Close To The Flame

7 Strokes of life


Notas iniciais
Oi leitoras!
Mais um capitulo... escrito por:
Harry POV - Nídia
Gabriel POV - Lizzy
Boa leitura! ^^

Harry’s P.O.V

Meu celular tocou pela terceira vez desde que eu acordara. O que eles estavam pensando? Que não tinha fuso horário? Enquanto em Londres era meio dia aqui nessa droga de cidade era sete da manhã, pois é, meu organismo não estava acostumado a acordar tão cedo.


Me arrastei até o monitor do computador depois de tomar um banho e me aprontar, afinal eu teria aula hoje, o primeiro dia de aula em uma escola nova, nossa como eu estava animado... Mentira!


Coloquei o sinal de “não perturbe” na porta e sentei de frente ao computador, ligando-o em seguida.


– CACHINHOS! – foi o que escutei quando enfim consegui me conectar ao bate papo, estavam todos lá na mesma janela, quer dizer, quase todos, faltava o Niall.


Oi gente. – falei abrindo um sorriso sincero, Simon que estava em outra janela forçou um sorriso amigável na minha direção. – como estão?


Melhores que você isso posso apostar. – Zayn falou e eu o encarei em meio aos outros. O que aquele tonto estava comendo?


– Milho!! – gritei apontando para ele que sorriu – desde quando gosta tanto de milho assim?


Ele sorriu aproximando mais o milho da tela.

–Está me provocando, não é?


–Não nasce milho em Miami? – ele perguntou e eu lhe fiz um gesto nada agradável, mostrando-lhe o dedo do meio.


–Ei vocês dois poderiam se concentrar no fato de que temos que PLANEJAR UM VIDEOCLIPE? – essa segunda parte o Louis realmente gritou, pois é, ele tinha disso de vez em quando, gritar do nada.


– Cadê o Nialler? – perguntei ao notar que Niall ainda não havia aparecido.


DUENDE! – o grito do Lou mais uma vez invadiu a tela e eu tive que tirar os fones ou ficaria surdo, todos do outro lado da câmera taparam os ouvidos, Simon fez uma careta.


–Qual o seu problema garoto? Tem algum distúrbio ou coisa assim? – Simon resmungou e eu sorri, eu tinha certeza de que ele tinha.


Em questão de segundos ele apareceu comendo...

– Tacos?! – falei encarando a câmera. – só pode ser brincadeira.


Ei ai em Miami tem muitos restaurantes mexicanos se quiser comer também. – ele falou se justificando.


– Calma cachinhos, você não está aqui, então alguém tem que comer por você, certo? – Zayn falou sorrindo ainda de boca cheia.


Eu fiz gesto obsceno com um sorriso irônico.

– Calma mocinhas, por que discutir por comida se eu estou aqui? Melhor discutam por mim – Louis falou e todos, incluindo o Simon começaram a rir de imediato, Niall riu tanto que acabou se engasgando com os tacos que comia.


–Espero que morra! – falei sorrindo enquanto Liam batia nas costas dele tentando desengasgá-lo.


–Não é assim que se trata um amigo. – Niall falou enfim quando conseguiu voltar a respirar direito, o rosto dele estava vermelho e os olhos lacrimejavam.


–Quem se importa?


–Eu me importo. – Simon se meteu na conversa. – que eu saiba estamos aqui para planejar um videoclipe e não para discutir sobre comida.


Ficamos quietos, ele tinha razão.

–Ok, o novo single, One Thing eu imaginei algo bem diferente dos anteriores, quer dizer...


–Nada de envolver garotas? – Louis perguntou encarando a tela.


–Isso mesmo.


–SEM GAROTAS? – a forma que o Zayn falou, cuspindo milho para todos os lados me fez ter vontade de rir. – isso é sério?


Eu encarei o Simon em expectativa, quer dizer, sem garotas mesmo?

–Pensei em colocarmos imagens de fãs do One Direction, o que acham?


Todos pareceram estar pensando na proposta, eu me debrucei para mais perto da tela do computador, mordendo a unha do dedo indicador, aquilo poderia ser uma boa ideia, ou não.

– Podemos viajar pelas ruas de Londres. – Louis começou se empolgando com a ideia, eu encarei o Zayn, ele ainda parecia revoltado com o fato de não ter garotas no clipe.


Boa ideia Lou, seria interessante. – Niall se empolgou.


–O que vocês fazem normalmente quando não estão na estrada ou algo assim? – Simon perguntou, como se ele não soubesse.


Nós ficamos quietos, ele sorriu.

–Ok, além de passarem trote para a minha casa e se meterem em problemas... – essa segunda parte ele pareceu falar diretamente para mim. Não, eu estava ficando paranoico. – não é, Harry? – agora sim, era para mim mesmo. Eu apenas sorri.


–Eu acho isso uma boa ideia, ia ser sei lá, diferente de todos os vídeos que já fizemos, na verdade mostraria a nossas fãs que nos preocupamos com elas e que as queremos fazendo parte realmente do nosso trabalho, não acham?


