Colecionista De Canções
32 CAPÍTULO XXXII – LA CANCION ES EL AMOR
Notas iniciais
Eu sentia meu corpo todo em chamas, há muito tempo eu não me lembrava da sensação de prazer, êxtase, estar assim com Nagato me faz sentir coisas já esquecidas por mim. Nagato não é o primeiro homem com a qual me relaciono, mas é o primeiro que me trata com tanto carinho.
Seus dedos ágeis foram abrindo o zíper do meu vestido, seu toque suave e delicado em minha pele acompanhado pelos beijos que ele distribuía em minhas costas estava fazendo meu corpo inteiro se arrepiar, eu mordia os lábios de excitação e desejo.
Lentamente o vestido foi caindo pelo meu corpo até chegar ao chão, minhas mãos um pouco tremulas foram retirando cada peça do conjunto de Nagato, quando finalmente deslumbrei seu corpo comecei a beija-lo.
— Desculpe, não sou muito atlético.
Encarei seus olhos violetas tão lindos e intensos, sorri.
— Você é perfeito.
Nagato foi deitando-se sobre mim, o choque do contato de nossas peles me fez tremer, seu beijo era doce e calmo, suas mãos passeavam sobre meu corpo, distribuindo beijos por ele, foi descendo devagar até chegar a minha calcinha, eroticamente ele foi a retirando com seus dentes sem deixar de me encarar, não pude conter a vontade de agarrar seus cabelos. Meu corpo parecia ganhar vida própria nesse momento, minhas pernas foram se abrindo voluntariamente, o ruivo me deu um sorrisinho de lado.
Pedindo-me permissão com o olhar ele começou a introduzir sua língua em minha intimidade, o ar saiu de meus lábios em forma de suspiro, suspiro de deleite. Os movimentos de sua língua em minha cavidade me fazia sentir-me como se correntes elétricas invadissem todo o meu corpo, minhas mãos se agarravam aos finos lençóis e a outra afundava na cabeleira ruiva o incentivando continuar. O movimento de sucção que sua língua estava fazendo, fez meu corpo arder em chamas, eu não aguentaria isso por mais tempo.
Nagato pareceu ler meus pensamentos e parou de me chupar e voltando a me beijar com ardor foi posicionando seu membro em minha cavidade, seu olhar era doce e ao mesmo tempo luxurioso, eu sentia certa tristeza por ele não ter sido o meu primeiro, não pude evitar que algumas lágrimas caíssem. Ele me olhou preocupado.
— Hana está tudo bem? Você se arrependeu não é?! Tudo bem nós podemos parar por...
Coloquei meu dedo em sua boca o silenciando.
— Nagato eu estou bem, eu me arrependo de algo sim, mas não sobre o que estamos fazendo e sim por não ter esperado um pouco mais, você não será meu primeiro. – Ao dizer isso senti vergonha e desviei meu olhar do dele, porém ele segurou em meu queixo e me olhou cheio de ternura.
— Não me importo de não ser o primeiro, contanto que eu seja o último.
O abracei com força e voltamos a nos beijar, suas mãos começaram a estimular os bicos dos meus seios, os enrijecendo com leves beliscões, eu arfava de desejo e suspirava em seu ouvido. Eu necessitava senti-lo dentro de mim, não queria mais esperar.
— Eu te quero Nagato, agora.
Senti seu membro entrando, um pequeno incomodo me invadia, porém Nagato era atencioso e carinhoso comigo e esperou pacientemente que eu me acostumasse, o olhei nos olhos e assenti para que continuasse, a primeira estocada foi desconfortável, mas depois da segunda o prazer começou a subir pelo meu corpo. Eu tremia em excitação enquanto seu membro entrava e saia de minha cavidade.
Seus olhos carregavam luxúria, suas pupilas dilatadas me encarravam, suas estocadas eram profundas, eu arranhava suas costas e me agarrei mais a ele com minhas pernas quando percebi minhas costas estavam coladas a parede e minhas mãos erguidas acima da minha cabeça, Nagato me segurava firme pela cintura enquanto seu membro me estocava, meu corpo todo estava em êxtase. Nagato sussurrava em meu ouvido e eu podia ver naqueles olhos violetas o tamanho do seu desejo.
