Notas iniciais
Gente, depois desse capítulo, a fanfic vai entram em uma espécie de hiatus. Porque eu preciso de um tempo para bolar o final da história. Não sei quanto tempo vai durar o hiatus. ENJOY!

DOMINGO

ELLIE

A cadeira de couro estava incomodando Ellie. Ela já não aguentava mais ficar li sentada, esperando por Mr. Joseph, que tinha marcado aquele interrogatório.

Aquilo era um absurdo.

Ela era inocente...

...Até onde ela sabia.

A noite com Alec ainda era repassada em sua mente. Eram momentos de puro prazer e que a faziam se sentir como se estivesse em chamas.

O relógio marcava 12h23, quando Mr. Joseph finalmente apareceu.

– Ah. Senhorita Ellie. É um prazer.

Ela olhou para o sogro.

Aquele pensamento dele ser seu sogro a fez estremecer.

– Vamos logo com isso – ela disse.

– Como quiser – respondeu, sentando-se na cadeira de frente para ela.

Houve um momento de silêncio até que o homem continuou:

– Estamos todos cientes do massacre que está ocorrendo nesse acampamento, que eu sempre jurei ser seguro.

Ela não disse uma palavra.

– Então... Estou aqui para te fazer algumas perguntas, ok?

– Pode ser.

– Vamos começar pela noite da primeira fogueira. Onde você estava?

– Na festa da fogueira.

– Tem certeza?

– Absoluta.

– Alguns de seus amigos que eu interroguei antes disseram que você desapareceu assim que a festa começou. Exatamente quando Sonya Katherine, mais conhecida como Chanel #2 foi assassinada.

– Isso é um absurdo! Eu fiquei na festa até o final! Pergunte ao Max! Ele estava comigo.

– Engraçado. Max foi a primeira pessoa que eu entrevistei. E ele disse que você desapareceu da festa.

– O quê?

– Tenho mais algumas perguntas.

– Olha... Eu sou inocente. Eu posso provar.

– Na noite da decapitação de sua colega de chalé, Demetria... – Ele continuou, ignorando as reclamações da garota. – Você mesma disse que não estava no chalé quando ela foi morta.

– E não estava!

– Porque, talvez, você estivesse em uma fantasia de Red Devil? – aquilo soou mais como uma afirmação do que como uma pergunta.

– Não! Eu tinha ido me encontrar com o Alec! Mr. Joseph, por favor...

– Acho que acabamos aqui, senhorita. Pode voltar para o seu chalé.

Ellie levantou-se bem lentamente e voltou ao seu chalé, imaginando o quê eu aconteceria a seguir.

***

ANNE

– Mr. Joseph, eu não sei do quê você está falando.

– Não se faça de sonsa, Anne. Nossas câmeras de segurança gravaram você chegando ao seu chalé com uma mala suspeita. Enquanto você saía ontem à tarde, tomei a liberdade de ir até lá conferir o quê era...

– VOCÊ NÃO TEM O DIREITO!

– Na verdade, eu tenho sim. Sou o dono desse acamamento. Posso fazer o quê eu quiser.

Anne se encolheu na cadeira de couro.

– E então? O quê tinha na mala?
– Por incrível que pareça... Nada.

–Viu? Eu sou inocente.

– Mas... Há quinze segundos você estava histérica por causa da mala. Então você sabia que tinha alguma coisa na mala. O quê tinha? Quem escondeu?
–Eu não sei! Eu recebi a mala pelo correio! Levei para o chalé e deixei por lá. Saí para caminhar e quando voltei, a mala estava vazia.

– Mentira.

– O quê?

– Outras câmeras de segurança filmaram você e seu irmão, Jake, conversando enquanto você segurava uma serra elétrica. A mesma que foi utilizada para decapitar Demetria.

– Isso é impossível! Essa conversa nunca aconteceu. – Era, obviamente, uma mentira.

– Anne... Vamos acabar logo com isso. Admita que foi você e tudo vai acabar bem rápido.

– Não! Não fui eu!

Ela se levantou.

– Pode ficar esperando os meus advogados entrarem em contato com você!
E então, saiu do escritório, batendo a porta.

***

ALEC

– Pai, isso é realmente necessário?

