Colecionista De Canções

33 CAPÍTULO XXXIII – MI FELICIDAD ES TU FELICIDAD


Notas iniciais
Boa Madrugada, mais um capítulo de Colecionista para vocês. Espero que gostem

Quando a manhã veio trouxe junto à ansiedade que me consome desde ontem à tarde, não consegui comer direto de nervosismo e isso deixou Kankurou preocupado e Temari irritada, contudo não consigo evitar me sentir assim, o que me deixa mais tranquilo é o apoio de Ino, ler sua mensagem ontem antes de ir dormir me deixou mais leve, sei que vou contar com o apoio dela não importa o que aconteça.

Terminei o pouco café que peguei e escovei meus dentes para sair logo em seguida, enquanto dirigia para encontrar-me com Aimi minha mente trabalhava sem parar sobre tudo o que aconteceu nesses últimos quatro anos, um filme se passou na minha cabeça da vida que tive ao lado de Aimi e fiquei pensando se ela não tivesse me traído, roubado e fugido será que estaríamos juntos formando uma família nesse momento? Mas quando penso nisso, vejo todas as lembranças boas ao lado de Ino e Hana se apagarem, elas não existiriam em minha vida e eu não troco isso por meras futilidades ao lado de uma mulher que foi capaz de fazer o que fez.

Depois de uns quinze minutos cheguei ao local marcado, estacionei e desci do veículo. Ao longe avistei a cabeleira escura dela, ela segurava a mão de uma garotinha pequena com duas amarrações ao lado da cabeça, um cabelo ruivo grosso e um pouco mais claro que o meu, a garotinha brincava na areia do parque, fui me aproximando devagar e quando cheguei perto às duas se viraram para mim, os olhos daquela pequena gracinha eram tão verdes quanto os meus, suas bochechas rosadas e gordinhas a davam uma feição doce e gentil, mãozinhas pequenas seguravam as mãos grandes e finas de Aimi, quando me viu a garotinha se soltou e veio andando em minha direção, agarrou minhas pernas e sorriu para mim.

— Papai?

Sua vozinha fina e delicada me chamando de papai me deixou emocionado, abaixei-me e a peguei em meus braços, ela passou aquelas mãozinhas em meu rosto e ficou o acariciando, seus olhos vidrados nos meus. Olhei para Aimi que estava parada parecia chorar, me sentia confuso e atordoado. Como ela sabia que eu podia ser seu pai? Meio que adivinhando o que se passava comigo ela veio se aproximando de nós.

— Mamãe, papai? – Hiromi perguntou a ela e ela acenou com a cabeça que sim, a pequena deitou sua cabeça em meu ombro e me abraçou pelo pescoço com seus bracinhos curtos, sua atitude fez meu coração bater em disparada, eu sentia algo estranho ao tê-la assim tão perto, eu sentia que devia protegê-la, eu senti esse instinto e isso mexeu comigo de uma forma indescritível.

Com ela ainda em meus braços fui caminhando até Aimi, que agora se encontrava sentada a um banco, sentei ao seu lado e Hiromi se acomodou nas minhas pernas, parecia não querer se desgrudar de mim, contudo a contra gosto sua mãe a colocou no chão e pediu para ela ir brincar, mas não muito longe e assim ela foi. Um suspiro pesaroso saiu de seus lábios e a encarando tão de perto eu pude notar a mudança em sua aparência, às olheiras eram mais escuras, seu cabelo que antes brilhava estava opaco um pouco ralo, sua pele estava pálida e ela parecia mancar um pouco enquanto andava, aparentemente sua doença era real. Então voltando seu olhar para mim ela começou.

— Eu nunca escondi dela quem era o seu pai, sempre mostrei fotos suas, contei sobre você então sim ela sabe que você é pai dela.

— E se eu não for? – Ela me fuzilou com o olhar.

