Coincidências do Amor
6 Tem algo que eu preciso te contar.
Notas iniciais
09 de março de 2015, segunda-feira 09h00
POV REID
Eu já havia acordado faz tempo, mal consegui dormir pensando na Allyson. E pensando também nas coisas que preciso contar para ela, como o meu envolvimento com a Maeve e como ela morreu. Não quero esconder nada dela, mas ainda dói tanto falar sobre isso. Talvez se eu encarar isso como uma prova de amor fique mais fácil... Espera, eu disse prova de amor?
Exatamente, uma prova de amor, porque com certeza é esse meu sentimento por ela, e o que está me matando é que eu sinto que estou traindo Maeve.
Não eu não posso pensar assim, ela com certeza ia querer que eu seguisse em frente, que não ficasse sozinho. E a Allyson, não sei me deixa sem chão.
Escuto a capainha, e vou atender, ela chegou mais cedo do que o combinado, não me admira. Abro a porta e tenho ciência não só do sorriso bobo na minha cara, mas também dos olhos arregalados ao ver como ela estava vestida, uma calça de couro, vermelha, além de um belo decote, posso não ligar para a aparência, mas ela está linda.
ALLY – Bom dia Garotão! – ela me deu um beijo rápido na boca, o que me fez suspirar e depois me olhou com um sorriso sacana. – Porque você está com uma cara de confuso?
S.R – Você me chamou do mesmo jeito que o Morgan costuma me chamar quando vai fazer uma piadinha sem graça, isso é estranho.
ALLY – Bom eu posso chamar você de outro jeito se preferir, mas pode apostar que estou te chamando assim por um motivo... Um tanto... Digamos mais pornográfico que o dele. – sinto meu rosto em chamas, e ela tem a audácia de rir de mim. – Eu definitivamente gosto da sua timidez, é muito atraente Doutor.
S.R – O que significa que você vai gostar de me constranger sempre que possível, e eu terei que me habituar a isso.
ALLY – Talvez Garotão. Eu vim mais cedo porque quero te chamar para tomar café e comer rosquinhas de policiais gordos.
S.R – Está me chamando de gordo? Sempre me chamam de magrelo. Isso é inédito para mim.
ALLY – Nada disso, vamos?
S.R – Claro, vamos sim, vou só pegar um casaco. – fui ao meu quarto e peguei um casaco, devido ao frio, me olhei no espelho e só pude respirar fundo, não tenho jeito mesmo. – Agora estou pronto.
ALLY – E um gato, esse casaco deixa você todo sério. – só pude rir, ela tem um ótimo senso de humor. –
Enquanto descíamos as escadas conversamos sobre banalidades, como o que fizemos a noite. E quando saímos e começamos a caminhar, minha surpresa, ela entrelaçou sua mão na minha, acho que foi inconscientemente, pois ela pareceu um tanto surpresa com a ação, mas como dei sinal verde apertando com carinho sua mão, ela deixou como estava.
POV ALLY
Eu juro que não pensei antes de entrelaçar nossas mãos, foi sem premeditação. Mas o desejo de fazer isso já havia aparecido antes. Pensei por um nano segundo em tirar minha mão da dele, mas a forma carinhosa como ele aperta minha mão, me faz amolecer e descartar essa idéia.
Devo admitir que eu chamar ele de garotão, tem haver com o fato de eu achá-lo muito bonito e alto, mas o rosto maroto e a sua inocência, típicas de um garoto me impele a fazer um trocadilho.
Ele me leva em uma ótima cafeteria onde eu me encho de rosquinhas e café.
Sempre rindo da forma como ele ri de mim, dizendo que sou um saco sem fundo.
Depois ele me indica uma imobiliária, que parece ser ótima para o que eu procuro, é bem organizada, o que geralmente mostra eficiência.
Logo vamos encontrar uma corretora.
Vemos vários prédios comercias e já decidi qual eu quero. Ele é bem no centro e fica próximo a escolas e já tem médicos de outras áreas no local, o que normalmente ajuda os psicólogos. Falo que logo irei fechar o negócio, primeiro vou ver a questão do apartamento e faço os dois juntos.
ALLY – Você nunca pensou em trabalhar diretamente em uma das áreas em que se formou?
S.R — Não, sempre quis ser do FBI.
ALLY – Interessante você nunca pensou que havia feito a escolha errada?