– Eu preciso entrevistar todos os hóspedes do acampamento. E você é um deles, não?
– Sim, claro.

– Então... Onde você estava durante a primeira fogueira?

– Bem... Eu estava com Max e Finn, conversando, como sempre. Até que Max se distanciou e foi falar com Chanel.

– Então Max nunca esteve com Ellie?
– Não. Ellie nem ficou na festa direito. El disse que estava com dor de cabeça e voltou para o chalé para tomar um remédio e acabou ficando por lá.

– Interessante. Agora me fale sobre você.

– O quê quer saber? Quer saber se eu fiquei bêbado na festa? Se eu transei com alguém?
– Quero saber se você matou alguém.

– Não, pai. Eu não matei. Continuo sendo seu filho prodígio.

Mr. Joseph apenas o encarou.

– Sem brincadeiras. Onde você estava quando Ariane foi queimada viva?

– Eu estava no meu chalé, dormindo.

– Mentira! Nossas câmeras de segurança te filmaram enquanto você e Demetria conversavam e depois... Iam para o seu chalé.

– Pai... Isso nunca aconteceu. Era Ellie quem estava comigo!

– Então você admite que não estava em seu chalé?

– Sim. Foi irresponsável, eu sei...

– Irresponsável? Isso é a prova perfeita de que você pode ser esse serial killer!

– Não é o que parece ser.

– Ah não? Então o quê é?

– Acho que você deveria conversar com Chanel Oberlin para saber a resposta.

***

CHANEL

Chanel estava encarando Mr. Joseph. Ela lembrou-se da reitora de sua antiga universidade, Cathy Munsch.

– Bem, senhorita Chanel...

– Vamos logo ao assunto, não tenho muito tempo aqui.

– Ah não? Aonde você vai com toda essa neve?
– Embora para casa! Não é isso que parece?

– Como que você vai embora se todas as estradas estão bloqueadas por conta da neve?
– Merda! Não tinha pensado nisso.

– Além de que fugir agora te causaria alguns problemas, mocinha.

– Que tipo de problemas?

– Acusações de assassinato.

– Mas não fui eu.

– Todos os que vieram aqui falaram a mesma coisa. Max, Ellie, Finn, Anne, Alec, Hester... Por que eu pensei que com você seria diferente?

– Não sei. Talvez porque o seu cérebro não tem capacidade de pensar?

– Estou cansado de seus jogos menina.

– Não gosta do que eu falo, me dá um tiro na cara.

– Não estou aqui para atirar em ninguém. Diferentemente de você, que pelos seus registros, parece que você matou sua antiga reitora de sua universidade.

– Ela estava dando em cima do meu homem!

– Então você está afirmando que a matou?

– Não! Ah... Tanto faz. Ela mereceu.

– Então eu posso ligar para a polícia agora e dizer que você é a assassina?

– É claro que não! Você comeu merda? Eu não sou a assassina! Eu sou inocente!

– Acho que não... Testemunhas me disseram que você causou o incêndio no refeitório. Dizem que tudo começou quando você colocou fogo em uma moça que estava vivendo nas florestas.

– Isso não é culpa minha. Ela mereceu.

– Então você acha que colocar fogo nas pessoas é certo?
– Acho. Além do mais... Ela era uma bruxa. Bruxas só morrem se forem queimadas.

– Por que você queria matá-la?
– Isso não é da sua conta.

– Acho que é sim.

– Não, não é.

– Chanel, eu sou o dono desse acampamento. Eu exijo saber.

– Obrigada por falar algo que ninguém se importa.

Ela bufou, revirou os olhos e cruzou os braços.

– Posso ir agora? – perguntou impaciente.

Mr. Joseph tinha uma paciência enorme para poder aguentar aquela garota.

– Pode.

– Até que enfim! Não aguentava mais esse seu bafo na minha cara!

E então ela saiu, cobrindo o nariz.

Quando estava sentada na varanda do prédio principal, Hester surgiu ao seu lado, colocando a mão em seu ombro.

– Chanel?

– Eu.

– Preciso falar com você.

– Acho que você já está falando.

– Bem... Eu não sei por onde começar...

– Pelo começo, talvez?

Hester sorriu e sentou ao lado da garota.

