Cocaine

14 Eu estou errado - narrado por Julian Grant


Notas iniciais
Hey meu viciados perfeitos! Dessa vez nem fui TÃO lentaaa! A inspiração voltou assim que eu ouvi o albúm completo do Arctic Monkeys (eu me inspiro muito nesse estilo para Julian)! E MEU HADES! Eu recebi uma recomendação! Obrigada Xelly, amei de coração! Esse capítulo é todo seu! Fico me perguntando se mais recomendações virão AHAH Além disso, obrigada por todos os comentários. Admito, chorei MUITO. AHAH E agora sem mais demoras... JULIAN GRANT SENDO JULIAN GRANT Boa leitura!

– É… Eu… Eu fui expulso de East River. Na verdade, eu me expulsei… Argh! Eu nem sei. – a boca carnuda de Julian abriu-se em um sorriso branco e de dentes perfeitos.

– O que você fez? Cortou o bigode de Jenkins?

Isso me fez rir. Neguei com a cabeça. – Eu desafiei o demónio.

[…]

Narrado por Julian Grant

Abri a janela da cozinha para fumar. O ar frio da noite entrou fazendo a pele do meu peito nu, arrepiar. Levei o cigarro aos lábios e logo depois, deixei o fumo sair por minha boca.

– Para de fumar, Julian! Você pode morrer de câncer do pulmão. – sussurrou uma voz no meu ouvido. Meu corpo ficou imediatamente arrepiado. Duas mãos rodearam a minha cintura e senti um corpo quente encostar-se nas minhas costas. Sorri levemente quando senti beijos cálidos sendo depositados no meu ombro.

– Se eu morresse, você ficaria triste? – perguntei. As mãos bobas saíram de minha cintura e deslizaram por meu abdómen. Por incrível que pareça, eu estava me sentindo excitado com isso.

Ele riu. A sua risada era gostosa. Música para meus ouvidos. – Nem por sombras. Mas uma coisa é certa, eu iria perseguir você até ao inferno. – mordi o lábio inferior quando senti uma das suas mãos alcançar o cós de minha calça. – E depois, eu iria quebrar sua boca por não ter escutado os meus conselhos.

Sorri, finalmente me virando para ele. Seus olhos de um azul profundo esbanjavam desejo. Meu olhar deveria ser semelhante. Sorri maliciosamente. Agora mais que nunca, queria ouvi-lo gemer quando eu possuísse seu corpo. Passei a língua nos meus lábios, o provocando sensualmente.

– Você pode até quebrar minha boca, mas no final vai ter que beijar os machucados, Harley. – murmurei antes de atacar a sua boca, sedento por seu toque.

– Puta que pariu! – gritei, sentindo meu chão tremer. Olhei em volta, procurando por Harley. Mas não havia sinal dele. Só existia um eu estirado no chão desarrumado do meu quarto. Levantei-me rapidamente sentindo minhas costelas reclamarem.

Foi apenas um sonho. Eu não estava beijando Harley. Eu não estava beijando um homem. Corri para o banheiro no corredor e molhei o meu rosto. Eu estava incomodado com esse sonho. E principalmente com essa ereção pulsante na minha calça.

Que merda está acontecendo comigo?

– Ju? Você finalmente acordou! Passou a tarde dormindo! – reconheci a voz de Jade chamar por mim por detrás da porta fechada. O apelido idiota que ela usava para mim, me irritou mais que o normal.

Despi todas as minhas roupas e tomei uma ducha fria, tentando diminuir a excitação da minha virilidade.

– Julian! Não me ignora! – revirei os olhos e saí para bem longe da água gelada. Vesti apenas a minha calça e saí, encontrando uma Jade furiosa.

– O que você quer? – perguntei secamente. Jade cruzou os braços e me olhou fazendo um biquinho infantil.

– Eu estava preocupada, porra! Você gritou e se enfiou no banheiro… pensei que estivesse passando mal! – sorri despreocupadamente e despenteei os cabelos loiros de minha amiga maluca. A garota reclamou e estapeou minhas mãos.

– Não se preocupe. Onde estão Harley e Chad? – perguntei querendo saber apenas o paradeiro de Harley. Esse cara tem que ficar bem longe de mim. Estou tendo sonhos eróticos com ele! Tudo por causa dos seus olhos azuis que diferentes dos meus, eram brilhantes e claros. E seu sorriso espontâneo e bonito. E seus lábios avermelhados e cheios. E seu corpo pequeno e desejável.

Caralho, eu preciso me internar em um hospício. Estou ficando maluco. Eu gosto de garotas! Só. Tenho que pensar em peitos. Peitos grandes.

– Harley está dormindo e Chad está curtindo a vida ou seja, está se esfregando no Logan. Tem fome? – falou a garota, começando a andar na direção da cozinha. Segui-a automaticamente. Passámos bem na frente do quarto de Harley. Me pergunto se ele dormirá completamente nu. Afugentei tal ideia de minha cabeça e tomei a frente de Jade.

A garota preparou uma macarronada para mim e ficou me observando enquanto eu comia. Bebi um pouco de água e devolvi o seu olhar estranho. — O que está olhando?

– Porque você gritou, Ju? – revirei os olhos. Ela ainda está pensando nessa merda? Que caralho, hein.

Encolhi os ombros, tentando parecer desinteressado. – Eu tive um sonho… erm… esquisito.

Acho que minha voz soou muito pornográfica, porque assim que falei, Jade abriu um sorriso malicioso.