S.R – Já sim, e as vezes isso volta, principalmente quando dou palestras junto com minha equipe, e nunca sou chamado para questionamentos posteriores, não sei se porque explico tudo muito detalhadamente ou simplesmente porque sou esquisito.
ALLY – Você tem problemas com sua confiança, baby isso é normal. Mas talvez possa mudar a forma como dá palestras.
S.R – Agora não sou mais Garotão? Sou Baby? Porque todos esses apelidos me deixam cada vez mais jovem?
ALLY – Melhor eu não te contar. Mas como preferir, Garotão.
S.R – Tudo bem, e o apartamento?
ALLY – Acho que nem vou precisar olhar muito, tem um que fica na rua do seu prédio, me parece perfeito.
S.R – Isso significa que você vai sempre me acordar cedo. -fez uma careta -
ALLY – Como você lida com o sono quando está trabalhando?
S.R – Com muito café.
ALLY – Você conhece muitos lugares não é? — ele pareceu confuso, com minha pergunta- Eu não resisti e fiz uma pesquisa ontem sobre sua equipe, desculpa.
S.R – Tudo bem, não posso dizer que conheço exatamente, raramente temos a oportunidade de passear.
ALLY – Tem algum caso que tenha sido mais difícil para vocês?
S.R – Todos têm um que mexe mais com o nosso emocional. — sinto que ele fica distante, tenso, como se já tivesse tido algum caso que abalou seu emocional — Mas os que envolvem um membro da equipe, sempre se tornam mais pessoal para todos. E isso nos frustra e nos induz ao erro.
[...]
Depois de visitarmos alguns apartamentos, me decido pelo que fica na rua do Spencer, por motivos óbvios.
Depois de voltarmos a Imobiliária, e eu assinar vários papeis, e entregar dois cheques, o gerente da imobiliária me diz que em 2 dias posso me mudar para o apartamento, já a questão do andar no prédio comercial, pode durar uma semana, mas de qualquer forma ia levar um tempo para abrir.
Depois dos detalhes resolvidos, vamos almoçar, na verdade comer um hambúrguer qualquer.
S.R – Jura que você quer comer isso?- ele me pergunta com cara de nojo-
ALLY – É bom Spencer, vai come logo.
S.R – Já que não tem outro jeito, e o que mais vamos fazer hoje?
ALLY – Eu pretendia comprar um carro, mas devo admitir, estou exausta.
S.R – Então eu te acompanho até o hotel e você pode descansar.
ALLY – Na verdade tenho outros planos. — digo, enquanto tenho uma ideia-
S.R – Que seriam?
ALLY – Namorar um pouco, mas só depois de cozinhar pra você.
S.R – Você quer cozinhar para mim?
ALLY – Sim, vamos fazer assim. Nós voltamos e eu vou no hotel trocar de roupa, e depois em um supermercado comprar o que preciso. Depois vou ao seu apartamento.
S.R – Não quer que eu vá com você ao supermercado, posso ajudar a carregar as sacolas.
ALLY – Não bonitinho você vai pra casa.
Ele ri mais assente, vamos caminhando novamente até o meu hotel, esses saltos estão me matando. Ele me deixa no hotel, e enquanto subo decido mudar meus planos, e aviso Spencer por sms.
~ Mensagem de Texto ~
Oi, mudança de planos. Aguarde minhas instruções.
Beijinhos.
Porque perder tempo cozinhando para ele, sendo que posso passar mais tempo beijando ele?
Acho melhor deixar isso para quando eu estiver em meu apartamento, talvez para quando eu decida me entregar para ele. Acredito que não esteja tão longe disso. Eu confio nele, e mesmo com meus traumas, algo nele me diz que vai ser para sempre, existe algo incrivelmente certo em estar com ele. Eu tenho cicatrizes, mas elas me lembram onde estivem, não precisam ditar para onde estou indo. Não posso mais viver em função disso, preciso acreditar, que coisas melhores podem sim acontecer. Só preciso deixar as coisas fluírem.
POV REID
Depois de uma tarde relativamente cansativa, mas muito divertida, enfim cheguei em casa e sentei. Eu realmente gostei de passar um tempo com a Allyson. Quando estava indo em direção ao meu quarto, recebi uma mensagem. Quando visualizei, identifiquei o numero da Ally.
~ Mensagem de Texto ~
Oi, mudança de planos. Aguarde minhas instruções.
Beijinhos.
