Notas iniciais
Notas: então, oi. EU DISSE QUE ESTARIA A MIL E BLA BLA e isso serve para você não ouvirem o que a viquitórea diz. Tá, vocês querem me matar por causa da Lotte, e eu entendo isso, porque ela própria me disse que ia me matar quando falei isso: Viquitorea: então, vou matar a Charlotte. Alexia: te mato primeiro. ENTÃO O QUE A VIQUETÓREA IRÁ FAZER PARA VOCÊS NÃO ESFOLAREM ELA VIVA? PARA QUE VOCÊS NÃO ARRANQUEM MEU CORE E DÊ DE PRESENTE PARA MINHA MÃE? PARA VOCÊ NÃO TOMAREM BANHO COM MEU SANGUE?? MARATONA MEU POVO! Vai ter uns três capítulos seguidos, por isso eu demorei, mas precisamente por causa do segundo porque não tinha ideia do que colocar a mais pra não ficar pequeno, porque maratona de capítulo pequeno afão né? O que mais que eu tinha que falar? AH SIM EU QUERO AGRADECER À AFRODITE ESSA DEUSA LINDA E MARAVILHOSA POR TER ARRANJADO UM SEMIDEUS FOFO PRA MIM GRAÇAS DEUSES GRAÇAAAAS SAI DA SECA CAMBADA AH, E A MARATONA É PRA LINDA DA LIKE A GIRL QUE RECOMENDOU MINHA FIC LINDAMENTE P.S.: QUEM AINDA NÃO TEM BOO PORQUE SUA CIDADE É UM BURACO E SÓ VAI TER UMA SEMANA DEPOIS DO LANÇAMENTO?? ISSO MESMO, EU AQUI, EUZINHA LINDA AQUI.

P. o. V. Annabeth

Os navios saíram em retirada sem avisar, apenas saindo, deixando muitos rostos piratas confusos. Ainda podia sentir o olhar de Percy em mim, mas tinha consciência de que logo estaria em seus braços novamente, de onde nunca deveria ter saído.

Quando o restante da viagem, os navios pegaram a corrente do Golfo, pelo que percebi, com ventos favoráveis e marés calmas, diminuindo o tempo que duraria uma viagem para a costa da Inglaterra.

Passei ela inteira sem dar as costas para o grande vitral da grande cabine onde dormia, preparada exatamente para chefes de estado. Havia duas poltronas de frente para as grandes janelas, ambas azuis com flores bordadas em fio de ouro. Uma mesinha de mogno entre as duas, onde Piper colocava algo que eu comia sem hesitar, não queria ficar depressiva ao ponto de não comer mais. Embora, de resto, eu estava no fosso. Usava uma camisola branca e um hobby florido, sentada em uma das poltronas e comendo ao menos uma maçã a cada seis horas. Dormia muito mal todas as noites, e o fato da cama caber quatro pessoas não ajudava, sempre sentia um vazio do lado.

Esforçava-me para que, quando chegasse à Inglaterra, vestiria um vestido glamoroso, entraria na carruagem e assim que entrasse na Cidade de Westminster, estaria com um sorriso que enganaria a todos, como se estivesse feliz e contente em um episódio emocionante de “de volta para minha terra”.

Suspirei fundo e deixei o livro de lado, cansando-me de ter que ler o mesmo paragrafo muitas vezes quando não conseguia me concentrar nas palavras. Olhei para a janela, uma imensidão azul tão grande que só conseguia diferenciar o mar do céu pelo brilho solar. Meu semblante estava triste, percebi, mesmo com um dia lindo na minha frente. Era como se o Conçu ainda estivesse ali, e era como se pudesse sentir o olhar de Percy me seguindo, algo arrancando um pedaço do seu coração igualmente como o meu.

Uma batida na porta me fez saltar.

Esperava que pudesse ser Piper ou até mesmo Will, mas em vez disso um homem alto, no máximo vinte e sete anos, com porte de lutador, porém com o rosto que lembrava de um bebê chinês pôs a cabeça dentro na cabine.

Almirante Frank Zhang.

— Hum, desculpe — disse ele. — Eu poderia...?

Estava tão surpresa em vê-lo, que levei um bom tempo para perceber que ele queria entrar.

— Claro — respondi. — Sim.

