Coincidências do Amor
4 Então me dê um motivo!
Notas iniciais
06 de março de 2015, sexta-feira 10h45min
POV ALLYSON
Pegar um avião para começar uma nova vida, na verdade tentar dar um novo sentido para ela.
Bom, vou me apresentar, sou Allyson Hernandez, tenho 28 anos sou psicóloga.
Sair do México não estava nos planos, mas meus pais se foram e eu vou procurar uma nova razão para seguir. Ou melhor, eu já a tenho, só preciso ir até ela. Faz tempo que não vejo Eduardo, na verdade perdemos o contato. E agora já desembarquei, estou a caminho de um hotel no centro de Washington.
[...]
20h50min
Cheguei ao bar onde o Eduardo me obrigava a vir, espero realmente que ele venha, já comprei um celular com número local, e espero logo estar procurando um local confortável em um prédio comercial para que eu possa começar a buscar pacientes, com certeza Eduardo me ajudará, ele conhece muito bem a cidade, mora aqui há anos e vai me dizer a melhor localização. É claro que até eu chegar ao balcão eu levo muitas cantadas, estou a costumada a recebê-las, e mais ainda a ignorá-las, eu sou uma mulher bonita sei disso e deveria ser grata por isso, pelo menos é o que dizem, mas essa beleza me fez mal anos atrás e eu só gostaria de não tê-la. E é por isso que eu não deixo os homens se aproximarem de mim, não sou capaz de amar ninguém, e se eu tentar um relacionamento sério, ele teria que saber do meu passado, pois um relacionamento é isso, confiança. Um homem jamais me tocaria com carinho ao saber que eu já fui violentada, ao saber que passei por coisas horríveis qualquer homem teria nojo de mim. Mas como aquilo não foi uma escolha minha eu ainda uso meu anel da pureza, não só por não ter decidido que aquilo aconteceria, mas também porque é a única coisa que me liga á minha mãe.
Já passa das 22h30min e acho que ele não vem, será que não recebeu minha carta? Acho melhor eu ir embora, uma turista andando sozinha por aí não é uma boa idéia, amanhã eu vou ao apartamento dele, só espero que ele não tenha uma namorada ciumenta, eu não quero problemas.
Espera, e se ele não veio por que não quer falar comigo? Não, ele jamais faria isso comigo, ele é meu irmão mais velho, meu irmão de alma, com certeza foi só um desencontro, ele não deve ter recebido minha carta.
É melhor eu ir para o hotel, e dormir, eu sinto que amanhã será um dia divino, tomara que tenha sol. Isso é melhor eu descansar, mas antes eu vou tomar um banho maravilho naquela banheira, relaxar e dormir.
07 de março de 2015, sábado 09H30MIN
Acordei cedo e já estou em frente ao prédio do Eduardo, bom ele me disse apartamento 23, isso seria 3º andar.
Encontro com a porta do apartamento 23 após 3 lances de escadas, estou nervosa, mas aperto a campainha mesmo assim.
Quando a porta é aberta, eu fico confusa, mas a figura do homem á minha frente é no mínimo interessante.
Ele é alto e magro, mas não muito tem um corpo levemente atlético, não malha mas deve ter uma vida saudável. Ele tem um rosto bonito, uma senhora mandíbula, adoraria lambê-la, ele tem um furinho no queixo, ele é adorável, cabelos compridos, e eu só consigo pensar em como seria delicioso puxá-los enquanto ele estaria me beijando com desejo. Seus lábios são levemente rosados e eu adoraria morde-los e os ver ficarem inchados e vermelhos, também não me importaria em morder seu nariz, é pequeno e delicado, olhos aparentemente ingênuos, como se não conhecesse todas as coisas do mundo, eles são quase verdes, castanho esverdeados, essa é a cor. Qual o meu problema eu só vi o homem e só penso em mordê-lo, e de onde saíram esses pensamentos inadequados, eu não sou assim. Mas... Espera, mesmo lindo ele não é Eduardo, quem é ele? Acho melhor perguntar.
