Notas iniciais
Boa leitura, estrelinhas! (S/n) - Seu nome.

Pov. (S/n)

Desde que o Bakugou e eu começamos o plano para causar ciúmes no Izuku, percebi que acabei ficando mais próxima do garoto explosivo. Nas semanas que se passaram, sempre que tinha a oportunidade de me deparar com o Izuku, eu me aproximava do Bakugou e nós fingíamos rir ou entrelaçávamos as mãos enquanto conversávamos um assunto qualquer. Izuku olhava a cena com o rosto inexpressivo, mas seus olhos apáticos já falavam por si. Parecia que em vez de fazer o Izuku voltar para mim, estava me afastando dele.

Hoje havia dado a ideia de sair no parque próximo do colégio, era um dia quente, então coloco um vestido curto no tom de azul e calço as sandálias. Depois de todo o ocorrido, eu merecia um pouco de paz interior. Pensei em convidar a turma para sair, mas todos pareciam estar ocupados.

— Como todos tem compromisso, só me resta uma última escolha.

Ligo o celular e ao digitar o número de telefone, espero ele atender.

— Bakugou, bom dia! Você está livre essa manhã?

— Garota, sabe que horas são?! Eu estava dormindo!

— Ah, eu não sabia, mas enfim...

— Tsc! Agora já estou acordado mesmo, da próxima vez não me ligue tão cedo!

— Mas são apenas dez horas...

— Hoje é domingo! Quem é que acorda as dez da manhã em pleno domingo?!

Suspiro e prossigo:

— Muitas pessoas acordam nesse horário, mas não é disso que vim falar. Você quer ir no parque próximo do colégio?

— Por acaso o Deku vai estar lá?

— Não sei, eu só quero sair em algum lugar, não estou a fim de saber do Izuku hoje.

— Bateu a cabeça, foi?

— Não, por quê?

— Tsc. Você acabou de falar que não quer saber do nerd!

— Ah, entendi. Só preciso de um tempo para mim, você sabe que eu gosto do Izuku, apenas preciso respirar um pouco.

Silêncio...

Os segundo que se passaram ficaram silenciosos enquanto esperava alguma resposta do Bakugou. Como ele estava demorando para responder, chamo ele:

— Katsuki?

— Está bem! Eu vou nesse parque, satisfeita?!

Sorrio e o agradeço:

— Muito obrigada! Te encontro na entrada do dormitório, até depois!

— Até...

Termino de me arrumar e sigo para a entrada. Espero alguns minutos e logo escuto sons de passos descendo as escadas. Bakugou vestia uma blusa vermelha de manga curta e uma calça jeans preta. Sem que percebesse, fico o encarando por tempo demais, porém, sou desperta com a voz de Bakugou:

— Ei, cuidado para não babar.

Arregalo os olhos surpresa por ter sido pega o encarando e desvio o olhar, logo sentindo o meu rosto esquentar.

— V-Vamos logo no parque, eu quero andar na roda-gigante. Com esse tempo ensolarado a fila deve estar enorme.

Bakugou arqueia as sobrancelhas e dá de ombros.

Seguimos a pé em silêncio até chegar no local. Encontrando a bilheteria da roda-gigante, compramos os ingressos para as onze horas e enquanto o horário não vinha, nós resolvemos caminhar pelo parque.

Passamos por um lago e curiosa, resolvo olhar para o mesmo. Sua borda estava cercada por cimento e no lago haviam vários tipos de carpas. Subo na borda e começo a andar tentando me equilibrar.

— Ei, sabe que é proibido andar na borda do lago, não sabe? Tem até uma placa de aviso.

— Desde quando você se importa com regras, Bakugou?

— Pode não parecer, mas em parte ligo. Até para ser herói existem regras, como não ligaria se o meu objetivo é ser o número um?!

— Certo, vou ligar para a área 51, pois acho que um alienígena te abduziu.

— Tsc. Engraçadinha...

— Não estou afim de saber sobre regras hoje! Sério, parece até que você incorporou o lida!!

— A culpa é sua por ter me acordado tão cedo, baixinha! Tsc. E não me compare com aquele extra!! — Bakugou fala.

— O que? Agora a culpa é minha?! Você podia ter rejeitado a ligação, ou até ignorado o convite, mas não recusou! E não me chame de baixinha! — Inflo as bochechas.

Parando para pensar o que acabo de falar, fico refletindo. O Bakugou anda diferente do seu habitual, ele nunca se importou com essas coisas... Por que ele aceitou meu convite?

Ao andar mais um passo na borda, me desequilibro quase caindo no lago quando um guarda chama a nossa atenção.

— Vocês aí! É proibido andar em cima do lago! Terei que dar uma advertência a vocês.

