Clara e Marina... Amor verdadeiro!
11 Confissões sinceras.
Notas iniciais
Marina aproveitou o trajeto até sua casa para tentar convencer Clara a dormir com ela alegando que assim elas poderiam ficar um mais tempo juntas e prometendo não fazer nada que Clara não quisesse. Apesar dos olhos pidões e carinhosos de Marina, Clara não cedeu, disse que ficaria conforme o combinado. Chegaram a Santa Tereza e ao sair do carro, Clara sentiu – se mal, deixando Marina preocupada. Depois de alguns minutos sentadas no jardim Clara disse que já podiam entrar, pois já se sentia melhor e sendo sincera com Marina disse que quando chegaram não teve como não lembrar do ocorrido quando se conheceram e a lembrança lhe causou aquele mal estar. Marina a abraçou carinhosamente, falando que agora estava tudo bem e assim entraram na grande sala já repleta de convidados que logo aplaudiram a entrada de Marina. Ao contrário do que ocorreu na exposição Clara pediu que Marina a deixasse em um canto mais reservado e assim fosse falar com seus convidados que ali se encontravam sem sua companhia. Marina apesar de contrariada e levando em conta o mal estar de Clara atendeu ao pedido de sua amada, deixando – a em uma poltrona confortável um pouco afastada do centro da festa. Apesar de Clara não concordar, Marina chamou uma das empregadas da mansão e pediu que ficasse ali ao lado de Clara para que qualquer coisa que precisasse fosse prontamente atendida. Logo depois foi conversar um pouco com seus convidados sempre com a atenção em Clara. Flavinha e Giseli foram falar com Marina e depois seguiram ao encontro de Clara. As três conversaram alegremente por algum tempo, deixando Marina um pouco mais aliviada com aquele sorriso no rosto de sua amada, até que Flavinha foi chamada pela governanta da casa e Giseli foi procurar seu namorado. Quando as meninas saíram, Marina se encontrava de costas para Clara e depois de algum tempo quando se virou viu que Clara não se encontrava mais ali onde tinha ficado, fitou o ambiente atrás dela, mas não a viu, se dirigiu até onde Flavinha e Giseli agora se encontravam para saber de Clara e ambas falaram que a tinham deixado no mesmo lugar, pois apesar da insistência delas Clara não quis ir dançar com elas. Marina ficou preocupada com o sumiço repentino de Clara, até que encontrou a moça que tinha deixado com ela. Perguntou por Clara imediatamente e a moça respondeu que Vanessa tinha chegado para conversar com Clara e mandado ela se retirar, mas não sabia para onde tinham indo. Marina ficou preocupada com o que acabara de ouvir, disse que a mulher não poderia ter deixado Clara só, pois ela não estava se sentido bem naquela noite, mas decidiu deixar a bronca para depois e saiu à procura de sua amada. Enquanto isso Vanessa levou Clara até o jardim da casa.
Clara – Pronto, já estamos a sós. O que você quer comigo? – Diz de forma seca.
Vanessa – A donzela realmente não sabe o que eu quero? – Diz sarcástica.
Clara – Fala logo ou eu vou voltar.
Vanessa – Ok. Vamos ao que interessa.
Nesse momento Marina as encontra, vai se aproximando aos poucos, calmamente, não deixando ser notada. Queria saber até onde a audácia de Vanessa iria agindo daquele modo.
Vanessa – Presta atenção que eu vou falar só uma vez. Você não se atreva a vim trabalhar aqui, e quanto a esse romance que você insiste em obrigar a Marina a manter com você, já basta. Quero você fora da vida da Marina.
Clara – Como é que é? – Diz abismada – Presta atenção você. Eu só não venho trabalhar aqui se a MARINA assim decidir, pois até onde eu sei o estúdio é dela. E quanto ao que eu tenho de pessoal e amorosamente com ela, a gente faz de livre e espontânea vontade, e pra sua informação isso só diz respeito a mim e a ela.
Vanessa – Faça – me rir. Tá apaixonada é? Já se acha com a liberdade de me afrontar? Toca – te criatura. A Marina assim que te comer vai te jogar na rua, como uma prostituta usada. Diz – me aí, já pensou em quanto vai cobrar pra ela te foder? E já que você vai ter que foder ela também cobra bem viu?! – Diz da forma sarcástica e humilhante, Clara agora chorava de raiva, se sentia desprotegida, estava em transe e Vanessa continua – Ah, mas pra você é fácil não é? Afinal no máximo o que você é uma MULHERZINHA USADA! – Clara diante das últimas palavras sai do transe e tá um tapa com todas as suas forças em Vanessa.