ALLY – Oi, han... Quem é você? – ele com certeza deve estar se perguntando quem é a louca que bate na porta dele em m sábado de manhã-
S.R – O... Oi, e... Eu sou Spencer Reid, Doutor Spencer Reid, só Spencer, e você quem é? – um arrepio percorreu minha espinha ao ouvir a voz dele, doce e suave, que fofo ele gaguejou, espera... Fofo? O que deu em mim? –
ALLY – Doutor? Que tipo de médico você é, está cuidando de alguém nesta casa? – um médico, será que Eduardo está doente?-
S.R – Não eu não sou esse tipo de doutor, é que tenho três PH.D’s e isso me torna Doutor, mas você ainda não me disse quem é?! – que alívio-
ALLY – Ah, me desculpe, eu sou Allyson Hernandez, eu procuro Eduardo Alencar, estou de volta aos Estados Unidos e gostaria de falar com ele, não o vejo á seis anos.
S.R – Ah, foi você que enviou a carta. – ele sabe da carta então Eduardo não foi porque não quis ou ele não pode? — Você gostaria de entrar?
ALLY – Pensei que ele não tivesse recebido a carta, já que não apareceu ontem no bar, eu não sabia se ele estaria com uma namorada talvez até casado, e não queria que ele tivesse que explicar nada, nós nunca tivemos nada, mas nenhuma mulher gostaria de saber que seu namorado está recebendo visitas femininas de vidas passadas. – estou balbuciando sem controle algum, já entrei e sentei, é casa do meu amigo, posso ser folgada. -
S.R – Eu recebi sua carta na verdade, Eduardo não mora mais aqui á mais de 5 anos. Na verdade ia tentar contatar ele para que recebesse sua carta, mas não foi possível, não será possível. – ele não mora aqui, mas onde ele mora agora, e agora para onde eu vou? Talvez o bonitão possa me ajudar. -
ALLY – Ah, sendo assim eu já vou, será que você tem o número dele?
S.R – Allyson... Posso te chamar pelo primeiro nome não é? – se eu não fosse uma mulher quebrada você poderia muito mais que isso baby. — Eu sou do F.B.I eu pedi a nossa analista técnica que tentasse localizá-lo, e ela encontrou a certidão de óbito dele, ele morreu... Logo depois de me vender o apartamento.
ALLY – F.B.I? Morto? Ah meu Deus, co... co... como?
Oh Meu Deus, o que houve com o meu melhor amigo? Por isso ele não foi ontem, por isso ele não me respondeu há 2 anos atrás. Isso não é justo ele era novo, será que ele cumpriu tudo que estava na lista dele de coisas para fazer antes de morrer? Para onde eu vou agora? E porque ninguém me contou sobre ele? Meu herói vivia me protegendo. Ah, meu Deus eu não tenho mais ninguém, meus pais, Eduardo. Ninguém.
Eu paro por um momento e percebo que estou chorando, e me lembro de uma coisa, eu não como nada tem quase dois dias, me sinto fraca... Porque está tudo tão quieto?
Esse é meu último pensamento antes de tudo ficar escuro.
[...]
Acordo tossindo enlouquecida mente, e fito a figura de uma belo homem a minha frente, quem é ele? Tento me levantar, mas sou impedia por ele. O que aconteceu? Ah Eduardo, meu amigo. O belo homem fala comigo, e presto atenção em suas palavras.
S.R – É melhor você continuar deitada, pode se sentar se quiser, mas não levante, você pode desmaiar novamente, me desculpe por isso, eu sei que a notícia não foi dada da melhor forma e principalmente por uma pessoa que você nem conhece. Sinto muito por sua perda. – seus olhos são tão verdadeiros, ele realmente sente muito, de onde surgiu esse homem? -
ALLY – Meu Deus, ele foi muito bom pra mim durante a faculdade, me protegia dos veteranos, que só querem... Você sabe... Sexo. Ele dizia que eu era como sua irmã mais nova, ele era o mais novo de quatro irmãos homens, e sempre foi o protegido, só quis fazer o mesmo comigo. – suas pupilas dilataram e ele piscou freneticamente quando falei a palavra sexo, algo me diz que ele não é bom com mulheres – E eu com certeza via ele como um irmão mais velho, eu sou filha única. Será que posso perguntar como ele morreu?