— Mesmo a conhecendo agora ainda acha isso? Ela é sua cópia e você sente quando a conexão de pai e filha. Você não sentiu nada quando a viu ou até mesmo quando se abraçaram? – Sua pergunta não necessitava de uma resposta porque meu desvio de olhar respondeu por si só. – É claro que sim, escute Gaara eu não quero seu dinheiro, eu ainda tenho uma boa quantia daquilo que lhe roubei, eu não me orgulho do que fiz e sei que te magoei, mas acredite que só voltei por ela, ela merece conviver com você e você com ela. Eu vou morrer e não quero que minha filha fique só no mundo. Eu trouxe isso para você ver.

Ela tirou de sua bolsa um envelope desses de tomografias, ou ultrassons, abri e comecei a ler seu conteúdo e ver as imagens feitas. O diagnóstico não mentia, Aimi realmente está doente e tem pouco tempo de vida, o laudo mostra um tumor no seu lado esquerdo do cérebro.

— Mas você pode fazer tratamento não?

— Meu caso não tem solução, eu estou fazendo tratamento, porém o meu câncer já cresceu muito e não posso operar, o tratamento só diminui as dores de cabeça, a ânsia, as tonturas, mas não tenho salvação se tivesse eu não estaria aqui agora.

— Você quer dizer que eu não ficaria sabendo que tenho uma filha caso essa doença não se manifesta-se?

— Gaara você iria querer me ver na sua frente caso a situação não fosse essa? Você mal acredita no que digo com isso acontecendo quem diria se eu tivesse saudável. E eu não precisaria de você, eu vivi quatro anos com ela muito bem não esperava que isso me ocorresse, talvez de alguma forma eu esteja sendo punida pelo que ti fiz, só que Hiromi é inocente e não merece pagar pelos meus erros.

— Eu não suporto você. Eu...

— Nunca vou te perdoar, eu não ligo, eu só me importo com ela e nada mais.

Conversamos mais um pouco até finalmente irmos ao laboratório, fomos no carro de Aimi já que o meu não possui cadeirinha, Hiromi não parava de tagarelar, para uma garota de quatro anos ela fala muito, bem diferente de mim que na sua idade era tímido e reservado, chegamos ao laboratório e a aflição só aumentava, quando coletaram nossos materiais para comparação eu me sentia nervoso, e ainda precisaríamos aguardar 48h para o resultado ficar pronto, só que por algum motivo, talvez o que Aimi disse sobre a conexão, o que chamamos de laços eu sentia –me ligado a Hiromi e dentro do meu coração eu não tenho dúvidas. Ela é minha filha e mesmo que esse pedaço de papel diga o contrário eu vou continuar me sentindo assim.

***

Hoje começa a minha fisioterapia, a apreensão toma conta de mim e isso pode ser visto nos meus olhos, Sasuke está comigo enquanto aguardo a sala da porta se abrir, estou nervoso, não sei como as coisas vão se passar, ainda é tudo muito novo para mim, eu estou congelado num tempo que não existe mais e tenho que me acostumar com a ideia de que eu parei as coisas ao meu redor não.

A fisioterapeuta me chamou e meu irmão entrou comigo, com a ajuda de seu assistente eles me tiraram da cadeira de rodas e me deitaram num tatame, os exercícios começaram, doía e muito, o simples movimento de dobrar e esticar a perna me incomodava.

— Para! Pa... para. Não consigo.

Meu irmão se sentou ao meu lado e segurou na minha mão.

— Itachi eu sei que deve estar sendo difícil, doloroso, mas você precisa fazer isso para voltar a andar normalmente. Por mim nii-san força.

Respirei fundo e assenti, a fisio recomeçou os exercícios, mas eu não conseguia aguentar mais cinco minutos.

— Por favor, não dá.

— Tudo bem senhor Itachi, é normal nas primeiras sessões o senhor se sentir assim, mas não vamos parar, eu te espero aqui na sexta-feira tudo bem?

— Desculpe.

— Não precisa se desculpar.

Mais uma vez fui carregado até as minhas pernas substitutas, acomodei-me e assim com Sasuke empurrando a cadeira fomos indo até seu carro para seguir para casa. Eu me sentia fraco, mal, impossibilitado, quando eu tocava no piano eu não sentia isso nos dedos, mas ao tentar hoje relembrar meus músculos suas funções, senti como se facas entrassem e saíssem do local.

