Notas iniciais
Oi gente!
Mais um capitulo pra vocês, espero que gostem e comentem!
Escrita:
Harry Pov - Nidia
Narrador - Nidia
Lizzy Pov - Lizzy

Harry’s P.O.V

Depois de esclarecer as dúvidas e explicar tudo, ou pelo menos tentar, aos nossos fãs, eu , Zayn, Niall, Lou e Liam saímos do chat. Fechei o computador respirando fundo, aquilo estava ficando complicado, minha vida tinha tomado um rumo inesperado, eu não estava acostumado com aquele tipo de coisa, certo, eu sabia que ficar conhecido mundialmente me traria aborrecimentos e coisas do tipo, mas só porque eu tinha aquela certeza eu era obrigado a saber lidar com isso? Não, mas eu tinha que aprender.


Peguei o celular e mais uma vez li a noticia que o maldito site publicara, está bem, acho que no fim das contas sou um pouco masoquista.


Bando de idiotas! – falei atirando o celular no chão e dando um chute irritado na mesinha de cabeceira, péssima ideia, acabei arrebentando meu dedo – caramba! – eu não sabia do que estava com mais raiva, do site ou da minha mania idiota de ficar trocando juízo com objetos inanimados, sério eu era muito imbecil.


Com uma tremenda dor no pé me joguei de costas na cama encarando o teto.


O que diabos eu estou fazendo aqui? – me perguntei fechando os olhos e voltando no tempo. Como o Robin tinha conseguido me convencer a vir? Que tipo de macumba ele tinha usado?


Naquele instante pensei nos meus amigos e na barra que eles estavam enfrentando sozinhos em Londres, se a confusão era mesmo na proporção que aparentou um chat não ia resolver tudo, ia? Ah como eu queria estar em casa, estar com eles, jogar videogame com o Liam e perder como de costume, ouvir as piadas de humor negro do Zayn, escutar as maluquices do Louis e até sei lá, suportar os peidos do Niall, no momento até aquilo era melhor do que estar naquele quarto sozinho.


Como um átimo a imagem da garota da praia veio à minha mente, os cabelos sendo levados pelo vento, a forma que ela se virara para me encarar, a maneira bizarra de como era parecida com a Liesel... Como duas pessoas podiam se parecer tanto? Peguei meu celular sem pensar duas vezes, eu tinha que falar com ele.


– Não fale que já está com saudades minhas cachinhos. Acabamos de nos falar pelo webchat, não seja pegajoso ou eu termino com você.


Eu estava tão agoniado que nem me importei com a brincadeira.

–Lou é sério, preciso te dizer uma coisa.


–Eu sei o que quer me falar, mas a resposta é não, eu já te disse, só depois do casamento.


–Lou para de bobagem.


Assumo, senti vontade de rir, não tinha como não sentir, o Louis era simplesmente fora do comum.


Ok, eu sei o que estava fazendo, estava ouvindo I’m sexy and I know it, e claro que lembrou de mim – ele falou sorrindo largamente na linha, eu sorri junto mesmo não tendo vontade, era incontrolável, principalmente quando se tratava dessa música, nem sei quantas coreografias sem noção nós já havíamos inventado para ela.


– A verdade cara é que eu estou ficando doido. – comecei ficando sério de repente enquanto Louis ainda ria do outro lado da linha, cantarolando o refrão da música, eu tinha certeza de que ele estava dançando.


Como assim? Do que está falando? – ele perguntou ainda com um tom de riso na voz.


–É sério, estou suando inteiro aqui.


–Tudo isso só porque me imaginou dançando cachinhos? Acho que você está precisando de mulher urgentemente ou de um banho frio, você que escolhe.


–Não cara, estou falando sério, pela primeira vez Lou, me escuta.


Desculpe. – ele falou e eu pude sentir que seu tom de voz mudara. Louis estava pronto para falar sério? – o que aconteceu?


–É uma garota, ela...


–Está suando por causa de uma garota? – ele me interrompeu antes que eu pudesse concluir o pensamento, eu não sabia se era satisfação, curiosidade ou surpresa na voz dele, mas no momento não me importei, eu realmente precisava desabafar.


–É mais ou menos isso, eu não consigo tirar a imagem dela da cabeça.


Calma cachinhos – ele falou calmamente – vamos, conte seu problema para o Louis.


Eu odiava quando ele falava de si mesmo na terceira pessoa, mas não reclamei, não estava com saco para reclamar.