Por sorte, o Bakugou segura a minha mão e me puxa para fora do lago antes de cair. Logo, sinto um puxão no braço e começamos a correr para longe do guarda.

— Por que estamos correndo?!

— Tsc! Não quero perder meu tempo com ele!

A adrenalina pulsa em minhas veias quando o guarda insistente começa a nos perseguir. Corremos no meio das barracas que estavam dispostas no parque e conseguimos fazer com que ele nos perdesse de vista.

Paramos para respirar e observo as barracas, haviam alguns jogos de acertar ao alvo para ganhar prêmios e também barracas de vendas e lanches.

— Então, acho que conseguimos fazer ele nos perder de vista. — Comento e observo as horas no celular.

Como ainda tínhamos tempo para mais um passeio, nós jogamos o jogo de tiro ao alvo, perdendo algumas vezes e na quinta tentativa estava começando a ficar frustrada.

— Ei! Esse jogo é uma fraude! Você deve ter colocado alguma coisa para impedir de o alvo se mover! — Katsuki grita revoltado.

— Senhor, não tem fraude nenhuma, talvez você seja péssimo de mira. — Diz o dono da barraca.

Estreitando os olhos, Bakugou tira outra nota de dois reais e entrega para ele.

— Bakugou, deixa o jogo para lá, vamos em outra...

— Tsc! Essa é minha última tentativa, (S/n).

Suspiro, devia saber que o Bakugou é orgulhoso demais para admitir a derrota. Já é bem óbvio que é perca de tempo ficar tentando acertar os alvos, mas se ele diz que é a última tentativa, então vou acreditar.

Vejo Bakugou esticar os braços para trás e olhando para sua mão, arregalo os olhos. Ele não está pensando em usar sua individualidade, está?

Sou respondida quando vejo ele formar uma pequena explosão ao atirar a bola no alvo, cujo é derrubado. Com o resultado, vejo o Bakugou dar um sorriso convencido e falar:

— Venci! Tenho direito ao prêmio.

— Ah, certo... Muito bem, o que você vai querer?

Bakugou vira-se para mim e diz:

— Escolhe alguma coisa para você.

— Eu? Mas foi você que ganhou...

— Não é todo dia que faço essa gentileza, (S/n). Escolhe antes que eu mude de ideia.

— Tudo bem. — Observo os brindes e paro o olhar num colar duplo onde de um lado era gravado o nome do All Might e do outro lado tinha um espaço para escrever o nome ou dedicatória. — Quero esse colar. — Falo apontando para ele.

Quando fomos dar meia volta para sair do local, vimos o guarda olhando para os lados e seguimos para uma rua que nos levava até a roda gigante.

Na nossa vez de entrar, mostramos os ingressos e subimos na cabine da roda-gigante. A vista no alto era magnífica. Dava para ver todo o parque e os prédios da cidade. Imagino que se nós tivéssemos vindo a noite, o cenário seria muito lindo. Olhando para frente, vejo as luzes coloridas da roda-gigante até que estreito os olhos ao encarar a outra cabine.

— Bakugou, você está vendo o mesmo que eu? — Pergunto ao Bakugou enquanto aponto para a cabine.

Ele segue o olhar na direção que apontava e fica surpreso com a cena.

— Mas que caralho o cabelo de merda está fazendo com a Alien?!

— Não acredito! Eles estão se pegando! — Falo surpresa com a cena.

Pov. Ashido Mina

Faz algum tempo que eu e Eijirou começamos a namorar em segredo. Kirishima apareceu todo empolgado na porta do meu quarto enquanto batia na mesma freneticamente.

— Mina, adivinha o que tenho para nós?!

Abro a porta e digo:

— Kiri, fale mais baixo, nossos amigos não podem saber sobre nós.

— Ah... perdão. Mas olhe o que comprei!

Ele me mostra dois bilhetes para ir numa roda-gigante e sorrio abraçando meu namorado.

Depois de entrar na cabine, conversamos sobre vários assuntos aleatórios, até que começamos a fazer caricias um no outro, cujo foram se tornando mais tentadoras e quando vi, estava sentada em seu colo, os braços em seu pescoço enquanto nos beijávamos de forma sedenta.

Quando faltou ar, paramos para respirar e escuto o Eijirou falar:

— Mina, o Bakugou também está no parque e veio acompanhado!

— O que? — Viro-me a procura do Bakugou e o encontro na cabine ao lado. O biribinha olha para nós e aponta o dedo na nossa direção. — Não me diga que eles nos viram?!

Se eles falarem para alguém sobre nós, o nosso namoro deixará de ser secreto, então, tenho um plano! Quando voltarmos para a aula, os dois terão uma surpresinha aguardando-os.

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado e até a próxima!