Como assim mudança de planos? Será que ela desistiu do jantar? Bom, vou aguardar as instruções.
Ouço meu telefone, mas é a Garcia, oh Deus, o que ela anda aprontando, e porque está ligando pra mim.
~ Ligação on
P.G – Oi Reid, como foi o dia com a senhorita olhos lindos?
S.R – Você rastreando nossos celulares, porque isso não me surpreende?
P.G – Responda minha pergunta Doutor.
S.R – Foi ótimo, eu ajudei ela a encontrar um apartamento, e um lugar para abrir seu consultório. Ainda íamos ver um carro, mas ela estava cansada.
P.G – Vocês estão namorando? — eu ri da pergunta, já que nem nós sanemos -
S.R – Não é bem isso que decidimos, acho que a palavra certa é nos conhecendo.
P.G – Sabe que fico feliz por você. Precisa de alguém para desabafar não é?
S.R – Você tem um tempinho?
P.G – Sempre tenho tempo pra minha família, você sabe.
S.R – Eu não dormi direito, não só porque estava pensando na Ally, mas na Maeve. Você acha que ela gostaria que eu seguisse em frente? E eu devo contar pra Allyson sobre... Bem você sabe, tudo.
P.G – Claro que a Maeve ia gostar Spencer, ela te amava, e quando nós amamos alguém queremos que ele seja feliz, mesmo que seja longe de nós.
S.R – Tipo um sacrifício?
P.G – Mais ou menos isso. E quanto a sua outra pergunta, sim você tem que contar pra ela. Eu sei que reviver vai ser doloroso, mas uma mulher consegue compreender que você já amou profundamente outra, isso nos dá a idéia que pode nos amar da mesma forma um dia e lutamos para que isso aconteça, se você não contar, ela vai sentir-se traída, porque você não confia nela.
S.R – Obrigada Garcia, você é a melhor. E assim que ela e eu decidirmos o que temos de verdade, apresento ela pra vocês.
P.G – Não espere por isso, porque às vezes ela só quer saber, se você a leva a sério o suficiente para apresentar ela aos seus amigos, pra sua família, para então oficializar a relação.
S.R – Vocês não são meus amigos Garcia.
P.G – Spencer Reid é melhor vir uma frase fofa depois disso, porque se não eu vou... — interrompo a tagarelice-
S.R – Vocês são a minha família, você sabe que vocês representam tudo que eu não tive na minha infância e adolescência, vocês me protegem como se eu fosse o irmão mais novo, eu sei que ainda me vêem com 24 anos. E você é minha heroína sabe disso.
P.G – Ok, você já me derreteu Doutor. Eu vou deixar você em paz, e qualquer coisa você sabe meu número. Amo você bebê.
S.R – Tchau Garcia.
Ligação off ~
Ainda estou intrigado com a mudança de planos, o que será que ela pretende? Bom, independente do que ela pretende, eu sei o que eu pretendo, e não pode passar dessa noite. Só espero que ela me ouça, e que isso não atrapalhe o que temos agora, mesmo não sendo muito, para mim agora, ela se tornou tudo.
Bom, vou tomar banho enquanto as novas instruções não chegam.
Quando estou no quarto, e começo a me despir olho de relance para o espelho e penso se ela realmente gostaria de me ver assim. Eu não pratico atividade física, não com entusiasmo o que não me dá progresso nenhum. Porque eu não consigo ser menos desengonçado? Porque não consigo deixar minha gravata no lugar? Por que...
ALLY – Essa sim é uma visão para se admirar. — dou um salto ao escutar a voz da Allyson e só penso em me jogar pela janela do quarto que está convenientemente aberta. — Desculpe, não quis assustar você.
S.R – Tudo bem, não ouvi você chegar, você tocou a campainha?
ALLY – Porque você estava se admirando, eu entendo, acredite.
S.R – Não, não é nada disso. Eu estava... Estava pensando na verdade.
ALLY – Pensando em que? Em como é irresistível?
S.R – NÃO. Desculpe, eu estava pensando, em outra coisa. – olhei para ela, que tinha um sorriso leve nos lábios. – Estava pensando no porque de não conseguir ser menos desengonçado. Nunca consigo deixar minha gravata no lugar. Eu, eu só queria ser um pouco diferente do que eu sou.
