Closed Minds

5 Capítulo 5 –– Sombras do Passado


Notas iniciais
Só algumas palavrinhas sobre Cory Monteith: aqueles que amamos e admiramos permanecerão conosco mesmo depois que se forem. Se alguém mudou seu modo de pensar, se te fez aprender mais sobre si mesmo, se te ensinou sobre a vida, e se te tornou mais sábio, então esse alguém estará em você. Em tudo o que você aprendeu com ele(a); nas lembranças que permaneceram, e, claro, dentro do coração.
Que seu corpo e alma descansem em paz, Cory, e que sua lembrança permaneça viva em todos aqueles que te amam e admiram.

E, aos meus queridos leitores, uma boa leitura.

Rachel



–– As câmeras de segurança indicam que alguém de dentro possibilitou na fuga do garoto. Ele era um prisioneiro nível cinco, de prioridade máxima, que poderia nos revelar informações a respeito desses agressores que se autodenominaram “Resistência”. Ele também poderia, possivelmente, guiar-nos até o paradeiro do líder do movimento, a quem desconfiamos estar associado de alguma forma ao garoto, que foi encontrado sozinho em uma das instalações comprovadas do inimigo. O responsável, assim que descoberto, será imediatamente preso, e passará por interrogatórios. Estamos em guerra, senhores, e nenhuma atitude que nos desfavoreça será tolerada. Estão dispensados.


Senti uma mão tocar meu ombro e ergui a cabeça. Meu melhor amigo e parceiro de trabalho, Noah Puckermann, estava parado logo atrás de mim, com um sorriso minúsculo em seu rosto. Ele indicou discretamente um homem do outro lado da sala, com uma cara de poucos amigos. Mordi meus próprios lábios para evitar o riso. Lynn estava furioso com a fuga do garoto. Não era para menos. Tudo aconteceu no seu turno de trabalho, o que significava que grande parte da responsabilidade caiu sobre suas costas. “Bem feito”, pensei com uma satisfação quase selvagem, levantando-me da cadeira e caminhando para fora da sala de reuniões com Noah em meu encalço.


–– Você parece satisfeita –– sussurrou ele, ao pé do meu ouvido. –– Cuidado, Berry, eu sei que você não aprova os métodos do Ryder, mas você não pode negar que são eficientes. Além disso –– acrescentou, baixando ainda mais o tom de voz ––, não deixem que peguem você com um sorriso no rosto. A última coisa que precisamos é o idiota do Lynn desconfiando da gente.


–– Quem não deve, não teme –– retruquei.


–– Eles não sabem disso –– repreendeu-me Noah. –– E até que você conseguisse provar sua inocência...


–– Tudo bem, tudo bem –– disse, erguendo as mãos em sinal de desistência. –– Você está ficando muito paranoico, Puckermann.


–– Qualquer que seja –– resmungou ele, revirando os olhos. –– Ah, você ficou sabendo do Weston?


–– Não.


–– Ele conseguiu uma promoção. De novo. Agora é nível quatro.


–– O que? –– perguntei, parando de andar e lançando um olhar surpreso na direção do meu amigo.


–– Imaginei que você gostaria de saber –– comentou Puckermann em tom de zombaria. –– Não foi você quem o achou atraente?


–– Não desse jeito –– retruquei. –– Você sabe minhas preferências.


–– É mesmo? –– disse ele sarcasticamente. –– Engraçado, porque eu lembro bastante bem da época em que você namorou Sam Evans e pareceu gostar do bocão dele.


–– O termo correto é bocarra, e, para sua informação, Sam e eu nunca namoramos. Nós ficamos uma única vez, e sob o forte efeito de álcool. Pode-se dizer, portanto, que meus sentidos estavam ligeiramente alterados e eu não estava no controle de meus atos, por isso, eu...