S.R – Ele morreu de Leucemia, morreu pouco mais de seis meses depois de me vender o apartamento. – sorri, com certeza foi cumprir todos os desejos da lista “coisas para fazer antes de morrer”-
ALLY – Com certeza ele foi tentar cumprir toda a lista dele de coisas para fazer antes de morrer, isso é tão injusto. Será que você sabe onde ele foi enterrado?
S.R – Desculpe, eu não cheguei a perguntar isso, mas posso tentar descobrir, se importa tanto pra você. Eu realmente sinto muito Allyson, eu posso te ajudar com algo, você quer alguma coisa? Ah! Sim, sua carta está comigo, posso devolvê-la se quiser. – tão gentil e solícito, eu acho que esse homem é gay, meu vestido está levantado até o início das minhas coxas e ele não olha, porque ele me atrai tanto, e porque não provoco o mesmo nele?-
ALLY – Não precisa devolver, não faz diferença agora, e, por favor, pode me chamar de Ally. E se não for incomodar eu gostaria de beber um suco antes de ir. Pelo menos até eu encontrar uma lanchonete ou um restaurante. – ele só é cavalheiro demais, ah bonitinho porque você me desequilibra? –
S.R – Claro, um suco... Quer que eu traga aqui, ou gostaria de me acompanhar até a minha cozinha. Talvez seja melhor eu trazer aqui, você não deve estar se sentido bem. – ele também divaga como eu, quem diria-
ALLY – Vamos fazer assim, eu vou até a sala me sento no sofá, e espero você com o suco, sentada, quietinha. – dou meu melhor sorriso e vejo ele arregalar os olhos, o que estou fazendo, flertando com um cara que não conheço, mesmo sabendo que jamais teríamos nada? Eu não amo e nem posso ser amada. – Pode ser doutor?
S.R – Tudo bem vamos então e, por favor, não precisa me chamar de doutor, não estou trabalhando, estou em casa, o que me lembra que você deve tomar cuidado, entrou na casa de um desconhecido sem ao menos conhecê-lo, pode se sentar, eu volto já.
ALLY – Obrigada, pela preocupação doutor. – ele me ampara até o sofá, e eu falo um pouco mais alto, para que ele me ouça da cozinha. – Mas eu entrei porque pensei que você fosse amigo do Eduardo, sei lá eu não pensei direito, ainda bem que cruzei o caminho de um Agente Federal. – gato, voz sexy, cavalheiro, distintivo e arma, eu caso se ele pedir. – Obrigada, Spencer.
S.R – Se importa em dizer por que está em Washington?
ALLY – Eu perdi meus pais tem dois anos e decidi vir para os Estados Unidos, cogitei outras cidades, como Nova York, eu conheço como a palma da minha mão e morei lá enquanto estava na Universidade. Mas é competitiva de mais para o que eu quero. Não que esta não seja, mas pensei que com a ajuda dele seria mais fácil, e agora eu não tenho mais ninguém no México, aqui ou em qualquer outro lugar. Que ironia, uma Psicóloga quase entrando em depressão.
S.R – Onde você estudou?
ALLY – Na Universidade da Columbia, nada muito notável como Princeton ou Yale. Bom, acho que já vou, será que você conhece algum restaurante ou tem alguma lanchonete aqui perto, quero comer alguma coisa antes de decidir o que fazer com a minha vida. – ele se incomodou com o fato de eu querer ir embora, pude ver nos seus olhos. –
S.R – Eu posso levá-la para almoçar se você quiser, fica aqui perto, podemos ir andando, eu me recuso a perder você de vista antes de ter certeza que esteja bem. – ah, eu com certeza estou apaixonada por esse homem, como pode isso, eu mal o conheço?! –
ALLY – Eu aceito é claro, obrigada pela gentileza Doutor. Vamos... Ah! Minha bolsa, aqui... Estou pronta.
Fomos conversando até o restaurante, ele é tão inteligente, e eu adoro homens inteligentes, qual a probabilidade de eu dar uma chance para ele e as coisas funcionarem? Ele parece ser do tipo amoroso e compreensível, mas isso pode mudar ao tomar conhecimento do meu passado. Então as chances são nulas.
Quando chegamos ao restaurante, somos logo atendidos e encaminhados á uma mesa.
ALLY – Eu amo comida italiana. – disse enquanto olhava o cardápio. – E você Spencer?
