Notas iniciais
Outra aventura do nosso velocista, as coisas estão esquentando >

Na manhã seguinte, Caitlin chegou ao Star Labs:

—Bom dia, gente.

—Bom dia — responderam os outros, em um coro que parecia ter sido ensaiado, um tanto quanto apreensivos.

—Tá tudo bem…? Aconteceu alguma coisa?

—Vem comigo — disse Barry — Vou te apresentar nosso novo hóspede.

Os dois foram até a câmara onde Griffin se encontrava:

—Quem é esse? E por que ele tá usando sua roupa? E por que sua roupa tá diferente?

—Griffin, essa é a doutora Caitlin Snow, ela vai fazer o exame sanguíneo em você.

—Muito prazer — respondeu Griffin, atravessando sua mão pelo vidro como se fosse cumprimentá-la.

Caitlin perdeu o equilíbrio por um segundo e Barry precisou segurá-la para que não caísse.

—Mais um? — ela cochichou para Barry.

—Yep… — respondeu Griffin.

Caitlin olhou para Griffin, sem entender, ele respondeu com um aceno.

—Ele… — disse Barry — Ele escuta bem.

Depois de algum tempo contando sua história para Caitlin, e com uma ajuda de Barry na descrição do incidente da noite retrasada, foi pedido a Griffin que ele puxasse as mangas de seu traje para que eles pudessem fazer a coleta do sangue.

—Ahm… — disse Griffin.

—O que foi? — perguntou Caitlin.

—Não tem como arregaçar as mangas, o traje é inteiriço.

—Então… Tire? Barry, pega uma roupa pra ele usar, ele tá com o uniforme faz quanto tempo? Dois dias, no mínimo.

—Ok, já volto.

—Sinto muito, Griffin, os homens daqui não são os melhores anfitriões.

—Sem problema — respondeu ele enquanto destravava o traje e tirava as luvas — Onde eu deixo?

—Pode deixar, eu guardo.

—Tem certeza? É bem pesado…

—Eu acho que consigo.

—Se você diz…

Griffin entregou a parte de cima de seu traje a Caitlin, que provavelmente teria perdido seu pé se Griffin não tivesse segurado o peso.

—Eu avisei que era pesado…

—Pesado é uma coisa, o peso disso é absurdo!

—Prefiro proteção a velocidade, as vezes… De qualquer jeito, como funciona essa “coleta”?

—Ah, é muito simples, eu vou limpar a área — conforme ela disse isso, Caitlin limpava onde pretendia pegar o sangue — Fecha a mão e abre, por favor… Isso faz a veia saltar. Agora é só furar e retirar — ela disse isso pegando uma agulha da gaveta.

—Uou, uou, uou, vamos devagar com isso aí — Griffin se encolhia diante da agulha.

—Isso? É só uma agulha.

—Calma, calma, sem pressa — o garoto suava frio — A gente não precisa fazer isso de verdade, precisa?

—Olha só, você sobreviveu as garras do Ele — Caitlin apontava para o próprio rosto — E tá com medo de uma agulhinha?

—Você tá certa… Só me avisa quando for furar…

—Vou contar até três… Um… Dois — Caitlin colocou a agulha e retirou o sangue rapidamente.

—Ai! Ei, você mentiu!

—Cientificamente comprovado que esse método faz com que doa menos.

—Cientistas… Aposto que usaram cobaias.

Caitlin fez um curativo e os dois falaram um pouco sobre ela, Ronnie e Jay, e tudo que havia acontecido nos últimos dois anos. Além disso, Griffin deu explicação de algumas cicatrizes ao longo do corpo.

—Foram Ele também? — perguntou Caitlin.

—Não, essas são marcas de caçada. Urso, tigre de bengala, leão, guepardo — conforme ele falava o nome do animal, apontava para uma cicatriz diferente.

—Uau… Parece… Dolorido…

—Só na hora mesmo, depois que para de sangrar já tá tudo bem.

—O que houve com o adolescente de dois segundos atrás com medo de uma agulha?

Os dois riram. Enfim Barry chegou trazendo as roupas.

—Desculpa a demora, gente, eu realmente não sabia onde estavam — Barry entregou as roupas para Griffin — Espero que sirvam.

—”O homem mais rápido vivo” — murmurou Griffin, com uma risadinha.

—Sem graça… Ei, se você quiser uma ducha antes de se trocar...

—É, eu aceito uma ducha, onde tem uma cachoeira por aqui?

—Cachoeira…? Eu ia sugerir um chuveiro.

—Chuveiro?

—É. Vem, eu te mostro.

Os dois saíram com Barry explicando para Griffin o que eram e como funcionam os chuveiros, os sistemas de encanação, etc. Do outro lado do corredor, Wells e Cisco vieram e entraram na sala onde Caitlin se encontrava.

—E então, como foi, Cait? — perguntou Cisco.

—Hilariamente estranho… Mas eu consegui o sangue.

—O que estamos esperando? — perguntou Wells, sério — Nós não temos tanto tempo, eles logo podem voltar.

—Certo — disse Caitlin, colocando o sangue no microscópio — Só um aviso, existe uma boa chance do sangue dele ter recebido uma boa quantidade de adrenalina.

—Você só tirou o sangue dele… Certo? — perguntou Cisco.

—Ele tem medo de agulhas… Não tem medo de ursos, felinos ou corredores… Mas de agulhas.

—Vamos focar na missão, certo? — interrompeu Wells — Doutora Snow, o que temos?

—Bom, de acordo com a imagem as células dele não só se movimentam mais rápido que a de um ser humano comum, elas se movimentam mais rápido que as do próprio Barry. O mais estranho é que as células dele, aparentemente, não se movem tão rápido quando ele não corre.

—Fazendo com que o metabolismo dele se assemelhe ao de um ser humano normal — completou Wells.

—Isso… Vou tentar isolar a adrenalina e ver como as células dele reagem. Nossa, isso é estranho. Os glóbulos vermelhos dele são mais profundos.

—Como assim? — perguntou Cisco.

—A depressão nos glóbulos vermelhos dele são maiores, fazendo o sangue dele carrega mais oxigênio que o de um humano normal — disse Wells — Quando saem os resultados da esteira cósmica?

—Hm… — disse Cisco — Em uma hora, eu acho. Por quê?

—Quero checar os batimentos cardíacos dele enquanto ele corre… Se ele realmente foi gerado de forma não natural, o corpo dele pode ter sido feito pra correr… O que significa que ele pode aumentar a velocidade dele, digo, aprender a correr mais rápido, quase infinitamente mais rápido que o Barry…

—Isso não faz sentido — disse Cisco — Ele tem dezessete anos, deve correr desde os quatro, cinco. Como é possível que ele seja mais lento que o Barry?

—Se quem o treinou o tempo todo planejava caçá-lo, não faria sentido ele receber o treinamento correto, não é?

Assim que Wells acabou a frase, um alarme disparou. Cisco correu pra checar. Ele pega o microfone conectado as caixas de som espalhadas por toda Star Labs:

—Barry, precisamos do Flash, temos um assalto a banco na Rua Três.

—Já estou indo — foi tudo que se ouviu enquanto o raio amarelo passava e o uniforme do corredor escarlate sumia.

—Vou ajudar — era Griffin, ele pegou seu traje e correu atrás de Barry.

Notas finais
Espero que tenham curtido! A ação continua na terça feira, vejo vocês lá!