Vanessa se recuperando do impacto faz menção de partir para cima de Clara, mas Marina surgi diante dela e segura seu braço com força.
Marina – (Encarando Vanessa com um olhar de raiva e desprezo) Não se atreva a encostar a mão novamente nela. Sai daqui agora antes que eu chame os seguranças. – Solta Vanessa, se vira para Clara e lhe abraça carinhosamente tentando controlar o choro de sua mulher.
Vanessa – Mari... – Marina a interrompe.
Marina – Presta atenção de uma vez por todas. – Pausa um instante – Sai antes que me arrependa de não te dá uma surra. Sai. – Grita.
Vanessa sai desequilibrada pelo imenso jardim e Marina abraça Clara fortemente.
Marina – Porque você veio com ela? Você sabia que ela só queria fazer cena. Você foi teimosa e imprudente, ela poderia ter... – Clara a interrompe.
Clara – Você não se importa com nada que ela falou comigo né?! – Diz saindo do abraço de Marina. – Podia ao menos perguntar como tô me sentido. Deve tá mais preocupada porque teve que sair da sua festinha não é isso?! Desculpa volte, não precisa que preocupar mesmo. Pelo visto a Vanessa tem razão. – Diz chorando e saindo rumo à saída, deixando Marina perplexa.
Marina – (Correndo atrás de Clara) Volta aqui Clara. Onde você pensa que vai? Tá pensando que pode falar as coisas assim e sair como bem entende? Volta agora! – Clara já estava no portão da casa dando a mão para um táxi haja vista ter alguns parados ali em razão da grande festa. – Você não vai. – Segura o braço dela com força quando ela se prepara para entrar no táxi.
Clara – (Diz chorando) Me larga, por favor, tá me machucando. – O coração de Marina dói nesse momento, não queria machucar Clara em nenhum sentido.
Marina – (A soltando) Desculpa. Mas você não pode ir embora assim. – Diz com um olhar triste.
Clara – Me deixa ir, por favor. – Diz sem conseguir encarar Marina.
Marina – Ok. Mas saiba que você tá indo sendo injusta comigo, você me magoou muito hoje. Não quer ficar e conversar comigo, tudo bem, não vou insistir. E se serve de alguma coisa – Faz uma pausa – Eu me apaixonei perdidamente por você quando te vi naquele dia aqui, eu tenho certeza que você é o amor da minha vida! – Sai chorando e magoada com Clara.
Clara entra no táxi e observa Marina ir embora. Vai embora com coração apertado, com as palavras de Marina viu o quanto foi injusta com ela, mas não conseguiu volta atrás dela. Chegou em casa e se jogou na cama chorando até adormecer. Marina entrou em casa, chamou Flavinha e disse que já ia se retirar sem contar nada do acontecido, mandou que ela ficasse fazendo as honras da casa. Deitou, chorou por horas e só queria SUA Clarinha ali. Adormeceu.
O dia amanheceu triste para ambas, sentiam falta do cheiro, do abraço uma da outra. A família Fernandes estava reunida no apartamento de Helena para o almoço, faltava somente Clara que ligou dizendo que logo descia. Marina acordou com Maria, sua governanta e figura materna, a chamando para almoçar, mas a mesma disse que não ia queria ficar deitada, pediu que não fosse incomodada mais. Clara ao entrar no apartamento de Helena foi surpreendida com vários parabéns ficando sem entender o porquê daquilo, até Luisa contar.
Luisa – (Piscando para Clara) Tia a senhora tá famosa. Todos os jornais e revistas de hoje trazem uma reportagem com a Marina e você na maioria das fotos está ao lado dela. Mas já expliquei para todos que você teve de acompanhar – la devido ser a mais nova contratada do estúdio. – Clara suspirou de alívio, não queria encarar a família naquele momento.
Chica – (Indo abraçar Clara) Parabéns filha, você merece. Tenho certeza que a Marina vai ficar orgulhosa do seu trabalho.
Clara – Obrigada mãe.
Ricardo – Clara tô muito feliz que você vá trabalhar com a Marina, sei que irão se dá muito bem. Marina é uma boa pessoa.
Clara – Eu sei Ricardo. – Diz sendo sincera.