– Há quem diga que os sonhos são desejos reprimidos. – sussurrou Jade aproximando-se um pouco de mim como se me contasse um segredo. Engasguei imediatamente com o macarrão. Quem foi o filho da puta que inventou essa merda? Desejos reprimidos nunca!

Eu iria responder com todos os xingamentos que conhecia, mas meu celular me impediu. O busquei no bolso de minha calça e li a mensagem recebida. Jared.

“Vamos beber?”

Sorri abertamente. Respondi afirmativamente e terminei a minha comida. Voltei para o quarto e vesti uma roupa qualquer. Peguei o necessário para sobreviver e fugi de minha desarrumação. Passei pela sala sem prestar muita atenção. E isso foi um erro, pois a sua presença pegou-me desprevenido. Harley assistia algum seriado enquanto Jade reclamava entediada.

Esta última assobiou enquanto me olhava de cima abaixo. – Hum… vai comer quem vestido desse jeito?

O comentário de Jade deixou-me desconfortável. Encarei Harley procurando alguma reação no seu rosto. O garoto tinha as faces levemente rosadas. Ele estava envergonhado com o comentário descarado de Jade.

Ignorei ambos e saí do apartamento antes que me descontrolasse e acabasse fazendo o que não devia. Desci pelo elevador e já no exterior, entrei no meu carro novo e reluzente. Ainda há horas atrás, Harley estava sentado aí bem do meu lado.

Amaldiçoei-me e esmurrei o volante. Caralho, não vou mais pensar nele. Que merda, Harley!

Pisei fundo no acelerador e em pouco tempo, cheguei no meu bar preferido. Entrei, avistando Jared em uma das mesas. Passei por uma mesa com um grupo de garotas. E elas pararam de tagarelar assim que me olharam. Algumas delas soltaram risadinhas irritantes. É exatamente esse tipo de garota que eu odeio. Garotas fáceis demais. Só servem para matar o tédio.

Ignorei-as e sentei-me na frente de Jared. O garoto sorriu abertamente e apertou a minha mão. Ficámos conversando e bebendo até que a situação se tornou muito crítica.

– Foda-se essa merda, eu estou ficando maluco pra caralho! – resmunguei sentindo o álcool baralhar meus pensamentos. Eu estava ficando bêbado. Uma prova disso é que quando fico desse jeito, os xingamentos tornam-se mais frequentes.

Jared riu do meu estado e bebeu um pouco mais da sua bebida.

– Eu estou com uma puta tesão por uma pessoa e não posso comer ela! – gritei atraindo a atenção de algumas pessoas no bar. Jared riu um pouco mais da minha cara. Apetecia-me socá-lo, mas controlei-me. – Que merda, Jared! Me ajuda! Eu preciso tirar essas ideias da cabeça.

– Antes de mais, você precisa parar de beber como se o mundo fosse acabar amanhã. – desconversou Jared, tirando a bebida de minha mão trémula. Esse filho da puta quer morrer. Reclamei, socando o ar. Jared apenas revirou os olhos.

– Para de encher o meu saco, caralho. Eu estou morrendo aqui e você nem se importa. – reclamei, atirando um dos copos para o chão. Um dos empregados veio me ameaçando. Quis matar ele, mas Jared me impediu.

– Vamos fazer desse jeito… Em algumas horas, vai haver uma festa de universidade com muita cerveja e garotas. Vamos nessa. Você vai pegar muitas garotas e esquecer essa vadia que o está importunando. E pode levar seu amigo Harley. Vai ser a noite dos caras.

Respirei fundo me sentindo irritado. Harley não pode ir nessa festa! Não mesmo. Eu não quero. Ele não pode! Mas apesar de odiar a ideia, eu concordei. Saímos do bar. Jared conduziu meu carro e me levou para casa. Separámo-nos assim que chegámos na entrada do apartamento. Jared desapareceu na noite que começava a escurecer cada vez mais e eu subi as escadas tropeçando nos meus próprios pés. Porquê eu não usei o elevador?

Sei lá. Pensamentos irracionais de embriagado. Encostei na porta do meu apartamento e fiquei esperando o efeito do álcool passar. E logo ele passou. Era sempre desse jeito. Eu enchia a cara, ficava bêbado e passada uma hora, eu estava normal de novo.

Entrei no apartamento e encontrei Harley no mesmo lugar. Jade parecia ter evaporado. Aproximei-me dele e atirei-me no sofá. O meu braço tocou no dele, provocando-me arrepios gostosos na espinha. Merda, isso não vai ser fácil.

Harley assistia uns desenhos bem conhecidos por mim. Family Guy. Fiquei assistindo com ele e rindo da estupidez de Peter Griffin. Em um minuto de coragem, virei-me para Harley conseguindo a sua atenção.

Os seus lábios estavam entreabertos e apetecíveis. Imaginei-me a enfiar a minha língua na sua boca. Respirei fundo duas vezes antes de falar. – Quer ir em uma festa, Harley?

Essa é minha honra! Eu vou provar para mim mesmo que gosto de garotas! Eu não sou gay, não mesmo. E depois, vou enfiar isso na cara de Harley. Porque ele não brinca comigo desse jeito!

Notas finais
O próximo capítulo vai ter uma coisa que vocês querem MUITO AHAH O que será?! Lembrem-se... a minha rapidez torna-se maior com comentários ou mesmo recomendações! UHÚ