Cocaine

9 Sendo uma garota desesperada


Notas iniciais
Hey babes! Estou amando todo o vosso carinho, é sério! Eu quero me casar com todas vocês AHAH Estou triste, preciso de muito mimo! Boa leitura!

– Manda vir, sua vaca. Eu vou acabar com a sua vida! – uma risada desprezível saiu por meus lábios. Deixei de ouvir a música do bar. Deixei de ver Daniel e o barman simpático. Tudo agora, era entre mim e Jane.

– Você realmente vai desejar nunca ter nascido, Jane Morgan.

Desliguei. Essa vagabunda vai sofrer.

[…]

Saí pela porta do bar sem sequer pagar a minha bebida. Foda-se isso. Aliás foda-se o mundo todo. Eu vou matar Jane Morgan e vou cortar as bolas de Jackson.

Eu estou raivosa. Miriam era a minha protegida. Por amor de Hades, ela era odiada por todo o mundo! Tinha uma vida complicada. Quer dizer, eu não sabia nada sobre Miriam. Ela era um livro selado por um cadeado impossível de abrir. Mas, mesmo assim… Mesmo assim, ela merece que alguém lute por ela.

Dessa vez, vai ser diferente. Ah Jane, eu vou matá-la com tanta força que ela vai morrer de morte! Eu vou estuprar todos os sonhos e esperanças dessa vadia!

Parei abruptamente. Caralho, para onde eu estou indo? Olhei ao meu redor. Eu me perdi. Novamente. Essa rua estava deserta e mal iluminada. Essa é a hora em que a garotinha é atacada por um assassino que quer esventrá-la e vender seus órgãos para o mercado negro. Porra, eu não posso ficar sem meu estômago! Preciso comer meus salgadinhos!

Coloquei meu capuz novamente e encarei o céu com toda a raiva que consegui reunir. Gritei. – Hades, seu maldito!

O meu celular vibrou no meu bolso, assustando-me profundamente. Tirei atabalhoadamente o celular do bolso da minha calça e mirei o visor. Era uma mensagem de Miriam.

Vamos brincar um pouco, Harley?

Tente encontrar a sua amiga.

Ela está no recinto da universidade.

Completamente nua.

Engoli em seco, sentindo o meu rosto ficar quente. Nua? Tipo, como? Tipo… sem roupa?! Com esse gelo? Oh meu Deus! Guardei o celular e corri como uma desvairada. Eu não sabia o caminho. Merda, eu não sabia nada! Eu sou só uma garota sem GPS! Eu deveria estar me divertindo como todos os outros universitários. Suspirei.

Tudo o que eu consigo fazer é arrumar encrenca.

Tropecei nos meus próprios pés e caí no chão. Fiquei gemendo como uma criança. Meu joelho e minhas mãos ardiam. Encarei-as com medo. Puta merda, eu me machuquei.

Levantei-me com dificuldade e fiquei encarando a calçada. Espera um momento. Eu conheço essa calçada! Levantei o meu olhar e voilá! East River. Graças a Hades! Atravessei a entrada coxeando. Provavelmente vou ter que cortar minha perna. Imaginei-me com uma perna de madeira. Argh! Sou um pirata!

Afugentei minhas ideias infantis e caminhei lentamente. Eu admito, eu estava um pouco assustada. East River parecia mais assustadora durante a noite. E eu acreditava em fantasmas. E espíritos do mal.

Chamei por Miriam, mas minha voz falhou. Eu mal conseguia falar. Estava assustada demais. Oh Hades, eu não sou uma mulher digna! Não mereço ter seios! Um gemido atrás de mim, fez-me gritar como uma garotinha. Virei-me lentamente e quase suspirei de alívio. Miriam estava amarrada a uma árvore. Meus olhos encheram-se de lágrimas raivosas. Miriam Cast estava mesmo nua. E tinha um grande machucado numa das maçãs do rosto. Além disso, seu corpo estava envolvido por mais alguns hematomas.

Aproximei-me rapidamente dela e lutei contra as cordas apertadas. Não acredito que Jane teve coragem para fazer isso com Miriam. Essa vadia não é humana. Com muito esforço, consegui libertar a garota. Ela caiu nos meus braços e como eu estava sem força, cai junto.

