Close the last door
5 Capitulo 5 - Mais fácil que aula de filosofia
Notas iniciais
Era o ultimo dia de férias, e o Lavi e a Lena tiveram a ideia genial de fazer tipo um almoço-churrasco ( com sobá também porque o Kanda é fresco ) de despedida das férias ,sem sarcasmo, foi realmente uma ideia genial, minha depressão estava voltando depois de ficar tanto tempo trancado naquela casa fedendo a cigarros, bebidas e ouvindo coisas.... errr... coisas do mestre.
Eu fui o ultimo a chegar, aconteceu na casa do Lavi porque ele tem piscina e uma área pra churrasco – pelo visto trabalhar naquela escola da dinheiro – e como eu só tinha ido na casa dele uma vez antes eu acabei me perdendo um pouco... só um pouco eu acho... quer dizer, quando achei que estava chegando a algum lugar eu vi que estava na rua da escola, e a Lenalee que estava preocupada com a minha demora e não conseguia me ligar – bateria acabou — me achou e me levou pra La.
Estava tudo ótimo, Komui me abraçou quando me viu – mas só para sussurrar uma ameaça de morte sobre a integridade da Lenalee no meu ouvido – Kanda me cumprimentou com um aceno de cabeça, Lavi surgiu sei La de onde me pegou num abraço de urso me tirando do chão, mas esse foi o problema, eu estava cansado, não tinha comido nada descente desde que acordei e o Lavi me esmagou. Resumindo. Eu apaguei.
Não apaguei por mais de 5 min se quer saber.
Eu acordei deitado no chão com todos em volta e a Lena dando um sermão no Lavi
– Você não devia ter apertado o Allen tanto, Lavi. Ele tinha acabado de chegar na rua, o sol ta muito forte, você sabe disso.
–eu sei Lena, foi sem querer , eu só fiquei empolgado... meu deus... e agora?? Acorda Allen.
– se vocês querem mesmo que ele acorde, que tal saírem de cima e dar espaço? –eu ouvi a voz do Kanda dizer
–.... eu concordo com ele- consegui dizer, a voz saindo mais mole do que queria.
Todos ficaram surpresos e o Lavi me abraçou de novo.
– ah Lavi, menos demonstração de afeto, por favor. Não quero desmaiar de novo.- ai todos riram e fomos para o lado de fora, ver o churrasco.
Mas na metade do caminho a Lenalee percebeu uma coisa muito interessante:
– Lavi, se você esta aqui.... quem ta virando a carne do churrasco??
O Lavi correu desesperado para o jardim, mas já era tarde, a carne tava mais preta que o carvão. E o Komui saiu de fininho para o lado contrario, não entendi o por que na hora. Mas acontece que ele estava cuidando do almoço. Que agora também estava queimado pela distração deles.
Lenalee estava fula com os dois. Ela tinha calculado a risca a comida para cada pessoa. E agora boa parte estava queimada. Então...agora tinha que sair e comprar mais.
– ok , quem vai sair para comprar mais comida?
– pode deixar que eu vou, Lena. – o Lavi disse.
–não mesmo, você vai ficar e terminar com o churrasco, o maninho vai terminar a bagunça e eu vou ficar de olho nos dois. – o bookman , que já estava a tempos nos rondando, disse que não iria nem morto. Então a Lenalee estreitou os olhos e olhou para o Kanda e eu.
– eu vou Lena.
– certo, você e o Kanda vão, espere um pouco que eu vou dar o dinheiro e a lista.
– o que? Por que eu tenho que ir junto?
– você vai junto, Kanda. Por que o Allen não sabe o caminho para o super mercado e vai precisar de ajuda para trazer tudo, NE?
– ou então entregamos para ele um GPS e um carrinho de Mão.
O resto não precisa ser descrito, a Lena olhou com uma cara tão feia para o Kanda que só com o olhar chegou a decisão que ele iria. A Lenalee me entregou o dinheiro contado e uma lista que tinha não só a marca como também o preço.
O super mercado estava simplesmente vazio quando a gente entrou, estava quase fechando também. O Kanda pegou o carrinho, e eu ia atrás das coisas. Ele empurrar já era pedir muito. Mas assim que ele se distraiu olhando para outro lado e meio que soltando o carrinho eu me pendurei no carrinho colocando os pés na barra de ferro entre as rodinhas e segurando na grade. Quando olhei pra trás o Kanda estava pasmo, eu sorri para ele e disse :“ só empurra, Kanda “.
