linda hein, ou melhor, divina. O Yusuke vai amar ver você assim.
– Obrigada, deixa eu ir descendo, vou encontra-lo lá embaixo. Beijos
– Nem vou te esperar acordada.
–Ino!!
Sai porta afora e desci as escadas do prédio. Para minha surpresa ao descer as escadas eu me esbarrei com ele, Yusuke. O bobo se desculpou e depois reparou que era eu. Devo dizer que seus olhos brilharam e suas pupilas se dilataram. (N/A dizem que a pupila se dilata quando vemos algo que gostamos muito então imagine a reação do Sasuke ao ver a Sakura tão linda). Eu corei ao mesmo tempo em que sorri. Ele segurou em minha mãe e saiu me puxando para o carro.
– Você está linda.
– Obrigada.
Entramos no veículo. Yusuke engatou a chave, mas antes de dar a partida ele me olhou e sorrindo maliciosamente me disse sussurrando em meu ouvido.
– Está preparada, pois a noite hoje vai ser uma criança, só que travessa.
Ele riu como um menino e deu a partida. É a Ino faz bem em não me esperar acordada.
Pov’s Sakura off
Pov’s Sasuke
Sakura estava linda, tão bela parecendo uma deusa. Não conseguia deixar de me deslumbrar, sinto que essa noite promete muita coisa. Durante o caminho conversamos bastante, assuntos triviais, sem muito nexo, mas era apenas para não deixar o caminho todo num mar de silêncio.
Não demorando muito chegamos a minha casa, estacionei o carro em frente. Desci do carro, dei a volta e abri a porta para Sakura pegando em sua mão. Claro que ela riu da minha atitude, mas essa noite tem que sair tudo perfeito.
– Sakura antes de entrarmos queria que fechasse seus olhos.
– Para que? – Ela arqueou a sobrancelha em um misto de confusão e curiosidade.
– Surpresa.
Sem dizer mais nada ela fechou os olhos e eu a vendei. Aproximei de seu ouvido e sussurrei.
– Apenas confie em mim. – Ela arrepiou-se.
Fui a guiando até entrarmos. Devagar fui desatando o nó da venda e pedi para que ela abrisse os olhos. As esmeraldas brilharam.
Minha sala estava toda a luz de vela e com a lareira acessa o chão repleto de pétalas de rosas, na mesa de centro uma garrafa de champanhe e duas taças, ao lado nosso jantar feito por mim.
Escolhi algumas músicas que tocavam criando músicas de fundo. Aos meus olhos e acredito que aos olhos dela estava tudo lindo e perfeito.
– Yusuke está tudo tão lindo.
– Especialmente para você. Sakura eu preciso te dizer algo importante.
– Tudo bem pode falar querido.
Eu vi a doçura que aquele olhar tênue possuía naquele exato momento. Um medo tão grande me invadiu, medo de nunca mais poder ver aquele brilho outra vez. A abracei contra meu peito e beijei o topo de sua cabeça.
– Eu nunca quero te perder, nunca, eu te amo tanto Sakura tanto.
– Eu também de te amo Yusuke, mas não precisava de tudo isso para me dizer que me ama, isso eu já sei. – Ela riu.
– Não é isso, vamos comer primeiro e depois conversamos.
Separamo-nos e nos sentamos sobre as almofadas colocadas sobre o tapete.
O clima favorável, muito agradável. Conversamos e trocávamos caricias e beijos. Acabamos de comer e eu a puxei para dançar. Senti-la perto de mim era tudo que eu precisava.
A música que tocava era uma das minhas preferidas.
http://www.youtube.com/watch?v=N2JW3wVwQPY
Beija-me
Prematuramente, sem piedade e em silencio.
Beije-Me
Pare o tempo, faça crescer o que sinto.
– Eu amo essa música, você sempre acerta né.
– Será que existe uma música dele que você não goste?
– Não, não existem todas são perfeitas. O Sasuke-san consegue transmitir sentimento, as letras parecem feitas para o público, eu sempre costumo dizer a mim mesma que foram feitas especialmente para mim boba eu não? Mas seria tão bom o ouvir cantar uma música feita para mim.
– Você o admira não?
– Sim
– Tô com ciúmes.
– Bobo eu o admiro, mas quem eu amo é você Yusuke-kun.
Beija-me
Como se o mundo se acabasse depois
Beija-me
E beijo a beijo põe o céu de ponta-cabeça
Beija-me
Sem razão, porque quer o coração.
