Click - The Speed Force Awakens
8 Problemas a se Resolver
Notas iniciais
—Então — disse Griffin — O que sabemos sobre as ladras?
—Selina e Mira Crower — em dois monitores, as imagens das duas. Selina era a mais nova e Mira a Encantadora — Mira já foi presa antes por chantagem por furto de joias. Selina já foi pega roubando frutas ou coisas em lojas de bairro, nada de demais.
—Quantos anos elas têm? — perguntou Griffin.
—Hm… Vinte sete e dezesseis. Mira esteve presa nos últimos dois anos por roubar um colar na casa de um amante, Selina tinha que roubar pra comer… Parece novela mexicana, as irmãs pobres que ganharam super poderes e viraram assaltantes de banco…
—O que é “mexicana”? — perguntou Griffin, perdido.
—É assim, tipo… deixa pra lá…
—Enfim — interrompeu Wells — Como conseguiram os poderes?
—Ahm… como todos os outros metas, explosão do acelerador de partículas.
—Calma, calma — disse Griffin, cada vez mais confuso — Metas? Mexicanos? Acelerador de partículas? Quê?
—Eu vou explicar, tente acompanhar — disse Cisco — Mexicanos são humanos que vivem no México. México é um país vizinho ao nosso, os Estados Unidos, povoado por humanos. Metas são meta-humanos, humanos que sofreram mutações genéticas dois anos atrás, durante a explosão do acelerador de partículas. Acelerador de Partículas…
—Eu sei o que é um — interrompeu Griffin — Mas um troço desses teria que ser gigante, do tamanho desse prédio inteiro!
—Então…
—Esse prédio é o acelerador…
—Exato.
—O que é um país?
—É o nome dado a uma porção de terra com governo, subdividida em Estados, subdivididos em cidades.
—E o que são humanos?
—Calma, agora até eu estou confuso. Nós somos humanos, Griffin…
—Ah… acho que entendi. Ele costumava nos chamar de “pessoas”, não sei se usam esse termo aqui.
—É um jeito mais comum de dizer humanos.
—Entendi.
—Algo mais?
—Não, senhor. Ah, só mais uma coisa. Como diabos os poderes daquelas duas funcionam?
—Só vamos saber mais tarde — disse Wells — Barry é um cientista forense da polícia, ele provavelmente vai ser chamado pra dar uma olhada na cena do crime, vou mandar uma mensagem de texto pedindo pra ele olhar mais de perto.
Cisco encarava Griffin como se esperasse que ele falasse algo.
—Hm… — disse Griffin, um tanto quanto desconfortável — Tudo bem contigo…?
—Nenhuma dúvida? — Griffin sinalizou com a cabeça que não — Sério? Você não entendeu nem humano, nem mexicano, mas entendeu polícia, crime, forense e mensagem de texto? Nem eu sei direito o que é forense!
—Ciência forense é o conjunto de todos os conhecimentos científicos e técnicas que são utilizados para desvendar crimes.
—Então você sabe isso? Mas não sabia o que era um mexicano? Já ouviu falar de Donald Trump?
—Isso é uma marca de comida ou…?
***
Por volta do anoitecer, Barry e Caitlin voltaram ao STAR Labs. Encontraram Cisco pesquisando algo no computador, e Griffin e Wells trabalhando em algum tipo de equação.
—Você não tá pensando direito, Harisson — disse Griffin — Olha, eu tenho abafadores, se fosse a voz da Encantadora, eu não teria sido afetado, o som e a frequência teriam sido distorcidos no caminho até meus ouvidos! — ele pegou o apagador e estava prestes a apagar um parte da equação, mas Wells o impediu.
—Primeiramente, eu não te dei a liberdade de me chamar de Harisson, segundamente — Wells pegou o apagador de Griffin — o Barry usa fones que também servem como abafadores, e ele foi afetado!
—Meu nome? — interrompeu Barry — Legal ver vocês se conhecendo rapazes, e eu realmente odeio interromper o momento mas eu tenho novas.
O grupo se reuniu em frente aos monitores e neles apareceram as imagens do assalto.
—Prestem atenção, bem aqui — disse Barry, apontando para uma placa de vidro em uma das paredes do banco — Estão vendo? Bem quando ela fala que vale a pena, o vidro se racha.
—Ondas de alta frequência — concluiu Wells, encarando Griffin com uma cara de “eu te disse”.
—Ok — disse Griffin — Sabemos como ela funciona, vamos descobrir como fazê-lá dar defeito.
—Nós precisamos de uma frequência contrária a dela, para que uma neutralize a outra.
—E se eu conseguir vibrar pra repelir as ondas dela?
—Muito arriscado.
—Ondas… — murmurou Cisco — Nunca pensei que fosse dizer isso… Saudades Rathaway.
—E quanto ao aparelho que usamos contra o Grodd? — sugeriu Barry — Podemos reprogramar ele pra que desvie as ondas.
—E Selina? Alguém entendeu o que ela fez e como ela fez aquilo?
—Desculpa, Griffin, se não fossem as filmagens nem daria pra saber que ela esteve ali…
—O jeito é ser rápido — disse Wells — Acerte ela antes que ela te veja.
—Bom… — ponderou Griffin — Eu posso fazer com ela o que Barry fez comigo… Mas bater em mulheres não é errado?
Outro alarme disparou, mais um assalto, dessa vez, a uma joalheria.
—Gente — disse Cisco — Elas estão atacando… De novo… No mesmo dia…
—Não temo tempo — disse Griffin — coloquem algo bem alto no comunicador, vamos ver se ajuda…
—De jeito nenhum — disse Wells — Se você for controlado pela encantadora, não vamos ter como te deter.
—Você tem uma ideia melhor? — questionou o jovem, sério.
—Primeiro o assalto ao banco, depois as pessoas colocadas em perigo, agora isso… — Barry sentia-se desolado.
—Relaxa, Barry — disse Griffin, tentando animá-lo — O Flash continuará sendo o herói dessa cidade — Griffin olhava diretamente para o uniforme do corredor escarlate, ele acabara de ter uma grande ideia.
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