Close To You
4 Maid-sama.
Notas iniciais
Então a envolveu em um abraço e disse:
— Eu também gosto muito de você, Erza.
Ela ficou sem reação. Tremia e suava, tentando processar o que havia acabado de ouvir. Aquilo era um sonho, só podia ser. Não estava acreditando que Mystogan, o garoto de quem ela tanto gostava correspondia a seus sentimentos. Definitivamente, aquele era seu dia de sorte. Bom, o que ela poderia fazer a seguir? Tentou falar, mas a voz simplesmente não saía.
— Agora… — disse Jellal, agora usando seu tom de voz debochado como de costume. — Que tal me deixar tirar seu BV?
— Hã? — disse Erza, confusa.
Ele começou a ter um acesso de riso.
— Erza, você é tão fácil de enganar! Não achei que fosse cair nessa!
— Q-Que? — a ruiva arregalou os olhos.
— Sim, a presidente foi enganada! — Jellal ria ainda mais. — Idiota!
— M-Mas… C-Como… — Erza estava perplexa.
— Eu sei, sou um ótimo ator.
Ela olhou para o chão, ainda em choque. Aquilo estava sendo demais para sua cabeça: primeiro, achava que o garoto que ela gostava – Mystogan, até então – estava gostando dela também e agora, foi enganada por Jellal? Sim. Enganada. Por Jellal. Jellal.
— O que foi? Vai chorar? — disse ele, debochando.
— DESGRAÇADO! — ela o surpreendeu com um tapa na cara, rosnando de raiva.
— Ué, mas você não queria perder o BV?
A zoeira não tem limites.
— CALA A BOCA! — outro tapa. — MALDITO, EU TE ODEIO, ODEIO, ODEIO! POR QUE VOCÊ NÃO VAI PRA CASA DO...
— Ei, eu tomaria mais cuidado se fosse você.
— O QUE QUER DIZER COM ISSO?
— Porque agora... — disse Jellal, segurando o queixo dela. — Você está em minhas mãos.
— DO QUE DIABOS VOCÊ... N-Não...
— Sim. — ele sorriu diabolicamente.
— V-Você não faria isso... — mas uma voz no interior de sua mente ecoou "ele faria sim!"
— Heh.
— Jellal, não faça isso! P-Por favor, ele não pode saber disso...
— Ah, agora você é educada comigo? Tarde demais.
— EU FAÇO QUALQUER COISA! — implorou, de joelhos.
— Qualquer coisa?
— S-Sim, qualquer c...
"O que você acabou de dizer, idiota?" disse a voz interior novamente.
— E-ESPERA! NÃO FOI O QUE EU QUIS...
— Você disse... qualquer coisa.
Erza gelou.
— Vejamos... eu poderia te pedir muitas coisas. Se é que você me entende.
— O QUEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE? — gritou a ruiva, completamente vermelha. Quase morria só de pensar em coisas meio... pervertidas?
— Eu estou brincando, sua idiota. — o azulado fingia estar pensativo. — Hum, já sei. Você vai ser minha maid pessoal!
— M-Maid... — repetiu ela. O espírito saiu de seu corpo por alguns instantes. — Maid...
— E pra começar, me chame de mestre.
— Você só pode estar de...
— Eu estou mandando. Isso, ou…
— Não! Não faz isso! H-Hã... M-Mestre.
— O que você disse?
— Mestre.
— Eu não ouvi direito.
— MESTRE!
— Hehehe, certo. Está dispensada por hoje. Até. — disse, já virando as costas.
— Não... — murmurou Erza. — Isso não está acontecendo...
(...)
A ruiva chegou batendo a porta. Lucy sorria.
— E aí, Erza? Como... E-Erza, que cara é ess...
— "Porque agora... você está em minhas mãos."
— Hã?
— "Você vai ser minha maid pessoal."
— Do que você está f...
— Jellal... Jellal... — Erza estava completamente fora de si. Começou a arrancar os lençóis da cama, urrando de ódio. — FILHO DA PUTA! MALDITO! INFELIZ!
— ERZA, CALMA! — a loira a segurou, como sempre fazia para acalmá-la.
— NÃO ME DIGA PARA FICAR CALMA! E ME SOLTA! EU O ODEIO, ODEIO COM TODO O MEU ODIO!
— ERZA! — Lucy a apertou mais forte.
Depois disso, as duas silenciaram por um tempo. A ruiva bufava, tentando respirar fundo.
— Calma... por favor... — Lucy usava um tom de voz tranquilizador. — Tudo bem... agora que você está mais calma, pode me dizer o que aconteceu?
— Jellal... Ele me enganou.
— O quê?
— Ele estava usando a munhequeira azul... e usava um tom de voz gentil e... eu caí como uma idiota. — ela agora tinha pequenas lágrimas se formando ao redor de seus olhos. — E eu serei obrigada a chamá-lo de mestre...
— POR QUE?
— Era isso ou ele contava pro Myst...