ALLY – Diferente como? Mais músculos e menos cérebro? Spencer, eu gosto de você exatamente porque você é assim. – ela respirou fundo veio até mim, pegou minha mão e me puxou pra minha cama, já que ainda estávamos no meu quarto. – Baby, eu tenho consciência da minha beleza, ao contrário de outras mulheres que, fazem doce e diz que são seus olhos, eu sei exatamente porque foi essa beleza que acabou anos atrás comigo. A aparência chamativa nem sempre é uma coisa boa. E eu te acho um gato, agora mais ainda. Sabe, acho que não vou resistir de novo.
Ela novamente tomou a iniciativa de me beijar, me puxou mais para perto dela com uma mão enroscada no meu cabelo e a outra apertando meu braço. Enrosquei as duas mãos no seu cabelo a beijei com vontade, eu preciso contar pra ela, e tem que ser agora. Na tentativa de finalizar o beijo, mordo seu lábio inferior e sou surpreendido com um gemido baixo dela e logo em seguida a sinto me arranhado com suas unhas, e o pouco de sanidade que ainda me restava desaparece, e eu começo a agir por extinto.
POV ALLY
Spencer não me deixa assustada quando nos beijamos com mais paixão, na verdade eu gosto muito do que isso desperta em mim, depois de arranhá-lo ele começou a se inclinar sobre mim, não tentei pará-lo, simplesmente o abracei. Ele apertou sua mão em minha cintura e subiu um pouco ate o começo do seio e depois descendo de novo, ele desceu os beijos para meu pescoço e chupou um arrepio passou pela minha espinha ele continuou beijando meu pescoço me deixando arrepiada e quente. Spencer levantou seu rosto colando seus lábios aos meus de novo em um beijo intenso que me deixou ofegante ele colou seu corpo ao meu e eu ofeguei ao sentir sua ereção sob a calça, pensei que me assustaria quando as coisas esquentassem como agora, mas eu apenas me sentia quente. Ele desceu uma mão para minha coxa e a apertou afastando um pouco para se encaixar entre minhas pernas. Pude sentir mais seu membro agora contra minha intimidade, ele descolou nossos lábios e me encarou sorriu e esfregou sua ereção em mim, ofeguei fechando os olhos — sentia minha intimidade úmida, ele continuou a se esfregar de novo, e eu soltei um gemido baixo ficando corada, em seguida ele sorriu me dando um selinho e saiu de cima de mim. Estava ofegante e envergonhada. Não me mexi estava sentindo calor e não sei se queria que ele parasse. Meu rosto ficou mais vermelho com o pensamento. Ele se virou para mim de novo e acariciou meu rosto.
S.R – Tudo bem? Eu assustei você, não foi? Desculpe-me se eu fui... Só me desculpe.
ALLY – Não, eu me senti bem, muito bem na verdade. É só que eu esperava me apavorar e isso não aconteceu. Só estou um pouco envergonhada.
S.R – Não sinta, por favor. Allyson, tem algo que eu preciso te contar. Lembra quando disse que já tive casos piores, e que os casos que se tornam pessoais, ou que são pessoais antes mesmo de iniciarmos... Espera, não estou falando coisa com coisa. Você quer ir lá para sala? – ele começou a colocar a camiseta de novo e eu impedi – O que?
ALLY – Você está ótimo sem a camiseta, e estou confortável aqui na sua cama garotão, se você não se importa, vou ficar aqui. Pode me contar o que quiser.
S.R – O que eu tenho pra te contar agora é sobre como eu perdi o primeiro amor de verdade da minha vida. – ele me olhou com olhos tristes e eu mais que tudo queria ouvir, quero saber sobre tudo-
ALLY – Me conta Spencer, você pode me contar tudo. Não tenha medo.
