Notas iniciais
Gente juro que pensei que não ia conseguir terminar esse capítulo. De madrugada tava digitando e simplesmente dormi com a cara no notebook e hoje o dia foi cheio, mas saiu. A partir do próximo a história terá uma passagem de tempo, não sem você verem o amadurecimento do amor delas. Teve uma pessoa que nos comentários me surpreendeu, entendeu que a história propõe a construção de uma história de relação de convívio, confiança, amizade e amor verdadeiro, e que sim, amor a primeira vista existe. Não será um conto de fadas perfeito, mas será a busca da perfeição. Obrigada por dedicarem um pouco do tempo de vocês e o carinho recebido. Lembre - se que o amor é a chave da felicidade. P.s. Born to die, Lana Del Rey. https://www.youtube.com/watch?v=Bag1gUxuU0g Viva la vida, Coldplay https://www.youtube.com/watch?v=dvgZkm1xWPE

O grande dia havia chegado o dia de Marina brilhar mais uma vez. Esta exposição seria diferente para ela, era a primeira que Clara estaria. Acordou com um misto de sentimentos, tava boba, feliz, apaixonada. Antes de se levantar decidiu mandar uma mensagem para Clara.

Meu amor, hoje tudo tem um significado a mais para mim. Estou muito feliz, você sabe o quanto amo meu trabalho. Quero poder compartilhar cada segundo dessa felicidade com você e só com você. Agora minha felicidade e minha vida estão completas, porque tenho você! Obrigada por iluminar minha vida. Beijos, da sua pequena.

P.s. Chama – me de amor de novo?

Clara já tinha acordado há algum tempo, estava arrumando algumas coisas para ir deixar na casa de Helena para Ivan, ele tinha dormido na tia e ia passar o fim de semana em Goiânia com seu tio Felipe. Fazia tudo vagarosamente, Marina não saia de seus pensamentos. Viu que uma mensagem tinha chegado e se apressou para vê. De tanta felicidade pulou feito uma criança na cama por alguns segundos e foi responder.

Amor, amor, amor, amor, amor, meu amor! Eu quem preciso te agradecer por tudo, você foi quem trouxe luz pra minha vida. Agradeço – te pela sua compreensão, por esperar uma resposta tão simples de ser pronunciada. Eu já te falei e vou repetir tudo tem o tempo certo para acontecer. À noite te parabenizo pessoalmente pela sua exposição, vou tá lá torcendo pelo seu sucesso. Beijos, abraços, cheiros... Da sua Clarinha.

Marina estava no banho quando recebeu a mensagem de Clara e não pensou duas vezes em abrir o box para pegar o celular e vê. Seu coração parou, seus olhos escorriam lágrimas de alegria e pensou – Essa mulher vai me matar de tanto amor. Deus não me importo com o tempo que a conheci, mas na intensidade que esse amor me faz feliz. Amo ela! – Terminou seu banho rápido, tinha que mandar o vestido de Clara, desceu e mandou chamar seu motorista, preparando tudo. Não era uma simples entrega, era um presente para seu amor e com certeza teria um toque particular. O motorista entra no estúdio.

João – Pois não dona Marina.

Marina – João preciso que faça essa entrega agora. É no apartamento onde mora meu primo Ricardo para uma moça chamada Clara, Clara Fernandes.

João – Certo dona Marina. Algum recado em particular?

Marina – Não. Entregue a caixa, o cartão e essas flores. Apenas isso. Pode ir, obrigada João.

Então o motorista se dirigiu até o Leblon. Chegando lá procurou por Clara e o porteiro lhe informou que a mesma não estava lá, tinha saído a pouco para ir até a casa de leilões. O motorista então foi até onde Clara se encontrava, chegando lá foi recepcionado por Luisa que logo chamou Clara.

Clara – Pois não senhor?

João – A senhora é Clara Fernandes?

Clara – Sim, sou eu. Em que posso ajuda – lo?

João – Senhora trouxe uma encomenda para você.

Clara – Encomenda para mim? Tem certeza? Quem mandou?

Luisa – Calma tia deixa de interrogar o homem. Recebe e logo vai saber.

João – (Já entregando tudo para Clara que recebe com a ajuda de Luisa) Senhora veio um cartão junto. Com licença. – Diz se retirando.

Clara abre o cartão e fica tão boba com o momento que lê em voz alta.

Clarinha, minha Clarinha. Se você fosse pra exposição com aquela camisola sexy de ontem ainda assim seria a mulher mais linda desse mundo, mas eu ficaria louca de ciúmes. E afinal de contas uma ida a certo ateliê tinha outro fim além do vestido de uma fotografa boba e apaixonada. Beijos, até a noite.

EnquantoClara suspirava apaixonada Luisa se mantinha paralisada com o que acabara de ouvir e de repente fala com Clara.

Luisa – Tiaaaaaaaaaa – Tirando Clara do transe que se encontrava – A senhora e a fotografa gostosona tão se pegando?