S.R – Sim eu também gosto de comida italiana, mas tem tempo que eu não como, não sei o que escolher o que pretende pedir? – meu prato predileto sem dúvidas, é o que eu pediria. —
ALLY – Eu vou pedir Pasta Allá Van gole, eu recomendo, garanto que você não vai se arrepender.
Ele aceita a sugestão e fazemos nossos pedidos, e continuamos a conversar enquanto esperamos que o garçom nos traga nossos pratos, o que não demorou muito. A comida é divina,
ALLY – Definitivamente esse é um dos melhores restaurantes italianos que eu já fui. Obrigada.
S.R — Você gosta de comer – ele está assustado com o fato de eu ser boa de garfo — Você é especializada em que área da psicologia?
ALLY – Na verdade eu tenho várias especializações, mas gosto mesmo de trabalhar com psicologia infantil. No entanto poderia trabalhar com pessoas que tenham esquizofrenia, Transtorno Dissociativo de Identidade, transtorno bipolar e até psicopatas e Sociopatas. Minha residência foi em um centro que tratava de casos de pedofilia, eu tentava achar o ponto em que eles se transformavam em pedófilos, mas não parava de pensar em como as vítimas estariam se sentindo, sei que o trauma pode ser irreversível em uma vítima de abuso sexual, e pedi para ajudar também as vítimas. Quando abri meu consultório sabia que queria trabalhar com crianças.
S.R – Então estava pensando em abrir um consultório especializado em psicologia infantil?
ALLY – Na verdade queria mesmo era organizar minha agenda de uma forma que pudesse trabalhar com todo tipo de paciente.
S.R — Assassinos e psicopatas podem ser fascinantes, mas tentar entender a mente deles pode nos fazer mal.
ALLY – Você fala como se tivesse conhecimento de causa... Ah é claro. Você trabalha com eles, estou certa?
S.R – Sim está certa. – amorzinho me conte tudo a seu respeito. -
ALLY – Vamos mudar de assunto. Fale-me sobre você, não é casado, pude notar pelo seu apartamento, mas com certeza tem namorada, você deve fazer da vida dela um inferno, sai para trabalhar e não sabe se volta. – eu sei que ficaria apavorada. —
S.R- Com certeza?? O que te faz pensar que com certeza eu tenho namorada? – Ah, bonitinho, se você não tem namorada fico feliz, isso sim é uma surpresa.
ALLY – Você é inteligente, bonito, se mostrou um verdadeiro cavalheiro e ainda é agente do FBI, é o tipo de qualquer mulher que eu conheça.
S.R- Oh! Então, por favor, me apresente às mulheres que você conhece, eu não sou o rei da popularidade entre as mulheres. Na verdade elas fogem de mim. – docinho, você não está procurando no lugar certo, se uma mulher te conhecer de verdade, com certeza vai te querer só para ela. -
ALLY – Você deve estar procurando no lugar errado. Toda garota gostaria de sair com você.
S.R- Toda garota? Isso quer dizer que... Que você gostaria de sair comigo? — oh meu deus, me possua doutor, ele me deixou envergonhada. -
ALLY – E porque não? Mas mudando de assunto, você se formou em que?
S.R- me desculpe, eu não quis te constranger. – dou um aceno positivo e um leve sorriso, ah querido se você soubesse. — eu tenho PH.D em Engenharia, Química e Matemática. Também sou bacharel em Psicologia, sociologia e filosofia. – o que, como isso? Quem é ele? O homem bicentenário? -
ALLY – Uau... Você gosta de estudar, estou impressionada. Com quantos anos entrou para o F.B. I?
S.R — Aos 22 anos. – Sim, eu me caso com você. -
ALLY – Como você conciliou todos essas graduações com o trabalho?
S.R — Eu me formei aos 24 anos, não foi tão difícil. Só filosofia que eu fiz aos 27, mas foi tranquilo. – mas, é impossível. -
ALLY – Espera, você se formou em tudo aos 24 anos? Isso é impossível.
S.R – Na verdade não é impossível se você tiver um Q.I de 187 e ler vinte mil palavras por minuto, claro que a minha memória fotográfica ajuda.
ALLY – Ah entendi, você é um gênio. – isso me atrai baby. -
S.R — É algo assim. Você está mesmo pensando em ir embora de Washington?