— Na..ga..to -. Eu sentia os espasmos tomar conta do meu corpo, eu estava chegando ao meu limite. – Ah, ah.
Minhas unhas afundavam em seus cabelos enquanto seus lábios beijavam meu pescoço, dando leves mordidas.
— Seu cheiro é tão bom Hana.
Eu sentia as paredes da minha intimidade se apertando quando Nagato deu mais uma estocada eu cheguei ao meu orgasmo, ele ainda continuou me estocando até gozar dentro de mim, meu corpo cedeu em seus braços e Nagato nos levou de volta para a cama. Seu beijo era calmo depois do sexo, seus braços me rodearam e colara-me ao seu corpo, um lençol nos cobria enquanto ele terminava de me beijar, meus dedos acariciavam suas madeixas ruivas.
A noite estava calma, a cabeça dele repousava sobre o meu peito. Sua voz era suave.
— Precisamos de um banho.
Seu sorriso indiscreto me fez corar, ele me pegou no colo, Nagato foi nos levando até o banheiro, o chuveiro foi ligado e a água morna foi caindo sobre os nossos corpos, a sensação era boa. Em uma das mãos ele segurava uma esponja, que foi sendo passada pelo meu corpo, seus lábios beijavam meu pescoço enquanto suas mãos continuavam a passar a esponja no meu corpo.
— Achei que íamos tomar banho.
— E vamos, só que do meu jeito.
Seus beijos foram descendo do pescoço para os meus seios, ele começou a chupa-los e beija-los, isso me enlouquecia, de repente senti seus dedos em minha intimidade me tocando e estimulando. Meu corpo começava a queimar por dentro de calor.
— Humm, Nagato...
Minha mão afundava em seus cabelos e a outra apertava seu ombro. Sua boca saiu de meus seios e mordiscou o lóbulo da minha orelha, sussurrando algumas obscenidades. Senti que seu membro estava despertando novamente, comecei a estimula-lo com a minha mão também eu o masturbava no mesmo ritmo que seus dedos me estimulavam.
— Você está me enlouquecendo.
Seus dedos então saíram de minha intimidade e senti certo vazio, mas não por muito tempo Nagato me pegou no colo e eu entrelacei minhas pernas em sua cintura como antes, a água ia escorrendo entre nós, seu membro me invadiu novamente me preenchendo. Suas estocadas eram ritmadas, fortes, nossos lábios se encontravam em um beijo afoito. Nossa noite recomeçava quente, lasciva, tudo estava sendo especial e eu não podia estar mais feliz.
— Eu te amo. – As palavras saíram com tanta facilidade de meus lábios que me surpreendi, Nagato também, ele me sorriu e sussurrou um “eu te amo também”, o abracei firme enquanto me entregava ao prazer do meu segundo orgasmo.
***
O show havia sido maravilhoso, mesmo com o meu pronunciamento do fim do meu namoro com Sasuke às pessoas continuaram me apoiando, cantando junto comigo e tudo foi tão especial, tão mágico que eu não conseguia deixar de sorrir. Madara me parabenizou pelo lindo show, suas mãos carregavam um belo buquê de rosas que ele me deu de presente, o abracei emocionada e agradecida.
— Tudo isso está acontecendo graças a você.
— Não querida, graças a você, ao seu talento.
Despedimo-nos e cada um seguiu para seu quarto, ao entrar no meu fui me dirigindo até a janela a vista para a cidade era belíssima, abri-a e a brisa leve que me acariciou o rosto me trouxe lembranças fiquei imaginando como Sasuke está se sentindo agora que o irmão voltou para ele, com certeza ele deve estar se sentindo feliz espero que com a volta de Itachi na sua vida ele consiga se tornar alguém melhor.