Ele entrou, olhando ao redor da cabine. Não havia muito para ver. Além das poltronas de encosto alto ao qual sempre sentava, tinha a cama grande com cabeceira entalhada, arrumada por mim mesma. As almofadas macias aos montes estavam guardadas no baú na frente da cama, já que não via tanta necessidade nelas. Meus livros, aos quais passava o tempo, estavam arrumados em cima de uma das cabeceiras ao lado da cama em ordem alfabética. Tirando isso, minha cabine estava limpa. Mantinha-a limpa e simples, o que me ajudava a pensar, o que, no momento, era minha única alternativa de resolver minha vida.

Quando havia muita distração em meu espaço pessoal, não conseguia focar em outra coisa se não arrumar aquilo.

— Então... Frank — me aventurei. — O que posso fazer por você?

Frank era almirante, disso sabia. Mas, ultimamente, as patentes altas que comandavam a escolta de navios ingleses se aventuravam em cordas entre navios, para me espionar e servir de segurança. Frank era um desses, mas entre todos, diria que ele era quem eu pensava que tinha menos propensão a fazer uma visita. Senti-me mais confusa quando ele corou e puxou o que deduzi serem algemas chinesas para fora do bolso.

– O que dizer sobre um descendente chinês que fica no escuro sobre isso? — ele sorriu constrangido – De todos aqui, creio que somente Vossa Majestade pode ajudar-me sem sentir pena ou fazer brincadeiras de mau gosto. – seu rosto ficou ainda mais vermelho – E... Bem, será nossa rainha, que tal um pequeno agrado a um dos seus servos?

Senti-me estranhamente honrada. Frank confiava que não iria rir da sua situação. Além disso, tinha um fraco por alguém que estava em busca de conhecimento, até mesmo sobre algo tão simples e bobo como algemas chinesas.

Dei um tapinha na cadeira ao meu lado.

— Claro. Sente-se.

Frank sentou-se na beira da poltrona, como se estivesse se preparando para uma fuga rápida. Peguei o par de algemas chinesas, uma folha e um nanquim com uma pena azul e branca. Foi fácil desenhá-la rapidamente e com o máximo de precisão que conseguiria.

— Como você fez isso? — Frank ficou maravilhado.

— Um pouco de treino — respondi, erguendo os ombros e depois os soltando. — Certo, olhe. A estrutura é uma trança biaxial cilíndrico, por isso tem excelente resistência — pus a pena no nanquim, a ponta com um excesso de tinta que não deixou o desenho totalmente bom. — Quando você colocar os dedos dentro, ele solta. Mas quando você tentar removê-los, a circunferência encolhe a trança que prende e aperta. Não há nenhuma maneira que você possa puxar sem dificuldades.

Frank olhou para ela sem entender.

— Sim, mas qual é a resposta?

— Bem... — desenhei cálculos na ponta da folha e dos lados dos desenhos, mostrando como as algemas poderiam resistir rasgando sob uma grande tensão, dependendo do material utilizado na trança. — Surpreendente para uma estrutura de tecido, certo? Médicos os usam para tração e empreiteiros elétricos...

— Uh, mas a resposta?

Não pude deixar de rir. Ele agora venceu um pouco do medo, sentando-se corretamente e inclinando-se sobre a mesinha, ainda mantendo uma distancia segura.

— Você não luta contra as algemas. Você aperta os dedos para dentro, não para fora. Soltando a trança.

— Oh — Frank tentou. Funcionou. — Obrigado, mas... Você não poderia ter me mostrado apenas na primeira vez, sem o desenho, que aliás, foi bem preciso senhora, e os cálculos?

Hesitei antes de falar. Às vezes, pensei, uma sabedoria vem de lugares estranhos. Muito embora chineses sejam conhecidos pelos seus ensinamentos em provérbios e biscoitos da sorte.

— Acho que você está certo. Isso foi bobagem. Aprendi algumas coisas também.

Frank tentou as algemas novamente.

— É fácil quando você sabe a solução.

— Muitas das melhores armadilhas são simples — disse. — Você só tem que saber sobre ela e esperar que a sua vítima não saiba.

Frank assentiu. Ele parecia relutante em sair.

— Sabe, — tento – não acho que precisa ter medo de pedir ajuda. Talvez outros façam brincadeiras com você porque se sintam nervosos.

Frank fez uma careta.

