Cobertor - Izuku Midoriya
7 Tomando atitude
Notas iniciais
Pov. (S/n)
Anteriormente:
Sem que percebêssemos, nossos rostos foram se aproximando cada vez mais. Bakugou passou os seus braços para a minha cintura e levei os meus para o seu pescoço. Nossa respiração ficou mais pesada como se ansiássemos pelo que estava por vir e a centímetros de tocar os seus lábios, nos afastamos ao ouvir um baque na porta.
Atualmente:
— Com licença, Recovery. O Aizawa-sensei me mandou vir na... — Izuku entra na enfermaria e ao nos ver próximos, ele fala. — (S/n)?
O magnetismo que sentia no momento só por estar ao lado de Bakugou, fez com que tudo ao meu redor perdesse importância, tanto que não escuto o Izuku entrar. Bakugou era como um imã e eu definitivamente estava atraída por ele.
Com os braços em minha cintura, Katsuki me puxa mais para perto de si e resolve quebrar o espaço entre nós. Sinto os seus lábios macios preencherem os meus e iniciamos um beijo lento e longo.
Logo, movo as mãos para os fios loiros de Bakugou e ele me empurra até eu me esbarrar na maca da enfermaria. Seus beijos lentos passaram a se tornar mais apressados, mais necessitados conforme os minutos passavam e não demorou para que a falta de ar se tornasse presente.
Bakugou passa a distribuir beijos em meu pescoço cujo me fazem arrepiar e soltar um gemido involuntário.
— Hum! K-Katsu!
Katsuki voltou a fazer a mesma trilha de beijos parando na metade do caminho para morder a minha pele e deixar uma marquinha exposta. Seguindo para o meu queixo, Bakugou deu um último beijo naquela região e me encarou, seus olhos emanando desejo.
Aproximando lentamente do meu rosto, Katsuki iria me beijar novamente quando escutamos um baque na porta. Assustada como barulho, me afasto do garoto explosivo e viro-me em direção ao som, notando o Izuku ali parado.
— Izuku?
Seu rosto estava coberto por lágrimas. Midoriya olha para o Bakugou e fechando as mãos em punho, diz:
— E-Eu... N-Não queria interromper. Acho que posso aguentar até o intervalo para poder voltar na enfermaria. — Só então ao escutá-lo falar, que percebo o seu braço quebrado por causa da aula.
— Nada disso! Vamos falar com a Recovery agora. Vem, Katsu e você fique aí. — Digo apontando para Izuku.
Seguro a mão de Bakugou e seguimos para fora da enfermaria a procura dela. Enquanto caminhávamos, o beijo que o Katsuki havia me dado volta a mente e sinto o meu rosto corar. Bakugou nota a minha mudança e diz:
— Sinto muito por não me controlar, acabei quebrando a sua regra.
— Não deveríamos ter se beijado, era para ser apenas uma encenação. — Digo ao olhá-lo e Katsuki suspira. — Teremos que cuidar para não acontecer de novo.
— Acho que estraguei tudo o que tinha entre você e o nerd. Era para fazer vocês dois voltarem e não se afastarem mais do que já estão. Isso é tudo culpa minha...
— A culpa não foi sua, Katsuki, eu poderia ter parado o beijo, mas me deixei levar. — Respondo. — Mas, por que você me beijou?
— No começo também não entendi o porquê. — Ele fala. — Para ser sincero, você é a primeira garota que beijo. Nunca tinha sentido isso antes, tudo é tão novo para mim.
— Espera! Esse foi o seu primeiro beijo?! — Pergunto chocada.
— Sim, está surpresa? Eu vivia falando que não queria namorar com ninguém pois queria ser o número um. Durante esses dias que passamos juntos ao bakusquad você não prestou atenção?
— Nossa! Fiquei mais focada nas fofocas da Mina. Mas, voltando ao assunto, isso não pode se repetir.
Bakugou cruza os braços e olhando em meus olhos, diz:
— Não tenho certeza de que irei cumprir isso, (S/n). É tarde demais, pois acabei me apaixonando por você.
— C-Como? — O Bakugou apaixonado por mim?
Desvio o olhar e ele para de caminhar ficando a minha frente. Tocando levemente o meu queixo com sua mão, Bakugou ergue o meu rosto e fala:
— (S/n), existe alguma chance de você esquecer o Izuku? De tentar seguir em frente comigo?
— Katsuki, eu... — Suspiro. Esquecer o Izuku? Não é fácil de esquecer um romance de dois anos.
