Notas iniciais
Boa leitura, estrelinhas! (S/n) - Seu nome.

Pov. (S/n)

Depois que saímos da roda-gigante, o Bakugou se virou para seguir em direção do Kirishima e da Mina. Percebi que ele iria os questionar sobre o que acabou de ver, mas o impeço, segurando em seu braço.

— Bakugou, deixe os dois. Se eles não contaram para nós, é por que eles querem privacidade.

— Tsc, mas o cabelo de merda e a Alien...

— Sim, eles devem estar namorando. Consigo ver a aura deles, ambos se encontram em sincronia. Vamos deixar o tempo resolver e quando eles estiverem prontos, irão nos contar.

— Ah, tanto faz!! Não quero me intrometer na vida deles!

Voltamos para os dormitórios e nos despedimos. Segui para o meu quarto, peguei um conjunto de roupas no armário e segui para o banheiro para tomar uma ducha morna.

No dia seguinte, estava terminando de me arrumar, quando escuto batidas na porta.

— Só um minuto! — Falo para eu poder terminar de me arrumar.

Depois que termino, sigo até a porta e a abro, deparando-me com o Bakugou e sua típica cara emburrada.

— Bom dia, Bakugou! O que você está fazendo no dormitório feminino? Sabe que é proibido entrar aqui.

— Tsc! Se você não quer a minha companhia, então vou sair...

— E-Espera! Você quer me acompanhar até a sala de aula? — Pergunto surpresa ao garoto explosivo e ele assente. — Ah, tudo bem! Só me deixe pegar a minha mochila.

Entro no meu quarto e minutos depois, volto com a mochila nas costas. Durante o percurso, nós conversamos sobre assuntos aleatórios, até que o tema mudou para o passeio de ontem.

— Não acredito que você fez a gente fugir do guarda! Era mais fácil se tivéssemos explicado que não sabíamos da regra do parque.

— Tsc! E ter que ficar o aturando? Nem pensar! Mas, mudando de assunto, aquele colar que você ganhou, sabia que era de uma edição limitada da era de Bronze?

— Oh! Sério?! — Falo com brilho nos olhos. — Que incrível! Ah, o colar é duplo, então como foi você que venceu na barraca, tens o direito de ficar com uma parte. Bem, se você quiser...

— Hum, pode ser.

— No intervalo te entrego.

Virando o corredor, noto que alguns alunos começaram a nos encarar e ficaram cochichando pelos cantos. Claro que isso iria acontecer, já que eu e o Katsuki estamos fingindo namorar. Mas não pensei que a notícia fosse se espalhar tão rapidamente.

Entramos na sala e logo sou puxada para longe de Bakugou. As meninas formando uma rodinha enquanto me faziam um monte de perguntas:

— (S/n)-chan! Ficamos sabendo do seu encontro com o Bakugou! Por que não contou para nós? — Hagakure pergunta.

— Pois é, achei que fossemos amigas. — Mina fala com um biquinho no rosto. — Sorte que encontrei vocês na roda-gigante e pude apreciar esse momento! Só é uma pena que não pude registrar nenhuma foto de vocês se beijando. Mas não irei desistir!

Uma gota surge na minha cabeça. Então a Mina viu a gente lá... Agora está explicado como as notícias voaram. Mas ela não vai conseguir o que quer, até por que o namoro é falso.

Dou uma olhada para Bakugou que conversava com o Bakusquad e volto o meu olhar para Izuku. Ele estava sentado em sua carteira com o rosto virado para baixo.

Pensei que o Izuku estivesse fazendo anotações em seu diário, mas ao observar melhor, notei que o seu rosto estava deprimido.

Meu coração se aperta ao ver o estado dele, queria poder ir lá para saber como ele está, mas eu tenho que continuar com o plano para tê-lo de volta. Se ao menos conseguisse falar a sós com o Izuku...

Vejo a Ochaco se aproximar dele e suspiro, voltando a prestar atenção na conversa das meninas. Logo, o Aizawa-sensei apareceu na porta e pediu para que colocássemos os uniformes de treino.

Seguindo para o campo beta. Aizawa-sensei disse que iria sortear duplas para lutarem entre si. O Izuku havia sido escolhido para lutar contra o Todoroki. Foi uma luta interessante, visto que agora o Izuku havia despertado novos poderes.

Na minha vez de lutar, não conseguia acreditar em quem seria a minha oponente: Ochaco Uraraka!

Ambas seguimos para o centro do campo e quando o sensei deu o sinal de partida, Ochaco ativou sua individualidade em si e veio correndo até mim enquanto ela tocava em alguns detritos que encontrava no meio do caminho.

Minha individualidade não era boa em combate, mas eu compensava com as técnicas de lutas e agilidades. Resolvo fazer o mesmo, ativando a individualidade para sentir a sua aura.

Notei que ela estava com um sentimento competitivo, não só para com essa luta, mas para ter o Izuku para si. Por acaso ela acha que o Izuku é algum tipo de troféu?! Fico indignada.

Ao perceber suas intenções, decido tentar uma estratégia onde utilizaria a quirk para tentar acalmar sua aura, assim a Ochaco ficaria desligada por alguns minutos e eu poderia vencer. Sou desperta dos pensamentos ao ver que seu punho se aproximava do meu rosto.

