Close To You

7 O resultado da confissão de amor.


Notas iniciais
Olá amorzinhos da tia Mary, como vão?(´・ω・`)Quanto tempo, não é mesmo? ( ,_,) JKSDJKDSKJF Me desculpem, mas a inspiração realmente demorou a chegar e eu estava tirando um descanso porque a escola realmente f**** comigo mas agora que estou de férias vou tentar ao máximo demorar menos para postar os capítulos. Acho que vocês vão gostar bastante desse, especialmente por causa do final... Ooops! ksdjdsjkf Enfim, beijos e boa leitura.

Um bom tempo já havia se passado desde que Lucy tinha dito aquilo. Sim, aquilo... Algo em que Erza jamais pensou e nunca teria pensado se não fosse pela loira. Talvez o Jellal goste de você, ela disse.

Argh, pensou a ruiva, se remexendo na cama. Por que diabos aquilo lhe havia aborrecido tanto? Até parece que ela estava se importando com um imbecil de cabelo azul como ele. E ele gostar dela? Aquilo não tinha absolutamente nenhum sentido. Com certeza sua amiga devia estar com algum parafuso fora do lugar.

De qualquer forma, o dia seguinte seria o último em que passaria no parque aquático. Bufou ao perceber que não havia aproveitado a viagem em nada do jeito que gostaria, e tudo por causa do maldito Jellal. Jellal, Jellal, Jellal… tudo se resumia a ele nos últimos dias! Não aguentava mais ter que passar por aquela humilhação de se vestir de empregada e fazer tudo o que o desgraçado mandava. Mestre, era como ela tinha que chamá-lo. Ou como alternativa, Jellal-sama. Ugh! Ambos lhe davam nos nervos.

Se Erza quisesse dar um fim total naquilo, deveria consertar a merda que fez e se confessar para Mystogan, o verdadeiro Mystogan. E essa ideia lhe dava um frio na barriga. Haviam tantas perguntas que passavam por sua cabeça. Como ele iria reagir? Será que seu amor seria correspondido? Se não, aquilo estragaria a amizade que tinham há tantos anos? Claro que não, bobagem. Afinal de contas, amizades verdadeiras não são quebradas por coisas pequenas.

Ela tinha que pensar positivo, caso contrário, só atrairia mais coisas negativas para si. Bem, se ele correspondesse a seu amor… os dois poderiam até virar namorados. Corou com a ideia e sorriu para si mesma, até que sua imaginação sem limites chegou a um ponto em que podia ver os dois se casando, tendo dois filhos e um cachorro. As cenas em sua mente a acalmaram de um modo que logo depois já tinha adormecido. Mas antes de cair no sono de vez, prometeu a si mesma que amanhã revelaria à Mystogan todo o seu amor.

(...)

O céu estava em um misto de rosa, laranja e azul. O mar, calmo, sereno. Como já era fim de tarde, a praia não estava muito movimentada. Tudo na mais perfeita paz... aquilo era tão relaxante para ambos que ficaram por um tempo em silêncio abraçados na areia, à beira-mar.

— Eu amo você. — sussurrou Jellal, fazendo Erza corar. Ele adorava quando ela ficava vermelha daquele jeito.

Antes de responder qualquer coisa, a ruiva delicadamente o envolveu em um beijo romântico, suave e demorado. Só resolveram parar quando o ar de seus pulmões havia acabado, mas logo já estavam em outro. E mais outro. E é claro que não iam parar tão cedo. Entre a pausa de um e outro, ela respondeu:

— Eu também amo você.

(...)

— Jellal. — chamou Mystogan. Jellal gemeu e se remexeu na cama. Após quatro tentativas falhadas de acordar o irmão, Mystogan abriu as cortinas e deixou que a luz do Sol entrasse no quarto.

— Feche essas cortinas! — rosnou o azulado, cobrindo o rosto com o travesseiro.

— Não mesmo. Você vai descer e tomar café comigo. — respondeu Mystogan. — Hoje é o nosso último dia aqui, precisamos aproveitar ao máximo. E a única coisa que você tem feito é dormir.