Sasuke me olhava querendo dizer algo, mas sem coragem.

— Diga Sasuke.

— Não se sinta mal por agora pouco, a fisioterapeuta disse que isso é normal você acabou de voltar de um coma de quinze anos não vai ser da noite para o dia que vai sair andando e saltitando por aí. Pensa que você pelo menos consegue falar, comer sozinho e isso é muito bom é um milagre para casos como o seu. Eu vou estar aqui em todas as sessões até você poder andar com as próprias pernas.

— Obrigado. Você ficou bom com as palavras.

Nós dois rimos e resolvemos passar numa sorveteria antes de irmos para casa, esses momentos com ele me fazem bem, trazem tranquilidade para mim, saber que perdemos quinze anos disso corta a gente no meio. Mas vamos recuperar isso todos os dias.

— Eu vou conseguir da próxima vez.

— Eu sei que vai senão não será você.

***

— Oi querida, estou com saudades, como você está?

— Bem, também sinto sua falta, como vai tudo?

— Você precisa ver como todos amam sua filha, ela é uma estrela.

— Voltem logo está bem.

— Prometo que em breve estaremos juntos de novo. Cuide-se.

Encerrar a ligação era tão difícil quanto dizer adeus. Pensar que Madara e Sakura estão tão longe me deixa de coração partido, só que sei que é por uma causa nobre, as fotos que Sakura me manda, os vídeos de suas apresentações me dão certo conforto, ver que ela está conseguindo conquistar o seu sonho apesar do que se sucedeu com Sasuke. Estava pensando nisso quando alguém bateu na porta, levantei para atender e me surpreendi com quem se encontrava parado diante dela.

— Posso entrar senhora Haruno?

— Por favor, e me chame de Samy.

— Com sua licença.

— No que posso te ajudar Sasuke?

Ele sentou-se a minha frente no sofá, nos acomodamos, perguntei se aceitava algo e ele disse que estava bem, seu olhar parecia bem, mesmo com a situação que estava acontecendo entre ele e minha filha.

— Você parece bem.

— Não sei se sabe, mas meu irmão acordou do coma e está em casa agora.

— Que bom meu querido. – Segurei sua mão e sorri. – Olha Sasuke eu gosto muito de você, mas o que você fez a minha filha.

— Eu sei, é por isso que estou aqui. Senho... Samy eu errei com sua filha e muito, estar longe dela me mata, mas eu vi ela cantando e como ela estava linda e eu me arrependo muito por ter feito tudo o que fiz, eu quero que vocês me perdoem.

— Não preciso te perdoar de nada. Eu espero que vocês consigam se entender, e que com a volta do seu irmão você consiga se encontrar meu querido. – O abracei como uma mãe acolhe o filho que volta arrependido depois de ter aprontado algo, eu sentia os braços daquele homem me segurarem como se precisasse desse gesto, desse carinho. Sasuke aparenta ser forte na frente de muita gente e deve ser difícil vestir essa armadura por tanto tempo. – Vai ficar tudo bem meu querido.

— Obrigado, eu precisava disso.

Afastamo-nos e eu sorri para ele.

— Você não precisa ser forte o tempo inteiro.

— Sakura me dizia a mesma coisa. Preciso começar ouvir mais as outras pessoas.

Depois de mais alguns instantes de conversa eu o acompanhei até a porta, ele prometeu vir me visitar mais vezes. Eu vi no seu olhar confuso e perdido que ele precisa encontrar o caminho para reconquistar minha filha, mesmo que ele seja longo e difícil espero que Sasuke não desista porque meu coração de mãe diz que eles têm que ficar juntos, ainda que todo o universo diga o contrário.

