Cold Hell (RKKT - Season 3)

11 The past knocks on your door


Notas iniciais
VOLTEI GENTE! FINALE PARTE 1

CHANEL

A morte de Hester havia sido a última.

Após o corpo dela ter sido encontrado no lago congelado, os hóspedes do acampamento ficaram esperando semanas e semanas para mais um assassinato...

...O quê não ocorreu.

Os policiais deram o caso, chamado de “Massacre do Acampamento”, como encerrado. Culparam Hester por todas as mortes e pelo incêndio no refeitório na ceia de natal.

Chanel sabia que não tinha sido Hester.

Ela era inocente demais para matar alguém.

Hester nunca mataria nem uma mosca sequer.

Chanel jurou que encontraria o verdadeiro assassino.

E faria justiça.

***

UM ANO DEPOIS

(2018)

QUARTA-FEIRA

Ellie e Chanel estavam paradas na frente da Kappa Kappa Tau, a antiga fraternidade de Chanel Oberlin.

É claro que não era a mesma, pois o prédio tinha pegado fogo no final de 2015.

Uma enorme mansão havia sido reconstruída, mantendo a base oficial da antiga fraternidade, só que com muros roxos e rosas.

As duas meninas encaravam o novo letreiro rosa neon brilhante na entrada.

— Eca. – comentou Chanel.

Ellie concordou.

— Você está preparada para isso? – perguntou Ellie.

— Está na hora dessas garotas verem quem é a verdadeira rainha.

Chanel bateu à porta.

As duas meninas ouviram passos apressados, vindo de dentro da casa.

Alguns segundos depois, uma garota abriu a porta.

Chanel tratou de encará-la.

A garota tinha longos cabelos loiros caindo em seus ombros, seu vestido preto e branco (muito parecido com o que Chanel tinha), combinava rr2perfeitamente com os sapatos.

— Sou Chanel Oberlin, presidente da Kappa Kappa Tau. – ela estendeu a mão.

— Er... – começou a garota. Um segundo depois, ela virou a cabeça para trás. – Cady, tem uma menina louca aqui na porta! O quê eu devo fazer com ela?

— Não sei, Sarah! Faz o quê você quiser! Deve ser só mais um teste! Agora deixa eu terminar essa temporada de American Horror Story!

— O QUÊ? VOCÊ FALOU QUE IA ME ESPERAR, PIRANHA!

— Você ainda tá na primeira temporada, eu já to no final da quarta!

E a discussão continuou.

A paciência de Ellie estava se esgotando.

A garota forçou a porta e entrou na casa, puxando Chanel consigo.

— Queremos falar com a atual presidente dessa fraternidade. – exigiu Ellie.

Chanel estava observando como a casa tinha sido redecorada, com muito mal gosto.

Ela estremeceu.

A Kappa Kappa Tau era melhor no seu comando.

— Ela está dormindo. – disse Cady, a garota que estava assisstindo American Horror Story, sentada no sofá. Ela pegou o cabelo ruivo e prendeu em um rabo de cavalo. – Melhor vocês voltarem amanhã. Ainda somos pledges, não queremos perder nossa vaga.

— Não me interessa! Queremos falar com a presidente! – gritou Chanel.

— Mas que merda é essa acontecendo aqui? – gritou uma pessoa, descendo as escadas.

As quatro meninas olharam para a garota que descia os degraus, como se estivesse em câmera lenta e seus cabelos fossem jogados no ar com um ventilador.

Ela usava uma camisola curta, da cor azul claro. Pantufas azuis estavam em seus pés.

Os cabelos castanhos estavam soltos, mas com uma presilha de coroa colocada perfeitamente no centro de sua cabeça.

— O quê eu disse sobre barulho de manhã, suas porcas baleiudas?

— M-mas,... Violet... Já é uma da tarde.

— Não me interessa! Não quero barulho enquanto eu estiver dormindo!

— Gostei dela. – sussurrou Chanel ao ouvido de Ellie.

— Essas garotas forçaram a entrada da porta. Disseram que queriam falar com você... – disse Sarah.

— E quem seriam vocês? – perguntou Violet, se dirigindo para as duas garotas do acampamento.

— Viemos atrás de respostas. – disse Chanel.

— De que tipo?

— Queremos saber se alguma dessas pessoas já visitou a Kappa Kappa Tau no ano passado. – disse Ellie, mostrando uma foto em que todos os hóspedes do acampamento apareciam. Inclusive elas.

A Kappa Kappa Tau tinha sido responsabilizada por escolher o mascote da escola, depois de todo o massacre de 2015. Todos votaram em um sorvete que dançava pela quadra, mas a presidente da fraternidade decidiu continuar com o histórico R ed Devil.

— Me deixa ver isso. – Violet arrancou a foto das mãos de Ellie e a analisou com cuidado.

Após alguns segundos, ela disse:

— Vocês o conhcecem? – e apontou para um rosto mais que familiar para as duas meninas.

