Closed Minds

2 Capítulo 2 –– O resgate


Notas iniciais
Como dito anteriormente, um tempo razoável entre as postangens ;P Capítulos introdutórios são meio chatos, eu sei, mas são importantes. Sem preocupações! Coisas boas ainda estão por vir... Ou não usahusahusahusa /apenas brincando D: Boa leitura! ;D P.S.: Queria deixar um agradecimento especial a todos aqueles que deixaram review no cap. anterior. Muito obrigada *--*

Shawn



Nova Iorque

Cinco anos depois

Eu podia escutar os gritos vindos da outra cela.

Por mais que tentasse bloqueá-los, eles não pareciam querer sair da minha mente. Quase tão ruim quanto ser torturado é saber que alguém está passando pelo mesmo, sem ter poder algum para ajudar. Depois de um tempo, acaba levando uma pessoa à loucura. Tudo o que eu poderia esperar, então, era que alguém me tirasse dali antes que isso acontecesse comigo.

Mas, sendo bem franco, eu perdi a noção dos dias desde que fui capturado. O único indício que eu tinha de que os eles estavam mesmo passando eram as conversas frequentes com os agentes da DILM –– Departamento de Investigação dos Leitores de Mentes ––, que tentavam, a todo custo, arrancar alguma informação de mim. “Ainda bem que não sei de nada”, pensei, parando de ziguezaguear pelo quarto minúsculo e me sentando na cama de armar, as mãos ainda tampando os ouvidos. Como era possível que os gritos ficassem ainda mais altos? Um arrepio percorreu meu corpo, e eu percebi que não fazia a menor questão de saber a resposta dessa pergunta.



Deitei-me e coloquei o travesseiro fino em cima da minha cabeça, o que ajudou a abafar o som. É engraçado, porque não tenho feito absolutamente nada nos últimos dias além de olhar para o teto branco da minha cela, e, ainda assim me sinto extremamente cansado. Talvez porque esteja forçando meus poderes –– entretanto, os quartos são mesmo impenetráveis. O último agente que me fez uma visitinha disse que eles eram construídos especialmente para “aberrações” como eu, e que por mais que eu tentasse, nunca conseguiria ler a mente de ninguém. Algo que notei assim que eles me trancafiaram. No andar de cima, eu podia usar meus "poderes" normalmente. Quando eles me trouxeram para a sala do interrogatório, contudo, foi como se algo me deixasse de fora. Exatamente como o bloqueio que Russel me ensinara a fazer. A questão é: como eles sabiam sobre o bloqueio? E, principalmente, como eles aprenderam a utilizá-lo como um meio de nos prejudicar? Um conhecimento assim definitivamente não apareceu da noite para o dia, bem como a tecnologia desse andar no qual fui aprisionado deve ter levado muito tempo para ser aperfeiçoada.



“Eles precisam saber disso”, pensei. Papai tinha teorias, das quais eu discordava, sobre ter leitores ainda trabalhando ao lado do Governo. Eu deveria saber que ele estava certo. Se eles oferecessem imunidade e segurança quando as coisas piorassem, então quem recusaria? Suspirei. Os gritos haviam parado. Tirei o travesseiro do rosto e olhei para o teto. Barulhos de passos pelo corredor indicavam que os agentes estavam voltando para as suas salas, encerrando suas rotinas diárias de interrogação. Eu provavelmente seria o primeiro do dia seguinte.

–– Quanto tempo mais, Quinn? –– perguntei a mim mesmo, baixinho. “Quanto tempo mais você vai me fazer esperar para sair daqui?”



As luzes se apagaram. Franzi o cenho. Gostaria de ter um relógio para saber as horas, mas não poderia ser muito tarde, certo? “Vai ver se atrasaram em uma das celas, e acabaram prolongando o turno”, pensei. Fechei os olhos e deixei meus pensamentos vagarem em minhas lembranças. O dia em que minha avó me contou sobre a morte da minha mãe; o dia em que descobri que era capaz de ler mentes; o dia em que vi um homem me seguindo da escola até em casa; o dia em que minha avó me levou até New Haven e me deixou com minha irmã até que nosso pai voltasse de viagem.