Praguejei algo muito feio.

– Desse jeito, você vai para o inferno. – o meu olhar pregou-se na garota inerte nos meus braços. Um sorriso choroso formou-se nos meus lábios. Ela está bem.

– Sem problema, Hades intercederá por mim. – limpei uma lágrima nervosa e levantei meu olhar, procurando a roupa de Miriam. Encontrei-a jogada de qualquer jeito no gramado. Vesti a garota, ouvindo-a gemer de dor sempre que movia seu corpo machucado. Tudo o que eu conseguia fazer era pedir perdão e chorar como uma criança. Meu joelho ardia, meu coração ardia. Sentia a raiva correr no meu sangue.

Vingarei Miriam. Que tipo de conselheira sou eu? Nem consigo ajudar essa garota… mas de uma coisa eu tenho certeza. Jane Morgan vai amaldiçoar o dia em que nasceu.

Procurei o meu celular e disquei um número que eu conhecia muito bem. O garoto atendeu rapidamente.

– Harley, sua vadia filha de uma égua! O que você tem na cabeça para fugir desse jeito?! Tem sorte pois Jared não suspeitou sobre nada! Onde você está, hein? Porque não está em casa? O que vo…

– Chad, cala a boca e me ouça! – gritei interrompendo o meu irmão. Ouvi Miriam suspirar e rir baixinho. – Eu preciso da sua ajuda. Miriam. Ela… — clareei a voz. Ainda estava demasiado assustada. Essa garota está quase inconsciente. E fria. Sua pele está tão fria. – Miriam foi atacada pelo bando de Jane. E está mal… Muito mal. Estamos na entrada da East River, no gramado principal.

– Estou indo! – respondeu Chad. Ouvi o barulho de chaves chocalhando e de uma porta abrindo. O meu meio-irmão murmurou uma despedida e quando ia para desligar a chamada, interrompi-o.

– Chad. Por favor, não demore… Por favor.

E desliguei. Observei a garota nos meus braços. Sua face estava bem rosada e sua respiração, irregular. Acariciei-lhe a testa e assustei-me com a temperatura da mesma. A garota está ardendo em febre. O corpo de Miriam continuava tremendo. Abracei-a fortemente, tentando transmitir o calor do meu corpo. Sentia-me completamente inútil.

Chad chegou pouco tempo depois e ajudou-me a carregar Miriam até ao seu carro. Levámos ela até ao hospital e ficámos esperando impacientemente em um corredor branco. Duas horas passaram lentamente. Odeio hospitais. Todos eles parecem transmitir uma única coisa: Você vai morrer.

A última vez que tinha estado em um hospital foi quando consegui essa cicatriz. Eu estava esvaindo em sangue quando entrei por uns corredores brancos semelhantes a esse. E tudo em que conseguia pensar naquele momento, era no rosto maníaco de Jared… me matando. Repetidamente. Minha memória torturava-me com essas lembranças malditas. E depois eu fiquei inconsciente. E tive sonhos felizes.

Sequei os olhos mais uma vez tentando esconder minhas lágrimas. Chad parecia muito concentrado no seu celular. E por vezes soltava risadas baixinhas e discretas. Ou mesmo, corava.

Aproximei-me dele de mansinho. Chad não percebeu a minha presença e continuou com um sorriso bobo estampado na cara. Um sorriso malvado ocupou meus lábios e como uma criança, tirei-lhe o telefone das suas mãos. O meu meio-irmão levantou-se rapidamente, exibindo uma expressão de pânico.

Escapei-me dele quando tentou recuperar o celular e li uma das suas mensagens.

Hum… E eu amo você. Quero você.

Não consegui ver o destinatário, pois Chad tirou-me o celular de minhas mãos malvadas. Sorri como uma idiota e encarei o meu irmãozinho querido.

– Eu não acredito, Chad Lawrence Adams! – gritei fazendo meu irmão corar com vergonha. Umas enfermeiras passaram por nós, olhando-nos feio. Encolhi os ombros e concentrei-me no meu irmão. – Você tem um namorado, seu idiota traidor! Porque não me contou?

