Coincidências do Amor

5 Confusão de Sentimentos!


Notas iniciais
Olá amores, tudo bem com vocês? Me desculpem pela demora, mas a semana de provas da facul não me largava ¬¬. Bom, tenho aqui um novo capítulo, espero que gostem. Quero agradecer as meninas que estão lendo, mas principalmente a Denise que super recomendou a história. Obrigada Mary que é a mais nova leitora. Aproveitem nosso casal. Nos vemos nas notas finais.

08 de março de 2015, domingo 07h38min

POV REID

Não são nem 08h00 e alguém está tocando minha campainha, por que isso está acontecendo? Eu só quero dormir e esquecer o dia de ontem, esquecer a Allyson. A quem quero enganar? Isso não vai acontecer.
S.R – Quem está me acordando de madrugada, se for você Morgan, eu juro que vou te socar... A cara... — eu estava surpreso com a figura com a qual me deparei em minha porta. — Allyson?
ALLY – Me desculpe pela hora, eu trouxe café, será que eu posso entrar? — ela está me vendo dentro desse pijama ridículo, oh Deus me leve agora da terra. -
S.R – Claro me desculpe entre, por favor, gostaria de sentar?
ALLY – Obrigada. Spencer eu quero pedir desculpa, vim até aqui pra isso e também para me despedir de você. Sei que não faz sentido já que não nos conhecemos. Mas mesmo assim, antes de dizer Adeus, gostaria de perguntar uma coisa.
S.R – É uma pena que vá embora, e saber que não posso convencê-la do contrário.
ALLY – É sobre isso que gostaria de falar, como você pretendia me convencer a ficar?- não me peça isso-
S.R – Você mesma disse que isso não poderia acontecer, então não tem porque eu tentar. — ela pareceu decepcionada-
ALLY – Bom, eu tentei. Eu já vou, adeus Spencer. — sua voz tinha um resquicio de choro-
S.R – Tchau Ally, foi bom conhecer você.
ALLY – Você realmente não quer tentar me dar um motivo para ficar? — o que essa mulher está fazendo comigo, porque ela está tão perto-
Não consegui me segurar, e nem seria capaz de me controlar ao tê-la tão próxima de mim daquele jeito. Grudei minha boca na sua, pedindo passagem com a minha língua que ela rapidamente cedeu. Suas mãos agarraram meus cabelos, enquanto eu a prensava contra a porta, uma mão em sua nuca mantendo-a presa a mim, e a outra em sua cintura deixando-a mais colada a mim ainda. Eu podia sentir todo o calor de seu corpo que estava moldado ao meu daquela forma, mas é claro que tudo o que é bom, dura pouco, ela me empurrou assustada, me deixando muito confuso.
ALLY – Me desculpe você é bom demais para mim. – o que? Por que ela está dizendo isso? Ela é perfeita. -
S.R – Com certeza sou eu quem deveria decidir isso. – consegui dizer enquanto ela corria escadas abaixo-

Mesmo com esse “triste fim” estou feliz, por saber que ela correspondeu ao meu beijo. Ah, Allyson como eu quero você.

POV ALLY

18h35min

Eu já estava no aeroporto esperando meu vôo ser anunciado, Londres, eu vou para a capital mundial do chá. Morrer sozinha e sem ninguém, talvez com onze gatos, uma solteirona e onze gatos. Parece até título de filme.
Spencer, como eu queria que as coisas fossem mais fáceis eu admito que gosto dele, mas ele jamais ia querer ficar com alguém como... Alguém como eu. Espera... Talvez... Só talvez ele não se importe. Flashes de coisas que ele me disse voltam como se ele estivesse me falando agora.