Depois de alguns segundos ele começou a empurrar, eu dizia o que tinha pra pegar na lista e ele ia ate o corredor. Os funcionários olharam meio assustados, mas não falaram nada. Estava tudo muito divertido, ate que pra variar brigamos.
–agora tem que pegar o arroz.
– arroz?? Ele fica no mesmo corredor que o milho, por que não disse antes??? Você esta me fazendo ir e voltar toda hora, desse jeito não saímos mais daqui. Retardado.
– para de gritar, seu idiota, só estou seguindo a ordem da lista, cala essa tampa de bueiro que você chama de boca e empurra essa merda de carrinho.
E essa discussão se repetiu uma sete vezes ate chegarmos ao caixa e eu descer do carrinho.
E depois na saída ele ficou tentando me derrubar com o pé só porque eu peguei um de marca mais cara e ele tirou a diferença da carteira dele.
Quando chegamos terminaram o almoço, o Kanda ficou só no soba e comeu umas cinco tiras de carne. Eu comi muito e me diverti, e quando me lembrei que isso era uma despedida das férias fiquei meio triste. Ficar mofando em casa não é bom, mas é melhor que ter aula com muitos dos meus professores.
Quando cheguei em casa o mestre tinha saído, eu estava distraído então fiquei ate de madrugada no computador jogando. Como consequência eu cheguei atrasado na escola, correndo disparado para a sala, no caminho eu vi o Komui acenando e dizendo algo mas a única coisa que ouvi foi a palavra “ficha”.
O professor já estava na sala, mas ainda não tinha passado nada, então permitiu a minha entrada enquanto me acompanhava com a carranca como se pensasse em quantos pontos tirar do meu conceito – foram 2 pontos — . aposto que o Bookman estava com todo esse mau-humor por que se descobriu mais careca...
Queria relaxar no segundo horário mas era o Cross. Nem conto o que acontece nas aulas dele- ate porque não da pra contar de tanta besteira — . Ele estava dando algum tipo de revisão e informação para a prova sobre todos os países ( pelo menos aquela parte que fez alguma coisa importante, tipo a Alemanha ) mas por algum motivo ele começou a falar de Amsterdã
–As pessoas dizem que Amsterdã é a cidade do pecado só porque algumas coisas proibidas são liberadas lá. NÃO ACREDITEM. É mentira, sabe qual é a cidade do pecado? Bangkok, você acha mesmo que se for morto La alguem vai preso? Não é, porque você foi pego por Bangkok. Sabe qual outra? Mexico , aquela é uma cidade boa, parece ate mesmo que as leis não existem, imagina então na fronteira- parte censurada -. Pecado pela legalização de umas drogas? Sabem por que as drogas foram legalizadas ? Por que a cidade é tão ruim quanto as putas de lá, serio, são péssimas putas.
– Mestre!!- eu ia ficar calado e sumir afundando na cadeira, mas não consegui ficar sem fazer nada quando vi a cara da Lena, ela estava em choque, e os outros estudantes também.
– Não fala nada moleque, você estava La também, sabe como são péssimas prostitutas, nem a merda de um –censura – fazem direito.
O que era aquilo? Eu me perguntei. Podia jurar que tinha visto a minha única chance de fazer mais amigos naquela sala se jogar pela janela.
Então deslizei e me afundei na cadeira tampando a lateral do rosto com a mão e sumi. Por baixo da mesa entreguei meu Ipod para a Lena com o seguinte bilhete :
Eu te passo as anotações das coisas que realmente importam ( se ele falar alguma ).
Ela saiu do transe para pegar e colocar os fones, agradeceu com um sorriso e pude ver o quanto estava aliviada, só me preocupei sobre o que ela ia pensar do meu gosto musical. – ela ate achou legal algumas musicas –
O sinal tocou e o Cross saiu para o Tikky entrar ( seis por meia dúzia ) , isso deve ser algum novo tipo de tortura, professores sem escrúpulos.