— Por que eu iria deixá-los nervoso? Desculpe senhora, mas já olhou para mim? Sou um lutador de sumô com a cabeça de um panda...

— Você é o dobro do tamanho de qualquer um aqui. É um Almirante, a patente mais alta da marinha, isso com apenas...

– Vinte e seis. – respondeu.

– Além disso, caiu nas graças de uma feiticeira.

Frank arregalou os olhos puxados e negros.

– C-como sabe? – gaguejou, e só não ri de seu desespero porque sabia que isso o magoaria.

– Conheci o irmão dela – falo sem medo – Também soube que o deixou escapar por...

Ele se jogou no chão de joelhos, as mãos juntas em súplica e a ponto de chorar. Pedia para que não falasse, que seria meu escravo pessoal, mas que não falasse nada. Tentei acama-lo antes que caísse em prantos, porque se ele se jogasse aos meus pés creio que não poderia me soltar sem ajuda.

– Frank – digo, tentando fazer com que parasse de rezar em mandarim. Coloquei minhas mãos nas laterais do seu rosto, fazendo-o me olhar já com lágrimas saindo – Frank... Respire, será nosso segredo. Conheci Hazel – ele pareceu se acalmar na menção de seu nome, e pelo que eu conhecia dela aquilo era realmente estranho – acredite em mim quando digo que você é a pessoa que ela pode gostar nesse mundo. Sei que ela é uma feiticeira e que feitiçaria é punida como morte – balancei a cabeça em total repudia – Você pode ser rebaixado, até mesmo como escravo, mas ela será punida à fogueira – Mesmo sabendo que isso não vai adiantar – Quem sofre mais pela morte são os que ficam, não os que vão.

Frank fungou.

– Majestade...

– Annabeth – o interrompo – Chama-me de Annabeth.

– Claro – disse – Tem... Tem mais algo. – ele hesitou, pondo a mão direita na manga esquerda, como se quisesse mostrar algo de baixo do casaco, mas pensando melhor antes. – Conhece o Gold? – assenti – Ele é... Era, um navio pirata ao qual mandei para as profundezas marítimas, vi o fogo abraçando o navio e o levando para um descanso nos braços do mar... O capitão... O nome dele era Ares... Ares La Rue, se não me engano. – Frank tomou coragem e levantou a manga da casaca vermelha, mostrando a pele branca de seu braço marcada com uma caveira negra. Tenho certeza que engasguei, mas ele não pareceu surpreso com tal reação. – Ele era meu pai. E mesmo sabendo disso tive que manda-lo para a morte. Ao menos, foi melhor do que vê-lo enforcado, seu corpo sendo levado com outros coitados em uma charrete carregada por um burro manco...

Frank não quis continuar, e entendi por quê. Não gostava nem um pouco de Atena, e Ares parecia igualmente deplorável, mas ela ainda é minha mãe. Não se escolhe isso.

– Não se sinta como um traidor – digo – Não tenho certeza se se lembra, mas havia outra rainha antes de minha madrasta – ele balançou a cabeça lentamente em concordância.

– Atena. Lembro vagamente. Morreu no seu parto...

– Ela não morreu. – declarei. Frank levantou os olhos para mim, claramente confuso – Soube que sobreviveu e que está muito bem casada com um pirata... – hesitei, examinando-o bem. Ele não parecia uma ameaça. Nem um traidor. Na verdade, estar perto dele era entender o termo quente e aconchegante. Frank era apenas um grande urso de pelúcia, e ainda era estranha a imagem dele com Hazel, a bruxa sem um parafuso, impulsiva e mortal. De qualquer jeito, sentia que podia confiar nele do mesmo jeito que confiou em mim -... Ao qual é pai do pirata ao qual eu estou perdidamente apaixonada.

– Não precisa hesitar – falou – vi o jeito que se olharam, antes de pular no Interceptor. Não estaria exagerando quando digo que poderia ver faíscas vindas de vocês dois.

– Tenho certeza que sim. – falei, ainda sorrindo – Mas algo que têm a me dizer senhor Zhang?

O sino soou o jantar e Frank pulou.

— Talvez... talvez mais tarde — disse ele. — Mas muito obrigado, Annabeth — ele levantou as algemas chinesas. – Não complique as coisas.

Notas finais
Notas: Não há muito a se dizer sobre esse capítulo, por isso mesmo que fiz maratona. Então perem...