Clara – (Notando o que acabara de fazer) Primeiro isso vai ficar entre mim e você, não ouse falar nada antes que eu mesma fale pra mais alguém. Segundo eu não estou “pegando” a Marina, NÓS estamos descobrindo um amor verdadeiro e feliz. E terceiro não chama ela de gostosona de novo, ela é gostosa sim, mas é minha mulher.

Luisa – Tá certo tia, depois desse recado eu nem olho mais para ela.

Clara saiu da casa de leilões e foi deixar tudo no apartamento, ainda encantada com a beleza do vestido e com o carinho de Marina. Ia agradecer a ela por mais esse mimo, mas somente à noite na exposição. Agora era a vez de ela surpreender Marina. Voltou à casa de leilões e saiu com Luisa rumo ao salão de beleza, onde fez tudo que tinha direito, queria ficar linda pra exposição de sua amada. Marina passou o dia na galeria dando os últimos retoques em tudo, quando viu a hora decidiu ir para casa se arrumar. No Leblon os planos haviam mudado agora somente Clara, Luisa e o namorado iam à exposição, os demais depois se desculpariam com Marina. Em Santa Tereza Marina foi informada que precisava se dirigir o quanto antes a galeria, houve um problema com uma das fotos e só ela poderia vê o que fazer. Estava quase pronta e decidiu terminar de se ajeitar na própria galeria que tinha uma sala reservada para ela. Ligou para Clara.

Clara – Marina eu não tô atrasada não né? – Diz pensando que Marina já estava ligando para dizer que estava esperando ela.

Marina – Claro que não. Amor aconteceu um imprevisto na galeria e preciso ir mais cedo para lá. Não quero que se arrume com pressa, por isso meu motorista vai te buscar. Você vai ficar chateada comigo por esse vacilo meu?

Clara – Não, claro que não. Entendo – te. Olha não se incomode não, eu vou com a Luisa e o namorado dela. Vejo – te lá então.

Marina – Mas amor... – Clara a interrompe.

Clara – Pequena tá tudo bem, não há problema algum em ir com a Luisa.

Marina – Você é teimosa em.

Clara – Não mais que você.

Marina – Tá certo, eu me rendo. Mas olha assim que chegar lá é pra ir ficar comigo, preciso ficar com você antes de começar tudo você me dá sorte. Beijo.

Clara – Tá certo. E se precisar de alguma coisa me liga. Beijo.

Marina seguiu rumo à galeria, resolveu logo que chegou o problema que havia surgido e foi para a sala reservada esperar o horário de se apresentar. Clara, Luisa e seu namorado chegaram algum tempo depois, circulavam pelo espaço quando Flavinha se aproximou e dirigiu a palavra a Clara.

Flavinha – Clara é um prazer te vê de novo.

Clara – Oi Flavinha, o prazer é meu. Essa aqui é minha sobrinha e seu namorado – Fala apresentado – os.

Flavinha – Prazer gente. – E continua falando no ouvido de Clara – Clara a Marina tá louquinha te esperando, disse que se você não chegasse dentro de 10 minutos ia ela mesmo te buscar. Correr lá pelo amor de Deus se não ela sai mesmo atrás de você.

Clara – Sério Flavinha? Pois bem deixe eu ir acalmar ela, deixa só eu buscar uma coisa que deixei na recepção. Pode me acompanhar até onde ela tá? – Diz apenas para Flavinha ouvir.

Flavinha – Claro, vamos.

Clara – Luisa já volto. Espera – me aí. – Diz já saindo.

Clara e Flavinha, sob os olhares raivosos de Vanessa, foram na recepção buscar um arranjo de flores que Clara havia comprado pra dá de presente a Marina e então seguiram ao encontro da fotógrafa que estava sozinha a espera de Clara.

Flavinha – Clara ela tá ali na sala no final do corredor. Preciso voltar e começar a preparar a entrada dela.

Clara – Ok Flavinha. Obrigada!

Clara seguiu até a sala onde Flavinha a levou, pensou em bater na porta, mas sabia que Marina estava só e então abriu a porta devagarinho, nesse momento quando os olhares de ambas se cruzaram ficaram paralisadas, uma admirando a beleza da outra. Clara depois de alguns segundos foi se aproximando de Marina.

Clara – (Chegando onde Marina estava) Acho que hoje você vai deixar um monte de gente babando aqui. – Rir – Você tá linda pequena. Quero te desejar toda sorte desse mundo. Essas flores são para você, para te agradecer e parabenizar.

Marina – Clarinha eu estava aflita aqui. As flores são lindas, mas quem vai deixar os outros babando hoje aqui é você. – Rir – Você também tá linda.

Clara – É esse vestido que certa pessoa me mandou hoje me deixou um pouquinho bonita. – Rir e Marina a interrompe.

Marina – O vestido pode até ser bonito, mas você é linda sempre. Ficou ótimo em você Clarinha.

Clara – Obrigada.

Marina – Clarinha me dá um beijo de boa sorte? – Diz manhosa.

Clara – (Fazendo Cara de quem tá pensando) Me deixa vê... Não. – E continua – Só dou se for mais de um.

Marina – Boba. Quero todos os teus beijos.