Eu fiquei encarando-o enquanto ele falava, se o Liam não estivesse na banda, sinceramente eu não sabia o que seria de nós, não mesmo.

–Eu concordo, quer dizer, já que não temos ideia melhor. – Louis alfinetou, Liam apenas lhe fez uma careta empurrando o gorro que ele usava mais fundo na cabeça.


–E você Harry, o que acha? – Simon enfim pareceu lembrar que eu existia.


–Eu? Bom, eu tinha pensado...


– Eu concordo com o Liam, nossas fãs iam adorar estar no nosso clipe. – Niall se manifestou antes que eu pudesse falar, resolvi não interromper.


Liam aplaudiu e Zayn começou a lhe fazer cócegas enquanto Niall comia e Louis atendia o celular.


Eu fiquei ali, apenas olhando-os enquanto eles faziam brincadeiras entre si. Bom, a ideia do clipe era genial, mas eles não tinham notado um pequeno problema? Não se deram conta que eu não poderia estar em Londres porque estou morando em Miami? Ouvi um grito vindo do lado de fora do quarto, mas o ignorei.


– O que você acha da idéia Harry? – Simon perguntou novamente e eu vi todos pararem o que estavam fazendo e me encararem, pois é, parecia que enfim tinham lembrado que eu existia.


– Quando terminarem a conversa...– falei alto, todos me olharam surpresos, Louis desligou o celular de imediato –... Eu posso dizer que não vou poder estar nessa droga de clipe porque não estou em Londres!


Levantei rápido, estava irritado, mais uma vez senti vontade de chutar a mesinha, mas depois lembrei que meu dedo ainda estava inchado da última vez que eu o fizera e desisti.

– Desculpe cachinhos – ouvi cada um deles dizer em tom triste.


Eu voltei a sentar.

– Desculpem, eu me deixei levar pela raiva e frustração de estar aqui, sabem que este não é meu lugar.


Robin entrou correndo no meu quarto.

–O que foi Robin? Não leu o aviso? Para sua informação, está escrito: “N.Ã.O.P.E.R.T.U.R.B.E”


–OI ROBIN! – os gritos vieram do monitor e eu tive vontade de desliga-lo no mesmo instante.


Robin forçou um sorriso encarando a câmera.

–Oi meninos, oi Simon, desculpem ter que invadir a conversa de vocês dessa maneira, mas o Haz está atrasado para o primeiro dia de aula.


Um arrepio gelado percorreu minha espinha. Que bosta, era verdade. Fiquei de pé rapidamente e peguei minha mochila.

– Não se preocupe com o vídeo Harry – Niall falou com um sorriso.


– Nós veremos uma forma para que você esteja nele. – Liam me confortou.


Zayn e Louis se olharam e sorriram. Eu sorri junto, eu sabia exatamente o que eles estavam pensando.

– Boa sorte com as garotas cachinhos – disseram ao mesmo tempo.


Saí do meu quarto correndo com o Robin em meu encalço. Enquanto ele dirigia, eu apreciava as paisagens de Miami, aquilo não se parecia nada com Londres, mas, para dizer a verdade, não era tão ruim.


Quando chegamos na frente da escola eu desci do carro e encarei o enorme letreiro. “Cervantes Academy of Arts”. Será que haveria alguém interessante lá dentro?


Me despedi dele, fazendo um gesto com a mão e caminhei na direção do interior da escola encarando o chão, várias coisas estavam se passando pela minha mente naquele momento. A razão por eu estar ali, a diferença entre mim e meus companheiros de banda e o fato de provavelmente eles gravarem o clipe do novo single juntos e meio que só adicionarem imagens minhas por efeito gráfico depois.


Me senti mal por isso e mais uma vez odiei ser o mais novo de todos, ter apenas dezessete anos e ser obrigado a terminar os estudos quando todos os outros já não se preocupavam com isso, mais uma vez odiei aquele lugar, aquelas pessoas, aquele maldito calor.



Gabriel’s P.O.V.

Quando o despertador tocou abri os olhos lentamente, eu sabia onde estava, afinal não tinha sido um sonho, eu estava mesmo ao lado da Nídia. Me obriguei a levantar, não queria, não mesmo, a noite havia sido extremamente agradável. Agradável? Aquela era a palavra certa para descrever uma noite como aquela? Com certeza não. Eu já tivera várias noites com várias mulheres, mas nenhuma como aquela, nenhuma mulher era como aquela, carinhosa, sedutora, quente e ao mesmo tempo inocente, Nídia tinha algo a mais, eu só não sabia explicar o que era.


Me vi querendo sair o mais rápido possível daquele lugar, não que eu não me importasse com ela, claro que não era isso, mas a sensação que os olhos dela me transmitiam quando me encaravam era simplesmente... Estranha.


Me aprontei, claro depois de conseguir me afastar dela, aquela garota realmente tinha algo a mais e a forma com que cada gesto dela conseguia me prender estava me deixando maluco.