– Eu tenho pensado nisso desde quando estávamos na Kappa Kappa Tau, há dois anos.

– Nisso o quê?

– Eu já vou falar.

Chanel bufou.

– Nós nos conhecemos há muito tempo... E passamos por muita coisa juntas.

– E...? Dá pra ser mais rápida? Estou com fome e quero ir almoçar.

Chanel sabia o quê Hester estava prestes a dizer. Por isso estava nervosa e falando muita coisa idiota.

– Chanel. Eu estou apaixonada por você. E eu sei que você está apaixonada por mim.

Chanel se levantou, rapidamente.

– O QUÊ? VOCÊ ESTÁ MALUCA?

– Eu sempre soube, Chanel. Não adianta negar.

Hester se levantou também e encarou a amiga.

– Eu quero recomeçar do zero com você.

– Mas quem disse que eu quero recomeçar do zero com você?

– Eu disse.

Hester se aproximou ainda mais de Chanel e disse:

– Me encontre no lago em duas horas.

E então, saiu correndo.

HESTER

Depois de ter fugido do prédio principal, Hester estava escondida na floresta, observando o lago congelado.

Ela havia finalmente admitido seus sentimentos por Chanel Oberlin.

Ela sentia-se leve, como se um peso enorme tivesse sido retirado de seus ombros.

Se aquilo era liberdade, Hester gostaria de ser livre para sempre.

Claro que, ela ainda não havia superado a morte repentina de Nathan no incêndio.

Ela não estava preparada para um novo relacionamento.

Não agora.

Hester enterrou seus pés cobertos por botas na neve e ficou encarando o céu, quando finalmente fechou os olhos.

Ela queria sentir a natureza em sua pele.

Ainda faltava uma hora para Chanel chegar. Ela tinha tempo suficiente para relaxar.

Estava tudo tranquilo, até a primeira facada atingir suas costas.

Ela gritou e levantou-se rapidamente, ficando tonta em seguida.

Olhou para frente e viu seu pior pesadelo: o Red Devil.

– Isso não é possível! Você morreu na Kappa Kappa Tau!

Ele riu.

Por um breve momento, Hester reconheceu a risada do assassino.

Ela já a tinha escutado algumas vezes durante a fogueira.

Ele percebeu em que Hester estava pensando e tirou a máscara, bem lentamente.

– Você? Onde você encontrou essa fantasia?

A facada ardia em suas costas, mas ela tentava não demonstrar.

Quando ele ia responder, ela disse:

– Não. Não quero saber. Só me diga por que você está fazendo isso.

Ele sorriu e ignorou a pergunta, correndo para cima dela e a derrubando na neve.

– Acho que você nunca vai saber. – ele disse em sua orelha. A única orelha que a tinha restado, na verdade.

E então, ela cuspiu no rosto do assassino e o movimento o fez vacilar um pouco, dando tempo para Hester se arrastar um pouco na neve.

Procurou algum lugar para se esconder.

Ficou distraída e não percebeu quando Red Devil surgiu por suas costas e cortou sua garganta, fazendo o sangue colorir a neve branca imaculada.

Quando a vida já tinha deixado o corpo de sua vítima, Red Devil colocou sua máscara de volta e arrastou a garota até o lago.

Pisou com sua bota várias vezes no gelo, até que um pedaço dele quebrasse, em um tamanho que desse para passar um corpo, e desse lugar à água congelante.

Procurou nos bolsos dela e pegou seu celular, mandando uma mensagem para todos do acampamento, inclusive ele mesmo, para despistar as suspeitas.

“Acho que quebrei minha perna aqui no lago. Socorro!” dizia a mensagem.

Quando ela foi enviada, jogou o celular na água.

Olhou para o corpo inerte da garota.

– Adeus, vadia.

E a jogou dentro do buraco no gelo.

Observou a maneira que o corpo afundava na água.

O lago não era muito fundo, então os pés de Hester ainda estavam fora d’água. Seria melhor assim, para que eles achassem rapidamente o corpo dela.

Até que o assassino era um pouco gentil.

Notas finais
SOBREVIVENTES/SUSPEITOS - Chanel - Finn - Max - Alec - Ellie - Anne - Mr. Joseph