— Sim, por quê? Ele esteve aqui? – perguntou Chanel.

Violet a encarou como se estivesse olhando para um vômito no tapete da sala.

— Esteve.

— E o quê ele queria? – perguntou Ellie, mesmo já sabendo a resposta.

— Ele disse que estava querendo ser o mascote da escola, então foi ver o estoque de fantasias e levou uma para casa... Mas ele nunca mais apareceu aqui. Por que querem saber?
— Nada. – disse Ellie. – Muito obrigada.

E então as duas campistas se dirigiram à porta.

Quando Ellie já estava dentro do carro, Chanel voltou para encarar Violet, que estava subindo as escadas. Ela deu um sorriso malicioso.

— Tome cuidado com as escadas, pois a verdadeira rainha está voltando.

***

FINN

O tempo tinha passado rápido para Finn.

O garoto ficara feliz que finalmente o pesadelo tinha acabado.

E estava duplamente feliz porque não tinha sido assassinado.

Mas, sua felicidade durou pouco.

Chanel Oberlin tinha feito o favor de contar para Max sobre o que Finn sentia por ele.

O garoto não sabia como ela tinha notado.

Mas ela sabia de alguma maneira.

E aquilo serviu para afastá-los, como se fossem estranhos, e não melhores amigos.

Max mudou de chalé.

Alec apoiou o amigo na decisão de mudança.

A vida de Finn estava arruinada.

Se sua família descobrisse, ele estaria ferrado.

Ele queria vingança.

Finn odiava Chanel.

***
ANNE

O plano ainda não estava 100% completo.

Ela e seu parceiro precisavam assassinar mais uma pessoa (assim eles esperavam).

E então, tudo estaria resolvido...

Incriminar Hester tinha sido fácil.

Foi só colocar várias armas em seu chalé e fazer várias ligações falsas de seu celular para um número anônimo, que Anne alegou ser o do assassino.

Com a polícia fora do caminho deles e o caso dado como encerrado, estava muito fácil de completar a missão.

Ela e seu parceiro só precisavam esperar pela noite certa.

***

SEXTA-FEIRA

MR. JOSEPH

A vida de Mr. Joseph estava tranquila novamente.

Depois de todo o estresse com o serial killer no acampamento, seu cabelo tinha ficado um pouco grisalho e seus olhos tinham olheiras bem fundas.

Ele estava sem seu chalé, que ficava em uma conexão com o prédio principal da administração.

Escovou os dentes, olhou-se no espelho e sorriu.

O pesadelo tinha realmente acabado.

Saiu do banheiro e foi se deitar em sua cama, ligando sua televisão em seguida.

Eram 22h56 quando ele ouviu a batida em sua porta. Aquilo o deixou intrigado, pois ninguém nunca o procurava depois das oito da noite.

Ignorou a batida, mesmo sabendo que era a coisa mais irresponsável a se fazer. E se alguém estivesse em perigo? Impossível, porque o serial killer era Hester e ela tinha sido morta.

A pessoa logo desistiu de bater na porta e Mr. Joseph se sentiu aliviado. Não era algo importante. A pessoa provavelmente falaria com ele no dia seguinte.

***

Já eram quase quatro da manhã, quando o barulho veio da cozinha.

Mr. Joseph abriu os olhos e se levantou da cama, bem lentamente sem fazer nenhum barulho. Abriu a primeira gaveta de seu criado mudo e levantou o fundo falso, retirando uma arma dali de dentro.

Foi andando pelo longo corredor de sua casa, que era a maior do acampamento. Passou por todos os cinco cômodos e percebeu que estava tudo no lugar. Era provavelmente algo de sua cabeça. A arma pesava em suas mãos. No final do corredor, a luz estava acesa, indicando que a pessoa estava realmente na cozinha.

Chegou à porta.

Olhou bem devagar e viu um vulto com um casaco preto, cobrindo todo seu corpo, virado de costas para ele e mexendo em nos armários da cozinha.

Mr. Joseph entrou no cômodo, levantando a arma.

— Vire-se.

A pessoa parou de mexer nos armários na mesma hora. Abaixou os baços e se virou.

Ele quase não acreditou em quem era.

Era Anne.

— O quê você está fazendo aqui?

Ela não respondeu.

Foi até a geladeira e pegou três ovos.

E então Mr. Joseph perguntou novamente:

— O quê você está fazendo aqui, Anne? RESPONDA!

Ela sorriu diante da situação, mas não respondeu a pergunta.

O dono do acampamento estava perdendo a paciência e, para forçá-la a responder, ele deu um tiro na parede atrás dela.

— Responda. Agora.

Anne olhou para ele e abaixou o capuz preto, revelando seus cabelos castanhos. Ela sorriu, como se a situação fosse engraçada para ela.

— Estou esperando. – disse ele.

Ela quebrou os três ovos em uma tigela antes de responder.

— Estou preparando um café da manhã para você, papai.