–– Oh, por favor, poupe-me das explicações –– disse Noah, revirando os olhos. –– Se você gostou do bocão dele no seu corpo, é só admitir. Eu não vou julgar você por ter seus momentos de heterossexualidade. Já passei por isso, lembra?


–– Esse não foi o caso! –– protestei irritada. –– Você sabe muito bem que sou bissexual, nunca escondi isso de ninguém. E, caso você não esteja familiarizado com o conceito, eu posso explicar...


–– Eu estou brincando, Rae, pelo amor de Deus! –– exclamou Puckermann, revirando os olhos. –– Por que você leva tudo tão a sério?


–– Idiota –– resmunguei.


–– De qualquer forma –– continuou Puck, ignorando meu comentário ––, parece que ele foi designado a um grande caso, só não sei ao certo qual. Mas eu não diria que isso é uma surpresa. Depois do fracasso que foi com a fuga do garoto, eles com certeza vão querer mais agentes qualificados trabalhando em cima disso.


–– Suponho que sim –– disse, franzindo o cenho. –– Ele levou o que? Um ano?


–– Por aí –– concordou Noah. –– Não tão rápido quanto você, e nem tão lento quanto Lynn.


Sufoquei o riso e indiquei o corredor com a cabeça, olhando por cima do ombro para me certificar de que ninguém estava escutando nossa conversa. Prosseguimos o resto do caminho até nosso escritório em silêncio, mas não consegui tirar a promoção do Weston da cabeça. Os agentes da DILM eram divididos em níveis hierárquicos, e todos nós começávamos do nível um –– vigiar os prisioneiros, uma das tarefas mais chatas e entediantes de todas; ou, ao menos, era. Depois do que aconteceu, a segurança provavelmente seria redobrava, e os do nível um teriam mais trabalho a fazer.


O nível dois não era muito melhor. Você passava o dia praticamente todo trancado em uma sala minúscula, arquivando papeis que eram enviados pelos agentes do nível três, que cuidavam da parte burocrática. Os de nível quatro, como Brody e Ryder, começavam a atuar em missões. Eles recebiam treinamento físico e estratégico, e eram preparados para todos os tipos de cenários possíveis. Os de nível cinco, como Puckermann e eu, trabalhavam diretamente no caso; nós éramos os responsáveis por coletar as provas que pudessem levar à Resistência, e, ocasionalmente, precisávamos interrogar os prisioneiros –– essa tarefa, contudo, era mais comum aos agentes de nível quatro. Não é à toa que o Lynn ficou furioso com o que aconteceu; ele estava prestes a ganhar uma promoção. Agora, as chances de isso acontecer eram mínimas. Não que eu estivesse reclamando. Se ele se juntasse à nossa equipe, provavelmente causaria muitos desastres. Ryder é, como a maioria dos agentes, um homem que acredita que “os fins justificam os meios”, e não hesitaria por um segundo antes de machucar um garoto de quatorze anos se isso significasse que ele teria suas respostas. Noah e eu fomos chamados para interrogar o garoto quando a força física não mostrou resultado –– e a chefia tinha esperanças que, talvez, persuasão fosse um caminho melhor. E foi. Até Shawn ser libertado.


Havia alguma coisa sobre ele, porém, que o fazia parecer vagamente familiar. Talvez por causa dos cabelos loiros e dos olhos claros –– ele poderia facilmente ser um irmão de Sam Evans, um grande amigo que tive durante o último ano do colegial, e do qual infelizmente me afastei após alguns meses de faculdade. Sam tinha simplesmente desaparecido, sem deixar nenhum contato. E foi aí que Puck surgiu.


