Cocaine

33 Segure a sua calça


Notas iniciais
Segure a sua calça mesmo porque eu voltei! Aeee, tudo bom minhas princesas e "princesos" da vida? Eu finalmente tive um tempinho para escrever e agora estou mais inspirada que nunca! Acho que é dessa que Cocaine termina sem ter "férias" de meses e meses sem capítulo! Bom, eu acho que ainda não respondi os últimos reviews, então vou fazer isso agora. E quanto a vocês, se mostrem vivos por favor! Eu não mereço, mas um review nunca matou ninguém. Agora sem mais demora, o capítulo! Beijos de chocolate para todos!

Respirei fundo sentindo meus músculos relaxarem. Não me lembrava qual fora a última vez que abraçara meu pai.

— Eu odeio destruir esse lindo momento de filha e pai mas está quase chegando a hora do julgamento. Temos que ir. – falou Lauren, trazendo-me para o mundo real.

É hora de matar meus demónios. De vez.

[…]

Se alguém um dia pensar que entrar nesse tribunal foi fácil, estará muito enganado. Aliás, eu mal consegui colocar um pé na sala extremamente marrom e encarar Nolan. Eu simplesmente quebrei. Todas as más memórias despertaram em mim e minhas pernas tremeram. Acabei no chão. Confusa. Meio perdida. E só com um único desejo.

Sair desse lugar.

O juiz felizmente dispensou a minha presença e durante alguns minutos, eu fiquei na rua na companhia de Julian. E mesmo que os seus braços fossem reconfortantes, eu não poderia continuar fugindo. Afinal eu passei minha vida fugindo e me escondendo. Era hora de enfrentar Nolan pela última vez e seguir em frente. Afinal eu fizera uma promessa. A Stuart. A meu pai. A mim mesma.

Afastei-me de Julian e pedi autorização aos policiais para entrar novamente na sala onde decorria o julgamento. Eles abriram a porta sem falar nada e eu entrei.

Algumas cabeças se voltaram na minha direção enquanto as restantes continuaram concentradas nas palavras do juiz. Encarei as minhas unhas. O esmalte arruinado pelas minhas mãos nervosas.

Eu odeio admitir, mas não era a primeira vez que colocava os pés num tribunal. E definitivamente, eu não tinha boas memórias desse lugar. A primeira vez foi quando meus pais decidiram se divorciar. Mamãe desapareceu dias depois. Eu não gostava de lembrar ou sequer tocar no assunto mas pisar esse chão novamente, fazia-me voltar no tempo.

Demasiadas lembranças que eu queria simplesmente apagar…

Anos depois eu era a acusada. Os pais de Nolan e Jared queriam lutar por uma vingança egoísta. Juravam para todo o mundo que eu realmente era a culpada da morte de Nolan… digo, Jared. Segundo eles, o suicídio era na verdade, uma farsa planeada cuidadosamente por mim. O caso foi fechado porque não havia provas que me pudessem culpar.

Mas de algum modo, eles estavam certos. Era tudo uma farsa. Nolan estava vivo. Jared nem por isso. Mas eu não era a culpada. Pelo menos, não diretamente.

Porque na verdade, toda eu sou culpa e remorso.

Meses mais tarde, o suposto Jared tentou matar-me e acabou preso e durante esse terceiro julgamento, eu tive a certeza. Os pais dos gêmeos me odiavam e iriam usar todo o seu dinheiro e poder para me ver pagar.

Eu admito que também não fiquei fã deles.

Deslizei lentamente por entre os bancos, mantendo sempre o meu rosto escondido dos olhares curiosos. Jade e os nossos advogados não haviam saído do mesmo lugar e eu ocupei a cadeira desconfortável bem do seu lado.

Jade Russo colocou sua mão sobre a minha e entrelaçou nossos dedos, tentando talvez passar-me algum conforto. Dirigi-lhe um sorriso fraco e desviei meu olhar para o outro lado do tribunal.

