Cobiçando um monstro
1 Prólogo
Notas iniciais
Jogou a cabeça para trás em um grito mudo, lambendo os lábios em ansiedade sentindo o corpo arrepiar com a excitação que aumentava. Seu pênis vibrava carente e rígido, pedindo por atenção, e seu interior sentia-se vazio.
– Não gosto que me toque aí! – tinha dito para irritar o loiro que se encontrava em cima de si chupando um dos seus mamilos. Sabia o quanto o loiro adorava aquelas preliminares.
– Parece o contrário! – o loiro rosnou sem o olhá-lo, porém Izaya sabia que seu antagonista carregava um sorriso de lado.
As mãos grandes e calejadas desceram por seu corpo, provocando o prazer que estava se acostumando desde que passou a aceitar os seus desejos. Aquelas mãos que tanto adorava lhe apertavam e acariciavam algumas partes e quando chegaram em seu membro e começaram a lhe estimular, ele gemeu mais alto.
Era excitante saber que aquelas mãos que destruíam eram tão boas em lhe dar prazer.
– Ande logo! – regirava os quadris aproveitando o prazer que era obtido quando os dedos entravam dentro de si o acertando em cheio.
– Farei se me disser novamente aquilo! – o loiro tinha exigido antes de começar a lamber o seu membro, dessa vez o fazendo jogar a cabeça ao gritar de verdade.
– Merda! Eu já te disse uma vez, não é suficiente? – reclamou.
– Não! – quando o loiro respondeu, ele tinha parado tudo e o encaro com aqueles olhos amendoados.
Olhos que carregavam desejo e amor, os mesmo olhos que um tempo atrás o olhava com ódio.
– Foda-se! Não irei repetir isso. – respondeu virando o rosto para não olhar mais o loiro.
Com as mãos afastou o loiro sem nenhuma dificuldade. Sabia que se o loiro quisesse, ele já estaria sendo subjugado sobre a cama pela força descomunal. Porém, o loiro tinha o senso de moralismo alto demais para pensar em violação.
Virou-se de bruços sobre a cama, ainda sentindo-se enjaulado por aquele corpo enorme sobre si. O mesmo corpo quente que se deitou sobre ele, esfregando o membro enorme entre as suas nádegas. O mesmo monstro que circulou os braços em volta em seu corpo, fazendo com que uma mão apertasse um de seus mamilos e a outra acariciasse o seu membro.
– Izaya-kun! – aquele monstro sussurrou em seu ouvido, mordendo o nódulo da sua orelha ao se esfregar mais contra si. – Diga mais uma vez! Não irei fazer se não disser... – ao falar, posicionou a cabeça de seu membro na entrada do menor, mas não entrou.
– Droga! – gemeu. – Te amo, Shizu-chan!
E então o loiro entrou.
Izaya acordou atordoado e jogou as cobertas para o lado, respirando fundo. Passou a mão pela testa, limpando o suor e se sentindo com raiva dele mesmo por descobrir que carregava uma ereção.
Mas não era somente isso que o irritava. Desde quando ele sonhava esses tipos de sonhos com o monstro do Shizuo?
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