Nós fomos para a casa de umas amigas de Quinn, em Nova Iorque, onde ficamos por alguns dias. Uma delas era alta e loira, e a outra tinha traços latinos e uma personalidade um tanto quanto... Bem, diferente, acho. Mas ela também foi a primeira pessoa que conseguiu me fazer rir verdadeiramente desde que perdi minha mãe. Quinn se mudou para morar com elas assim que o período em Yale acabou; ela conseguiu uma transferência para Columbus, e dividiu o apartamento com Santana e Brittany. Eu as visitava com frequência, já que, no começo, Russel precisava fazer muitas viagens de recrutamento.



Perder meu pai foi ainda pior do que perder minha mãe. Quando ela morreu, eu ainda era muito novo, e não senti muito o impacto porque nós raramente nos víamos. Russel, por outro lado, passou a ser uma constante em minha vida desde que passamos a morar juntos. Ele e Judy –– a quem ele contou a verdade sobre o que ele era quando reataram o casamento –– foram muito bons para mim; aprendi muito sobre nossa “habilidade especial”, e pude ter mais controle dos meus poderes.



Foi numa dessas viagens que tudo aconteceu. A DILM estava oficialmente em funcionamento, embora sua existência em si ainda fosse um segredo, caçando pessoas como eu, procurando obter informações sobre a Resistência e sobre nossa habilidade. Meu pai trabalhou uma época para o Governo, ajudando-os nas pesquisas sobre nós. Ele largou seu emprego algum tempo depois; porém, o governo continuou a manter o monitoramento sobre ele.



Eles também mantiveram olhos abertos sobre Quinn e sobre mim. Em minha irmã, porque ela estava envolvida no que aconteceu no armazém; e em mim por conta dos boatos que surgiram na minha antiga cidade de que eu era um garoto anormal. Papai precisou de um pouco de trabalho para convencer o Governo de que a participação da minha irmã em toda aquela loucura foi mínima, e que tudo tinha sido planejado pela outra única leitora de mentes da família, Blair; no meu caso, foi bem mais fácil. As pessoas sabiam que eu era diferente, mas nunca desconfiaram do motivo. Então simplesmente precisamos espalhar outro boato, que se sobrepôs ao primeiro, e eles já não estavam em cima de nós.



Ninguém da família, e nenhum dos nossos aliados, acreditou que aquele acidente de helicóptero não foi proposital. A causa oficial foi problemas técnicos, mas, no fundo, nós sabíamos o verdadeiro motivo. A “guerra” havia começado. Precisaríamos ser mais cuidadosos do que nunca.



Com a morte do meu pai, o movimento da Resistência ganhou mais forças, e tudo o que estava sendo discutido na teoria foi posto em prática. Foram criados vários esconderijos e bases de operações em diferentes estados para permanecermos em contato com os outros, e Quinn assumiu o lugar do papai como uma das líderes do movimento. Nós estávamos em constante perigo.



E eu fui capturado.



Era uma tarefa de rotina que não deveria representar risco algum; se fosse assim, minha irmã provavelmente não me deixaria responsável. Tudo o que eu precisava fazer era ir até uma de nossas bases escondidas, pegar uns relatórios, e voltar para a base principal. O problema é que quando cheguei, não havia ninguém. Achei estranho e tentei ligar para minha irmã e tentar descobrir o que estava acontecendo –– contudo, eles apareceram antes mesmo que eu pudesse discar algum número. Por sorte, consegui esconder o celular em um compartimento escondido na escrivaninha antes que um deles, vestindo aqueles típicos uniformes brancos e azuis, aparecesse para me algemar.



Eu fui interrogado algumas vezes desde que cheguei. Muitos dos agentes não hesitam um segundo em usar força bruta, o que quase resultou em um braço quebrado. Dois deles, porém, foram surpreendentemente legais. E o mais engraçado é que eu tive uma estranha sensação de que sabiam quem os dois eram quando os encontrei pela primeira vez. Nunca os vi antes pessoalmente, tenho certeza absoluta disso, mas havia algo no fundo da minha mente que me incomodava quando eu ficava perto deles.



