Click - The Speed Force Awakens
7 Ladras de Banco
Notas iniciais
As aventuras do nosso corredor continuam! Mais ação, lutas e muita, mais muita velocidade! Aproveitem ^^
–Mais alguns segundos — disse Barry, pelo comunicador.
–O que é um banco mesmo? — perguntou, Griffin, também pelo comunicador. Flash estava quase sendo alcançado por Click, que dava tudo de si, mas mesmo assim, não era suficiente.–Como você entrou na nossa frequência? — perguntou Cisco — Ela é encoberta.–Vamos dizer que eu sou muito bom com frequências — respondeu Griffin, com uma risada — Alguém me diz o que é um banco, por favor?–É um lugar onde pessoas guardam dinheiro — disse Cisco.–Dinheiro?–Meu Deus… Vai ser um longo dia... Flash chegou ao banco, e logo atrás Click.–Você sabe que não deveria estar aqui… — sussurrou Barry.–Eu nem deveria estar nessa Terra... Flash… — sussurrou Griffin de volta. Na frente do balcão, uma adolescente de cabelos negros e pele clara carregava uma bolsa recheada de notas de cem dólares e segurava uma pistola ponto quarenta.–Ei, garota — disse Flash — Eu largaria isso se fosse você. A garota fez uma cara de espanto e atravessou o chão! Flash e Click se entreolharam, pasmos, sem entender o que acabou de acontecer. –Vocês tem encanamento, esgoto? — perguntou Click — Talvez ela só tenha atravessado o chão — o garoto ainda estava bem confuso.–Eu vou checar, você vai voltar para o lugar de onde viemos. Seja rápido.–Já vai, Flash? — perguntou uma voz feminina vindo de dentro do cofre. De lá, saiu uma mulher muitíssimo semelhante a adolescente, porém mais velha e com uma postura muito mais segura. Ela trocava a camisa surrada e o jeans por um vestido longo. Trocava os tênis All Star por saltos altos. Além da semelhança física, também carregava uma bolsa e uma pistola.–Vamos aproveitar que temos um convidado especial aqui hoje — disse a mulher, dirigindo-se a Click — Vamos fazer assim, quem vencer me tem por 10 segundos, pode ser?–Vencer? — perguntou Griffin, rindo — Por que brigaríamos por uma ladra?–Digamos que — a mulher beijou a palma própria mão e assoprou — Vale a pena. Comecem quando eu sair — depois de uma piscadela, ela se dirigiu a porta do banco, passando por entre os dois corredores. Passou o dedo suavemente no ombro de Griffin — Gostei do uniforme.–Gente, o que tá acontecendo? — perguntou Cisco. Nenhum dos dois moveu um músculo. Ficaram parados, estáticos. Assim que a mulher misteriosa entrou no carro, a adolescente apareceu ao seu lado.–Você precisava me deixar lá sozinha com esses dois? — perguntou a mulher mais velha.–Desculpa… Eu me apavorei… — respondeu a outra, envergonhada.–Tudo bem, maninha. Tá com todo o dinheiro?–Tô sim — respondeu ela, com um sorriso.–Então vamos. Assim que o carro partiu, os dois corredores dispararam. Era uma corrida mortal! Socos eram trocados em um piscar de olhos.–Rapazes, parem com isso — disse Caitlin.–Eles não te escutam — disse Wells — Essa mulher deve ter algum tipo de controle mental. Façam uma ressonância no Barry, vamos ver o que ela fez na cabeça dele.–Os sinais dele estão muito irregulares!–Ohoho! — exclamou Cisco, quase que empolgado — Eles estão lutando! Click e Flash duelavam pelas ruas de Central City, deixando para trás apenas um raio amarelo. Em um certo ponto, Flash começou a correr em volta de Click, ele parecia estar preparando um raio. De repente, ele dispara avenida a cima, deixando uma miragem de velocidade para trás ainda encurralando Click.–O que ele tá fazendo? — questionou Caitlin.–Ele tá preparando um soco super sônico — respondeu Cisco, seus olhos brilhavam.–Cisco, como você pode estar empolgado? Griffin pode não aguentar o soco!–Eu sei, eu só, sei lá, é tão demais! Flash disparou contra Click. Sua miragem sumiu, mas não havia tempo para o corredor de branco. O soco atingiu em cheio o peito de Griffin, porém ele não foi lançado, como se esperava. Ele nem ao menos se moveu.–Meu deus! — exclamou Caitlin.–O que houve? — perguntou Cisco, agora preocupado.–A mão do Barry! Quebrou! Wells encarava um monitora que estava ligado nos jornais, que transmitiam a luta ao vivo. Um período de silêncio e calmaria se passou. Os dois corredores estavam frente à frente, em silêncio. Ambos se encaravam, era como uma sala cheia de gases, esperando uma fagulha. De repente, tudo que se ouviu foi um grito de dor excruciante vindo de Barry. Ele caiu de joelhos segurando a mão quebrada. Click pareceu acordar também, ele olhou para o céu e viu o helicóptero, viu as pessoas a sua volta, preocupadas com o velocista escarlate. Click pegou Flash e correu de volta ao STAR Labs.*** Uma tala foi colocada na mão de Barry. Os ossos de seu punhos e de seus dedos não só tinham sido quebrados, uma parte deles havia sido desintegrada pelo impacto! Ele precisaria usar a tala nos próximos dois, talvez três dias, talvez mais. Precisariam ter certeza que sua mão estaria cem por cento curada.–Me desculpa, gente — disse Griffin — Eu realmente não sei o que aconteceu lá…–Relaxa, cara — disse Cisco — Valeu o show.