~ Flashback on
–Allyson você foi violentada na faculdade?
– Você denunciou quem fez isso?
– Não posso tentar te dar um motivo para ficar?
– É uma pena saber que vai embora e que não posso convencê-la a ficar.
Flashback off ~
Ele, oh meu Deus, ele queria me dar um motivo mesmo depois de saber que fui violentada, ele me beijou sabendo disso, me beijou com carinho e desejo ao mesmo tempo... Será que ele vai ficar bravo se eu voltar lá e pedir pra ele me beijar de novo.
Não posso ir embora sem saber se ele realmente está disposto a me amar, mesmo sabendo disso.
Oh, meu Deus. Eu tenho um motivo para ficar aqui.
E eu vou ficar.
[...]
Estou de volta ao apartamento do Spencer, depois de armar um escândalo no aeroporto para me darem as malas que já haviam sido colocadas no avião.
Já as deixei no hotel, dessa vez mais perto da casa do Spencer. Acho que vou vomitar, estou muito ansiosa.
Assim que chego ao prédio dele, subo as escadas e toco a campainha incerta do que estou fazendo. Ele abre a porta e claro, está confuso. Não o culpo.
S.R – Você não ia embora?
ALLY – Você me deu um motivo pra ficar. — ele arregalou os olhos e me olhou assustado, será que ele se arrependeu do beijo que me deu?-
S.R – Você está me deixando confuso. — ele tinha a testa franzida o que devo admiti,r o deixa mais lindo. — entre Allyson.
ALLY – Obrigada. Não diga meu nome inteiro, me sinto sendo repreendida. Podemos conversar?
S.R – Claro, entre, pode se sentar. – preciso de uma coragem que eu não tenho agora. – Pode falar. – quando olhei nos olhos dele e vi como ele me olhou, tive forças até para enfrentar o Hulk. -
ALLY – Me desculpa pela forma que agi hoje cedo, mas eu não estava pensando direito, fiquei apavorada com o que senti quando me beijou. – quando lembro o nosso beijo, suas bochechas ficam vermelhas. – Eu não sou fácil de lidar Spencer, tenho traumas e não estou tão perto de esquecer o que houve. Mas hoje, quando me beijou, eu esqueci tudo, ou quase tudo, só conseguia pensar em como seus lábios são suaves e em como nossos corpos pareciam se moldar perfeitamente. – ele parecia confuso com tudo o que eu estava dizendo, com as bochechas ainda coradas, mas com um sorriso leve, que tentava disfarçar, quando ele ia falar algo, interrompi. – Não diga nada, olha, eu só vim aqui para saber se você está realmente disposto a me ajudar com isso, a esquecer tudo e também a não pensar nisso, me ajudar a me estabelecer em Washington. Você pode fazer isso Spencer? Eu vou entender se a resposta for não.
S.R – Você está falando sério Allyson? Eu não sei o que me deu coragem suficiente para agir daquele jeito, eu sou tímido, não sou bom com as mulheres eu sou esquisito e desengonçado, mas eu simplesmente não consegui parar, eu pensei que você não tivesse, sei lá, gostado da minha atitude. Eu não sei o que está acontecendo comigo desde que a hora em que você tocou minha campainha pela primeira vez, na verdade desde que vi sua carta no meio das minhas propagandas, eu não sei o que é isso, porque eu não tenho relacionamentos, mas eu sei que eu gostaria que fosse duradouro o que está acontecendo entre nós. Eu gosto de você e isso eu não posso mudar, não que eu tenha muita experiência, mas beijar você foi diferente para mim, e eu gostei de como me senti, e sim, estou disposto a te ajudar a esquecer tudo o que passou e eu jamais te culparia por algo que você não teve controle, jamais teria nojo de você, eu sei que é assim que se sente e é disso que tem medo. E sim, eu te ajudo a se estabelecer em Washington, porque o que eu quero, é que crie raízes fortes aqui.

Eu já posso morrer e morrerei feliz, ele disse coisas que eu realmente precisava ouvir, eu só consigo chorar porque finalmente terei uma chance do AMOR entrar na minha vida. Ele se aproximou de mim e enxugou minhas lágrimas.

S.R – Não chore Ally, por favor, posso fazer alguma coisa por você, ou foi por algo que eu disse que você está chorando.
ALLY – Foi por tudo que você disse. – quando vi que ele ia se afastar, o segurei. — E sim você pode fazer algo, você pode calar a boca e me beijar.

E pela primeira vez eu tomei a iniciativa de beijá-lo, ah, com certeza estou apaixonada,
Foi um beijo calmo e lento onde cada um de nós pode aproveitar cada segundo. Suas mãos estavam em minha nuca, me mantendo colada a ele e fazendo carinhos ali, enquanto as minhas, uma apertava seu braço, a outra o puxava pela camisa, nos aproximando cada vez mais. Mas é claro que ficamos com falta de ar e tivemos que interromper o beijo, quando nos olhamos estávamos ambos corados e não era só de vergonha.
S.R — Ah, han... Isso, isso quer dizer que... O que isso quer dizer? — não resisti com a cara de confusão que ele estava, e simplesmente dei um selinho nele. -
ALLY — Acho que nada ainda. Vamos fazer assim, nada de nomes por enquanto. Vamos nos conhecer, não vamos pular nenhuma etapa. E talvez possamos mais tarde, progredir para um namoro, e até algo mais.
S.R — Tudo bem. Só não fique fugindo de mim, sempre me procure quando precisar.
ALLY — OK. E também vou procurar quando não precisar. Sabe, acho que não vou resistir...
S.R — Resistir a que?
ALLY — Te beijar de novo.
E não resisti, beijei-o novamente. Mas dessa vez com mais necessidade. Não estava me controlando, seus lábios são suaves e não me contive como imaginei da primeira vez, mordi seu lábio inferior e me surpreendi quando ele gemeu um som gutural vindo da garganta que me fez arrepiar. Suas mãos grandes e fortes me apertavam contra si cada vez mais.
Quando novamente paramos de nos beijar, dessa vez com muitos selinhos, sorrimos um para o outro, mas ainda estávamos constrangidos, e eu resolvi quebrar esse clima tenso.
ALLY — Então, eu estou com fome... Será que podemos jantar juntos?
S.R — Claro, quer ir ao restaurante que fomos aquele dia? — sempre cavalheiro, mas não benzinho, eu quero você só para mim hoje. -
ALLY — Não, vamos pedir algo.
S.R — Ótimo, quer alguma coisa especial.
ALLY — Pode ser suchi? — fiz olhos pidões no estilo gatinho do Shrek, e ele riu. — Por favor.
S.R – Claro! Por que não?