— Nah, eu vou depois.

— Se você não for agora eu vou querer que você me explique direito sobre o incidente de ontem. — dessa vez, Mystogan havia pego Jellal. Sem alternativas, abriu os olhos e lutou contra as força da preguiça que o empedia de levantar dali.

— Quando foi que você virou tão chato? — murmurou ele enquanto vestia o jeans.

Descendo lá, foram recebidos por suas admiradoras, algumas tão obcecadas que poderiam até ser chamadas de fãs. Bom dia, Jellal-sama. Bom dia, Mystogan-sama. Bom dia, Jellal-kun. Bom dia, Myst-kun. Bom dia, J... Argh, aquilo fazia a paciência de Jellal ficar no limite logo pela manhã. Mystogan, pelo contrário, adorava fazer comunicação com a plebe. Isso é o que é ser popular.

Conseguindo se livrar das fãs, os irmãos Fernandes foram chamados por seus humildes amigos Natsu Dragneel e Gray Fullbuster para se sentarem à mesa com eles. Claro, Mystogan resolveu passar na mesa onde Erza Scarlet e Lucy Heartfilia estavam antes de comer.

— Bom dia, Erza. Bom dia, Lucy. — cumprimentou ele, gentil como sempre.

— Bom dia. — responderam as duas praticamente ao mesmo tempo, a ruiva querendo se esconder de vergonha, mas fez um esforço e sorriu para ele.

— Eu posso falar um instante com você a sós, Erza?

— C-Claro, claro. Lucy, eu já volto, está bem? — a loira assentiu com a cabeça e muito discretamente, é claro, deu uma piscadela. Erza deu um sorrisinho tímido.

Os dois foram para perto da porta de entrada do buffet, onde não havia muitas pessoas.

— Bem, eu só queria saber se você está se sentindo melhor... sabe, você desmaiou ontem e eu me assustei.

Ela corou ao perceber que ele havia realmente levado aquela representação de desmaio a sério. — A-Acho que foi por eu ter levantado muito rápido, só isso. Não precisa se preocupar, Myst.

— Entendi... mas se você se sentir mal de novo, vá ao médico.

— P-Pode deixar.

Alguns segundos de silêncio foi o suficiente para deixar o momento constrangedor. Vendo que nenhum dos dois tinha mais nada a acrescentar, Mystogan disse que iria tomar seu café da manhã e já estava indo quando Erza pediu para ele esperar.

— O que foi?

Era tudo ou nada.

— E-Eu preciso falar c-com v-você... s-sobre uma coisa, e... Ugh! — exclamou, ao sentir alguém a apertando pela cintura. — Quem...

— Bom dia, presidente linda! — era Levy McGarden, a sensibilidade e doçura em pessoa. E também a inconveniência em pessoa.

Merda, pensou Erza.

— Hoje é um belo dia e... ahn... eu interrompi alguma coisa, presidente? — disse, com seu jeito inocente.

— B-Bom dia, Levyzinha. N-Não interrompeu nada...

— Que bom! Oh, muitíssimo bom dia, Mystogan-san.

— Bom dia, Levy-san.

A baixinha voltou-se novamente para a presidente, os olhos brilhando.

— Eu posso sentar na mesma mesa que a presidente linda e a Lucy? — Levy podia ser comparada com as garotas que viviam bajulando os Fernandes: uma fã fanática. Mesmo antes de sua diva responder, agarrou seu pulso e a arrastou. — Isso, então vamos lá!

— E-Eu falo com você depois, Myst! — disse a ruiva, sem conseguir que a azulada a largasse.

— Tudo bem! — respondeu ele, dando aquele sorriso lindo e inocente capaz de deixar você completamente tonta.

(...)

— Muitíssimo bom dia, Lucy! — disse Levy, ainda segurando o pulso de Erza. A loira arqueou a sobrancelha e em seguida olhou para a amiga como se quisesse dizer "por quê diabos você trouxe ela?" e a ruiva retribuiu como se tivesse respondido "ela que me arrastou!". Lucy e Erza tinham a incrível capacidade de se entender apenas por olhares.