Subi na moto e parti, sim eu estava atrasado, confuso e cansado, o primeiro dia de aula com certeza seria no mínimo cansativo, isso se eu levasse em conta o fato de não ter dormido a noite. Sorri sozinho enquanto pilotava pelas ruas da cidade, que noite louca, que noite... Qual era a melhor palavra para descrevê-la mesmo? Ah, diferente.


Cheguei em casa correndo, estacionei a moto de qualquer forma, o que fez o vizinho reclamar, claro ele sempre reclamava de tudo, mas eu não me importei, não tinha tempo para me importar, precisava correr, um atraso logo no primeiro dia de aula era motivo suficiente para o Pascual pegar no meu pé e só Deus sabia o quanto ele gostava de fazer aquilo.


Tomei um banho rápido, comi alguma coisa e mais uma vez pulei em cima da moto, acelerei o mais que pude e quando dei por mim, em menos de dez minutos estava na Cervantes Academy. Segui direto para a sala dos professores.


Bom dia Gabriel! – a voz me fez olhar na direção da enorme mesa que tomava a sala, quando o fiz a minha primeira reação foi começar a rir. O que era aquilo?


–O que está vestindo JP? – perguntei tentando conter o riso, mas era impossível.


–Gostou? Foi minha mãe que fez pra mim.


Eu olhei mais uma vez a roupa dele e de novo tive que me segurar para não cair na risada, era realmente o tipo de roupa que uma mãe faria.

–Pois é, está... – comecei.


MINHA NOSSA SENHORA O QUE É ISSO? – a voz vinda da porta me interrompeu, graças a Deus, salvo pelo gongo, pois eu com certeza ia mentir para o JP e dizer que aquele colete bem mal tricotado e cor de abóbora estava mesmo combinando com a calça verde menta e a camiseta azul berrante.


–Bom dia Vicente. – falei feliz por ele me ter salvo da mentira.


–Bom dia Gabriel. – ele falou passando direto por mim, colocando a mochila em cima da mesa e se aproximando do JP. – cara, o que deu na sua cabeça? Quer dizer, estava tão apressado que pegou as roupas dos varais dos vizinhos e se vestiu na rua mesmo?


–Não gostou? Foi minha mãe que fez.


–Não, eu não gostei, você está pronto para dar aula ou sei lá, entrar em um picadeiro? Pelo menos tira o colete.


–Mas é o que eu mais gosto.


–Então sei lá, pula de uma ponte.


Eu encarei o Vicente, ele não era assim arrogante, não mesmo. Quando me deti analisando-o melhor vi que ele estava com os cabelos desordenados e isso só acontecia quando ele estava impaciente com alguma coisa.

–Ih o que deu em você? Que bicho te mordeu? – perguntei me atirando sentado em uma das cadeiras, ele parou me encarando.


–Você sabe o que é morar em uma casa com quatro mulheres?


–Não, mas bem que eu queria saber. – falei abrindo um largo sorriso. – deve ser o paraíso.


–Não, não é! – ele falou rápido se debruçando na mesa e me encarando de perto, eu não pude deixar de rir com a forma que ele falava, Vicente estava realmente muito perturbado. – elas falam demais e todas ao mesmo tempo, querem explicações demais, você nunca consegue entender nada, pedem opiniões e quando você dá não aceitam e quando não dá ficam com raiva. – enquanto ele falava passava a mão pelos cabelos visivelmente agoniado – é um inferno.


Eu ri largamente agora, só eu era normal naquela escola?

–Bom dia. – a voz veio da porta e eu me obriguei a ver quem entrava.


–Bom dia Ana.


Ana Conde era uma das professoras mais bonitas da Cervantes Academy e era sempre um prazer vê-la.

–Posso saber o que os três conversavam? – ela perguntou com um sorriso se dirigindo ao seu armário.


–O JP vai trabalhar no circo e o Vicente definitivamente odeia as mulheres. – falei rápido, ela se virou e me encarou.


–E você?


–Eu?


–Sim, qual o seu problema?


Eu sorri largamente me atirando para trás na cadeira e colocando os braços atrás da cabeça.

–Nenhum, tive uma noite ótima.


–Que bom.


Fiquei um segundo tentando identificar algo no tom de voz dela, mas não consegui.

–Bom, acho melhor eu ir. – falei ficando de pé e pegando meus materiais para a primeira aula. – não quero o Pascual pegando no meu pé.


Segui sala afora direto para o estúdio de música, quando cheguei lá já haviam vários alunos espalhados pela sala.

–Bom dia a todos, meu nome é Gabriel Blanco e eu serei o professor de vocês.


A sala se encarou, vi vários rostos confusos, alguns pareciam assustados e outros contentes, era assim sempre no primeiro dia.

–Professor desculpe eu me atrasei.


Me virei para ver quem entrava e juro que tive que me segurar na cadeira para não cair de costas, era ela. Nídia.


Fiquei um minuto sem saber o que dizer e não pareci ser o único, ela também me olhava visivelmente assustada. Eu não acreditava que aquilo estava acontecendo, eu tinha dormido com uma aluna.

Notas finais
Reviews? :)