Eu poderia tentar seguir com o Bakugou, mas o meu coração se encontra confuso.
Em parte, ainda amo o Izuku, mas em outra, sinto uma chama se acender com o Bakugou, as nossas auras parecem estar se interligando cada vez mais que ficamos juntos.
Por que o amor parece tão complicado, quando na verdade ele é algo simples?
— Katsuki, preciso de um tempo para pensar. Não posso simplesmente me jogar em seus braços e seguir como se nada do que passei com o Izuku antes fosse inexistente. Poderia esperar até que eu entenda melhor o que se passa aqui? — Pergunto ao colocar a mão em cima do coração.
— Tudo bem, você tem todo o tempo do mundo, só... pense bem a respeito. Até lá a gente segue com o seu plano.
— Obrigada por me entender, Katsuki. — Dou um abraço em Bakugou e voltamos a procurar pela Recovery.
Ao encontrá-la na sala dos professores, avisamos sobre o Izuku e voltamos para a sala de aula. Durante o intervalo, segui para o dormitório feminino e peguei o colar que havíamos ganhado no outro dia. Vejo que ele estava acompanhado do Bakusquad e me aproximo.
— Bakugou? Posso falar com você um minuto?
Ele assente e se afastando dos amigos, Bakugou me acompanha até o corredor.
— Mudou de ideia?
— O que? Não é sobre aquela conversa que vim falar. Quero lhe entregar a metade do colar do All Might. — Falo ao estender o colar para ele. — É seu por direito a outra metade.
Bakugou pega o acessório e vejo ele dar um sorriso mínimo.
— (S/n), obrigado.
Pov. Izuku
Depois que a (S/n) foi levada para a Recovery, Aizawa me chamou para lutar contra o Todoroki e no meio da luta ao ativar o One For All, acabo quebrando novamente o meu braço.
Aizawa diz para seguir até a enfermaria e ao entrar no ambiente, arregalo os olhos ao ver a cena. Kacchan estava beijando a (S/n).
Ver que ela o correspondia fez com que as lágrimas do meu rosto saíssem. (S/n) parecia tão feliz com ele, será que é tarde demais para conseguir o seu perdão?
Admito que errei em ter beijado a Ochaco, me deixei levar por ela e por causa disso estou perdendo o amor da minha vida para o Kacchan.
Decidido, resolvo dar um ponto final nas investidas da Uraraka. Queira ou não, ela terá que entender que não a amo.
Quando deu o sinal para o intervalo, segui até a carteira da Ochaco e pedi para ela me seguir até a laje do colégio. Ochaco ficou toda boba achando que eu ia fazer alguma surpresa para ela, mas agora que estávamos sozinhos, viro-me para ela e falo:
— Uraraka, vou direto ao ponto. Cansei de você ficar em cima de mim. Pensa que não sei que só está fazendo isso para eu não falar com a (S/n)? Entenda de uma vez por todas que não te amo!
— O que? Se você não me ama, então por que correspondeu o meu beijo? — Pergunta a castanha. — Pare, Izuku. Não percebe que a (S/n) já te esqueceu? Se ela te amasse mesmo não estaria com o Baku...
Com os nervos à flor da pele, interrompo sua fala:
— Chega! Uraraka, só te correspondi, pois estava confuso aquela vez. Você não faz ideia de quanto estou arrependido por ter partido o coração da (S/n)! É ela que amo, não é você.
Ochaco se aproxima de mim e tenta me beijar, porém recuo.
— Não.
Revoltada, Ochaco grita:
— Tudo bem! Vá em frente e volte para a (S/n)! Depois não venha me pedir consolo ao ver que ela está nem aí para você e cheia de amor com o Bakugou! Você não os viu juntos na enfermaria? Ela não sente mais nada por você, continue se iludindo, Izuku!
— A única iludida aqui é você. — Respondo a castanha. — Quer saber, Uraraka? A partir de hoje, não quero ver você mais perto de mim, a nossa amizade acabou.
Ochaco estando surpresa com minha atitude, pede:
— I-Izu... Não faz isso, por favor.
— Só estou fazendo o que devia ter feito a muito tempo. Adeus, Uraraka.
Virando-me de costas a ela, volto a seguir para o refeitório. Nunca me senti tão livre como nesse exato momento. Agora que dei um basta na Ochaco, irei provar a (S/n) que mudei e que estou disposto a fazer tudo o que estiver ao meu alcance por ela.
Continua...
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