– Fui até a praia novamente, mas dessa vez era pra relaxar da pressão dos malditos imbecis que inventaram que eu tinha deixado a banda. E... — parei imaginando novamente a cena – a vi.


– Viu quem? Uma gata bronzeada fazendo strip na sua frente?


– Eu vi a Liesel – falei firme ignorando o comentário idiota.


Um silêncio repentino tomou a linha telefônica, fiquei alguns segundos tentando identificar se ele ainda estava ali ou se tinha desligado na minha cara.


– Lou?


– Harry – o tom de voz dele era sério e a julgar pelo fato de ele ter me chamado de Harry, bem ele realmente tinha escutado o que eu dissera. – isso é impossível. Você está alucinando.


– Não! – insisti. – não estou alucinando coisa nenhuma, eu a vi, era ela Louis!


– Não pode ser cara.


– Eu a vi Lou, estou falando sério.


– Eu também estou falando sério e estou dizendo, é esse calor de Miami que está te fazendo ver coisas, eu sabia que mais cedo ou mais tarde o sol ia derreter seu cérebro, você é filho do frio cachinhos, tem que tomar cuidado com o sol.


Eu fiquei alguns segundos processando a informação. O Louis estava dizendo que eu estava alucinando? Eu não era louco.


– Eu não sou louco Lou. – falei me levantando, estava começando a ficar irritado. – eu a vi! Ela estava sentada no outro lado da praia e olhou pra mim!


Mais uma vez o barulho da estática.

–Louis?


–Harry ela está morta!


As palavras dele explodiram dentro do meu cérebro me arrastando de volta para a realidade, era verdade, a Liesel estava morta.


– Eu sei que é difícil pra você. – ele continuou quando percebeu que eu não respondi. – afinal, você nunca superou a morte dela, mas Harry te falo como seu melhor amigo quando digo que você tem que esquecer e viver a realidade, a Liesel se foi, e você precisa continuar vivendo.


Voltei a me atirar na cama, os olhos fechados, a mente congelada na imagem da garota da praia.


– Sim, talvez eu sei lá, alucinei. – falei tocando a testa de maneira impaciente. – eu acho que era apenas uma garota muito parecida com ela. E sem falar que tinha uma tatuagem nas costas...


–Tatuagem? – Louis falou visivelmente interessado. – e o que estava tatuado? O coelhinho da playboy?


–Não seja imbecil, era um dragão preto, um dragão enorme que tomava as costas dela por inteiro, a Liesel não teria coragem para fazer aquilo, não mesmo. Assumo, estava alucinando e talvez tenha visto o rosto dela nessa garota ou sei lá, talvez ela seja realmente parecida com a minha Liesel.


– Talvez.


– Eu tenho que saber quem ela é.


– Ah não! – o tom de voz dele passou de reconfortante para revoltado em menos de um segundo. – não cachinhos é loucura.


–Por quê?


–Primeiro você nem conhece a garota, vai que ela nem é ai de Miami e estava apenas de férias. Segundo, se ela for local, se morar ai, como você vai encontrar ela? Vai sair batendo de porta em porta e perguntando “ei aqui mora uma garota que é muito parecida com a minha namorada morta?” e terceiro... – ele deu mais uma pausa, eu odiava quando o Louis parava para pensar, ele quase nunca fazia isso, mas quando fazia...


–E terceiro? – perguntei impaciente sabendo que ia me arrepender.


–E terceiro... Não vai ser bom pra você correr atrás dessa garota só porque ela se parece com a Liesel, a Liesel se foi, sei como é duro para você encarar isso, mas é a verdade, você tem que deixar o passado para trás Harry.


Me levantei novamente, mas agora estava com um sorriso estampado no rosto, eu realmente queria encontrar aquela garota, conversar com ela, saber seu nome e nada que o Louis ou qualquer outra pessoa me dissesse ia me fazer mudar de ideia.


– Vou deixar. – comecei. – mas, não agora, quero mesmo reencontrar aquela garota, quero pelo menos saber o nome dela!


– Isso é loucura, você sabe, né?


–Sei. E você sabe que nada que disser vai me fazer desistir, não sabe?


–Sei. – ele falou em tom de derrota.


Mordi meu lábio inferior, eu tinha esperanças de vê-la novamente. Mas, como?


– Olha, sei que estou longe e não vou conseguir chegar a tempo de ligar para uma clinica psiquiátrica ou sei lá, te amarrar no pé da mesa, por isso estou te pedindo, toma cuidado com isso cara, sério.


– Pode deixar vou tomar.