Helena – A conversa tá boa, meus parabéns irmã, mas vamos almoçar que já tá na hora.
Todos se dirigem a mesa, o almoço ocorre tranquilo e quando terminam se reúnem novamente na sala e ficam trocando conversa fora. Luisa percebe que Clara está distante e vai conversar com a tia. Clara desabafa com Luisa, diz que foi estupida pelo que fez e agora não tem coragem de ir procurar Marina, pois tem medo que ela não a queira mais. Luisa manda a tia parar de ser boba e ir atrás de Marina se desculpar com ela. As duas ficam conversando mais um pouco até que o celular de Clara toca.
Clara – Alô.
Maria – (Governanta de Marina) Alô, bom dia. Esse telefone é da dona Clara?
Clara – Sim, sou eu mesma. Em que posso ajudar?
Maria – Dona Clara me desculpa pelo incomodo, mas eu liguei para a Giseli para falar da minha menina Marina e ela disse que a única pessoa que poderia me ajudar era você. Ela bebeu ontem, não se levanta e não comeu nada. Ah, também não para de chorar.
Clara – Ela ainda não levantou e não comeu nada? – Fala preocupada – Mas já são quase três da tarde. Ela não pode fazer isso. – Faz uma pausa – Olha vou falar com ela, não se preocupe.
Maria – Obrigada senhora. Desculpe pelo incomodo.
Clara – Não precisa me chamar de senhora, basta Clara. E você não me incomodou tinham que ter me ligado mesmo, até mais.
Clara desliga o telefone e decide mandar uma mensagem para Marina.
Clara
Porque não se levantou ainda e não comeu nada?
Marina (que dá um sorriso ao vê o nome de Clara no visor do celular).
Porque eu tô triste, muito triste. Você desconfiou de mim e saiu sem ao menos me escutar.
Clara (com lágrimas nos olhos)
Se eu pedir pra você levantar, tomar um banho e comer faria isso?
Marina
Só se você vim aqui e escutar o que tenho para dizer.
Clara nesse momento tem uma ideia e não responde Marina de proposito. Pedi o carro de Luisa emprestado e sai sem dá maiores explicações a sua família. Decidi ir até Santa Tereza, no caminho para e compras algumas coisas. Marina a essa altura já está chorando de novo na cama pensando que Clara está evitando ela. Clara chega à casa de Marina, e logo vai procurar Maria. Contar a conversa com Marina e pede que a ajude. Clara foi para o jardim e montou uma mesa repleta de coisas gostosas que tinha comprado e depois de tudo pronto pede que Maria siga com o plano.
Maria vai até o quarto de Marina, que resmunga com sua chegada.
Maria – Menina eu não acredito que você ainda tá assim. É feio deixar os outros esperando.
Marina – Mariaaaa, eu já disse que não quero se incomodada. – Diz se prestar muita atenção ao que Maria tinha dito.
Maria – Desculpa menina. Tudo bem. Vou pedir pra senhora CLARA – Dá ênfase ao nome de Clara – ir embora.
Marina – (Pulando da cama) O que? A Clarinha tá aí?
Maria – Tá sim. Aliás, a coitada já tá cansada de esperar você, disse que faz um tempo que você pediu pra ela vim e nem desceu. Acho que ela já deve tá indo, mas isso não faz diferença já que pelo visto você não quer falar mais com ela né?!
Marina – NÃOOOOOOO! Corre lá e segura essa mulher, ela não sai daqui por nada. Vou tomar um banho rapidinho e já chego lá. Vai – Diz já empurrando Maria para fora do quarto.
Maria vai até Clara e diz que o plano deu certo. Marina toma um banho rápido, se veste e desce ao encontro de sua amada. Clara está em pé ao lado da mesa que preparou admirando o jardim de Marina, que chega devagar.
Clara – Para. Deixa eu te sentir mais um pouco.
Marina – Como você sabia que eu estava chegando? – Diz, pois Clara está de costas para ela.
Clara – Senti seu cheiro. – Continua de costas.
Marina – Você gravou meu perfume? – Anda devagar até o encontro de Clara e a abraça por trás.
Clara – O perfume, o beijo, o toque... Tudo. Mesmo você aqui em Santa Tereza e eu no Leblon consigo te sentir. – Se vira e olha intensamente para Marina – EU AMO VOCÊ!
Marina – (Deixando uma lágrima escapar) EU AMO VOCÊ!
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