Notas iniciais
Boa leitura!! ;)

Para muitos, a definição de desejo é variada. É querer, aspirar, ter vontade. Para sua vida e para os acontecimentos recentes, ele não definiria desejo algo que ele pudesse sentir.

Não, jamais sentiria isso.

Desejo era algo que somente os seus amados humanos sentiam, ele estava acima disso. Ele seria aquele que existiria mesmo após a morte, então porque se apegar a algo tão humano quanto a isso? Se desejo é algo em que você almeja então você estaria se apegando ao futuro e não o agora.

O agora era o mais divertido. Seus humanos lhe faziam se divertir agora, não pensava no futuro, pensava no seu divertimento. Aproveitava o momento.

Ele também não desejava, não sentia atração ou uma excitação. E amor seria somente para os seus humanos.

Seguindo isso, ele não se sentiu com a necessidade de fazer sexo, mesmo na sua adolescência. Talvez, somente talvez, ele tenha ficado confuso com o que lhe passou no colegial.

No seu colegial tinha conhecido a fera, o monstro, a abominação, o homem mais forte Ikebukuro, Shizuo Heiwajima. Como odiava aquele homem. Certo, tinha oferecido a sua amizade, mas era para a sua diversão e planos, mas o monstro preferiu negá-lo.

Aquele ser incomodo, que pintou o cabelo de loiro como um sinal de “Cuidado”, lhe trazia diversão quando irritado no colégio. Adorava vê-lo para na direção sempre que quebrava algo, ou até mesmo quando conseguia deixar a culpa por algo errado cair no loiro.

O cabelo de Shizuo o irritava, aquele sorriso de raiva também, aquele força descomunal era odiosa. Era extremamente irritante como o loiro não seguia as suas previsões. Por isso não havia motivos para gostar de Shizuo.

Em um desses dias no colégio, ele esperou a aula de educação física para fazer mais algumas de suas brincadeiras com Shizuo. Não era que ele estivesse obsecado, mas ele sabia de cor a rotina do loiro para infernizá-lo quando lhe desse na telha.

Escondido entre as arquibancadas, ele observou Shizuo distante dos outros estudantes. Tão estúpido,com aquela força ele poderia controlar as pessoas. Por isso tinha achado que poderiam se divertir juntos. Sua inteligência junto com a força de Shizuo seria a chama para queimar aquele mundo.

Contudo, o idiota de Shizuo não fazia ideia disso. Preferia se distanciar das pessoas justificando o seu moralismo com a frase “Odeio violência”. Para proteger as pessoas ele se afastava e mantinha-se sozinho.

Mesmo quando Shizuo permanecia isolado, alguns estudantes ousavam chamá-lo para participar de seu time. Afinal, o garoto mais forte da escola daria ajuda gigantesca para a partida. Eram aqueles momentos que faziam o seu estomago se revirar. Porém, como sempre foi negado o convite pelo loiro. Estranhamente, aquilo trazia um alivio refrescante para o estomago.

Shizuo afastando dos e somente mantendo a atenção voltada para ele, era o que queria.

Tudo o que Shizuo fazia naquela aula era o aquecimento e alongamento e mais nada.

Quando seguiam ao banheiro, o loiro era o ultimo a entrar. Esperava todos, como sempre, e quando estava sozinho ele tomava banho.

Ah, sim! Izaya, lembrava-se muito bem daquele dia. Aquela foi a primeira vez que viu o loiro nu.

Tinha entrado no vestiário o mais cauteloso que poderia ser e se matinha a morder o lábio contendo o riso ao imaginar a cara de Shizuo quando fosse pego na brincadeira.

Tinha parado no canto da parede e visualizado escondido Shizuo em pé, debaixo do chuveiro ligado. Foi a primeira vez que sua mente ficou em branco, não pensando mais na brincadeira que estava prestes a fazer. Tinha ficado paralisado.

A boca de Izaya secou consideravelmente quando olhou o corpo nu do loiro. Seus olhos não piscavam, se mantiveram fixos. Primeiramente tinha notado que Shizuo estava de cabeça baixa, olhos fechados, deixando a água quente bater no seu corpo.

Sabia que o loiro era um homem alto, isso era claro. Era chamativo no meio da multidão, com aquele cabelo e altura, agora era aquele corpo. Ombros largos, braços fortes, peito definido sem o esforço. Quando Izaya abaixou os olhos seguindo as gotas de água, ele engoliu seco, vendo o abdômen e os quadris, guando desceu mais ainda seus olhos se arregalaram mais.

Se aquele era o pênis do Shizuo, então ele era realmente um monstro.

