Clara e Marina... Amor verdadeiro!
7 Confiança, Verdade e Certeza.
Notas iniciais
O dia seguinte amanheceu, era uma quinta – feira comum, início do mês de fevereiro. Clara acordou cedo, decidiu ir correr na praia, precisava relaxar. Voltou para casa algum tempo depois mais confusa do que antes, não sabia realmente o que fazer. Teria que informar a família que tinha perdido o emprego, mas como contar? Ela realmente se sentia humilhada diante dos fatos, não tinha como negar a si própria. Pensou em Marina, não queria seu mal. Se a família Fernandes soubesse ela seria responsabilizada por algo que não tinha culpa. Decidiu contar sobre a perda do emprego, mas omitiu a causa. Apenas disse que seu trabalho não estava sendo respeitado e outras coisas sem tanta importância, não prolongou o assunto encerrando a questão, mesmo deixando a família com uma pulga atrás da orelha. Marina não era de acordar cedo, só em casos de ensaios marcados e outras situações que assim exigiam. Em uma das conversas tidas com Flavinha durante esses dias pediu que ela continuasse com Vanessa em seu apartamento, não queria conversar com ela, não conseguia perdoar os atos que ela teve em relação à Clara, a sua ousadia e prepotência atingiu Marina como nunca, ela não admitiria isso com ninguém, pois apesar de ser a poderosa Marina Meirelles nunca se sentiu superior às pessoas, sim, ela exigia respeito daqueles que a cercavam, mas sempre sendo uma pessoa de coração bondoso, herança de sua mãe. Apesar da preocupação que Flavinha mostrou em relação à exposição foi firme em seu pedido e apenas Flavinha poderia retornar ao estúdio para os ajustes finais. Era nove da manhã, Marina já tinha acabado de tomar seu café, se dirigiu ao estúdio para falar com Flavinha e logo depois partiu em direção ao Leblon. Clara estava nervosa. Não queria que soubessem que iria sair com Marina para não ter que dá maiores explicações, disse que estava indo resolver sua demissão. Desceu e ficou na entrada do prédio fazendo hora pra que Marina nem precisasse ir ao apartamento. Avistou um carro vindo em direção ao prédio e logo deduziu ser o de Marina, afinal já era o horário marcado e um carro extremamente luxuoso como aquele só poderia pertencer a ela. Marina foi extremamente pontual. O carro parou e então Marina desceu extremamente linda de encontro a Clara.
Marina – Clarinha?
Clara – O... Oooii. – Meu Deus que mulher é essa, pensou – Oi Marina, podemos ir?
Marina – Claro vamos. – As duas seguiram até o carro e quando Clara parou na porta Marina abriu para que ela entrasse.
Clara – Não precisa disso Marina. Assim vou ficar constrangida.
Marina – Deixa de ser boba. Faço isso com o maior prazer. – Fecha a porta e de dirige ao seu lado.
Marina antes de entrar no carro repara que perto de um quiosque Ivan está brincando com a pequena Bia e então solta um sorriso bobo só de vê a alegria dele.
Marina – Então você gostaria de ir a algum lugar em especial? – Diz olhando para Clara e ajeitando seu cinto.
Clara – Não quero te dá trabalho Marina, onde você achar bom nós podemos ir.
Marina – Não seria trabalho algum, se você escolhesse o lugar seria um prazer. Mas como sei que não irá fazer isso vou te levar num lugar especial aqui no Rio, lá poderemos conversar sossegadas. – Clara sorri pra ela.
Não trocaram sequer uma palavra no carro, nada ali precisava ser dito. Marina decidiu ir para uma praia deserta do Rio. Chegando lá desceram e Marina arrumou uma toalha na areia para Clara, repetindo o gesto com uma para ela. Ambas sentaram, se encararam por algum tempo, até que Marina decidiu falar.
Marina – Acho que precisamos falar alguma coisa né? – Diz rindo.
Clara – Sim, mas eu não sei o que falar. – Diz sendo sincera.
Marina – Ok. Então apenas me escuta. Primeiro tenho que te pedir desculpas por tudo que aconteceu no estúdio naquele dia. A Vanessa tá um pouco descontrolada, e vou ser sincera com você porque ela tá agindo dessa forma. Eu e Vanessa tínhamos um relacionamento além do profissional. – Clara faz uma careta e marina nota – Presta atenção, tínhamos. Não temos nada além da relação profissional hoje.