Beija-me
Ela me beijou segurando em meus cabelos e circundando meu pescoço. Segurei-a pela cintura e me entreguei ao momento. Era tão doce e calmo aquele beijo. Um beijo de amor. Mas minha mente pensava na maneira de falar a ela a verdade. E de como eu faria isso. Depois de ouvir tudo o que ela disse sobre mim eu senti que Sakura não é aquilo que eu pensava, ela é superior a tudo.
Ela não é uma princesa, uma condessa, uma baronesa, ou uma rainha não para mim todos esses títulos de nobreza não são nada.
Sakura é apenas uma mulher, uma linda mulher e para mim só isso basta.
Sinta-me
No vento... Enquanto eu, morro lentamente.
Beija-me
Sem motivos e estarei sempre contigo
Beija-me
Como se o mundo se acabasse depois
Beija-me
E beijo a beijo põe o céu de ponta-cabeça
Beija-me
Sem razão, porque quer o coração.
Beija-me
O beijo ia se aprofundando cada vez mais e quando dei por mim já estava deitando Sakura sobre o tapete. Minhas mãos se deslizavam sobre as mangas da jaqueta e as alças do vestido, as retirando. Eu sentia a textura suave e macia de sua pele.
Beija-me
Como se o mundo se acabasse depois
Beija-me
E beijo a beijo põe o céu de ponta-cabeça
Beija-me
Sem razão, porque quer o coração.
Beija-me
O ar nos faltou e separamo-nos. Nossos olhos se fitavam, eram esmeraldas contra ônix. Os lábios delas entrem abertos um pouco inchados me chamavam, aclamavam para serem tomados novamente. Nesse momento eu já não tinha percepção demais nada somos apenas nós dois e somente.
Mas minha mente por um breve instalo me lembrou da razão de tudo aquilo. Então comecei a tentar falar.
– Sakura eu preciso falar com você.
– Yusuke hoje, agora esqueça tudo. Fale-me depois o mais importante agora somos eu e você.
Ela me beijou novamente e eu mandei qualquer resquício de sanidade para longe. Minhas consciências não sabiam se gritavam de euforia ou reclamavam por eu não contar a verdade.
Eu quero esquecer agora quem sou quero apenas lembrar-me da mulher que está comigo. Somente isso.
Lentamente fui retirando as peças de roupa que ela trajava, enquanto tomava seus lábios. As mãos finas e delicadas puxavam meu casaco para baixo o retirando. Os botões da minha camisa, um a um foram sendo abertas até meu peito ficar desnudo.
O vestido e a jaqueta deveriam estar num canto da sala juntamente com minha blusa e meu casaco.
Meus lábios foram descendo para o pescoço dela, o beijando, e dando leves mordidas. Minhas mãos passeavam sobre a pele branca e meus dedos a marcavam. Os baixos e abafados gemidos me enlouqueciam, atiçando-me.
Sakura puxava sem muita força os fios dos meus cabelos, suas unhas arranhavam-me as costas, era excitante.
Minha calça já começava a ficar apertada me deixando dolorido. Só que hoje não quero apenas mais um troféu para minha coleção, não quero sexo, eu quero amor. O amor da mulher que amo.
– Yusuke eu quero você . – Aquelas palavras mandaram embora minha lucidez. Eu olhei nos olhos dela e sorrindo disse. – E eu quero fazer amor com você.
Beija-me assim, sem compaixão.
Fique em mim, sem condição.
Dê-me apenas um motivo
E fico eu. (3x)
Ela sorriu para mim enquanto seu rosto ficava vermelho. Eu tomei seus lábios para mim novamente esquecendo-me de tudo e apenas me concentrando no momento que eu estava tendo.
Não era aquilo que eu tinha planejado, saiu do meu plano o que eu realmente queria, mas eu estava ali com ela, começando a ama-la me entregando verdadeiramente pela primeira vez a uma mulher. E isso no meu ponto de vista é mais importante que um simples nome.
– Eu te amo Sakura.
O amor tem diversas faces, diversas formas, todas elas eram desconhecidas para mim até conhecer você. Se eu estou no meio de um labirinto diria que ele é você, pois somente você me deixa perdido, mas não tem problema e sabe por quê? Porque a única consequência que vai ter se eu me perder em você é cair nos seus braços.
(Black Swan- Colecionista de Canções)
Continua...
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