Fechei a janela e comecei a me despir para tomar um banho e dormir, é tudo que preciso agora, um bom banho e algumas horas de sono para recuperar a energia para o próximo espetáculo. Digo a mim mesma para seguir em frente e deixar para trás o que passou, por mais que seja difícil fazer isso só que essa é a escolha que tomei e agora preciso tocar minha vida da maneira que ela foi direcionada.
Um pensamento me veio à cabeça, será que tudo isso que ocorre agora estaria acontecendo se Sasuke não tivesse feito o que fez? Será que eu estaria ainda no restaurante servindo mesas, ou recepcionando alguém? A ideia de que o mal que ele me fez acabou se tornando um bem me passou pela cabeça, porém não significa que eu o perdoe ou volte para ele, Sasuke precisa aprender a deixar as pessoas irem quando necessário e acho que essa separação o fará ver isso.
Sinto muito que ele tenha que aprender dessa forma, mas pelo menos esse bom tempo afastados nos fará crescer mais como pessoas e evoluir. Enquanto tomava banho fiquei pensando no repertório do próximo show, estou feliz que as pessoas estejam gostando de mim e me conhecendo como Sakura e não como uma parte do sucesso de Sasuke.
Eu sei que posso ganhar meu próprio estrelato, caminhar com minhas pernas, cantar com minha voz, espero que meus fãs estejam preparados para isso porque eu sei que estou.
***
Acordar no meio da noite com o sono do piano sendo dedilhado foi uma surpresa para mim, uma surpresa sem preço, desci devagar as escadas até a sala de música e sem fazer barulho abri a porta e deslumbrei meu irmão entorpecido sobre o instrumento parecendo viajar pelo som que saia do órgão.
Seus longos cabelos soltos caindo sobre o rosto de longe lembravam mamãe, a intimidade única que existe entre ele e o piano me emocionava quando as últimas notas foram tocadas não resisti em aplaudi-lo o que fez ele levar um pequeno susto, ficar surpreso e envergonhado.
— Você me assustou.
— Você estava tão leve que eu não quis interromper, você lembra a mamãe assim.
Ele percebeu que me referia a seu cabelo, tocou-os com as pontas dos dedos e me olhou de volta.
— Acha que preciso cortar?
— Não! Você fica bem assim.
— Também acho.
Itachi parecia cansado, o ajudei a ir até seu quarto onde o deixei aos cuidados de sua enfermeira, me despedi e dirigi-me para o meu. Ao entrar no meu quarto fui andando ate a janela onde deslumbrei a paisagem noturna, comecei a pensar como ela estaria agora, o que está fazendo, e se tudo está indo bem; não podia deixar de ouvir minhas consciências dizendo que eu poderia estar lá com ela, compartilhando junto dela esse momento, contudo por pura futilidade eu estou aqui sozinho no meu quarto porque a deixei partir.
Olhei para o criado mudo e fitei o aparelho, o peguei em mãos e disquei o número já tão conhecido, esperei chamar e tocou algumas vezes até cair na caixa postal, claro que ela não me atenderia, fiquei imaginando que recado poderia deixar para ela então comecei a cantar uma parte da música que compus para ela.
A gravação ficou grande demais espero que ela ouça e possa senti um pouco dos meus sentimentos. Deitei na cama fria e o perfume dela ainda exalava do travesseiro, aquele aroma floral que ela tem, abracei-o com força e adormeci me sentindo de certa forma um pouco próximo dela.
***
Ainda não conseguia acreditar no que havia descoberto hoje mais cedo, meus pensamentos se encontravam completamente embaralhados, ao chegar em casa e contar aos meus irmãos eles ficaram surpresos igual a mim, Temari não conseguia acreditar em tal possibilidade.
— Ela só pode estar mentindo, com certeza o dinheiro acabou e agora ela quer te dar esse golpe Gaara. Você precisa fazer esse exame, e é claro no laboratório de confiança da família.
— Eu vou ir amanhã mesmo. Mas Temari até mesmo o Shikamaru disse que a garota é igual a mim, ele não ganharia nada me dizendo isso.