Meus olhos caíram nos defensores do acusado e em Nolan. Atrás deles, encontrei seus pais. E eu me atrevi a observá-los uma última vez. Cansados e envelhecidos. Sombras das pessoas que um dia foram. Acho que foi nesse momento que eu perdoei silenciosamente cada bagunça odiosa que um dia ambos me fizeram passar. Porque eu sei que era tão dolorido para eles como era para mim. Reviver toda essa dor novamente. E me encontrar novamente.

Eu.

A vadia que destruíra a família deles.

Desviei meu olhar para Nolan. Algemado e sendo controlado por pelo menos dois policiais. O meu corpo ainda não se acostumara com a sua presença. E aquele sorriso despreocupado no seu rosto não estava me ajudando.

Eu acho que para ele, tudo ainda era uma brincadeira. Uma brincadeira desumana e psicótica. E o pior, ele fazia questão de me ter ali. Amarga e desesperada. Pensando estar livre quando na verdade estava cada vez mais e mais presa no seu jogo vicioso.

Cravei meu olhar nas minhas mãos novamente. Não dessa vez. Eu já não quero jogar mais.

— Falta-nos apenas o testemunho de Harley Adams mas como o seu estado psicológico encontra-se… um pouco alterado, o veredito será decidido considerando apenas o depoimento da outra vítima Jade Russo e das restantes testemunhas incluídas no caso. – murmurou o juiz me encarando com cuidado. Levantei a cabeça, acenando de seguida para o homem de cabelo quase branco.

Sem mais demora, ele colocou os óculos de aro fino e levantou-se, lendo o relatório final do julgamento e a sentença. – Nolan Brown, 21 anos é acusado por duas tentativas de homicídio por parte das vítimas Jade Russo e Harley Adams. Pelos homicídios de Jared Brown, Flame Cast e Miriam Cast. Por desrespeito da autoridade e fuga da prisão. Crime de falsa identidade e crime de incêndio e danificação de propriedade privada. Levante-se por favor para receber o veredito, senhor Brown.

Nolan arrastou a cadeira para trás com preguiça e encarou o juiz em desafio.

— Você está condenado a prisão perpétua, senhor. O que implica ficar toda a sua vida dentro de uma cela. Espero que finalmente consiga encontrar alguma paz e que no final, Deus tenha piedade da sua alma. – o homem disse, e finalmente bateu o martelinho na mesa encerrando o julgamento. Em vez de sair, o juiz desceu alguns degraus parando na minha frente.

— Recebi um telefonema hoje de manhã por parte do meu amigo Stuart, justificando o motivo pelo qual você não estaria capacitada para presidir inteiramente a sessão. Ele sabia que você certamente iria ter… ham… dificuldades. Mas curiosamente, Stuart me pediu um favor. Autorizar você a conversar uma última vez com o condenado. Eu já informei os policiais. Se for essa a sua vontade, ela será atendida.

E com um aceno educado, o velho se foi.

Stuart.

Esse maldito.

Não deixa passar uma, hein?

— Você não precisa fazer isso se não quiser. Esse Stuart só pode ser louco para querer… — selei meus lábios nos de Julian — antes que ele começasse a viajar no trem Stuart novamente — e entrelacei nossas mãos aproveitando a segurança e o calor que Julian sempre me dava.

Cravei meu olhar no seu e afastei-me rápida, antes que mudasse de ideias. – Eu preciso terminar isso. Essa guerra. Todo esse ódio. Eu não viverei em paz se não conversar com Nolan agora. E por mais que me custe admitir, Stuart tem razão.

Sem considerar o “não precisa” murmurado que saiu pelos lábios de Julian, eu arrastei-me vagarosamente e entrei pela porta que um policial mal-encarado segurava para mim.

Entrei de olhos fechados e parei assim que ouvi a porta ser fechada. Alguém pigarreou, o que me fez abrir os olhos meio aterrorizada.

As minhas faces tornaram-se quentes e rosadas.

O que você esperava encontrar, Harley?

Masmorras cheias dos esqueletos dos antigos prisioneiros?

Não.

Só um escritório.

E um monte de policiais, advogados e juízes caminhando de um lado para o outro meio atarefados demais para prestarem atenção na mocinha de cabelo roxeado e quase desmaiando de medo.

Ah sim!

E um policial rindo da minha cara.

Eu acho que preferia as masmorras.