ALLY – Na verdade eu já decidi que vou embora, só não sei pra onde vou.
S.R — É uma pena, eu adoraria... Ser... Han... Ser seu amigo. Sei que você veio para cá por ser co-dependente e precisar de alguém que te de motivos para ficar em determinado lugar, e você não tem mais isso aqui... Ah, eu não estou falando coisa com coisa. Só queria que você ficasse. – como ele sabe tudo isso de mim? Ah, ele também é psicólogo. Eu o deixo nervoso. -
ALLY – Como sabe tanto sobre mim em poucas horas? – estou me sentindo exposta. -
S.R – Fiz seu perfil, você disse que não tem ninguém que te segure em nenhum lugar, mas esse anel é de noivado, não é? – perfil? Interessado em saber se alguém na minha vida docinho? -
ALLY – Meu perfil, como é isso? E esse anel é o anel da pureza, usando ele eu prometo me guardar até o casamento, é uma tradição na minha família, esse em especial, vem desde minha bisa-avó. Você deve conhecê-lo como anel de castidade. Eu nem deveria mais usar, mas como não foi uma decisão minha, eu ainda... E que história é essa de perfil?
S.R – Anel da Pureza, isso é legal. Perfil, é o que eu faço no F.B.I sou da Unidade de Análise Comportamental, minha equipe e eu traçamos perfil de assassinos em série... É muito fascinante... Sabe, às vezes nós... Nós – ele para de falar, como se estivesse pensando, quando vou perguntar o que houve, ele dispara falar. — Espera, porque você não deveria mais usar o anel? E o que não foi decisão sua?
Ally- O que? Do que você está falando? – como ele sabe? Ninguém pode saber, ele vai sentir nojo, ele está pensando. No que ele está pensando?- Spencer, porque você está perguntando isso?
S.R- Allyson, você foi violentada na faculdade? É por isso que o Eduardo te protegia, por isso não deveria usar o anel? Você disse que não foi uma escolha sua. – ele sabe, como ele sabe, ele não pode saber, ninguém pode. —
ALLY – Espera como você sabe... Isso não é da sua conta, eu não gosto de falar sobre isso. É passado, eu já superei.
S.R – Você denunciou quem fez isso com você? – o que? Claro que não. -
ALLY – Não que isso seja da sua conta, mas não eu não denunciei. Eu vou embora, foi bom conhecer você Spencer. Agradeço a ajuda e a preocupação e o almoço estava divino, mas eu preciso ir. Adeus. – preciso ir embora, não posso ficar aqui, mas ele segura meu braço. — Me solta, por favor, eu preciso ir embora.
S.R – Me desculpe Ally, eu não queria constranger você ou fazer com que se lembrasse de algo que prefere esquecer, mas, por favor, não vá embora, eu realmente gostaria que você ficasse. – não faz isso, por favor, não faz.
ALLY – Nada me prende aqui, eu preciso ir embora, por favor, me solta.
S.R – Não posso tentar te dar um motivo pra ficar? – não posso correr o risco de ser machucada, respiro fundo e tomo minha decisão. -
ALLY – Não consigo imaginar como faria isso.
Saio dali como se estivesse sendo perseguida, e corro para o meu hotel que é perto dali, ao entrar no meu quarto eu choro, como ele pode me afetar tanto em tão pouco tempo? Eu mal o conheço, mas sei que eu adoraria conhecê-lo melhor. Eu acabo pegando no sono, depois de chorar por mais de uma hora.
[...]
Acordo com o barulho do meu celular chegou mensagem. Quem me mandaria mensagem? Esse número é novo. Número desconhecido, abro e leio, é uma mensagem do Spencer.
~ Mensagem de Texto ~
Oi é o Spencer, eu busquei a resposta para a sua pergunta e o Eduardo foi cremado.
Me desculpe pelo que aconteceu no restaurante.
Foi bom conhecer você.
Adeus.
Mesmo eu sendo grossa, ele é gentil comigo, e com certeza só mandou uma mensagem por que ficou com medo da minha reação. Amanhã antes de ir ao aeroporto eu vou até a casa dele pedir desculpa, e dizer Adeus.