— Gaara é bom não se prender na ideia, mas caso isso seja verdade você tem noção que tem uma filha de quatro anos que não deve saber nada sobre você e que se Aimi morrer ela vai ser sua responsabilidade?
— Sei bem disso, e é por isso que preciso confirmar essa história o mais rápido possível. Como uma coisa dessas pode estar acontecendo logo agora que estou feliz e bem com a Ino?!
— Deve estar sendo bem duro para ela.
— Ela disse que vai estar do meu lado seja como for, mas não vai ser fácil para ela isso tudo.
Deixei meus irmãos na sala e fui para meu quarto a fim de tomar um banho para tentar relaxar, mesmo a ideia parecendo um pouco impossível. Enquanto deixava a água quente cair sobre meu corpo eu pensava na ideia de ser pai, pai de uma garotinha. Fiquei tentando visualizar uma garotinha com as bochechas rosadas, os cabelos ruivos e olhos verdes, mãozinhas gordinhas e pequenas ela é mais velha que a sobrinha da Ino, mas já imaginei as duas brincando juntas. Ah Deus não posso me deixar iludir, meu sonho sempre foi ter uma família e agora bate na minha porta uma filha que não sei nada sobre ela.
Desliguei o chuveiro e vesti um roupão, joguei-me a cama e fitei o celular, o peguei nas mãos e liguei para ela.
— Mais rápido do que imaginei.
— Eu quero vê-la.
— Não sei se é uma boa ideia.
— Escuta aqui Aimi, você sumiu por quatro anos, levou todo meu dinheiro, me deixou afundado e agora você volta dizendo que sou pai de uma garotinha, tenho direito de vê-la, você me deve isso depois de tudo não é.- Escutei-a suspirando pesado pelo outro lado da linha.
— Está bem, te encontro no parque perto da sua empresa.
— Ótimo, e amanhã mesmo vamos ao laboratório para fazer o teste de paternidade.
— Tudo bem Gaara.
— Aimi, se essa menina for mesmo minha filha jamais vou te perdoar por escondê-la de mim. – Desliguei o telefone sem esperar sua resposta, pensei em ligar para minha Ino, mas resolvi deixa-la respirar um pouco, ela precisa de um tempo para isso.
Deitei meu corpo cansado sobre a cama e acabei cochilando, só despertei quando Temari me chamou para jantar. Amanhã o dia vai ser bem tenso e cheio de surpresas. Hiromi será que você realmente é minha filha?
***
Minha cabeça rodava e parecia pesada, quando parece que tudo vai ir bem cai uma bomba e devasta tudo a sua volta, Aimi foi essa bomba e a notícia dela ter uma filha com Gaara foi a devassidão que acabou com tudo. Sei que a pobre menina não tem culpa, mesmo que seja egoísmo, saber que Aimi pode morrer me deixou aliviada, um pensamento horrível eu sei, mas é o que sinto no momento e não consigo esconder isso, tanto que a senhora Samy perguntou se algo estava acontecendo. Decidi conversar com ela sobre o que se passa.
— Entendo seus sentimentos querida, mas pense que isso não vai mudar o fato de que esse Gaara te ama e não a outra, ele pode ter uma filha com ela, mas é você que ele quer ao lado dele. Um filho é um laço que une duas pessoas sim, contudo não é um filho que faz um casal ficar junto. Essa garotinha pode acabar perdendo a mãe e você sabe como dói perder alguém que nos é próximo e que amamos, pense em como você abraçou, amou e ainda ama e cuida da sua sobrinha essa garotinha vai precisar do mesmo amor e cuidado que você deu a ela. E não olhe a situação como uma bomba em sua vida e na dele, mas como um presente da vida e de Deus, tudo acontece por um motivo Ino, nada é por acaso e se essa mulher voltou agora e contou essa revelação é porque você tem que cuidar dessa menina ao lado do homem que você ama, e vocês vão ser felizes independente do que aconteça.
Abracei-a com força e agradeci muito por seus conselhos, quando terminamos de conversar Hana chegou andando meio bamba até nós e com suas mãozinhas babadas segurou em minha perna pedindo colo.
— Coio, coió.