O policial parou de rir e apontou para uma porta onde uma placa branca e reluzente enunciava “sala de interrogatório”. Agradeci e arrastei-me novamente. Meus pés pareciam muito pesados se compararmos com o resto do corpo.

O meu coração quase pulou do peito quando que coloquei uma mão na maçaneta e rodei. A porta respondeu ao gesto mas o meu corpo não. E eu fiquei ali. Encarando um cara de cabeça baixa vestindo cor de laranja.

Antes eu tinha muitas perguntas para fazer. Demasiadas até.

Agora eu só questionava esse senso de moda escroto.

Ok, Harley. Você consegue.

Nolan não levantou a cabeça até que eu sentei na sua frente. E foi a minha vez de baixar a cabeça que nem uma anta amedrontada.

— Não precisa ter medo. Mesmo que eu quisesse, não dá para fazer muita coisa nessa situação. – murmurou, colocando os pulsos algemados em cima da mesa.

Murmurei alguma coisa que nem eu mesma compreendi e encarei suas mãos repletas de cicatrizes. Por mais que quisesse, minha língua afiada não se soltou. Continuei calada. Mergulhando num abismo asfixiante de pensamentos. E sentindo cada olhar cortante de Nolan me atravessar como se eu fosse transparente.

Completamente transparente

Eu esqueci.

Ele me conhece.

Nolan suspirou e escondeu as mãos novamente. – Eu simplesmente não conseguia aguentar viver enquanto todos vocês riam na minha cara.

Levantei da cadeira quase caindo para trás.

Meu rosto ferveu rapidamente e eu comecei a me sentir febril. – Isso nunca aconteceu. E você sabe que eu nunca quis que toda essa merda acontecesse! – rosnei, sentindo uma vontade enorme de sair correndo.

Não valia a pena tentar explicar. Valia?

Engoli toda a minha fraqueza e sentei-me de novo na cadeira de metal. Dessa vez encarei Nolan tentando rever o seu antigo eu tentando assim fugir desse garoto desconhecido e amargo. – Eu admito. Eu deveria ter lutado um pouco mais por você. Eu devia ter fechado os olhos a todas as palavras escrotas que você falava e a todas as merdas que você fazia. Eu devia ter tentando arrancar um “eu te amo” da sua boca. Mas eu simplesmente não conseguia lidar com alguém tão inseguro, tão manipulador e tão egoísta. E se isso faz de mim uma vadia, eu assumo.

Nolan tentou me interromper, mas eu continuei a descarregar todo o rancor e mágoa que acumulei nesses anos. – Mas saiba que eu tentei. Eu tentei ficar longe. E acredite, eu fui a pior megera para o seu irmão. Mas Jared de algum modo, me compreendeu. E me aceitou. Sendo a vadia sem sentimentos e a garota complicada que sou. Eu não pude dizer que não quando essa pessoa deixou tudo para trás, só para caminhar do meu lado.

E novamente, eu estava encarando tudo menos Nolan.

Eu não estava orgulhosa de mim mesma. Muito menos das minhas palavras. Todas elas me faziam parecer uma vítima nojenta quando estou longe disso.

— Jared me falou algo parecido antes de… — disse, colocando novamente as mãos em cima da mesa. – Mas mesmo assim, não compreendo. Eu não compreendo porque ele tinha que sempre ser a primeira escolha. A primeira escolha de meus pais. Dos nossos amigos. A primeira escolha dos professores. Era até a primeira escolha do nosso cachorro.

“E então você apareceu. Seu cabelo descontrolado e colorido de mil cores. Sua boca suja. Sua mania insana de querer procurar problemas. Eu sabia que ele te amou tanto como eu. Mas você me escolheu. A mim. O cara que nunca ninguém escolhe. E eu só queria te ter para mim. Te afastar de todo o mundo. Te levar para longe de Jared.

Mas você não seguiu meu plano. Você decidiu ser você mesma e mandar um “foda-se” para meus desejos. E aí, eu percebi que você nunca foi minha. Nem mesmo de Jared. Você pertencia a você mesma e apenas partilhava pequenas partes de sua alma com aqueles que buscavam uma.