–O que ele quis dizer — intrometeu-se Caitlin — É que não foi sua culpa, nem do Barry.–Foi aquela mulher — disse Wells, entrando na sala.–E você é…? — perguntou Griffin.–Harrison Wells, é um prazer finalmente te conhecer, Griffin. Pode me chamar só de Wells ou dr. Wells, como preferir.–Ah, eu ouvi sua voz…–Galera — disse Barry — Legal ver vocês se conhecerem e tudo mais, mas acho que temos assuntos mais sérios a tratar, certo? Primeiramente, por que nós lutamos? Qual o poder daquela mulher? Ela é um meta? E depois, como diabos minha mão quebrou?–Acho que isso é culpa minha — disse Griffin — O traje, ele é feito com um material ultra resistente, que absorve o impacto e libera em forma de vibração. Eu não sei o nome, nem sei se ele existe nessa Terra, ou em qualquer Terra… Acho que deveria ter avisado…–Relaxa — disse Barry — Não é hora pra lamentação… Precisamos que você combata as ladras na próxima vez que se encontrarem.–”Você combata”? — intrometeu-se Wells — Você vai deixar ele correr por Central City?–Olha, nós não temos uma opção melhor, temos? Minha mão está em cacos, eu não consigo correr assim… Click é nosso único herói agora. Um silêncio tomou conta da sala. Os companheiros de Barry estavam pasmos com a decisão que ele havia tomado. Barry, o que mais suspeitava e duvidava de Griffin estava agora dando a ele o posto de defensor da cidade… O silêncio foi quebrado por Barry:–Escutem, preciso que descubram tudo que puderem sobre aquelas duas. Como seus poderes funcionam, onde estão e quem são. Eu vou falar com Joe e Iris, explicar o que aconteceu e contar que está tudo bem. Barry estava quase saindo, quando lembrou-se da mão quebrada.–Eu aceito uma carona... — ele disse.–Eu te levo — voluntariou-se Caitlin. Os dois saíram de sala e Griffin foi o primeiro a falar.–Primeiramente, vocês tem algum tipo de aparelho que vigie os impulsos elétricos do cérebro do Barry no traje? Precisamos de uma análise do comportamento cerebral dele enquanto estávamos sendo controlados.–Na verdade — disse Wells, digitando algo no teclado de um dos computadores e depois apontando para um dos monitores presos à parede — Nós temos sim. A imagem está sincronizada com as câmeras do banco. No monitor, uma filmagem das câmeras estava ao lado do que parecia ser uma ressonância magnética do cérebro de Barry.–Nessa parte — disse Cisco — Enquanto a… Senhorita… Ahm… Hm...–Senhorita…? — disse Griffin — Tudo bem contigo, Cisco?–Tô tentando pensar num nome...–Ele é quem dá os nomes dos vilões por aqui — informou Wells.–Eu mesmo… Enfim, a encantadora…. Encantadora… Gostei… A Encantadora estava falando e tudo estava normal até que… A imagem na tela era o momento em que ela assopra um beijo para os corredores.–Foi aí que as coisas começaram a dar errado… “Gostei do uniforme” disse a Encantadora nas filmagens.–Eu não me lembro disso — disse Griffin, confuso.–Eu lembraria, se fosse você — murmurou Cisco.–Sem graça, Ramon — repreendeu Wells — Fora de hora… Enfim, enquanto ela ia até o carro, os impulsos do Barry estão normais, mas no exato momento em que vocês começam a correr — a imagem na tela congela no exato segundo em que os dois dispararam — Está vendo?–Atividade nos leveis baixos do cérebro… — falou Griffin, pensativo.–Atividade primitiva — concluiu Wells — As áreas do cérebro dele que foram ativadas, são as áreas primitivas… Como se…–Ele estivesse disputando uma fêmea — completou Griffin.
Notas finais
Espero que tenham curtido, não esqueçam de comentar ^^
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