Close To You

14 Admita o seu amor!


Notas iniciais
Olá pessoal, como vocês estão? Há quanto tempo, né? hehehe Bom, eu tenho más notícias... Devido à muitas coisas (incluindo a escola!), problemas, etc eu estou meio afastada da internet no geral, quem me segue no Twitter sabe que eu não estou entrando com muita frequência, etc... Nem no Whatsapp eu mexo mais! Eu não queria que as coisas fossem assim, mas infelizmente... :( Por eu estar afastada, SIM, a fanfic demorará bem mais para ser atualizada, e eu não sei por quanto tempo vai ser assim. Só espero que sejam compreensivos, pois eu amo muito cada um de vocês que lêem a minha estória, principalmente quem sempre comenta, etc. E eu realmente pensei em cancelar minhas fanfics, mas eu sei que isso seria uma falta de consideração com muitos aqui. Então é isso que eu queria dizer... espero que gostem do capítulo, beijinhos e boa leitura.

Levy McGarden acordou ouvindo batidas na porta do apartamento. Estava se sentindo um pouco perdida; não sabia em que ano estava, o motivo de estar dormindo naquele piso frio e mal conseguia lembrar seu nome completo. Além disso, sua cabeça doía sem parar e a pequena parecia prestes a vomitar de tanto enjôo.

Em um segundo, lembrou-se tudo. De ter visto Erza (a grande paixão de sua vida) e Jellal se beijando, quando revelou sua sexualidade para Gajeel e o fato de ser tratada tão mal por ele a fez ficar tão deprimida que fumou e bebeu até desmaiar. E também tinha o problema com seu pai!

Quem poderia estar batendo na porta? Talvez fosse o próprio, aquele velho maldito (que adorava perder as chaves!) e tarado por secretárias... Ah, mas se fosse, ela definitivamente o xingaria dos piores nomes possíveis!

Estava com uma cara péssima, os cabelos azuis desajeitados e se esforçava para manter-se em pé, mas mesmo assim foi atender a porta. Como tinha quase certeza de que era seu pai, não se importou de ir assim. Afinal, ele não ligava para a filha mesmo.

— Levy?! — Gajeel arregalou os olhos, parecendo ter visto um fantasma. — Você está bem?

— O que você quer? — perguntou ríspida, sem conseguir se manter direito. Teria caído se ele não tivesse a segurado.

— Não me diga que você... Ah, Levy...

— Não me venha com "ah, Levy", seu imbecil! — a azulada começou a chorar de repente e seus pensamentos começaram a se misturar. — E faça alguma coisa para essa cabeça parar de doer!

— Vamos para dentro, eu vou cuidar de você. — disse ele, com um olhar triste. Se sentia tremendamente culpado por ter sido o motivo para sua amada baixinha ter uma recaída daquela forma.

(...)

— Erza, essa já é a terceira fatia de bolo. — disse Lucy, com olhar de reprovação para a amiga, que estava comendo bolo de morango em cima da cama. — Assim não vai sobrar para os outros dias.

— Eu sei. — respondeu a ruiva, com os olhos brilhantes. Apesar de estar quase acabando com o bolo do frigobar, ao menos havia parado com a choradeira sem fim que já estava deixando a loira sem paciência.

O motivo de Erza ter chorado tanto era muito simples, mas parecia pior do que realmente era: TPM. Como muita gente sabe, TPM é aquele período em que as mulheres ficam realmente chatas. Choram, ficam bravas, extremamente alegres, tudo ao mesmo tempo. E sensíveis também. O fato da presidente do grêmio estudantil não ter sentindo um pingo de ciúmes ao ver Mystogan e Wendy juntos e pensar que estava gostando de Jellal não ajudava em nada também.

— Está tudo bem agora, não é? — perguntou Lucy, que foi respondida com olhos mais brilhantes e um aceno de cabeça. A loira suspirou e deixou a amiga se deliciar com o doce, mas continuava pensando no problema dela. Era tão difícil Erza admitir que gostava de Jellal?!?!

(...)

Jellal entrou no quarto e se atirou na cama, fitando o teto. Se sentia irritado, chateado, um idiota, um trouxa, um otário, um incapaz, tudo isso junto. Mystogan veio logo atrás e fechou a porta. Em seguida, resolveu conversar com o irmão.

— Jellal... — começou ele, com aquele tom de voz suave e também irritante às vezes.

— Odeio quando você vem com esse "Jellal..." — respondeu o outro, imitando uma voz de menininha no "Jellal". — Por quê você não vai lá transar mais com a modelo e me deixa em paz?