Então ele voltou-se a encostar as costas contra a parede e não olhou mais para Shizuo. Pela primeira vez em sua adolescia, ele estava carregando uma ereção. Normal, a puberdade o afetaria em algum momento, somente não achou que seria naquele momento.

Quando ele escutou um suspiro baixo e um rosnado, ele achou que Shizuo o tinha encontrado e descoberto, então olhou escondido novamente atrás da parede e viu. Ele viu mais uma cena que ficaria marcado para sempre na sua memória. Shizuo Heiwajima, o seu odiado, o idiota, o acéfalo com um corpo invejável estava se masturbando debaixo do chuveiro.

Aquele era o momento ideal, era o momento de fazer sua entrada triunfal, batendo palmas e humilhando Shizuo por estar tendo ações tão primais como se masturbar no banho. Mas ele não conseguiu, por algum motivo não conseguiu.

Seu coração tinha ficado anormalmente acelerado, sua boca mais seca e de repente uma de suas mãos tinha entrado em sua calça. Sua mente tinha ficado tão turva naquele momento que não lembrava como tinha ficado sentado escondido no chão vestiário, se masturbando ao mesmo tempo que via Shizuo se masturbar.

A primeira vez que tinha gozado, ele estava com a mente impregnada com a imagem de Shizuo e no chão de um vestiário.

Depois daquele dia ele tinha testado sexo com ambos os sexos, mas nenhum lhe fez sentir prazer. No fim, tinha decidido deixar o sexo de lado, considerando que era assexuado.

Desejos sexuais era uma pequena falha humana.

Não sabia o porque pensava nisso agora depois de anos e aqui, andando saltitante por Ikebukuro. As vezes tinha esses lapsos desnecessários e irritantes. Hoje ele somente queria usufruir do ar fresco da sua cidade, ver os seus humanos e comer Otoro.

– Oe, Simon! – falou ao ver o russo negro entregando panfleto.

Não houve tempo para Simon se virar e cumprimentá-lo com aquele sotaque, pois para a sua infelicidade uma caixa de correio voou na sua direção. Claro, tinha que ser.

– IZAAAYYYYAAAA-KUNNNN!

Izaya tinha aberto o sorriso. Não poderia segurar, adorava esses encontros que lhe traziam uma emoção para o dia. Olhar para o sorriso de ódio de Shizuo era estonteante.

– Shizu-chan! – sorriu ao ver a fúria do loiro aumentar com o apelido. – O que faz aqui nessa hora? Já foi demitido novamente? Francamente, Shizu-chan, você é tão inútil assim?

– Sabia que esse fedor era o seu! – Shizuo exclamou e uma dor no peito surgiu, porém foi empurrada de lado. – Caia fora da minha cidade!

Quando o loiro correu pronto para bater com uma placa que segurava, colocou a mão no seu bolso para pegar o seu canivete e cortar, porém foi surpreendido com Simon pulando na sua frente e contendo Shizuo.

Era o momento, correu e pulou fazendo o seu parkuor. Sorriu com a adrenalina começando a correr pelo o seu corpo. Seu sangue circulou mais rápido, o seu coração acelerou em expectativa e seu sorriso somente aumentava. Ele queria o olhar de Shizuo somente para si.

– Izayaaa!! – escutou Shizuo gritar atrás de si e desviou de mais um objeto jogado contra si.

A circulação de seu sangue aumentou durante a perseguição. Era o momento do seu dia que mais gostava, correr, pular, escutar os gritos de ódios de Shizuo e destruir a roupa deste com o seu canivete. Correndo pela cidade, sentindo o vento refrescante da noite, os olhos curiosos da população sobre eles.

Era tão bom.

Porém até estarem em um local isolado e o maldito loiro conseguir o acertar com um objeto que não identificou. Caiu no chão com a agressão e seu canivete caiu longe de si. Não tinha doido muito, afinal era o único homem que poderia competir no mesmo nível contra o loiro.

Ao tentar levantar rapidamente foi pego de surpresa, quando Shizuo o puxou pelo capuz e o jogou contra a parede, e ficou mais surpreso quando o loiro segurou a gola do seu casaco o prensando mais ainda contra a parede.

– Vá embora, se não irei te matar! – Shizuo rosnava contra o seu rosto.

Aquele cheiro, o cheiro de Shizuo estava mais perto. O cheiro que ele estava acostumado a sentir toda vez que o ex barman resolvia se aproximar ou até mesmo encostar as suas testas.

Por que não batia? Por que não o matava?