A segurei em meus braços e a beijei docemente, pensei na Hiromi e senti culpa pelo pensamento de antes, quando perdi Asami foi muito duro e ter Hana em minha vida foi meu consolo, para essa garotinha ter o pai com ela vai ser importante e eu preciso estar com os dois, os apoiando e sendo o pilar que sei que ambos vão precisar e vou fazer isso não por Aimi, mas por uma vida inocente que assim como Hana vai ser um milagre na vida de Gaara e todos nós.
— Obrigada senhora Samy, Sakura tem sorte muita sorte em tê-la.
— Não há de que minha querida, precisando estarei bem aqui.
Levantei com Hana em meus braços e segui para meu quarto, peguei meu celular em mãos e mandei uma mensagem.
Desculpe por não ter te apoiado mais como você merece, saiba que independente do resultado eu estarei aqui para vocês dois, nós vamos criar sua filha juntos e vou trata-la como minha também.
Te amo querido.
Deixei Hana em seu berço e fui tomar um banho, vou aguardar esse exame com o coração na mão, mas com a certeza de que meu amor por Gaara não vai mudar em nada seja Hiromi sua filha mesmo, pelo contrário ele vai ter que aumentar por ele e por ela também.
***
Acordei com uma sensação estranha, a noite pareceu curta depois do show, mas consegui descansar bem, meu celular piscava avisando que tinha uma nova mensagem de voz, fiquei surpresa de quem era, não ponderei que em tão pouco tempo ele iria me ligar. Pensei em não ouvir e somente apagar, porém a curiosidade e também a saudade de ouvir sua voz falaram mais alto.
— Prometi te amar para sempre, e era verdade não havia tinha dúvidas em minha mente, Se o destino teve planos diferentes e te machuquei por acidente, perdão. Se me soltei de você, se não te defendi, foi porque meu coração estava cego. Que estupidez te perder para ver. Desculpa. Não sei se vai chegar a ouvi-la, mas fiz essa música pensando em você e na maneira como te machuquei. Sinto muito por tudo Sakura, eu errei com você, sabe eu acreditava que quando meu irmão voltasse para casa eu ficaria completo outra vez, mas eu não estou, não estou porque você não está aqui, e eu só vou voltar a me sentir preenchido quando você estiver comigo outra vez. Eu te amo colecionista.
Minha pele se arrepiou e as lágrimas ameaçaram cair, respirei fundo para evitar que isso acontecesse, ouvi-lo cantar e cantar uma música feita para mim me deixou emocionada, a vontade de ligar para ele novamente foi inevitável, só que Sasuke precisa sentir isso, culpa pelos seus erros para dar mais valor as coisas e principalmente as pessoas, por mais que isso me doa muito preciso ser forte por nós dois principalmente por mim mesma. Ouvi-lo cantar para mim me inspirou de certa forma. Levantei da cama rápido, em busca de um papel e uma caneta, a letra da música começou a surgir em minha cabeça como o ar que entra nos pulmões. Em cinco minutos havia composto, só precisava agora de um violão para juntar melodia e letra, se Madara gostar o público vai conhecer um lado meu que nem eu mesma sabia possuir ter. O de compositora.
Sai em disparada atrás de Madara pelos corredores do hotel, cheguei ao seu quarto e bati na porta, sua cara de sono e o cabelo amassado indicavam que o acordei.
— Desculpe se te acordei, mas preciso que ouça algo, só que preciso de um violão consegue um?
— Calma querida, acho que a produção deve ter um entra aqui vou ligar a recepção.
Aguardamos alguns minutos e alguém batia na porta, abri rapidamente e lá estava o que eu precisava. O peguei em mãos e me senti tão bem, já faz um bom tempo desde que toquei em um. Madara me olhava confuso e surpreso, apoiei o violão no meu colo e comecei a dedilhar uma melodia pensando na música que acabara de escrever.
Quando senti que havia encontrado a combinação, comecei a cantar para Madara.
***
— Hoje vai ser muito especial, vocês vão conhecer um lado novo meu, o lado que sente, que arrisca o lado que compõe.