POV REID.
Eu ainda estou anestesiado, ela não foi embora, ficou por minha causa, me beijou e ainda por cima disse que... Que estaria disposta a ter um relacionamento comigo, ela quer tentar e eu sei que depende muito de mim, e eu estou disposto a passar por isso com ela, por ela.
Bom, vamos pedir suchi, comer com aqueles trequinhos que eu não sei usar.
ALLY — Spencer tem algo que você prefira? — ela perguntou quando entreguei a ela o número do restaurante, fiz uma careta- Se você não gosta de suchi tudo bem.
S.R — Eu gosto só não me dou bem com hashi's. — ah que ótimo agora ela está rindo de mim-
ALLY — Ok, acho que posso ajudar você com isso.
Não demorou muito e chegou o que ela havia pedido, um combinado de Salmão, que devo admitir estava muito bom. Ainda mais porque minha falta de coordenação para comer com aqueles palitinhos estava divertindo ela.
S.R — Você só se diverte porque isso te dá vantagem e você pode comer mais.
ALLY — Tudo bem doutor, vou te ajudar.
S.R — Se for o truque do elástico a J.J tentou uma vez e não adiantou. — acho que um nome feminino não era esperado-
ALLY — Quem é J.J?
S.R – Nós trabalhamos juntos, nos conhecemos a mais de dez anos, e também sou padrinho do filho dela.
ALLY — Ah, me fale sobre seu trabalho, parece ser fascinante.
S.R — Ah, e é mesmo. Claro que não é encantador, mas ajuda sabendo que tiramos assassinos das ruas.
ALLY — Ah, então você é um herói. Do tipo que chuta as portas e salva donzelas indefesas. — ela tinha as sobrancelhas perfeitas arqueadas em questionamento-
S.R — Não, esse é o Morgan, eu sou melhor em decifrar enigmas e traçar perfis geográficos.
ALLY — Você nunca foi cantado por nenhuma das vítimas que salvou? — será que é uma boa idéia? -
S.R — Na verdade sim, duas vezes. Uma delas me beijou. Mas isso normalmente não acontece, geralmente quando vou pra campo e dou o perfil do suspeito, elas perguntam se sou eu.
ALLY — Mulheres são idiotas, por isso são alvos fáceis. E você já se feriu ou esteve em uma situação de alto risco?
S.R — Bom na ordem, já fui torturado por um elemento, fui mantido refém duas vezes, uma vez tive que falar um monte de coisas para um detento que queria matar a mim e meu chefe para pararem a execução, fui contaminado por Antrhax e foi o mais perto da morte que cheguei consciente do que acontecia, levei um tiro na perna protegendo um pai que queria proteger o filho, e no fim desse ano que passou, levei um tiro bem próximo a carótida. Ossos do ofício.
ALLY — Você fala sobre isso como se não fosse tão ruim, como se tivesse havido coisas piores.
S.R — Sempre há. Na verdade houve uma coisa há quase dois anos. Eu conto pra você outro dia. Acho que ainda não estou pronto.
ALLY — Tudo bem, quando quiser. E seus pais?
S.R — Ah, meu pai abandonou minha mãe e eu quando tinha 10 anos. E minha mãe, bem... Ela está no Sanatório de Bennington. — será que é uma boa idéia, ela saber as verdadeiras condições da minha mãe? -
ALLY — Ela é psiquiatra?
S.R — Não, ela é paciente, uma paciente Esquizofrênica. Ela era professora universitária, lecionava Literatura do século XV foi ela que despertou em mim o gosto pela leitura, ela sempre lia para mim. — quando a olhei, ela estava com um sorriso doce. -
ALLY — Ela com certeza é uma mulher incrível, para mesmo esquizofrênica ter criado você tão bem. Sabe, no México dizemos que o homem que trata uma mulher como uma princesa, mostra que foi criado por uma rainha. E sua mãe deve ser a Rainha das Rainhas, porque você é realmente especial.
S.R — Eu fui visitar ela essa semana, na verdade eu voltei na quinta, foi bom passar um tempo com ela.
ALLY — E o trabalho?
S.R — Eu estou meio que em férias contra minha vontade.
ALLY — Tenho certeza que deve ser horrível ficar em casa sem fazer nada. — ela estava desdenhando-
S.R — E na verdade é mesmo. Principalmente quando uma mexicana louca te acorda antes das 08h00 num domingo. — sorri quando vi seu sorriso culpado para mim. -
ALLY — Quem foi essa? Ok, falando em louca eu vou pro hotel, quero descansar. Mas antes quero saber se amanhã você pode me ajudar a encontrar um apartamento.
S.R — Claro posso sim, que horas?
ALLY — Às 10h00 não quero correr o risco de levar um tiro.
S.R — Não seja boba.
ALLY — Quer ajuda com a louça suja?
S.R — Não é necessário, quer que chame um taxi?
ALLY — Não, estou no hotel no fim da rua, vou andando.
S.R — Eu te acompanho, é tarde e a rua é perigosa. Nem adianta argumentar, vamos?
Ela concordou e fomos caminhando, já era quase dez da noite. Quando chegamos ao hotel, não sabia como me despedir, ficamos nos encarando, olhando um na boca do outro e sem enrolar muito colei meus lábios aos dela. Suspirei ao sentir seu gosto em minha língua. Afundei minhas mãos em seus cabelos, puxando-a mais para perto de mim. Suas mãos que seguravam com força meus braços subiram até que ela me abraçava pelo pescoço, mantendo-me ainda mais junto a ela. Contornei seu lábio inferior com a língua, e voltei a infiltrar minha língua em sua boca, inebriado com o seu gosto. Quando o ar se tornou necessário, parei o beijo, mas sem forças para deixar de tocá-la afundei meu rosto em seu pescoço, sentindo seu perfume floral misturado ao cheiro de chocolate de seu cabelo, era definitivamente mais concentrado ali, quando nos separamos sorrimos um para o outro, esperei ela entrar em segurança no hotel, depois voltei para casa com um sorriso idiota no rosto. Mal posso esperar por amanhã.