Consigo desviar, dando uma cambalhota para trás e tento atingi-la com um chute que é bloqueado por ela. Trocamos vários golpes até que Ochaco me empurra para trás e junta as duas mãos.

— Liberar!

Quando ouço ela falar, olho para cima, notando alguns detritos que ela deve ter juntado durante a luta e que acabei não reparando. Logo, esses detritos caem em minha direção e desvio por pouco deles.

Volto a ativar minha individualidade para seguir com o plano, mas ao invés de sentir sua aura, uma coisa estranha acontece comigo. Não conseguia sentir meus braços e pernas e tentando entender a situação, arregalo os olhos ao ver que havia saído do meu corpo.

A minha forma física estava caída no chão, enquanto a minha forma espiritual flutuava no ar. Aizawa-sensei pede para parar a luta, pois havia pensado que eu havia desmaiado. Tento chamar eles para ver se me notavam:

— Ei! Estou aqui em cima!

Tentei chamar outra vez, mas ninguém me ouvia. Aizawa-sensei pede para que algum aluno me levasse para a Recovery Girl e tento flutuar até perto do meu corpo. Passando na frente de Hagakure, a garota invisível arqueja de surpresa.

— (S/n)?! — Os alunos que estavam próximos dela a encaram confusos e Toru diz. — Não sei como, mas eu consigo enxergar a (S/n). Não a sua forma caída no chão, mas a sua aura!

— Consegue me ouvir, Toru?

— Sinto muito, mas não entendo o que você está falando. — Toru diz após ver que eu movi os lábios para perguntar.

— Ela deve ter despertado uma nova individualidade. — Midoriya comenta surpreso.

— (S/n), consegue voltar ao normal? — O sensei pergunta.

Me aproximando do meu corpo, tento voltar para dentro, mas sinto uma energia me afastar. Porém, tento entrar de novo e logo perco a consciência.

Acordo confusa e deparo-me com um teto branco. Olhando para o lado, vejo a Recovery mexendo em uns remédios, estou na enfermaria...

Apoiando as mãos na maca, levanto-me devagar chamando a atenção da senhora.

— Ah, pelo visto você já acordou. O Midoriya te trouxe aqui depois que você desmaiou.

— O Izuku? — Pergunto e ela assente.

— Ele parecia estar muito preocupado com você e... — Recovery é interrompida por batidas na porta, ela segue até a mesma e ao abrir a porta, vejo Bakugou parado do outro lado.

— O que você quer, rapazinho?

— O Aizawa-sensei me pediu para ver como a (S/n) estava.

— Ah, certo. Entre, vocês podem conversar por alguns minutos, se precisarem de mim, estarei na sala ao lado.

Recovery sai da enfermaria e volto o meu olhar para o Katsuki.

— Então... — Ele quebra o silêncio. — Como está se sentindo?

— Estou melhor, obrigada. A Recovery me contou que o Izuku me trouxe aqui depois que desmaiei.

— Tsc! O Deku sempre pensando nos outros... Típico. — Comenta Bakugou e estreito os olhos.

— O que você tem contra ele? Já te perguntei isso antes, mas você não me respondeu! — Pergunto inflando as bochechas.

Ele me olha e desvia o olhar, logo suspirando. Pensei que o Bakugou não iria me contar de novo, mas sou surpreendida:

— Ele sempre teve esse instinto heroico, desde criança ele sempre admirou o All Might assim como eu. O Deku vivia me perseguindo para lá e para cá, pois ele queria ser como eu, alguém forte. Isso me incomodava muito! Ele nunca desistia, mesmo sem individualidade na época, o Deku provou que era digno de ser um herói. Ver que ele poderia me superar algum dia, inflou o meu ego e...

Me aproximo do Bakugou e o abraço, pegando-o desprevenido.

— O que pensa que está fazendo?!

— Te abraçando.

— Isso eu sei! Eu quero saber por que está me abraçando mesmo depois de tudo o que fiz ao Deku?!

— Bakugou, você tem que entender que o passado ficou para trás, tenho certeza que o Izuku já te perdoou, embora ele ainda deve se sentir triste pelo estado atual com você.

— E o que espera que eu faça?! Que eu vá até ele e peça desculpas? Está de brincadeira, né?

— Se eu posso perdoar o Izuku por ter me traído com a Ochaco, você também consegue pedir desculpas. Eu quero ter uma conversa com o Izuku em breve. — Me aproximo mais do explosivo e colocando minha mão em seu tórax, fecho os olhos para sentir a sua aura. — Consigo sentir a sua aura, ela tem um ritmo bem Rock and Roll, mas se olhar mais de perto, posso sentir uma melodia suave, que precisa ser compreendida. Tente trazer essa aura de volta, solte-a das correntes, Bakugou. O que está te impedindo?

— Eu...

— Não precisa responder agora, pense, tente descobrir o motivo e depois siga o próximo passo, você já sabe qual é. — Volto o meu olhar para ele e percebo que seu rosto se encontrava corado. Será por que estamos muito próximos?

Sem que percebêssemos, nossos rostos foram se aproximando cada vez mais. Bakugou passou os seus braços para a minha cintura e levei os meus para o seu pescoço. Nossa respiração ficou mais pesada como se ansiasse pelo que estava por vir e a centímetros de tocar os seus lábios, nos afastamos ao ouvir um baque na porta.

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado e até a próxima!