Ele só perturbava a mim em especial, então não era tão ruim assim, a Lena e os outros passariam esses cinquenta minutos sem ter um ou dois traumas.
Ele foi dar aula de... sei La, biologia talvez, não conseguia prestar atenção a uma fodendo palavra que saia da boca dele.
Assim que abriu o livro para ler e explicar a meteria ele saiu de sua mesa e veio ate a minha, sentou a bunda nojenta nela e ate jogou meu caderno no chão para se acomodar melhor. Só precisava de uma prova, uma prova e testemunha para processa-lo por assedio – minha mesa nem tinha a melhor acústica e visão da sala- nada estranho por aqui, só um professor suspeito com um olhar tarado.
Mas depois dele veio o Tiedoll, estava mais tranquilo, ele é tão legal. Mas não hoje. Ele veio dar aula de filosofia, Tiedoll em filosofia não, pelo amor. Ele veio com um papo de espírito, aura, cadeira, uma coisa assim, e veio falar comigo pra deixar tudo mais gostoso.
– Allen, isto é uma cadeira. Se eu tira-la daqui o que fica?
– nada...?
– não, fica a aura da cadeira – ai ele explicou o porque, ou pelo menos deve ter explicado, já que eu não entendi nada. – mas agora, Allen, o que é isto?
– uma cadeira
– não, não é uma cadeira, se eu quiser isto é um carro, uma arvore..
– mas você disse que era uma cadeira- acho que filosofia nunca foi minha melhor matéria.
No almoço se reuniu o “grupinho”, Lavi, Lena, Kanda e eu. Não conversei com o Kanda, quer dizer, trocamos umas palavras, se você acha que uma briga pode ser chamada assim. Mas nada fora do normal, Lavi falando coisas estranhas, Kanda arrumando qualquer motivo para me xingar e a Lena achando graça de tudo. Principalmente quando Kanda ia lançar uma mexerica em mim e acertou o Lavi pendurado no meu ombro — Mas isso foi de propósito –
Depois tivemos aula com o Devitto, não... Jasdero....ah... não sei dizer quem é quem. – as vezes ate tinha a impressão que eles mudavam de lugar. E durante a aula do Skin Boric ( o professor do UFC de bolinho caramelado) eu recebi duas folhas de uma , ela disse que a Cloud mandou me entregar . Skinn Boric estava literalmente socando a massa do bolinho, e isso era muito engraçado com ele em um avental rosinha escrito “ Mãe cheia de amor “, não ia perder um segundo sequer.
No final da aula andei ate a saída com a Lenalee e o Lavi, ele estava contando sobre o dia em que uma garota gata de batom vermelho deu um ” tchauzinho “ pra ele no shopping. Mas eu não estava prestando muita atenção, estava procurando Kanda. E de novo tinha aquele borbulho no cérebro de auto constrangimento. Coisas tipo “ o que ele iria pensar se soubesse disso?” “ será que ele perceberia?” “ por que eu estou procurando por ele? Não deveria fazer isso” e tentava me consolar com coisas como “ não tem problema, não é como se ele ou alguém pudesse ler minha mente, ninguém vai saber”, mas só a minha pessoa estar ciente do que estou fazendo já era constrangimento o bastante. Mas ate o portão nada do Kanda, então me sentia aliviado, nem sabia mesmo o que fazer caso o visse, provavelmente faria nada.
Sem perceber nem ao menos estava andando ao lado deles, já estava bem a frente, viajando totalmente, e só me dei conta disso quando estava na esquina de casa. Já foi.
Quando entrei meu celular se conectou automaticamente ao wi-fi e os programas começaram a atualizar. Depois de comer, trocar de roupa e começar a vegetar na cama o celular vibrou em uma mensagem do whatsapp. Mensagem:
Allen, o maninho me disse que você entrou no clube de luta da escola.
Que bom, estou feliz :)
O Kanda com certeza esta feliz também. Não fique chateado se ele não demonstrar :)
Entrei no clube?? Eu não tinha feito isso. Tinha total certeza de não ter feito isso. Então obviamente senti aquele frio na barriga caracterizado como medo. Vasculhei toda a minha escrivaninha, criado mudo e em pouco tempo todo o meu quarto em busca da ficha. Eu não achei. Só restou então uma única explicação...
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