Um dos agentes era uma mulher. Ela aparentava ser bastante jovem, por volta dos vinte e cinco anos, talvez menos, e era, definitivamente, uma das mulheres mais baixas que já vi em toda a minha vida. Seus olhos eram castanhos, e havia algo sobre eles que me passava uma sensação de segurança. Ela era gentil, educada, e nunca encostou o dedo em mim. Nem ela, e nem o seu parceiro. Ele também parecia ser novo; ele era careca, tinha uma barba rala, e seus olhos eram de um tom mais claro de castanho. Ele falava como um garoto de quatorze anos. Eu saberia dizer, já que sou um. De qualquer forma, não foi ruim quando fui questionado pelos dois. Havia outro cara, contudo –– o que quase quebrou meu braço –– que parecia me detestar, sem nem me conhecer. Deduzi que fosse por conta do que sou (ou, ao menos, do que eles acham que sou). Eles ainda não podiam afirmar com certeza se posso ou não ler mentes. Meu pai estava trabalhando em uma forma de descobrir, através dos genes, se a pessoa nasceu com a habilidade, ou se seria capaz de desenvolvê-la no futuro; só que ele deixou o Governo antes de concluir suas pesquisas. Portanto, tudo o que eles tinham contra mim é que eu estava no lugar errado, na hora errada, e nada mais do que isso.



Barulhos de passos no corredor. Abri os olhos, sentindo meu coração acelerar no peito. Será que eles estavam de volta com a rotina? “Mas as luzes estão apagadas!”. Sentei-me na cama, nervoso, apurando os ouvidos. Franzi o cenho em confusão. Parecia ser apenas uma pessoa, e os agentes geralmente vinham acompanhados. O barulho se tornou mais próximo, e ouvi alguém bater de leve na porta da minha cela. Levantei-me da cama, assustado. Não havia motivos para eles voltarem agora. A não ser, claro, que eles tivessem decidido que eu não era mais necessário para a investigação. Senti minha garganta ficar seca ao me lembrar de algo que Santana disse, há alguns meses. “Você já reparou que ninguém volta depois que é levado pela DILM?”. Vendo a porta sendo lentamente aberta, tive medo de descobrir o motivo.

Quando ela terminou de ser aberta, pude ver alguém parado, usando um capuz sobre a cabeça e carregando uma pequena lanterna em mãos. A pessoa apontou a luz bem na minha cara, fazendo-me dar alguns passos para trás e bater na parede. Pisquei algumas vezes para me acostumar com a claridade.



–– Vamos sair daqui, garoto –– murmurou uma voz grave.

As palavras mal entraram em minha mente quando o estranho me puxou pela camisa rasgada e me empurrou para fora do quarto; ele colocou a mão em meu ombro, apertou-o com força, e me forçou a ir adiante, guiando-me pelo corredor escuro, exceto pelo brilho fraco da lanterna. Foi só quando viramos à esquerda em uma bifurcação que, até então, eu só tinha tomado o caminho da direita, que finalmente percebi o que estava acontecendo.



Independentemente de quem fosse o desconhecido, ele estava me resgatando. Senti um pouco de esperança crescer em meu peito, mas não me permiti comemorar. Muitas coisas podiam dar errado, e agora a minha vida definitivamente estava em jogo. Se os agentes da DILM realmente acreditaram que eu não tinha nada a ver com a Resistência, então todas as suas dúvidas acabariam no momento em que percebessem que alguém planejou o meu resgate. E, levando em consideração os gritos que ouvi vindos da cela ao lado da minha, eu tinha certeza que um braço quebrado seria o menor dos meus problemas.



O desconhecido pareceu perceber minha apreensão.



–– Não se preocupe –– disse-me, fazendo-me virar novamente à direita quando chegamos ao final do corredor. –– Tudo foi meticulosamente calculado. Vamos tirar você daqui, apenas mantenha a cabeça fria, e faça o que eu mandar.