POV ALLY

Estou feliz e apaixonada, será que dessa vez eu terei uma chance de ser amada e retribuir esse afeto? Eu sei que mesmo com medo, estou disposta a tentar, nunca senti o que senti o que ele me faz sentir, meu Deus eu estou suspirando, isso só pode ser sonho, ele é bom demais para ser um homem de verdade. Bom, antes de tomar um belo banho de banheira, vou enumerar as coisas que preciso fazer amanhã. Como encontrar um apartamento, um andar em um prédio comercial, e claro um carro.
Como será que vai ser amanhã? Quero sair com ele de mãos dadas, trocar beijos ao ar livre, mas posso estar querendo muito.
As coisas que ele me contou que passou nesse emprego me gelaram até os ossos, acho que vou surtar toda vez que ele for viajar a trabalho. Ah meu Deus, os colegas de trabalho dele, será que vão gostar de mim, pelo jeito são próximos, já que ele é padrinho do filho de uma delas. Eles devem ser praticamente uma família. Ai! Acho que vou vomitar.
Meu bebê tem medo de desenvolver Esquizofrenia, pude perceber que ele teve medo de me contar, mas ele já passou pela idade normal para ela aparecer. Bom, eu vou amá-lo do mesmo jeito. Espera... Eu o chamei de bebê? Será que ele ficaria bravo se eu o chamasse assim sempre? Está bem, cedo demais para apelidos bregas e carinhosos, mas não serão descartados. Eu sou romântica e espero que meu Romeu também seja.
Uma coisa me preocupa, será que um dia serei capaz de me entregar totalmente para ele? Homens têm suas necessidades, e mesmo um Don Juan perde a linha. É melhor eu pensar em uma coisa de cada vez. Estou atropelando o processo. Bom, a ordem é tomar um banho de banheira relaxante e dormir. Amanhã será um novo dia, cheio de coisas para fazer e estou ansiosa por isso.

Notas finais
E aí amores, o que vocês acharam? Não quero enrolar muito, nesse fica e não fica... beija e não beija. Até porque essa história vai ser mais sobre o amor deles, nada de novela mexicana. Digam o que vocês acharam? Beijinhos de luz.