Clara então segura na cintura de Marina, a encara e começa a beija – la. O beijo começa carinhoso, trocam selinhos e começam um cheio de desejo, brigam por espaço na boca uma da outra, as línguas fazem um movimento único, Clara começa a morder o lábio inferior de Marina que em seguida faz o mesmo. Falta ar, mas não importa, querem sentir cada vez mais esse toque.

Giseli – (Entrando) Mari... Opa gente desculpa. Marina estão te esperando pra começar. – Diz envergonhada.

Marina – Gi sempre atrapalhando. – Diz rindo – Já dou indo Gi, dez minutos chego lá.

Giseli – Que culpa eu tenho se vocês ficam aí se pegando enquanto tem uma exposição te esperando? Clarinha você pegou a mulher de jeito em. – Diz já saindo e deixando uma Clara vermelha de vergonha.

Marina – (Rindo) Amor fala alguma coisa, você tá parecendo uma pimentinha.

Clara – (Saindo do transe que se encontrava) Marina a Giseli viu a gente aqui se beijando e você fica rindo desse jeito?

Marina – Oras que eu saiba beijar é normal entre duas pessoas que estão namorando.

Clara – Já avançamos pra essa fase é? – Diz rindo e abraçando Marina.

Marina – Claro né amor. Quando você menos esperar já vamos é pra lua de mel. – Rir e Clara lhe dá um tapinha no ombro – Mas vem cá me ajuda a retocar esse batom que você tirou todo.

Clara – (Depois de ajudar Marina a terminar de se ajeitar) Pronto amor. Já podemos ir.

Marina – Meu amor. Minha Clarinha, minha vida. – Dá um selinho em Clara e elas se dirigem para o salão da exposição.

Chega a grande hora, a entrada triunfal de Marina estava prestes a acontecer. Marina pediu que Clara ficasse pertinho da escada esperando ela e Clara prontamente atendeu sentido muito orgulho da sua pequena. As exposições de Marina sempre começavam com duas músicas, era uma breve apresentação musical de Marina e sua exposição. Não eram músicas repetidas, em cada nova exposição surgiam novos temas musicais. Dessa vez as escolhidas foram Born To Die de Lana Del Rey para Marina e Viva La Vida, Coldplay, para o tema da exposição, pois a mesma retratava mulheres nuas revolucionárias. Não se terminava uma música para começar a outra, o esquema era tocar uma parte de uma e ia aparecendo à figura de Marina, depois um pouco da outra, então algumas fotos eram mostradas e assim até Marina está quase chegando ao fim do percurso para uma junção das duas que davam o toque final da abertura da exposição.

Marina entrou belíssima, arrancando suspiros e aplausos calorosos de todos. Desde o primeiro momento mais uma vez seu olhar compenetrou no de Clara, o caminho passou a ser guiado pelo olhar de sua mulher, e Clara estava boba admirando tamanha beleza. Fotógrafos, jornalistas, toda a impressa estava lá. Marina se dirigiu até Clara e falou que ia cumprir os compromissos da noite, posar para algumas fotos e dá algumas entrevistas e que Clara estava intimada a está ao lado dela. Clara hesitou por algum momento, mas Marina a convenceu. E tudo correu conforme o previsto a exposição foi sucesso absoluto. Depois de toda a fita com a impressa Marina agora mostrava tudo para Clara explicando tudo com muito carinho pra sua amada, e ao mesmo tempo aproveitava para falar com os outros presentes, sendo atenciosa com todos. Luisa foi embora mais cedo com André, pois ainda iam pra uma festa no Vidigal. Marina foi se despedir de algumas pessoas e quando voltou falou para Clara que elas já iam embora, pois haveria um jantar de comemoração para alguns convidados em sua casa.

Clara – Hum... Eu já vou ido então, e não se preocupe que vou de táxi. Parabéns, tudo foi muito lindo. — Faz menção de sair, mas Marina a segura.

Marina – Clarinha você não bate bem do juízo não né? – Diz rindo — Meu amor eu falei que nós íamos embora juntas, você e eu, eu e você, lá pra casa. Te todas as pessoas que vão está lá, eu só quero você.

Clara – Pequena acho melhor eu não ir. Vai ter um monte de gente que nem conheço, vou acabar te dando trabalho e além do mais tem a Vanessa. Ela não vai gostar.

Marina – (Diz abraçando Clara) E quem disse que a Vanessa tem que gostar ou não. Amor entenda de uma vez, o que importa sou eu e você. E você indo vai me encher de alegria.

Clara – Tá certo, por você eu vou. Mas eu não vou demorar certo?

Marina – Por mais que preferisse que você dormisse lá, eu concordo.

Marina se despediu do pessoal da galeria e segui com Clara rumo a Santa Tereza...

Notas finais
Amores desculpem os erros de ortografia, concordância e etc. Acontece que realmente escrevo quando possível, isso inclui na faculdade, almoçando, dormindo, rsrsrs. Faço de tudo para postar todo dia, aí nem consigo revisar, mas assim que sobrar um tempo vou tentar fazer.