–– Minha irmã? –– perguntei, sentindo minha voz falhar. –– Como ela está?



–– Meu Deus –– resmungou o homem. –– Você está preocupado com ela agora, moleque? Preocupe-se em salvar sua própria pele, e depois você pode ter a respostas das suas perguntas.



–– É a minha família –– retruquei em resposta. –– Fui capturado. Preciso ter certeza de que ela está bem.

–– Está tudo bem. Agora fique quieto.

Foi como se um peso tivesse sido tirado de minhas costas. Semanas sem informação alguma me fizeram imaginar, diversas vezes, o que poderia ter acontecido depois que me capturaram. Quinn com certeza teria verificado o esconderijo, talvez até mesmo encontrado o celular... E, então, o que? Será que havia outra patrulha de prontidão, esperando por mais alguém? Será que ela também havia sido capturada? Ela poderia estar morta?

Claro, nenhuma dessas preocupações tinha fundamento. Quinn era esperta o suficiente para sacar que meu desaparecimento só poderia estar ligado à DILM, e não voltaria exposta ao nosso esconderijo, principalmente se ela já tinha desconfiança de que alguém estava nos traindo. Mas, ainda assim, fiquei preocupado. Ela era praticamente a última pessoa que me restava. Quinn convenceu Judy a morar em outro país desde a morte do nosso pai; eu tive uma escolha, e decidi ficar. Minha irmã respeitou essa decisão, mesmo sabendo de todos os riscos envolvendo nossa situação, e não me mandou embora, como provavelmente qualquer outro teria feito. Essa é uma das coisas boas sobre ela. Quinn não me trata como criança, apesar de eu ainda ser, tecnicamente, uma. Entretanto, não é a idade do corpo que conta, e sim a da mente –– ao menos era isso o que nosso pai costumava dizer.



–– Entre nessa sala –– disse o desconhecido, apontando para uma porta à esquerda.

–– Você não vem?



–– Eu ficarei aqui fora esperando. Tente ser o mais rápido possível. Há uma sacola lá dentro, com um uniforme da DILM. Coloque o capacete também, e a identificação. Eu vou te indicar o caminho, mas você vai precisar ir sozinho daqui em diante. Se você for apanhado e eu estiver com você, meu disfarce será arruinado. Você compreende?

–– Sim.

–– Muito bem, vá logo, não temos muito tempo.



Entrei na sala mal iluminada e identifiquei a sacola. Corri para apanhá-la, e tirei o uniforme de dentro. Coloquei-o por cima das minhas roupas, apanhei o crachá e o prendi sobre o peito, e coloquei o capacete, que parecia o de um motoqueiro, mas era completamente fechado, o visor cobria apenas os olhos, e sua cor era quase tão branca quanto o próprio uniforme. Eu tinha uma ideia de para que eles serviam, mas, no momento, eles seriam bastante úteis para esconder o meu rosto, e isso era o que importava.



Caminhei para fora da sala e o desconhecido estava esperando por mim com um pedaço de papel em mãos. Ele mandou eu me aproximar, entregou-me a lanterna, e só então eu percebi que, no papel, havia desenhado um pequeno mapa.

–– Você vai seguir por esse corredor e, no final, vai encontrar os elevadores. Você precisa passar o crachá de identificação nele para funcionar. O elevador vai te levar para o primeiro andar de um prédio anexo ao prédio principal, que é de uso exclusivo para manter prisioneiros e fazer interrogatórios, o que significa que apenas agentes da DIML têm acesso a ele.

“Você vai pegar o primeiro corredor à esquerda, e seguir até o final; ao chegar lá, vire à direita e caminhe até a última porta. Você vai precisar passar de novo o cartão para abri-la; quando isso acontecer, você vai sair num pátio que liga esse prédio ao outro. Vá até o outro prédio, não pare, não fale com ninguém, e siga até a porta de vidro. Ela vai dar no térreo do outro prédio. Siga até a porta de saída, vá até o estacionamento, entre na traseira de uma vã preta. É a única no local, então você não vai confundir. De lá, eles vão te levar para a base”.