–A gente se fala depois, me mantenha informado a respeito de sua cruzada em busca da gêmea tatuada perdida da Liesel.


–Te informo sim.


–Até mais cachinhos.


Desliguei o celular com um sorriso, eu sabia que o Louis estava certo, mas o que de mal poderia acontecer se eu a encontrasse? No fundo eu só queria saber se ela tinha os mesmos olhos avermelhados.


–HARRY! – o grito veio da cozinha e eu já sabia a razão... Jantar!


Corri na direção das escadas, desci os primeiros degraus, o resto me pendurei no corrimão e pulei, às vezes eu era mesmo muito infantil.


– Estou morrendo de fome. – foi a primeira coisa que eu disse ao entrar na cozinha com um sorriso.


–Achei que o Niall tinha ficado em Londres. – minha mãe falou com um sorriso quando sentei á mesa de frente a Gemma.


–Acho que trouxe o estômago dele comigo. – falei sorrindo e lembrando da obsessão bizarra que o Niall tinha por comida.


Minha mãe se aproximou colocando uma panela em cima da mesa, eu me debrucei para ver o que tinha lá dentro, era... O que era aquilo?


– Gumbo! – Robin falou rápido ao ver a expressão no meu rosto.


– O que é jumbo? – perguntei ainda analisando a panela com uma careta.


Não é jumbo, é gumbo seu imbecil! – Gemma falou visivelmente irritada, eu a encarei por que ela estava tão irritada?


– Gemma, não fale assim com seu irmão. – minha mãe falou se aproximando e distribuindo os pratos na mesa – Gumbo meu anjo, é sopa de caranguejo.


– Ahhh. – comecei ainda analisando aquela coisa que se minha mãe não me dissesse que era comestível eu nem chegaria perto. – de onde diabos você tirou isso?


–É um prato cubano. – ela falou distribuindo também algumas taças pela mesa, para todos, menos para mim.


–Vou morrer de sede? – perguntei.


–Não, mas isso você não pode beber, é sangria uma mistura de vinho tinto, pedaços de frutas e suco.


Eu odiava a forma que minha mãe não me deixava beber... Você só tem dezessete anos. Quem ligava? Se ela soubesse quantos porres eu já tinha tomado nas festas do X factor, saudades do programa.


–Sabe mãe – Gemma começou enquanto comíamos, quer dizer, enquanto todos comiam e eu me certificava de que nada pularia do meu prato e me atacaria. — li no site TMZ uma coisa muito interessante sobre seu amado anjinho.


Eu a encarei, do que ela estava falando?


–Você sabe o que está acontecendo mãe?


Robin e minha mãe se entreolharam enquanto eu olhava perplexo do meu prato de sei lá o que para a Gemma. Eu não acreditava que ela estava dizendo aquilo.


–Do que está falando? – foi a única coisa que saiu da minha boca, quer dizer, eu ainda estava perplexo por ela simplesmente ter acreditado naqueles idiotas.


–Li e vi vídeos sobre o desespero das fãs. O que deu em você Harry? Por que fez isso?


–Fiz o que garota louca? – aquilo já estava começando a me irritar. – desembucha Gemma!


– Ok, já que prefere assim senhor Harry Styles. Por que fez isso com os meninos? Por que deixou a banda e pior ainda, por que não nos disse nada?


Eu fiquei encarando-a, o queixo caído sem saber o que dizer, os olhos da minha mãe em cima de mim me fizeram ter vontade de desaparecer. Eu podia suportar o julgamento de todo mundo, mas não da minha família, não mesmo, aquilo já era demais.


– Já chega Gemma!– me levantei irritado empurrando a cadeira para trás, nem dei por mim quando ela simplesmente caiu ao chão fazendo um barulho enorme – você não tem direito de me dizer essas coisas. Acha mesmo que eu queria estar aqui? Acha mesmo que queria ter deixado TUDO para trás?


Gemma pareceu assustada com a minha reação.


–Você realmente acreditou no TMZ? Quantas vezes eles já não inventaram um monte de coisas só para ferrar comigo? EU NÃO SAÍ DO ONE DIRECTION! EU NÃO DEIXEI MEUS AMIGOS NA MÃO, NÃO SEJA IDIOTA!


–Você não pode falar assim comigo. – ela falou firme, mas eu percebi pela expressão em seu rosto que ela estava assustada.


– E você não tem direito de me julgar! Pense antes de falar, isso claro, se é que você sabe o que é pensar! Sinceramente, se você pensa como aquele bando de imbecis que vivem para falar mal de mim, você pode simplesmente ir para o inferno com eles!