Jared não precisava de você. Eu precisava. Então eu teria que fazer algo. Desaparecer talvez. Me tornar Jared. Mas assim que “eu” morri, você perdeu toda a sua luz. Perdeu tudo aquilo que eu esperava receber enquanto fingia ser o meu irmão. Você terminou comigo. De novo. E de novo.

Acabou me quebrando em suas mãos. Na minha cabeça, você teria que desaparecer. Ficar longe de mim… Porque ver você, senti-la, encontrá-la de novo… É sufocante. Faz-me rever tudo de novo e sentir-me sozinho. Condenado a continuar sozinho. A ficar para trás.”

Acabei com os lábios salgados e molhados. Era apenas isso que sentia. O resto do meu corpo estava dormente. Adormecido pelas palavras de Nolan.

O que eu poderia responder para tudo isso?

Eu não sei.

E eu continuei sem saber mesmo quando fui obrigada a sair da sala porque meu tempo esgotou. Levantei-me, trémula e esquisita. Caminhei na direção da porta e antes de sair, encarei Nolan sentindo as lágrimas arderem na minha pele.

— Eu voltarei para montar cada pedaço da sua alma, Nolan.

A porta pesada fechou-se de novo. Fui guiada até a saída por um policial diferente e assim que me encontrei fora do tribunal, uma cascata de soluços invadiu a minha garganta. Mais lágrimas logo vieram.

Não chorava por dor.

Chorava por saudade do passado.

Querer voltar e fazer tudo diferente.

Mas era agora impossível.

Fiquei nessa dança de lágrimas e soluços durante algum tempo e eventualmente, o meu peito parou de balançar e o meu coração aceitou um pouco de paz. Limpei as lágrimas e caminhei na direção do borrão distante que eram os meus pais, Chad e Julian.

— Tudo bem filha? – adiantou-se James quando percebeu meus olhos inchados.

Balancei a cabeça rapidamente e respirei fundo, sentindo o ar gélido do fim da tarde enrijecer-me os ossos. – Não, mas vou encontrar um jeito.

As minhas palavras os confundiram mas ignorei todas as perguntas que fervelhavam nas suas mentes e entrelacei meu braço no de papai. – Eu decidi participar na competição, pai.

As rugas perto dos olhos de James apareceram no momento em que ele sorriu. – De verdade? O que a fez mudar de ideia?

— Eu decidi ser menos Harley e juntar todos os meus pedaços perdidos.

Isso o deixou ainda mais confuso. Mas ele – nenhum deles – precisava compreender. Eu estava juntando novamente todas as partes do meu ser que há muito se perderam. E meu pai. Nossos planos. Era o meu novo sonho. Ficar. Lutar. E não mais fugir.

O caminho até casa foi silencioso e acabei adormecendo no ombro de Julian. Só acordei na manhã seguinte na minha cama.

Muito errado.

Essa não é a minha cama.

— Você realmente não pede a oportunidade de me ter na sua cama. – murmurei, aninhada contra o peito do garoto adormecido. Grant não acordou, nem sequer se mexeu.

E eu estava quase sufocando.

Eu sei, eu sei… como é que eu posso estar reclamando quando tinha um cara desses me agarrando como se o mundo fosse acabar?

Só acho meio desnecessário ficar com meus ossos deformados.

— Eu não acredito que está chegando a hora de te entregar novamente para aquele psiquiatra tarado. – logo senti a sua boca deslizar pelos meus cabelos, acariciando-os também com a barba rala. Fechei os olhos e não respondi.

Aninhei-me um pouco mais no seu pescoço e quando Julian me apertou com mais força no seu abraço, cravei meus dentes no ombro dele sem dó nem piedade.

Grant afastou-se imediatamente de mim e me encarou como se eu fosse louca. Ignorei-o e fui no banheiro molhar o rosto. Quando voltei, Julian continuava ressentido com a minha mordida.

— Eu juro que não compreendo essa obsessão por Stuart. – resmunguei, sentando na cama a seu lado. Semicerrei os olhos. – Isso é suspeito… faz me pensar que quem desdenha quer comprar. Você mudou para a equipe rosa? É isso, Grant?