Noah e eu também estudamos juntos no colegial, e antes do meu “acidente” –– o qual resultou em minha perda de memória ––, nós não tínhamos uma relação muito boa. Ou, ao menos, foi o que ele me disse. Obviamente, eu não conseguia me lembrar de nada. Puckermann namorava um garoto chamado Finn Hudson, mas o relacionamento deles não deu certo. Eu não tenho ideia do motivo, e a única vez que me atrevi a perguntar, Puck se fechou e não falou comigo por dias. Nunca mais toquei no assunto, e ele nunca sentiu a necessidade de desabafar comigo. Desde então, Noah se envolveu romanticamente com algumas pessoas –– duas garotas e três caras; mas nenhum desses relacionamentos resultou em algo duradouro. O máximo que ele conseguiu aguentar foi cinco meses com Sarah, uma colega de trabalho. E isso acabou com um coração partido de Noah, e um pedido de transferência de Sarah para a sua cidade natal.


–– O que temos hoje? –– perguntou ele, tirando-me de meus pensamentos e abrindo a porta do escritório para mim. Agradeci com um sorriso e entrei, dirigindo-me até minha mesa e puxando o arquivo que eu estava analisando antes da convocação para a reunião de emergência.


–– Sem novas informações –– disse, passando a mão pelo cabelo. –– Tem sido assim há algumas semanas. É um momento delicado; você teve alguma notícia do chefe?


–– Não, mas...

Duas batidas na porta interromperam Noah. Ele arqueou a sobrancelha em minha direção, perguntando-me silenciosamente se eu esperava alguém. Balancei a cabeça e dei de ombros. Puckermann caminhou até a porta e a abriu, revelando ninguém menos que Brody Weston. Ele tinha uma pasta preta em mãos, e um olhar sério no rosto.


–– Weston. Posso ajuda-lo com alguma coisa? Está perdido, ou algo assim?


–– Não –– discordou Brody. –– Eu fui promovido.


–– Isso é genial –– retrucou Noah. –– Mas é da nossa conta por quê...?


–– Fui designado a trabalhar com vocês –– esclareceu o garoto. Noah fez uma careta em minha direção, e eu quase pude ouvi-lo dizer "Logo a gente, cara?!". Revirei os olhos, e prestei atenção ao que o Weston falava –– E o chefe pediu para entregar isso.


Ele balançou a pasta que tinha em mãos e olhou em minha direção. Havia algo sobre Brody –– assim como havia algo sobre o garoto do interrogatório, Shawn –– que me fez ter uma sensação no fundo do estômago de familiaridade. Se eu já o vira alguma vez antes, embora, não conseguia me lembrar. E ele teria dado algum sinal de reconhecimento, se este fosse o caso, não é? Nós nunca realmente trocamos uma palavra um com o outro, então isso era um sinal de que talvez tudo não passasse de que provavelmente não nos conhecíamos. Ainda assim, a forma que ele me olhava... Balancei a cabeça e espantei esses pensamentos.


–– Pode entrar –– disse, indicando uma cadeira vazia com a cabeça. –– Estava mesmo me perguntando por que Bryan comentou sobre trazer outra mesa para nossa sala.


–– Ele disse isso? –– perguntou Puckermann, abrindo espaço para deixar Brody passar. Concordei com a cabeça. –– Por que somos sempre os últimos a ficar sabendo?


–– Você reclama como uma garotinha –– zombei. –– O que você tem na pasta, Weston?


–– Brody –– corrigiu-me ele, corando logo em seguida. –– Desculpe, é que todo mundo fica me chamando de “Weston”... É um pouco estranho. E como vamos trabalhar juntos, acho que vocês podem me chamar pelo primeiro nome... Mas só se estiver ok com vocês, não quero colocar dificuldades, nem nada do tipo, é só que...


–– Wow, cara, tudo certo –– disse Puckermann, batendo levemente em seu ombro. –– Você parece a Rachel falando.


–– Fica na sua, Puckermann –– resmunguei.


–– Qualquer que seja –– retrucou, revirando os olhos. –– E então, B-boy, e a pasta?


