Code Geass: The New Chain

1 Parte I - Ilusões e paradoxos:


Notas iniciais
Pois é... aqui estou eu, com uma nova fic, dessa vez do anime Code Geass. Espero que gostem. xD

A vida... é um paradoxo? O que é "Realidade" e o que é "Ilusão"? As pessoas têm o péssimo e presunçoso hábito de julgarem o Universo de acordo com seus pontos de vista limitados. Quem somos nós para julgar o que é real ou não? E se tudo for uma ilusão? A Realidade seria, na verdade, uma ilusão e as ilusões seriam a única "Realidade"?


Era esse o tipo de pensamento do jovem japonês Higurashi Yori, estudante da Academia Ashford, em Britannia — apesar de não pertencer àquele lugar e, de certa forma, não se sentir confortável por lá. De fato, ele preferia a sua terra natal, o Japão.


– Yori! — ele ouve um grito e o barulho de algo como um livro se chocando contra si. Aquilo havia doído um pouco. — Quer prestar atenção na aula? — continua a voz. Yori levanta a cabeça lentamente, até ter uma visão da dona da voz.


– Me desculpe, Kallen-sensei — diz ele, de forma bastante monótona, para variar. A mulher sorri.


– Você é um excelente aluno, apenas precisa se esforçar mais nas aulas para tirar notas melhores — diz ela.


Kallen, antiga membro da Ordem dos Cavaleiros Negros, agora era professora de História daquele local, apesar de ser poucos anos mais velha que seus alunos. Cerca de três anos, talvez. Yori era seu aluno favorito, embora ela jamais demonstrasse qualquer forma de favoritismo. A personalidade indiferente do mesmo a fazia se lembrar do único a quem teve alegria de servir: Lelouch Lamperouge, o Zero. Apesar de Yori fazer mais o tipo "garoto de comportamento esquizóide" do que meramente indiferente...


– Certo, então você pode me dizer o que foi a Ordem dos Cavaleiros Negros? — ela pergunta.


– De novo com essa questão? Você realmente deve gostar de ouvir a minha resposta — responde ele, a olhando da maneira calma e um tanto vazia de sempre. Ela corou. — A Ordem dos Cavaleiros Negros foi uma organização formada em sua maioria por japoneses que visavam a libertação do Japão como colônia de Britannia. Foram comandados pelo o homem misterioso chamado Zero e pregavam a Justiça e que só se deve machucar aqueles que têm a chance de se defender.


– Isso, boa resposta! — responde a professora, animadamente — Viu? Você ainda tem salvação — quase todos os alunos da classe riram. — Siga mais o exemplo do seu amigo, o Dante.


Naquele momento, Yori olhou para quem se sentava ao seu lado, Dante Laurence. Ele era um garoto de origem italiana que se mudou para Britannia para estudar, assim como ele. Os dois logo se tornaram muito amigos, embora ambos ficassem em completo silêncio durante as aulas, dominados por seus pensamentos individuais.


Yori e Dante, inclusive, eram garotos muito bonitos e populares entre as garotas da escola. Yori, que tinha 17 anos, possuía cabelos negros e curtos e olhos castanhos-claro — curiosamente semelhante ao Imperador Demônio Lelouch, se não fossem as diferenças mínimas no corte de cabelo (somente notadas por alguém que o observasse bem) e na cor dos olhos. Yori usava a roupa tradicional de sua escola, completamente negra.


Dante possuía as mesmas características físicas que seu amigo, exceto pelo o seu cabelo completamente branco, beirando ao prateado. Ele também era quem tirava as mais altas notas da Classe, embora sempre perdesse para o "despreocupado e distraído" do seu amigo (como ele costumava dizer) no xadrez.


Mas mais importante para Yori — até mais que seu amigo, sua sensei e que a Ordem dos Cavaleiros Negros -, eram as coisas que sempre se recusavam a sair da mente do mesmo: a primeira era a veracidade de tudo. "O que eram ilusões?" "Seria ele mesmo uma ilusão?" Era tudo que ele gostaria de entender... um de seus maiores objetivos era entender as bases da Realidade. Mas como um ser humano, com uma mente tão limitada, poderia entender isso apenas com o raciocínio? Tal ato parecia impossível.


A segunda coisa na qual ele sempre pensava (provavelmente mais importante do que o seu hobby de tentar compreender a Ilusão da Existência) era na pessoa que sempre cuidou dele. Ou melhor, que cuidou dele quando mais foi preciso. Nunnally vi Britannia era conhecida por todas as nações por ser uma excelente imperatriz, sempre ouvindo o seu povo... todos de Britannia definitivamente a adoravam e ela tinha respeito por vários outros países. Mas Yori devia algo especialmente à aquela mulher, afinal de contas.


O que mais o atormentava, era a intuição de que algo a ameaçava.

Notas finais
Bom, gente, essa fic continua, mas só se me mandarem reviews. ;D