As luzes do palco iluminavam-me sentada a um banco e o silêncio da plateia concentrada era o meu encorajamento, meus dedos finos e largos dedilhavam suavemente as cordas do violão, ecoava a melodia das notas suaves e minha voz saiu leve, fechei os olhos e mergulhei na música.
Flash Back On
Disse adeus, virou-se
E você se foi, foi, foi
Sumiu com o pôr do sol
Fugiu
Mas eu não vou chorar
Porque eu sei que nunca estarei sozinho
Pois você é como as estrelas para mim,
Você é a luz eu sigo.
Eu vou te ver de novo
Isso não termina aqui
Vou levar você comigo
Até eu te ver de novo.
Eu posso ouvir os ecos do vento durante a noite
Me chamando de volta no tempo, de volta para você
Em um lugar distante
Onde a água encontra o céu
O pensamento que me faz sorrir
Você é o meu amanhã
Eu vou te ver de novo
Isso não termina aqui
Vou levar você comigo
Até eu te ver de novo
Às vezes eu sinto que meu coração está partido
Mas eu continuo forte e me mantenho firme porque eu sei
Eu vou te ver de novo
Isso não termina aqui
Vou levar você comigo
Eu vou te ver de novo
Isso não termina aqui
Vou levar você comigo
Até eu te ver de novo.
Até eu te ver de novo,
Até eu te ver de novo,
Até eu te ver de novo,
Disse adeus, virou-se
E você se foi, foi, foi.
— Sakura minha estrela você é demais, eu amei sua música não conhecia esse lado seu, na verdade nem imaginei que você tocasse violão.
— Eu sou uma caixinha de surpresas Madara, fico feliz que tenha gostado.
— Gostei não, eu amei. Posso saber de onde veio essa inspiração.
— Da vida.
Flash Back Off.
Quando abri meus olhos novamente eu estava em pé diante dos meus fãs me aplaudindo euforicamente. “Mesmo que você não mereça, Obrigada Sasuke”.
***
Os raios de sol invadiam o quarto e banhavam o corpo dela parecendo uma pintura, uma bela tela pintada por anjos, fiquei deslumbrando-a dormir, sem coragem de desperta-la, beijei suas costas nuas e levantei da cama sem muita vontade. Desci até a cozinha para preparar o café para nós dois.
Enquanto batia a massa para fazer umas panquecas eu senti braços finos circundarem minha cintura abraçando-me, uma cabeça recostava em minhas costas e senti um beijo leve em meu pescoço, virei-me e encontrei de cara com os olhos castanhos, beijei seus lábios docemente.
— Bom dia meu anjo.
— Bom dia. Saiu cedo da cama.
— Não quis te acordar, queria fazer surpresa.
— Desculpe por atrapalhar, vou voltar lá para cima e fingir surpresa.
Nós dois rimos e ela subiu correndo de volta para o quarto. As pequenas bolinhas de massa iam fritando liberando aquele aroma doce e eu lembrei da noite passada, dos gemidos contidos saindo de seus lábios, das nossas peles quentes se friccionando, dos seus dedos finos puxando meus cabelos, olhei para meu peito e vi arranhões não pude evitar sorrir. Terminei de fritar toda a massa e joguei a cobertura de chocolate em cima acompanhada dos pedaços de morango que sei que Hana adora, o café acabado de ser passado subia fumaça, o leite frio já colocado na jarra acompanhava o conjunto da bandeja, subi as escadas com cuidado, abri a porta do quarto com o pé e encontrei uma Hana fingindo acabar de acordar e acabei rindo da cena, ela me olhou com um biquinho nos lábios que achei fofo, depositei a bandeja sobre a cama e começamos a comer.
— Estão maravilhosas essas panquecas. Vou querer dormir sempre com você agora.
Ela ficou vermelha ao perceber o que disse, eu a segurei pelo queixo e beijei suavemente seus lábios.
— E eu vou amar acordar todos os dias ao seu lado.