O azulado ficou tão vermelho que estava semelhante à um tomate maduro.

— N-Não fale desse jeito!

— Se bem que já devem ter transado muito... — Jellal fingia estar falando consigo mesmo, sem olhar nos olhos do irmão.

— Eu não quero conversar sobre o meu relacionamento. — Mystogan estava começando a ficar irritado com tamanha grosseria. Ele queria ajudá-lo! — Eu só queria te falar sobre a Erza...

'Cause trying not to love you only makes me love you more...

— Eu já sei que a Erza é apaixonada por você! — berrou, levantando da cama de súbito. Não estava pensando direito, simplesmente falou tudo o que estava guardando para si há muito tempo. — Já sei que ela fica chorando por você pelos cantos, que nunca leva nossos beijos a sério porque é você quem ela realmente queria, acha que eu sou um babaca, e eu realmente sou, um babaca que não consegue parar de amá-la! Eu a desejo tanto e você conseguiu tudo tão facilmente que me dá raiva, porra!

Ofegou depois de dizer tudo isso de uma vez só. E vermelho de tanta raiva, saiu chutando a porta, deixando o irmão de olhos arregalados. Mystogan se assustou com a ira de Jellal, mas depois, não pôde deixar de sorrir para si mesmo. Então ele finalmente admitira que gostava de Erza?

Isso era a última coisa que ele precisava para enviar uma mensagem à uma certa amiga de Erza...

(...)

Rogue Cheney estava lendo um livro enquanto seu amado Sting Eucliffe acabara de desligar o chuveiro. O tímido garoto não estava com seus pensamentos na estória do livro, e sim, em Sting. Imaginava como seria vê-lo tomando banho... Só essa ideia já o fazia corar e se sentir um verdadeiro pervertido.

— Rogue, você pode me alcançar uma toalha? — chamou o loiro, abrindo uma fresta da porta. Em seguida, riu de um jeito que o assistente da presidente achou muito fofo. — Eu esqueci de pegar uma no armário antes de vir.

— S-Sim. — respondeu o pequeno, quase murmurando. Levantou da cama rapidamente para atender ao pedido e entregando-a, olhava para baixo. — Aqui.

Sting sorriu e agradeceu. Depois de alguns momentos, saiu do banheiro apenas de toalha.

— Sting-kun! — Rogue quase deu um gritinho agudo. — V-Você vai f-ficar assim?

— Hoje está muito quente. — respondeu ele, casualmente. — Depois eu visto algo... se não tiver problema.

— O-O q-quarto é s-seu t-também! — o assistente corou ainda mais e fingiu voltar a ler. Mas de vez em quando, dava uma espiada em Sting e sentia que estava prestes a derreter de tanto calor que sentia. O loiro era tão lindo...

(...)

— Ei, Gajeel...

— Hum?

— Já é segunda-feira? — perguntou Levy, deitada no grande sofá da sala. Gajeel estava na cozinha preparando um remédio caseiro que curava ressaca.

— Sim. — respondeu ele, fazendo-a arregalar os olhos. Ela nunca faltava às aulas! — Depois eu empresto meu caderno e você copia o que os professores passaram hoje.

— Obrigada. — respondeu, ainda um pouco magoada. — E... como você conseguiu sair da escola?

— Falei que havia acontecido uma emergência com a minha mãe. Sempre funciona.

Pouco tempo depois, recebeu uma xícara de chá de gengibre. A azulada fez uma careta e ele riu.

— Você sabe que vai ter que tomar.

Ela fez biquinho, mas mesmo assim bebeu aquele chá que em sua opinião, tinha um gosto terrível. Mas a ajudava a se sentir melhor logo. Depois do último gole, lágrimas começaram a se formar ao redor de seus olhos e por mais que Levy não quisesse, rolaram por seu rosto.

— Me desculpe, Levy. — disse Gajeel, se esforçando para pedir perdão. Não era o tipo de pessoa que pedia desculpas para qualquer um, pelo fato de ser muito orgulhoso. — Se eu não tivesse agido como um idiota...

— Mesmo se você não tivesse feito nada, uma hora ou outra isso aconteceria. Porque eu sou fraca. — respondeu ela, olhando para os próprios pés. Um nó se formava em sua garganta. — As coisas estão sendo difíceis pra mim, sabe... e também... eu não sei mais por onde meu pai anda, e...

— Tudo bem. — ele a abraçou calorosamente. — Eu vou estar aqui para te ajudar, sempre. Você vai conseguir superar isso.