— Bom dia, Levy. — respondeu Lucy, soando um tanto irritada. E as duas tiveram que comer aguentando aquela garotinha de cabelos azuis tagarelando sem parar sobre um milhão de assuntos sem importância.

Enquanto isso, Erza só conseguia pensar na confissão que faria para Mystogan mais tarde. Estava distraída até perceber que Jellal a encarava do outro lado do salão. Fingiu que não viu. Afinal de contas, não seria mais obrigada a nada, logo que já não era mais sua escrava. Ah, como queria que o tempo passasse mais rápido!

A classe passou a tarde inteira na piscina, incluindo Jellal e Erza, que passaram um tempo meio "sumidos", o que levantou suspeitas. Quando alguém pensava que eles poderiam estar namorando, logo já descartavam essa possibilidade. Afinal de contas, os dois se odiavam, não era mesmo? E a presidente sempre era tão séria, é claro que não teria tempo para relacionamentos.

Jellal olhava para a ruiva vez ou outra, e estava ficando realmente aborrecido por perceber que ela fingia que ele não existia. Mas resolveria isso mais tarde.

(...)

Quando as estrelas e a lua tomavam o lugar do Sol, antes do jantar, Mystogan deu um jeito de levar Erza até seu quarto.

— Erza, você me acompanharia até meu quarto? — disse ele, bem alto. — Eu tenho que te devolver aquele livro que você me emprestou mês passado, lembra? — e em seguida deu uma piscadela.

A ruiva imediatamente entendeu. — Ahn... claro, claro. Vamos lá.

(...)

Erza estranhou que Jellal não estava ali, mas resolveu que isso não havia importância. Estava sozinha ali com Mystogan, e era naquele momento em que se confessaria.

— Hoje de manhã você disse que queria falar comigo. — começou o azulado. — Parecia que era a sós, então...

— A-Ahn... — disse a ruiva se aproximando dele com o rosto completamente vermelho. — O q-que eu queria t-te dizer é q-que... a-ahn... é... é... QUE EU GOSTO DE VOCÊ! — gritou ela.

Mystogan se surpreendeu por um momento. Em seguida, sua expressão estava suave novamente e a envolveu em um caloroso abraço. Ela não conseguia dizer uma palavra.

— Desculpe. — disse ele, baixinho. — Mas... eu só vejo você como minha irmã agora...

Aquelas palavras fizeram seu coração ser quebrado em um milhão de pedaços. Murmurou algo como "certo, então" e saiu correndo porta afora. As lágrimas faziam sua visão ficar embaçada, tanto que esbarrou em alguém.

— D-Desculpa. — disse ela, sem olhar para trás. Até que sentiu alguém segurar seu pulso.

— Erza? — era Jellal. — Por que você está chorando?

Que azar, pensou a ruiva. Era só o que faltava para completar o combo do dia.

— E-Eu não estou chorando, seu imbecil!

— Oh, entendo. — debochou ele. — Você foi rejeitada?

— I-Isso não é da sua conta! Me solta!

Inesperadamente, foi posta contra a parede, o que a assustou um pouco.

— Me deixe ir! — gritou. — Eu não sou mais a sua escrava, você não manda em mim!

— Pare de chorar. — disse Jellal, aproximando seu rosto ao dela. Seu tom de voz estava calmo, o que a tranquilizou de imediato. Diferente do que sempre via, a expressão dele era suave, como a de Mystogan.

— Eu... eu não... estou chorando, seu idiota. — murmurou Erza, desviando o olhar. Estava morrendo de vergonha por ele estar tão perto assim. E mesmo antes que pudesse fazer qualquer outra coisa, Jellal delicadamente a beijou. Quando tentou desesperadamente se soltar, ele a pressionou contra seu corpo. Não ia soltá-la.

Desistindo de fugir, a ruiva fechou os olhos e se levou pelo momento, aproveitando as sensações que Jellal lhe proporcionava. Nenhum dos dois pensava nas consequências que aquilo poderia trazer.

Notas finais
Até a próxima, pessoal. Deixem seus reviews e façam a tia Mary feliz. (=゚ω゚)ノ