***

Depois de deixar meu irmão em casa eu decidi ir visitar a mãe de Sakura, eu precisava dizer a ela o quanto sinto por ter magoado sua filha e por ter sido um canalha, não sabia se ela me receberia e eu entenderia caso isso ocorra, eu quebrei o coração da sua garotinha e não ajudei a colar os pedaços, simplesmente os soprei para longe. Diante da porta do simples apartamento eu tomava coragem para bater e quando finalmente o fiz ela atendeu.

Sua expressão era de surpresa claro que ela não me esperava aqui, depois da forma como as coisas terminaram eu seria a última que ela veria diante da sua porta, porém ao contrário do que achei ela foi extremamente gentil, e não é aquela gentileza forçada pela educação, era sincera, depois de alguns minutos de conversa eu me senti mais leve e seu abraço libertou esse peso que eu estava sentindo em cima de mim, me sufocando, parece que as mães sabem a hora certa de dizer ou fazer algo que nos faça sentirmos melhor.

Foi assim que me senti com o calor daquele abraço, ao me despedir prometi voltar e vi nos seus olhos que a ideia lhe agradava, voltei para o meu carro, ao ligar o rádio à voz dela invadiu o veículo, parecia que sua presença estava forte comigo aqui, eu olhei para o banco ao meu lado e eu a via sentada ali cantando o que estivesse tocando e eu sorria discreto vendo sua empolgação.

Quando cheguei em casa meu irmão assistia tv, sentei ao seu lado no sofá.

— Como foi?

— Melhor do que eu esperava.

— Resolver nossas pendências é muito bom. Pipoca?

Peguei um pouco da pipoca de seu balde e fiquei assistindo com ele um filme que passava nessas sessões a tarde na televisão, Itachi parecia concentrado e não porque o filme fosse bom, mas para ele isso era algo totalmente novo de se fazer, sentar ao meu lado um homem de vinte quatro anos, com um balde de pipoca e vendo tv era algo que ele não fez por muitos anos e parecia que para o meu irmão esse momento estava sendo mágico. Tirei meus tênis e deitei no sofá, com minha cabeça apoiada em suas pernas, ele apenas me sorriu como sempre. Seus cabelos soltos e compridos caiam como cascatas em volta de seu rosto. Olhando bem para Itachi o tempo parece não ter tido vontade de levar sua juventude, pois poucos sinais o deixavam com cara de mais velho. De um homem adulto.

— O que você está olhando agora?

— Você nunca envelhece não é mesmo?

Ele riu pelo nariz e me encarou.

— Eu acho que para um garoto que tinha doze anos eu envelheci até demais.

— Sabe Itachi às vezes eu costumava ver a mamãe, agora não, mas eu a via e ela falava comigo, dizia para a gente ficar bem, ela nunca dizia eu, e sim nós, acho que ela sabia que você iria voltar um dia.

Meu irmão me olhou surpreso e eu também fiquei ao reparar no que disse, o assunto veio assim como uma brisa sem pretensão nenhuma.

— Desculpe, saiu espontaneamente.

— As mães sabem de tudo otouto, até aquilo que não está na nossa compreensão.

— Achei que diria que eu imaginava coisas por causa da culpa que sentia.

— Culpa não tem nada a ver com isso, às pessoas dizem que o luto afeta o nosso emocional a ponto de vermos nossos entes queridos, mas eu acredito que sim eles podem se comunicar num momento que precisamos muito, no seu caso você estava tão perdido e desolado que precisava urgentemente tirar a culpa de você e a okaa-san sabe que você precisava dela de onde ela esteja e veio te dar luz no meio da escuridão. Não acho que seja apenas fruto da sua culpa.

— Sua capacidade de ser um gênio me irrita. — Dei um soquinho no seu braço o que fez a pipoca cair um pouco no chão. — Ops.

— Você vai limpar, aqui ninguém é seu empregado.

Rimos muito, ver meu irmão com aquele sorriso me trouxe um sentimento de felicidade, não parecia o mesmo homem de algumas horas atrás, que estava se sentindo fraco e incapaz, eu sorri para ele e para minha surpresa ele disse:

— Você vai voltar lá comigo não é?

— Eu vou te apoiar hoje e sempre. É para isso que são os irmãos mais novos.