— Gajeel... — disse a baixinha com uma voz chorosa. E em seguida, desabou em lágrimas e mais lágrimas, secretamente agradecendo à Deus (se este existia mesmo) por lhe enviar um anjo como ele. Realmente, era uma garota sortuda.

(...)

No começo de noite, Jellal estava lendo qualquer notícia pelo celular. A quadra do ginásio era seu lugar preferido, mas não era onde ele podia exatamente se esconder quando queria. Então, seu principal esconderijo era uma "guarita" onde os comentaristas dos jogos esportivos costumavam ficar durante as competições. Mas o melhor de tudo é que ninguém se lembrava que aquele negócio existia, então ele nunca fora pego ali.

Mas para tudo tem uma primeira vez.

Toc, toc.

— Quem diabos...

— Eu posso entrar? — a porta foi aberta por Erza, que sorria como uma criança alegre. Não parecia ser a mesma garota de algumas horas atrás, a qual estava tão frágil.

O azulado deu de ombros, olhando para o lado. Colocou o celular no bolso, nervoso.

— Como você sabia que eu estaria aqui? Andou me seguindo? — perguntou, tentando parecer despreocupado.

— Não é muito difícil de pensar para onde você iria te conhecendo tão bem, Jellal. — respondeu ela, se sentando na cadeira ao lado dele.

— Hum, então eu sou previsível?

— Só as vezes. — respondeu a ruiva, brincando. Os dois riram e ele virou a cara novamente.

— Você parece feliz com alguma coisa. — disse, se sentindo idiota por estar tão envergonhado de fazer contato visual. O amor era capaz de fazer essas coisas?

Every time I think I'm back in control,
something gets ahold of my soul and I'll be beggin for more of you...

— É. — Erza riu e corada, aproximou-se dele. — Eu estou realmente feliz... — e lhe deu um beijo na bochecha.

Jellal olhou para ela e se forçou a dizer o que nunca havia dito.

— Eu amo você.

O coração da ruiva batia acelerado. Abriu a boca para falar algo, mas foi surpreendida com um beijo apaixonado. Um beijo no qual se entregou completamente, aproveitando cada segundo e desejando que não acabasse nunca.

— E eu não estou brincando. — completou ele, ainda com o rosto próximo ao dela.

— Eu sei... — ela o beijou mais uma vez e assim ficaram, sentindo os batimentos cardíacos acelerados um do outro.

Enquanto isso, Lucy estava perto da entrada do ginásio, encostada na parede. Mystogan veio timidamente em seu encontro, sorrindo.

— Será que deu certo?

— Eu acho que sim. — respondeu a loira, feliz. — Já faz um tempinho que eles não saem de lá...

— Ah, que bom. — o azulado estava radiante. — Obrigado por me ajudar, Lucy.

— Disponha. — ela deu uma piscadinha para ele, como uma cúmplice. Era quase cem por cento de certeza que o plano de juntar o casal estava dando certo.

— E como recompensa... — Mystogan tirou um papel do bolso e entregou à ela. — Um autógrafo da Wendy.

Os olhos da loira brilharam e ela quase chorou de tanta felicidade! Deu um gritinho, pulou e o abraçou como se tivessem a maior intimidade do mundo. Se dando conta do que havia feito, parou de agarrar o pescoço dele e ficou um pouco constrangida.

— Desculpa... Eu só me empolguei.

Ele riu, tímido. — Não se desculpe por me dar um abraço.

Sorriram um para o outro e resolveram voltar até os dormitórios conversando. Nunca foram mais do que conhecidos, mas agora estavam começando uma amizade.

Caminhando pelo corredor do dormitório das garotas, Lucy viu Levy chegando com sua mala de rodinhas cor-de-rosa. A azulada fingiu que nada estava acontecendo com ela e agiu do modo de sempre; tão elétrica que te deixava tonta! Conseguia fingir tão bem, mesmo com o coração machucado e a dor de cabeça que insistia em incomodá-la.

Entrou em seu quarto e cumprimentou sua colega, Lisanna Strauss. Guardou as roupas da mala dentro do armário e colocou o pijama de bichinhos. Pegou seu diário que era muito bem protegido com dois cadeados e após colocar a data, escreveu uma frase. Apenas uma frase, mas que para ela valia mais do que mil palavras.

Eu definitivamente vou conquistar o coração da presidente Erza e tê-la somente para mim.

Notas finais
Deixem nos comentários o que acharam. Até a próxima, pessoal. : )