Ela sorriu como uma menina e eu a abracei dando um beijo no topo da sua cabeça, terminamos de tomar café e fomos tomar banho, só que dessa vez foi só um banho. Ainda podíamos usufruir do lugar por mais duas horas e a levei para conhecer os vinhedos que tinham ali perto.
— Aqui vai ser nosso paraíso particular.
— Gostei da ideia, podemos voltar sempre que você quiser.
— Eu ia amar, mas a propriedade não é nossa querido.
— Agora vai ser. – Dei uma piscada para ela e ela entendeu o que eu quis dizer, me abraçou com cuidado já que eu dirigia. – Nosso paraíso Hana, e somente nosso.
***
Eu senti como se estivesse num palco e uma voz doce cantava para mim, Sakura parecia estar dentro da minha cabeça cantando lindamente e isso me deixou emocionado. Encontrava-me a mesa do café juntamente com Itachi, a enfermeira e Cris que depois de muita relutância sentou-se com a gente para comer. Meu irmão agora estava bem mais corado, parecia bem melhor, decidimos aproveitar o sol que faz hoje para leva-lo para um passeio. Ele me observava atento, sua mania de tentar ler as pessoas chega a ser irritante, seu sorriso de canto me deixava ainda mais irritado com ele.
— O que foi Itachi? Algum problema?
— Nenhum, não posso olhar para o meu irmãozinho que agora não é tão pequeno assim.
— Te conheço bem suficiente para saber quando quer dizer algo.
— Quando chegarmos ao parque eu te mostro.
Fiquei bem curioso confesso com o que ele disse, ao chegarmos ao parque que costumava vir às vezes com Sakura senti certa nostalgia, saudade. O perfume das cerejeiras banhava o ambiente e a brisa leve da manhã trazia consigo lembranças de piqueniques e caminhadas ao lado dela.
Fui empurrando a cadeira até perto de um banco debaixo da sombra de uma árvore, mas o sol ainda batia ali, perfeito assim não tomaríamos sol de menos e nem demais, sentei ao banco e deixei Itachi do meu lado, fiquei encarando-o esperando que ele falasse logo.
— Agora é você que está com algum problema?
— Deixa de ser sínico Itachi, o que você tem para me mostrar.
Ele pegou o meu celular e me mostrou um vídeo, no começo não entendi o porquê dele estar me mostrando um vídeo do que parecia ser um show, a plateia parecia concentrada na pessoa que cantava e foi quando percebi que era ela cantando, sua voz era doce e suave, parecia um couro de anjos, a letra da sua música não me era estranha e então eu vi que era a música que eu escutara mais cedo dentro de meus pensamentos, é como se fossemos conectados e eu pudesse senti-la em mim mesmo estando separados. Eu senti como se a música fosse para mim e fiquei feliz em imaginar que assim como eu compus para ela, Sakura também fez o mesmo para mim.
— Quem te mandou isso?
— Tio Madara gravou e me mandou. A Sakura compôs essa música e cantou hoje no show.
— Conversamos através da música Itachi.
As lágrimas desceram de meus olhos e eu as sequei, mas não senti vergonha, pois um homem que chora pela mulher que ama não é fraqueza ele apenas demonstra que também tem sentimentos.
— Eu vou recuperar a mulher que amo, não importa quantas músicas eu tenha que compor, eu vou trazer Sakura de volta nii-san.
— O tempo se encarregara do resto otouto e eu vou te ajudar no que precisar.
Abracei meu irmão feliz, feliz por tê-lo de volta, feliz por poder aprender com ele o que é ser um homem de verdade, feliz por meu irmão estar do meu lado, simplesmente feliz.
— Eu te amo nii-san.
— Eu também otouto. E sei que a Sakura também.
— Assim espero.
“É a vontade de estar com você que permanece viva, ardendo em chamas dentro de mim, é esse amor lindo que faz meu coração bater todos os dias mesmo não estando perto um do outro, eu sei que ainda temos uma chance acredite em mim quando digo. É amor, simples e belo amor só é preciso que você veja querida, assim como eu.” (Black Swan – CDC).
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