Haviam tantas oportunidades que teve, tantos momentos que Shizuo colocou as mãos sobre si e nada. Por quanto tempo eles se manteriam assim? A adrenalina em seu corpo corria mais rápido ao ver os olhos amendoados sobre si e o rosnado mais próximo de seu rosto. Aquilo lhe causou uma excitação e a respiração um pouco mais rápida.

O que estava havendo com ele?

– Então me mate! – tinha dito com um sorriso de lado. Esperando e ansiando acabar com aquilo. Por algum motivo ele desejava que aquilo acabasse, porém quando ele viu que Shizuo levantou um punho para socá-lo seu coração disparou.

Shizuo tinha a força que poderia levantar um caminhão e jogá-lo quilômetros de distancia. Shizuo iria matá-lo. Porém, o soco destruiu a parede ao lado de sua cabeça.

Shizuo não o matou, o maldito não teve coragem de matá-lo mesmo dizendo pelos cantos que queria matá-lo.

– FORA DAQUI! – Shizuo gritou contra o seu rosto e o jogou de lado.

Aquilo estava confuso demais, até mesmo para Izaya.

– Oras, Shizu-chan tem o coração mole demais para matar? – riu e pegou o canivete caído. – Monstros não possuem coração, Shizu-chan. Você tem que entender isso! – riu mais ao atirar o canivete e rasgar a gola da roupa do ex barman.

Novamente, por causa daquela maldita roupa, eles entraram em uma luta desenfreada.

Mais tarde Izaya tinha voltado pra casa, ele estava totalmente cansado pela luta contra Shizuo e com fome por não ter comido nada. Tinha chamado pela Namie e não tinha obtido resposta, ela provavelmente tinha saído.

Retirou o seu casaco, jogando em qualquer lugar assim como o resto de suas roupas e seguiu para o banheiro. Não ligava muito, sabia que por mais que a sua “secretária” reclamasse, ela arrumaria aquilo. Tomaria um banho, poderia preparar a banheira, contudo estava com pouca paciência para isso. Seguiu para o chuveiro e ligou a água quente.

Os músculos do seu corpo começaram a relaxar e ele fechou os olhos contente com isso. Passou lentamente as mãos pelo o seu corpo e abriu levemente a boca ao imaginar aquele jovem Shizuo do colégio debaixo do chuveiro com ele.

E quando abriu os olhos aquela imagem loira estava a sua frente, em um delírio estranho, imaginou aquele loiro nu se aproximar e encostar o corpo molhado contra o dele.

– Shi... Shizuo! – gemia, porém o loiro nada respondia.

Izaya via como aquele Shizuo tocava por todo o seu corpo, apertando ambos os seus mamilos em curiosidade e então aquelas mãos desciam para o seu membro, tocando levemente e seguindo para os seus testículos e mais um pouco até chegar em sua entrada. O loiro sorria e levantava uma de suas pernas para ver melhor como os dedos entravam e sumiam em seu interior.

Aquele momento Izaya ia ao delírio, com a outra perna mole e bamba ele quase caia no chão, porém Shizuo o pegou e o fez circular as pernas em volta de sua cintura ao mesmo tempo que o penetrou.

Sim, era muito bom sentir aquele prazer que ninguém mais conseguia lhe dar, somente aquele maldito homem. Eles fariam aquilo, sexo debaixo da água, escutando o som molhado do atrito da pele, seus braços circulando o pescoço de Shizuo enquanto era fortemente penetrado e seu prazer aumentando quando seu membro estava sendo prensado entre os corpos.

Quando tinha chegado ao clímax em meio a um gemido silencioso, Izaya tinha aberto os olhos e encontrado a si mesmo sozinho, sentado no chão do banheiro, de pernas abertas, com a mão direita manchada de sêmen em volta de seu membro e com três dedos de sua mão esquerda dentro de sua entrada.

Quando foi que ele começou a se masturbar no banheiro desse jeito?

Quando foi que Shizuo se tornou parte dessa fantasia?

Ele não era alguém que tinha desejos, estava acima dos seus amados seres humanos. Também não era uma pessoa de fantasiar, era amante do realista, do que era provado. Jamais ficava confuso, pois ele era o rei que ministrava o jogo. Isso tudo ocorreu por um pequeno delírio de sua cabeça após a adrenalina e estresse com Shizuo.

Afinal, era a única explicação para ter esses tipos de pensamentos com a pessoa que você mais odeia, certo?

Notas finais
Oieeee!!!!! o/ Estou muito feliz pela recepção do prólogo. Agradeço aos que favoritaram e aos que comentaram!! Meu coração é de vocês