Saí irritado da cozinha, toda a fome que eu tinha simplesmente sumiu com aquele comentário, só podia ser brincadeira, até minha própria irmã?



Narrador

O despertador tocou as 7 da manhã e a garota o desligou com delicadeza. A luz do Sol da manhã entrou no quarto de Nídia o invadido por completo, o canto dos pássaros se ouvia claramente e o tempo avisava, faria um calor gigantesco. A garota abriu lentamente seus olhos, virando levemente o rosto para a janela, “que lindo dia” pensou. A noite que passou com Gabriel foi talvez a melhor de sua vida, ela se sentia tão sortuda, satisfeita, como se tivesse, por fim, descarregado totalmente suas tristezas. Esquecera-se com ele seus problemas, talvez seu terrível passado... Se concentrando apenas em Gabriel.


Seus olhos se abriram totalmente, um pavor percorreu por um instante todo seu corpo nu: Gabriel teria saído da cama? Tinha sido mais uma noite para ele? A garota tinha receio de virar seu rosto para o outro lado e ver que ele já não estava, de que apenas tinha sido mais uma em sua vida.


Notou alguém ao seu lado se levantar da cama, e rapidamente se virou para ver quem era.


– Gabriel. – soltou em suspiro, ele afinal dormira toda a noite junto a ela.


Ele se virou para a garota que se cobrira levemente com o lençol, sorriu para ela com seu rosto puro iluminado pelo sol a olhando de uma forma diferente.


– Bom dia, como se sente? – Gabriel perguntou com um sorriso.


O coração de Nídia disparou com a frase e ela apenas o observou por inteiro, admirando por completo seu corpo extraordinário. “Sortuda” pensou ao ter um homem daqueles a seu lado. Começou a rir baixinho.


– Do que está rindo? – ele perguntou com um sorriso.


–De nada. – ela se justificou rapidamente. – estava sei lá, apenas admirando a vista.


Ele sorriu se aproximando mais dela e beijando-a levemente.


– Tenho que ir embora Gabriel, vou chegar atrasada – disse entre risos.


Eu também, tenho que ir dar aula – ele falou se colocando em cima dela, ela o olhou – mas, qual o problema? Ainda podemos ficar mais 20 minutos para... – falou sorrindo enquanto olhava para o corpo da garota, começando a deslizar suas mãos nele –... Relembrar um pouco a noite passada? O que acha?


Começaram a se beijar apaixonadamente. Estavam, a poucas horas de saber que aquele dia, que começava a ser maravilhoso para ambos, poderia ser talvez o pior de suas vidas.



Lizzy’s P.O.V

Acordei com uma dor de cabeça gigante, mas eu não ia deixar ela me derrubar, afinal o primeiro dia de aula estava batendo a minha porta e pela primeira vez na vida eu estava animada, mesmo me conhecendo, mesmo sabendo que daqui há sei lá, meia hora eu já estaria entediada e com vontade de sair correndo de lá.


Me aprontei rapidamente, coloquei minhas roupas mais básicas, camiseta preta dos Ramones, jeans escuro, All star nos pés, sacudi meus cabelos, bagunçando-os um pouco mais, coloquei minhas luvas pretas( eu adorava elas), meu crucifixo, que mesmo eu não tendo muita fé, eu sempre carregava, exagerei( como de costume) na sombra negra nos olhos, para combinar com a cor das unhas, peguei minha mochila e segui caminho.


As pessoas me olhavam enquanto eu caminhava de óculos escuros pelas ruas de Miami, mais arrastando a bolsa do que carregando-a propriamente. O que era? Esse pessoal nunca tinha visto alguém carregar a bolsa daquela forma?


Caminhei muito naquele sol do inferno até mais uma vez parar de frente a escola. Encarei o letreiro “Cervantes Academy of Arts”. Pois é. – pensei sozinha. – vamo nessa.


Entrei sendo alvo dos olhares intrigados dos outros alunos, não me importei, eu já era acostumada a ser encarada daquela forma em todos os lugares que eu passava. Povinho imbecil.


Segui para o meu armário, olhei na ficha de inscrição o número certo e o abri com a chave que tinha recebido junto com meus horários. Nossa, me surpreendi ao ver o quanto era limpo e organizado... Por pouco tempo, claro.


Atirei minhas coisas lá dentro e segui para a minha primeira aula, mas antes eu precisava de algo, passei na lanchonete do lugar e comprei um copo gigante de café, agora sim, eu não era ninguém sem cafeína.

Notas finais
Reviews? :D