Brody corou com o apelido, fazendo-me arquear a sobrancelha e lançar um olhar malicioso na direção de Puckermann, que tinha um sorrisinho estampado no rosto. “Interessante”, pensei, contendo o riso. Contornei minha mesa e sentei na cadeira, observando meu melhor amigo pegar a pasta das mãos do novato e começar a analisar os papeis. Seus olhos foram se arregalando conforme ele lia o que estava escrito, fazendo-me entrar no estado de alerta. A cor foi lentamente esvaindo de seu rosto, e assim que ele terminou a leitura, seu olhar encontrou o meu completamente assombrado.


–– Noah? –– chamei preocupada. Mas ele não parecia estar me escutando. Seus olhos agora vagavam por toda a sala, evitando-me a todo custo, e eu podia perceber que suas mãos tremiam. Brody me lançou um olhar indagador, e eu dei de ombros, sabendo tanto quanto ele. –– Noah? –– tentei novamente. –– Por favor, fale comigo, o que há de errado?


Ele soltou um longo suspiro.


–– Nós temos um novo alvo.


Antes que eu pudesse perguntar qualquer coisa, ele andou em minha direção e colocou uma foto em cima da minha escrivaninha. Foi a minha vez de perder o fôlego. Ergui os olhos, assustada, procurando sua confirmação –– ele acenou com a cabeça, ainda mais pálido do que há alguns segundos.


Foi impossível não reconhecer aquela figura.


Empurrei minha cadeira para trás e coloquei as mãos sobre o rosto, sentindo-me um pouco enjoada. As lembranças de uma garota feliz e sorridente invadiram minha mente, e não consegui deixar de me perguntar como ela teria se envolvido em tudo isso. Uma coisa era certa, embora: ela não estava sozinha. Posso não lembrar muitas coisas do meu último ano do colegial, mas desta eu lembrava.


Onde Brittany Pierce estivesse, Santana Lopez também estaria.


x

Sete anos atrás



–– O atendimento desse lugar não melhora nunca –– resmungou Santana, tamborilando os dedos em cima da mesa e encarando com impaciência o rapaz que servia as mesas de forma atrapalhada. Não era para menos. Ele deveria ter uns dois metros de altura, e era bastante desengonçado. Uma surpresa ainda não ter derrubado nada. –– Hey, Free Willy, cadê nossos pedidos? –– gritou ela.


–– San! –– exclamou Brittany, batendo de leve no braço da garota.


–– O que? –– disse ela, fazendo um olhar inocente. –– Só estou tentando receber nossas bebidas ainda hoje.


–– Você está implicando com o Finn porque ele e Puck roubaram nosso solo no clube do coral –– acusou Brittany. –– Não seja má. Além do que, eles ficam fofinhos juntos.


Era em momentos como esse que eu me sentia estranha. Saí do Hospital há alguns dias, e a partir de segunda estaria de volta ao McKinley High, colégio onde, aparentemente, eu estudava. Santana e Brittany, duas garotas que me visitaram quando eu ainda estava internada, fizeram questão de me levar até o Lima Beans para conversar, e talvez esclarecer algumas dúvidas que eu tinha em mente. Como, por exemplo, o que tinha acontecido. Entretanto, estar entre as duas era um tanto quanto desconfortável, porque elas agiam como se fossem muito mais que apenas amigas. De fato, eu desconfiava que “amigas” era um termo que certamente não seria aplicado a elas.


–– Então... Vocês conhecem o gigante? –– perguntei, indicando o garoto com a cabeça, quando, na verdade, eu só queria lembrar que ainda estava presente.


–– Quer saber de uma coisa? –– disse Santana, sorrindo maliciosamente em minha direção. –– Acho que prefiro você agora.


–– Qualquer que seja –– murmurei. –– Vocês disseram que tinham algumas respostas?


As duas se entreolharam, e Brittany soltou um longo suspiro. Senti uma agitação na boca do estômago, como se não fosse gostar do que estava prestes a ouvir, mas mantive uma expressão neutra no rosto. A última coisa que eu queria é que elas omitissem alguma coisa por achar que eu não suportaria a verdade.