Clara – O que isso importa? Você é uma mulher livre pode se relacionar com que quiser sem dá satisfação alguma. – Falou sem se tocar que estava demostrando ciúmes de Marina mesmo sem querer.
Marina – Ei mocinha calma. – faz um carinho no rosto de Clara – Meu relacionamento com ela hoje é unicamente profissional. Acontece que decidi vim embora de Londres, queria uma mudança radical na minha vida e Vanessa tentou me impedir de todas as formas porque falei que estava vindo encontrar o grande amor da minha vida. Ela ficou louca falando que eu era dela e outras besteiras, até que decidiu vim comigo, eu permiti claro, pois apesar de tudo sempre foi uma amiga e excelente profissional. Só que aqui ela descontrolou de vez e eu já não sei o que fazer. Naquele dia depois de tudo pedi pra Flavinha leva – la para o apartamento dela pois realmente não tinha condições de falar absolutamente nada com ela. A Flavinha contou a mim e a Giseli tudo o que aconteceu com os mínimos detalhes, inclusive que ela tinha ligado pro seu chefe se passando por mim e exigindo sua demissão, o que foi prontamente atendida usando meu nome. Eu até ouvi a parte final da ligação, mas não pude fazer mais nada no momento e depois até poderia reverter à situação, bastava um telefonema de verdade meu e estaria tudo resolvido, mas aí eu já não quis mais.
Clara a olhava triste e com algumas lágrimas no olhar pensando que Marina apoiava a ação de Vanessa.
Marina – Eu não revesti a situação porque você não merece trabalhar em um lugar que as pessoas não tenham a mínima consideração por você, que basta uma pessoa famosa e rica ligar e exigir sua demissão que eles logo demitem, sem ao menos conversar com você e escutar seus argumentos. – Afirma.
Clara – Obrigada Marina. Entendo – te, eu nem era tão feliz assim lá, mas eu precisava, preciso proporcionar ao Ivan uma vida com um pouco mais de conforto e não quero ficar dependendo da minha família.
Marina – E quem disse que você vai ficar sem trabalhar? – Clara mostra uma cara de espanto – Você está oficialmente intimada a trabalhar no estúdio Marina Meirelles.
Clara – Se antes eu tinha dúvidas, agora tenho certeza. Você é louca.
Marina – (Rindo) Por quê?
Clara – Eu trabalhando lado a lado com aquela ruiva doida?
Marina – (Séria) Clara a Vanessa é uma excelente profissional, isso não posso negar. E ainda assim, tenho um carinho por ela. Mas quem vai decidi minha decisão em relação a ela é você. – Clara faz uma cara de assustada – Amanhã vou falar com ela.
Clara – Marina eu não posso fazer isso. Não posso te dizer o que fazer, ainda mais em relação à Vanessa. Isso não seria justo com ela. E apesar de tudo não consigo desejar mal a qualquer ser humano que seja. – A olha nos olhos e faz um carinho em suas mãos — Eu sei que vai tomar a decisão correta.
Marina – ok. Tenho até amanhã pra pensar e encarar a realidade. – Para um instante e admira Clara intensamente.
Clara – O que Foi?
Marina – Você me faz me apaixonar cada vez mais por você!
Clara – (Cheia de vergonha) Para boba.
Marina – (Diz rindo e se levantando) Boba é você, ficando toda cheia de vergonha na frente da sua futura mulher. Adoro admirar você Clarinha. Fica aqui que vou tirar uma foto sua. A primeira de muitas. – Tira a foto – Vou colocar ao lado da minha cama.
Clara – Vou vai me matar de vergonha mesmo né?!
Marina – Enquanto não posso matar de amor... – Rir feito criança e Clara cora de vez – Vem, levanta, temos que ir a outro lugar. Nossa agenda hoje tá cheia.
Clara – Que dizer que a senhorita programa uma agenda com minha presença sem ao menos me consultar? – Faz cara de indignada.
Marina – Prometo que não vai se arrepender e além do mais sou uma excelente companhia. Fora que não quero deixar minha mulher andando sozinha por aí. – Fala enquanto segura a mão de Clara.
Clara – Você vai me enlouquecer. – Fala encarando Marina.
Marina – Eu só quero te amar!
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