Julian revirou os olhos e arremessou uma almofada na minha cara. — Se eu mudasse de equipe, quem iria ficar com você?

— Não se preocupe comigo e siga seus instintos.

Eu esperava uma resposta debochada mas tudo o que recebi foi o silêncio. Ai não, para! Ele está mesmo considerando?

— Eu acho que já é hora, Harley.

Ok. De tudo o que eu alguma vez imaginei, isso estava fora dos limites. Não pode. O cara corre atrás da garota para no final ficar com ela, não para sair do armário!

Aproximei-me dele. – Você está tirando uma com a minha cara, Grant. Isso não está no contrato. Mas parando para pensar um pouco, agora tudo faz sentindo! Quando você pensava que eu era um cara, vivia se despindo e me seduzindo.

Pior que faz sentido mesmo.

— Espera, o quê?!

Agarrei uma almofada e a atirei na sua cara. – Espera o quê o caralho! Você é gay e só agora descobriu, demônio?! Sério, Hades não me preparou para isso…

A risada seca e rouca de Julian ainda me irritou mais e só parei de tentar matá-lo com a almofada quando ele segurou minhas mãos.

— Você não me deixou terminar. – a almofada voou para o outro lado do quarto. – Eu acho que já é hora de nós resolvermos tudo. O que eu sou para você e o que eu quero que você seja para mim…

Abri a boca e sentei-me a seu lado novamente. — E o que eu sou para você?

— O meu pior pesadelo.

Revirei os olhos e quando ia levantar, Julian agarrou-me o braço. – O meu pior pesadelo era me apaixonar que nem esses caras doentes. E eis que você chega e finge que tem um pénis e me faz pensar que realmente sou homossexual quando na verdade, você não é mais nem menos que uma almofada roxa e cheirosa. E malvada.

— Arrasou nos apelidos, querida. – resmunguei, acariciando o meu próprio cabelo. – Mas afinal o que você quer dizer com tudo isso?

Julian se endireitou e deixou a coberta cair revelando o seu corpo talhado pelos deuses. – Eu quero que você seja minha namorada. Sem essa de Stuart. Ou Daniel. Ou Nolan e Jared. Ou o capeta a quatro.

Aproximei meu rosto do dele, sorrindo como uma criança querendo aprontar. – Demorou.

Julian imitou meu sorriso e me puxou na sua direção, selando nossos lábios por fim. Suas mãos deslizaram para dentro da minha camiseta e ficaram acariciando a barra da minha calça. Pouco tempo depois, eu já estava sem calça e iria ficar sem camiseta e sem nada, se a porta não abrisse revelando Jade e meu pai.

— Eu não vi ela, mas talvez Julian saiba onde Harley… — dizia a minha colega de apartamento, diminuindo o volume da sua voz quando se apercebeu da situação.

E que bela situação.

Julian só de calça e eu sem ela.

E meu pai ali, me encarando como se não estivesse entendendo que sua filha estava quase transando com o mais recente namorado.

— Agora já sabemos onde ela está. – murmurou Jade meio nervosa. Sem me dar tempo para sequer respirar, a garota fechou a porta com força empurrando James para fora.

Afastei-me de Julian e vesti minha calça de moletom novamente. Grant continuou deitado na cama, vegetando e encarando um ponto fixo no teto.

— Você está bem?

— Eu estou fodido. – o encarei com vontade de rir.

Acariciei seu rosto e beijei-o novamente. – Não se preocupe, James não vai fazer nada com você.

— Vai sim. – sussurrou, escondendo o rosto na coberta. – Na semana passada, ele me perguntou se você estava namorando alguém e eu falei que não sabia. Ele então me falou que se descobrisse quem era o garoto, o esquartejava.

Ri com vontade enquanto assistia meu namorado – estranho falar isso – ter um ataque.

— Oh cara, relaxa! O que pode correr mal?

Notas finais
Gente, todo esse sonho está quase terminando! Se tem algo para falar, uma recomendação para fazer ou sei lá, uma mensagem para enviar... bem, essa é a hora! Ah cara, que saudade de vocês! Vejo vocês nos comentários!!!