— Então se confesse pro Mystogan de uma vez, criatura! Aí ele não vai ter mais nenhum poder sobre você.
— N-Não tenho coragem...
— Coragem? — a loira explodiu. — CORAGEM? VOCÊ É ERZA SCARLET, A PRESIDENTE DO GRÊMIO ESTUDANTIL! REALMENTE VAI DEIXAR QUE UM IMBECIL DE CABELO AZUL TE DOMINE DESSE JEITO? RECOMPONHA-SE!
— L-Lucy...
— VOCÊ TEM CAPACIDADE PRA FAZER ISSO, ENTENDEU?
— L-Lucy... — agora ela enxugava as lágrimas e parecia determinada. — Eu vou reunir coragem! Eu vou dizer pro Mystogan tudo o que sinto! Não posso ser manipulada por um idiota como o Jellal! A presidente do grêmio estudantil não pode se conformar com isso!
A amiga sorriu.
— É assim que se fala. Eu já vou dormir. Boa noite. — disse a loira, apagando a luz do abajur.
Enquanto Lucy dormia tranquilamente como um anjinho tendo os sonhos mais românticos possíveis com Natsu, Erza estava tendo o que muitas garotas histéricas da classe chamariam de sonho, mas para ela, era um dos piores pesadelos. Ela estava vestida de maid.
Jellal a deitou na cama, sorrindo maliciosamente.
— N-Não, Jellal, por favor...
— Mestre. — corrigiu ele.
— Para... por favor...
— Você fica tão bonitinha quando está nervosa, sabia? — o azulado começou a beijar seu pescoço.
— Não! M-Me deixe ir... — implorou, dando um gemido baixo.
Ele a pressionou ainda mais contra seu corpo, que ficou incapaz de se mover.
— Eu sei que você não quer ir agora, Erza...
— Mestre...
Erza acordou berrando. Seu coração disparava, uma gota de suor escorria pela testa.
— Erza, o que foi? — perguntou Lucy, assustada.
— E-Eu tive só um pesadelo... um dos piores.
— Com o Jellal.
— Exato. — ela riu de si mesma. — Nossa, como eu sou boba.
Seu celular tocou.
Idiota está te ligando. Aceitar / Recusar.
— Inferno... — murmurou a ruiva. — Alô?
— E aí, Erzinha? — Jellal adorava debochar.
— Não me chame assim, imbec...
— Como é que é?
— H-Hã, mestre.
— Assim está melhor. Bom, quero que você venha aqui. No quarto. Não demore.
Erza parecia prestes a desmaiar.
— Lucy... ele quer que eu vá até o quarto... — disse arregalando os olhos. — E SE ELE ME OBRIGAR A TRANSAR COM ELE? E AGORA, O QUE EU VOU FAZER? N-Não... ele não faria isso... tá certo que ele é sacana mas... não, não, eu já estou imaginando coisas! ARGH!
— Ai, Erza. — Lucy se segurou para não rir.
(...)
Vinte minutos depois, Erza estava no quarto de Jellal.
— Demorou. — disse ele, sorrindo ironicamente.
— Não fala assim comigo, seu... Ahn... Tá... o que você quer... — a ruiva começou a falar mais baixo. — ... mestre?
O azulado deu uma risadinha e jogou uma sacola vermelha a ela.
— H-Hã... o que é isso?
— Vá se trocar.
Ela sentiu o sangue gelar.
— U-UMA ROUPA DE M-MAID? — a ruiva estava completamente corada.
— Sim, ué. Você é minha maid pessoal, esqueceu? Então deve se vestir como tal. — ele deu ênfase na palavra "minha".
— ARGHHHHHHHHHH! — Erza urrou de raiva e se dirigiu ao banheiro, trocando de roupa rapidamente. Olhou-se no espelho antes de sair e sentiu vontade de fugir dali.
— Uou. — disse Jellal, rindo. — Que sexy, presidente. Vamos, não precisa ficar vermelha assim.
— E-Eu não estou vermelha!
— Claro. — o azulado tirou a camisa. — Hoje está muito quente.
Só faltava Erza ter um colapso nervoso. Ela não estava assim por vê-lo sem camisa – longe disso, pois afinal de contas, aquilo não era novidade – mas agora era diferente. Eles estavam em um quarto. Com uma cama. Ela vestida de maid e ele sem camisa. O que mais poderia se pensar?
— E-Err...
— Eu quero um suco.
— O quê?
— Você ouviu. Vá buscar.
— Se você quer tanto assim levanta e vai você mesmo pegar, seu...
— Hum?
— A-Ah... s-sim... mestre.
Foi o dia inteiro assim. Servindo almoço, "lanchinho", suco, água, etc. Sempre preocupada com a possibilidade de Mystogan entrar no quarto.O que ela diria se fosse vista por ele... vestida daquele jeito?
— Heh. — murmurou Jellal para si mesmo. — Isso está ficando muito divertido.
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