Foi isso o que aconteceu quando conversei com Shelby e meus pais. Eles pareciam realmente confusos em relação a tudo que tinha acontecido, mas, no íntimo, eu sabia que minha mãe estava escondendo alguma coisa. Não que isso fosse alguma surpresa. Durante toda a minha vida, tudo o que Shelby fez foi me desapontar. Eu não tinha motivos algum para acreditar que desta vez seria diferente.


Ela me disse que Blair, minha ex-namorada, tinha perdido a cabeça e vindo atrás de mim em Lima, inconsolável por não ter conseguido me esquecer, sentindo-se culpada por ter partido meu coração; Shelby disse, também, que Blair me levou até o armazém e disse que se não podia ficar comigo, não ficaria com mais ninguém. E colocou fogo no local. A estória toda me pareceu absurda, mas era a única versão que eu tinha.


–– O que aconteceu naquela noite? –– pressionei.


–– Sua mãe não contou? –– perguntou Brittany, insegura.


–– Não tenho motivos para acreditar em Shelby.


–– Ela disse a verdade –– afirmou Brittany.


–– Não, ela não disse –– discordei, cruzando os braços sobre o peito. –– E se você vai concordar com as besteiras que minha mãe me disse, então não há nada para mim aqui.


–– Não diga isso, Rae –– murmurou ela, seus olhos azuis encarando-me com tristeza. Passei a observar a mancha na mesa; era incrivelmente difícil sentir alguma raiva daquela garota da qual eu não lembrava quando ela me olhava daquela maneira.


–– Olha, hobbit, eu sei que não faz sentido pra você, mas não faz para nenhuma de nós, também. Ninguém vai entender o que aquela louca tinha na cabeça, mas adianta ficar batendo a cabeça em cima disso? Só fique feliz por estar bem, por ter as pessoas que gostam de você ao seu redor, e por não se lembrar de nada. Ou você preferia passar noites em claro pensando no que aconteceu? Tendo pesadelos? Chorando? Ou procurando músicas da Barbra Streisand no seu iPod para nos infernizar no clube do coral?


–– San –– alertou Brittany, revirando os olhos. –– O que ela quis dizer, Rae, é que você não deve ficar pensando no que aconteceu se você não pode mudar nada, apenas siga em frente.


Suspirei. Talvez elas estivessem certas, afinal. Talvez eu devesse apenas deixar o que aconteceu para trás, e seguir em frente. Descruzei os braços e passei as mãos pelo rosto, sentindo-me repentinamente muito cansada. Ergui a cabeça e encontrei Brittany e Santana sorrindo uma para outra. Involuntariamente, também abri um sorriso.


–– Vocês são bem próximas –– comentei. Santana me lançou um olhar orgulhoso.


–– Onde minha Britt estiver, eu também estarei. Ei, baleia! –– acrescentou, encarando o garoto alto com um olhar irritado. –– Você vai trazer a droga dos nossos pedidos ou eu vou precisar chutar seu traseiro gordo de volta ao oceano?


Balancei a cabeça e comecei a rir. As duas eram completamente malucas, mas eu me senti extremamente feliz em tê-las por perto.

Notas finais
Pessoal, não tenho uma notícia muito boa para dar. Eu já vinha fazendo isso, na verdade, mas tenho que formalizar: a partir de agora, apenas um capítulo por mês.
É horrível, eu sei, mas as coisas não tão muito bem pro meu lado. Pensei que ia ter tempo de escrever nas férias, mas acontece que surgiu um problema de saúde atrás do outro, e um deles é bastante sério, algo que vai necessitar uma grande adaptação. Sem contar que, como mudei de faculdade, não tenho nenhum amigo por perto, o que torna tudo ainda mais difícil. Eu sinto muito mesmo, e espero que compreendam :(

Até o próximo. Fiquem bem ♥