08 de março de 2015, domingo 07h38min
O que eu estou pensando em fazer? Ele vai ficar muito bravo comigo, além de aparecer na casa dele antes das oito da manhã de um domingo, ainda vou para dizer que vou embora, mas talvez ele nem vá se importar... Ele vai sim, ele queria me convencer a ficar, ah meu Deus, ele vai pegar a arma dele e me matar. Bom, posso pelo menos levar um café pra ele, isso, ele com certeza deve gostar de café, e vou levar aquelas rosquinhas que policiais gostam, talvez Donut’s.
Entrei na primeira cafeteria que encontrei aberta e comprei algumas rosquinhas, ta bom, várias delas, e um café normal, não sei como ele gosta.
Acho que agora posso pelo menos não ser baleada.
Chego ao prédio onde Spencer mora, faltando dez minutos para as 08h da manhã. Quando avisto seu apartamento logo depois dos três lances de escadas, meu coração dispara, eu estou correndo risco de vida.
~ Campainha ♪♫ ~
Escuto Spencer chegar a porta reclamando por eu ter acordado ele. Assim que abre a porta tenho vontade de rir pelo pijama que ele usa, mas quando olho em sua carinha toda amassada pelo sono e seu cabelo todo bagunçado, tenho vontade de mordê-lo.
S.R — Quem está me acordando de madrugada, se for você Morgan, eu juro que vou te socar... A cara... – ele definitivamente está surpreso por me ver. — Allyson?
ALLY- Me desculpe pela hora, eu trouxe café e rosquinhas, será que eu posso entrar? – como posso ficar tão boba quando o vejo? -
S.R — Claro me desculpe entre, por favor, gostaria de sentar?
ALLY – Obrigada. Spencer eu quero pedir desculpa, vim até aqui pra isso e também para me despedir de você. Sei que não faz sentido já que não nos conhecemos. Mas mesmo assim, antes de dizer Adeus, gostaria de perguntar uma coisa.
S.R – É uma pena que vá embora, e saber que não posso convencê-la do contrário. – o que eu faço com você? -
ALLY – É sobre isso que gostaria de falar, como você pretendia me convencer a ficar? – O que? Não isso não estava no plano. -
S.R – Você mesma disse que isso não poderia acontecer, então não tem porque eu tentar. – mesmo aliviada com sua reposta, estou decepcionada. -
ALLY – Bom, eu tentei. Eu já vou, Adeus Spencer. – porque parece que eu vou chorar?-
S.R – Tchau Ally, foi bom conhecer você.
ALLY – Você realmente não quer tentar me dar um motivo para ficar? — o que eu estou fazendo comigo mesma? Que merda é essa Allyson Hernandez? -
Ele pareceu incerto, mas sorriu brilhantemente esmagando seus lábios nos meus.
Gemi agarrando seus cabelos, enrolando meus dedos nos fios sedosos, ele lambeu meu lábio inferior me fazendo arfar, o que deu passagem para sua língua.
Eu teria caído se ele não tivesse me segurado e prensado contra a porta, quando sua língua tocou a minha foi como uma explosão em meu coração, meus membros viraram gelatina, seu gosto era o céu, e eu não queria que acabasse nunca, nem ele já que conforme ele aprofundava o beijo seu abraço se tornava mais possessivo, como se ele nunca fosse me soltar.
– Não me solte! -implorei mentalmente.
Sua língua varreu o céu da minha boca provando meu gosto e me dando uma prova do seu, suspirei me grudando mais a ele, seus suspiros me envaideceram, uma mão no meu pescoço e a outra na minha cintura me puxando para ele, nossos corpos estavam se moldando um ao outro, eu estava me sentindo quente e foi quando eu percebi que isso não podia estar acontecendo. Eu não sou boa para ele.
Me afastei dele o empurrando, deixando ele claramente confuso.
ALLY – Me desculpe você é bom demais para mim. – abri a porta de seu apartamento e desci as escadas tomando cuidado para não cair, sentia minhas pernas mais instáveis que gelatina, mas ainda pude escutar ele dizendo. -
S.R – Com certeza sou eu quem deveria decidir isso.
Eu vou para o hotel pegar minhas malas, ir embora daqui, esquecer o que houve, mesmo sabendo que será difícil.
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