O garoto homossexual sentou-se em uma das cadeiras brancas e desconfortáveis. Coloquei-me na sua frente, cruzando os braços. Eu gosto de fazer minhas birras. Chad suspirou e fuzilou meus sapatos. Ah, está tão envergonhado que nem me consegue olhar nos olhos!

– Ele não é… meu namorado. Ele é meu… ham… eu apenas gosto dele um pouquinho. – ri histericamente e pousei uma das minhas mãos no ombro do garoto.

– “Quero você.” Oh, sim! Claro! Sei… Você só gosta dele um pouquinho. Aposto que já viu o seu corpo nu! Meu Hades, você já não é puro! – gritei, abraçando-me a mim própria. Adoro ser dramática.

– Cala a boca, Harley! Eu sou puro sim! Não é o que você está pensando… — reclamou Chad, tapando-me a boca. Mordi-lhe a mão com força, fazendo ele me soltar.

– Eu quero conhecer ele. Quero conversar com ele. De homem para homem! Quero saber suas intenções para com você!

O meu meio-irmão soltou uma risada e envolveu-me com seus braços. Permiti descansar a minha cabeça no seu ombro. Estava cansada demais. – Eu adoro você, sua babaca.

– Se você me chamar babaca de novo, vou chutar seu saco com toda a minha força. – reclamei apertando o nosso abraço desajeitado. O nosso momento fraternal foi interrompido por um médico trazendo notícias de Miriam.

– Vocês são os responsáveis por Miriam Cast? – abanei freneticamente a cabeça e afastei-me de Chad.

– Ela está bem? – o médico sorriu serenamente e acenou mantendo uma calma irritante. Eu queria gritar de felicidade, mas isso seria inapropriado. Afinal, estou em um hospital. E não sou louca desse jeito.

– A senhorita Miriam tem alguns hematomas espalhados por seu corpo, mas já foram devidamente cuidados. Conseguimos baixar sua febre com medicação. Ela está bem. Só precisa descansar um pouco.

Suspirei de alívio e lancei-me para os braços do médico. Sussurrei-lhe milhares de agradecimentos enquanto o homem acariciava-me o cabelo. Separei-me dele, envergonhada. Espero que ele não me acuse de assédio!

O homem fez sinal para o seguir. Obedeci imediatamente. Chad preferiu esperar por mim no corredor. Entrámos por uma porta e vi Miriam já acordada. A garota estava sentada em uma das camas. Uma enfermeira fazia-lhe perguntas sobre o seu estado de saúde. Assim que me viu, a mulher sorriu e saiu, deixando-me sozinha com Miriam.

Aproximei-me dela e sentei-me ao seu lado. Ficámos nesse silêncio desconfortável até que Miriam se irritou e decidiu falar algo que me surpreendeu.

– Eu o odeio.

Encarei-a confusa. – Chad? Porquê? Ele nos ajudou, Mi…

A garota negou com a cabeça interrompendo-me. Fiquei observando-a esperando uma explicação. Vendo a minha confusão, Miriam suspirou e encostou sua cabeça no meu ombro.

– Jackson. Eu odeio o Jackson. Ele obedeceu-a sem remorsos, Harley… Jane apenas falou para ele tirar minha roupa… e ele tirou. Ele viu o meu pânico. Ele ouviu meus gritos e não fez nada!

Abracei-a desajeitadamente enquanto ela tremia de raiva. Eu própria sentia-me fervendo. Um pensamento horrível ocupou minha mente. Afastei-me da garota só para olhar nos seus olhos. – Miriam, ele… ele te tocou? – engoli o nó que tinha na minha garganta. – Ele fez algo com seu corpo? Esses hematomas… ele fez isso?

Miriam sorriu levemente e negou. Um alívio tremendo invadiu-me. Eu nunca me perdoaria se Jackson tivesse tocado nela. – Foi Jane quem me machucou. Ódio é uma palavra muito fraca para descrever aquilo que sinto por ela nesse momento.

Abracei-a novamente. – Descanse apenas. Eu vou acabar com essa palhaçada. Jane vai comer o pão que Hades amassou. Eu prometo.

Notas finais
Awn, Chad tem um namoradinhoooo AHAH #VouMatarEssaVadia Espero por vocês nos comentários!