***

Os cabelos de Hina acariciavam meu peito desnudo, seus dedos pequenos desenhavam círculos invisíveis em mim, seu rosto corado e relaxado após o sexo, tudo parecia bem quando estávamos assim nos braços um do outro, o amor exalava pelo quarto e o cheiro de paixão impregnava nossa pele.

Seu sorriso de menina inocente do campo me encantava, mesmo que ela não fosse seus olhos perolados semicerrados me fitando enquanto fazíamos amor me enlouquecia, o ardor do desejo que nos consumia era indescritível. A maneira como fomos nos envolvendo com o tempo surpreende a nós dois, nossas brigas do passado hoje é motivo de risadas quando estamos juntos, e saber que nosso relacionamento não é motivo de dor e sofrimento ao meu tio nos deixa bem e felizes.

— Você está feliz Hina?

Ela levantou os olhos para mim e sorriu.

— Quando me perguntavam o porquê deu querer ser pediatra eu dizia. Eu quero ver o sorriso de felicidade das crianças, quero vê-las saudáveis e com as bochechas gordinhas coradas de tanto rir, e isso me traz felicidade profissional, mas você me da à felicidade como pessoa, como mulher, você me ama, me endeusa, me cuida, me admira, me incentiva, me faz feliz e muito.

— Você é tão linda, tão bela, tão divina, tão você. Eu tenho sorte de ter você na minha vida. Você é um poema que eu não me canso de ler.

— Não conhecia esse seu lado romântico, senhor Uzumaki.

— Eu sou uma caixinha de surpresas senhora Uzumaki.

Ela me olhou assustada e surpresa.

— Calma, não vou te pedir em casamento, não agora, mais saiba que eu quero que você seja a senhora da minha vida.

Beijamo-nos carinhosamente, minhas mãos mergulhavam em seus longos cabelos e seus gemidos entre nosso beijo me atiçavam , me fazendo querer mais seu corpo, mais dela. Rolei por cima dela e beijei seu pescoço, enquanto suas unhas arranhavam minhas costas. Beijei sua barriga, mordiscando um pouco sua pele.

— Minha Hinata, somente minha.

A tarde foi se estendendo para a noite e nós dois aproveitamos nossa folga, penso que meu tio também deve estar se sentindo assim, completo, realizado, feliz e amado. Conseguimos encontrar nosso caminho apesar de todas as tormentas.

***

Enquanto os dias foram correndo minha ansiedade se acelerava, não via a hora de poder abrir aquele envelope e ver o resultado. Arrumava minhas coisas para sair quando Ino bateu na porta, pedi que entrasse e lá estava ela com um sorriso singelo na mão só que seu olhar era de nervosismo, observei que nas suas mãos continha um envelope branco de tamanho médio, sobressaltei-me e fui em sua direção.

— É o que estou pensando?

— Abra para descobrir. — Peguei o envelope da sua mão, as minha tremiam, ela pôs as suas sobre elas tentando me tranquilizar. – Não se esqueça de que eu estou aqui por você.

— Eu estou com medo do resultado.

— Normal, mas o que importa é que você já acolheu essa garotinha no seu coração, independente de você ser o pai biológico dela você está se sentindo pai e isso vale muito mais do que laços de sangue Gaara.

— Você é boa demais para mim Ino. Obrigada querida.

Ino me deu um selinho e ficou de pé esperando eu abrir o envelope. Fui tirando o lacre do envelope, os olhos azuis vidrados em mim, tirei o papel com as pequenas letras e fiquei surpreso com o que li.

— E então Gaara, o que diz?

— Eu... Eu...

— Querido, fala.

— Hiromi é minha filha Ino, eu sou pai.

Continua...

“Nunca é tarde demais para se conquistar algo, são com passos pequenos que alcançamos longas distâncias. Caminhe devagar, sem pressa e enfrente todas as curvas, a conquista vai ser melhor assim no final.” (Black Swan – CDC)

Notas finais
Espero que tenham gostado. Até o próximo.