S.R – Tudo bem. – ele ficou de lado de frente pra mim, e eu fiz o mesmo. – Alguns meses antes de tudo acontecer, eu tive alguns problemas de enxaqueca, e nada que eu fizesse resolvia, nenhum médico encontrava o problema, estava prejudicando meu trabalho, e eu estava com medo porque isso aconteceu na idade crítica em que a Esquizofrenia aparece. Nesse meio tempo escrevi um artigo de Psíquia comportamental, e uma geneticista chamada Maeve Donovan escreveu um elogio. Desde então começamos a nos corresponder por cartas, ela estava com medo, pois estava sendo perseguida. Pedi ajuda a ela com os meus problemas com enxaqueca. Mandei pra ela minha ressonância e ela recomendou que eu tomasse doses iguais de riboflavina e de magnésio, além de doses esporádicas de vitamina B2. Depois de alguns meses ela acreditou estar livre do perseguidor e queria me encontrar. – não resisto e interrompo -
ALLY – Você ainda não a conhecia? E já era apaixonado? – Ok. Estou sentindo uma pontada de inveja dela, admito -
S.R – Eu não me importo com aparência, já considerava ela a mulher mais linda do mundo. Mas eu estava apavorado, com medo dela se incomodar com o fato de eu ser esquisito. Então uma colega de trabalho me convenceu de que ela iria gostar de mim. E quando terminamos o caso, fui ao restaurante onde tinha feito reservas, mas parecia que um homem estava me observando, e fiquei com medo por ela, e acabei cancelando nosso encontro. Algumas semanas depois liguei pra ela, mas quem me retornou a ligação, se identificou como Adam Worth e me disse a palavra Zugzwang, e então eu soube que ela estava em perigo, sabia que o perseguidor estava com ela. E pedi ajuda aos meus amigos, precisava encontrá-la. Mas não sabia nada sobre ela, sobrenome ou aparência. Quando finalmente conseguimos uma pista, acabamos descobrindo que o perseguidor ela na verdade uma mulher, sem dar muitos detalhes, eu tentei salvá-la, mas a única coisa que consegui foi ver a seqüestradora se suicidar e matar Maeve com uma mesma bala.
Meu coração estava sangrando por ele, assim que ele terminou de contar o que houve, e o ver chorando feito uma criança me despedaçou. Puxei-o para mim, para que chorasse aconchegado em mim, o abracei com braços e pernas e confesso, chorei com ele. Não por medo, talvez receio dele não me amar como amou a Maeve, mas admito, ele me conquistou ainda mais. Enquanto escuto seu choro sofrido, comecei a fazer carinho em seus cabelos. Como ele estava com o rosto bem próximo ao meu decote, usei para fazê-lo sorrir.
ALLY – Olha garotão, eu sei que você está sofrendo, mas se aproveitar disso para ficar espiando meu decote é muito feio Doutor. – ele automaticamente afasta o rosto e me olha com cara de culpado – Hey, você estava mesmo se aproveitando, não se preocupe eu não me importo. Obrigada por me contar isso Spencer, fez eu me sentir especial de verdade.
S.R – Você é especial Ally, só quero que você saiba, que eu ainda amo ela, e acho que sempre vou amar, não sei se um dia eu consigo esquecer...
ALLY – Não Spencer, esquecer quem conseguiu despertar em você o seu melhor? Isso seria um insulto a memória dela, eu não quero isso, quero que você possa sentir por mim pelo menos metade do que sente por ela. Eu com certeza seria a mulher mais feliz do mundo.
S.R – O que eu sinto por você é maior Allyson, não me pergunte porque, mas eu não amei ela do jeito que eu amo você.
ALLY – Você... Você, oh meu Deus, você disse que me ama, porque você insiste em estragar minhas surpresas, eu ia falar isso daqui à 15 segundos. Spencer, eu também amo você. – me aproximei e beijei ele apaixonadamente -
S.R – Não quis estragar nada, só aprendi de uma forma dolorosa que nem sempre conseguimos dizer o que queremos á tempo, o melhor é não deixar para depois o que podemos fazer agora.
ALLY – Você é maravilhoso sabia? Será que a gente pode comer alguma coisa? Tipo uma pizza?
S.R – Pra onde vai tudo isso? Você come demais, e só comida gordurosa.
ALLY – Eu gosto de malhar, sempre fiz artes marciais. Eu luto como qualquer homem por aí.
S.R – Que ótimo, até você é melhor do que eu em esportes. Faz o seguinte, eu vou tomar banho e você vai pedindo a pizza.
ALLY – Tudo bem, vou indo lá, mas feche a porta Garotão, eu posso não resistir e invadir. – dei um sorriso sacana e pisquei para ele, que foi para o banheiro com o rosto em chamas – Qual sabor de Pizza? – gritei para que escutasse -
S.R – Calabresa. – ótimo meu sabor preferido também. –
Peço a pizza e espero, enquanto isso, observo os títulos dos livros que ele tem, uma biblioteca impressionante, estou tão concentrada que me assusto com o som da campainha. Mas quando vou atender, não é a pizza. Quem é ela?
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