–– E se eu encontrar alguém no caminho daqui para a saída?



–– Eu me certifiquei para que isso não aconteça.



–– Mas e se...

–– Então, seja quem for, provavelmente está indo embora, e cansado demais para conversa fiada. Se for alguém substituindo algum funcionário para o turno da noite, então apenas resmungue alguma coisa e vão te deixar em paz.



–– Ok –– murmurei nervoso.

–– Boa sorte, garoto.

O desconhecido bateu de leve em minhas costas, indicando meu caminho com a cabeça. Respirei fundo, e comecei a andar pelo corredor. Meu coração parecia prestes a saltar do peito. E se não desse certo? E se me descobrissem? “Não pense nisso”, repreendi-me. “Vai dar tudo certo”.



A caminhada até o elevador não levou nem três minutos. Enfiei o desenho que o desconhecido me mostrara no bolso, junto com a lanterna minúscula, e com as mãos tremendo, tirei a identificação do meu peito e passei no lugar onde deveria ser o botão para chamar o elevador. Uma luz verde acendeu, e as portas se abriram.

Por sorte, ele estava vazio. Entrei, apertei o único botão no painel, e as portas se fecharam. Coloquei o crachá novamente no peito, e enxuguei as palmas de minhas mãos suadas no uniforme. As portas se abriram novamente e, como o desconhecido avisou, ele levava a outros corredores. Peguei o primeiro à esquerda, como me foi instruído, e caminhei a passos rápidos até o final, onde dobrei à direita. “Falta pouco”, pensei, sentindo-me mais nervoso a cada segundo. Andei até a porta, peguei novamente o crachá de identificação, e assim que a luz verde acendeu, eu a abri e soltei um longo suspiro ao ver o pátio que interligava ao prédio principal. As lágrimas começaram a cair de meu rosto, e eu precisei me lembrar de que ainda não estava acabado. Atravessei o pátio, tentando parecer um trabalhador cansado ao final de seu turno (o que não era muito difícil, considerando minha situação), e cruzei as portas automáticas de vidro.



A recepção estava cheia. Eu podia ver a porta de saída, e mesmo estando escuro lá fora, as pessoas corriam de um lado para o outro com papeis nas mãos, gritando umas com as outras, perguntando-lhes se sabiam onde seus respectivos chefes estavam. Procurei ignorá-las o máximo possível, caminhando até a porta de saída e evitando contato visual com qualquer um. Alguns esbarraram em mim, mas não parei para saber se pediram ou não desculpas. Continuei em meu caminho.

Assim que saí do prédio, eu soube que tinha conseguido. Um pequeno sorriso se espalhou pelo meu rosto; eu me sentia tão fraco que poderia desabar no chão ali mesmo. Contudo, encontrei as forças que ainda me restavam para prosseguir até o estacionamento. Como dito, a vã estava lá, esperando por mim. Pude ver a silhueta de alguém no banco do motorista, mas o vidro era escuro demais para que eu pudesse detectar algum rosto conhecido. Andei até a traseira da vã, abri-a, e entrei.

Assim que fechei a porta da traseira, vários sentimentos me atingiram ao mesmo tempo. A felicidade, a sensação de liberdade, mas, também, as dores provocadas pelos machucados recentes que não haviam curado completamente, a fome, a exaustão. Fechei os olhos, e última coisa que ouvi antes de ser tragado pela inconsciência foi:

–– Yeah! Tomem essa, otários! Ninguém mexe com quem vem de Lima Heights!

Notas finais
Sobre faberry: ainda não escrevi o primeiro contato entre elas, mas vai acontecer, não se preocupem asopdksapokdposak muitas coisas ainda pela frente. Espero que tenham gostado! P.S.: Dia das mães chegando õ/ desejo a todos vocês que esse domingo seja um dia de celebração, com muita saúde, paz e felicidade :)